A vassoura-violino

A Av. Paulista fecha para carros aos domingos, o que a torna um belo lugar para passear.

Nela, artistas de rua a cada esquina vendem os seus sonhos, em busca de alguns trocados. Porém, esse da foto era diferente. Primeiro, a música (Bach eu acho) era muito bem tocada, bastante bonita. Segundo, ele tocava uma vassoura-violino, seja lá o que isso for.

Uma forma de se diferenciar é através da criatividade.

Sucesso ao mestre da vassoura-violino.

Experimento da dupla fenda – faixa do vermelho

O experimento da dupla fenda, realizado 200 anos atrás por Thomas Young, é um dos marcos da física e um dos experimentos mais importantes da história.

O melhor, é que dá para fazer ele em casa. O primeiro post foi descrito aqui.
https://ideiasesquecidas.com/2018/06/17/o-experimento-da-fenda-dupla/

Devido ao padrão de interferência da luz, o resultado é uma espécie de linha tracejada (positivos se reforçando e pontos negativos e positivos se anulando).

Provocado por um comentário (do leitor Pedro Arka), resolvi fazer o experimento com duas cores de laser: um verde e um vermelho.

O ideal era fazer um lab física de verdade, medindo o tamanho entre cristas do laser. Mas isso é profissional demais e dá trabalho demais, tira a graça de fazer o mesmo em casa. A pergunta a ser respondida aqui é: qual o laser que dá a maior distância entre tracejados?

Fiz o experimento – e fazer na prática dá trabalho, há muita coisa que atrapalha o mesmo (como as minhas 3 filhas querendo brincar com o laser, por exemplo).

Mas, a duras penas, cheguei as fotos abaixo.

As fotos para vermelho e verde foram tiradas contra uma parede mais longe, o zoom da câmera é o mesmo para ambos.

Agora, em uma parede mais próximas, o mesmo zoom.

Outro fator é que o laser verde é mais forte do que o vermelho, em termos de hardware (o vermelho comprei num camelô, o verde comprei no AliExpress e paguei bem mais caro).

Mas, mesmo assim, parece que o verde tem espaço menor entre tracejados, e por isso, mais tracejados na foto.

Agora, vejamos a teoria.

Segundo a Wikipedia, esses são os comprimentos de onda do verde e vermelho.

Color Wavelength Frequency Photon energy

Green 500–565 nm 530–600 THz 2.25–2.34 eV
Red 625–740 nm 405–480 THz 1.65–2.00 eV

E essa é a fórmula para a distância entre cristas. Fonte: https://study.com/academy/lesson/double-slit-experiment-explanation-equation.html

O que interessa nela é que d (distância entre cristas) é diretamente proporcional ao comprimento de onda. Ou seja, quanto menor o comprimento de onda, menor a distância entre cristas. O resto dos parâmetros diz respeito ao número da crista, a relação entre a distância entre fendas e a distância para a parede, etc, que são iguais para ambos os lasers. Portanto, o verde realmente tem distância menor – ou seja, não conseguimos invalidar 200 anos de física ótica com nosso experimentozinho…

Deixando as fórmulas de lado, é legal interpretar fisicamente. O comprimento de onda é a distância entre os picos da onda. Então, se imaginar o pico como traço e o vale como espaço em branco, dá um tracejado. O vermelho é um tracejado maior do que o verde.

Sobre o contexto. Isaac Newton, aquele mesmo, postulou que a luz é composta por minúsculas partículas. Isto explicaria porque a luz não faz curvas, por exemplo.

Thomas Young foi um sujeito genial, que concebeu o experimento da fenda dupla para contrapor Newton, e provar que a luz era uma onda. Havia vários outros indícios disto, como por exemplo, a difração (mudança de direção) da luz na água.

Pois bem, a luz foi considerada uma onda desde Young, até Albert Einstein publicar em 1905 um paper sobre o efeito fotoelétrico, que só poderia ser explicado se… a luz fosse uma partícula! A luz é meio esquizofrênica, ora partícula, ora onda.

Anos depois, Louis De Broglie postulou algo mais maluco ainda. Não era apenas a luz que apresentava tal comportamento dual, mas toda a matéria!

O experimento da fenda dupla também evoluiu, de forma muito esquisita. Os cientistas tentaram enviar disparos fóton a fóton, ou melhor elétron a elétron, só que mesmo assim a interferência ocorria. Era como se o elétron interferisse com si mesmo. Mas o bizarro mesmo era quando os cientistas tentaram medir qual fenda o elétron escolhia. Neste caso, a interferência era destruída, ou seja, quando observada, o elétron se comporta como partícula!

Ou seja, passada toda a história da civilização, ainda assim estamos longe de saber o que é a luz. E, um experimento tão simples como o mostrado foi um dos precursores dessas discussões todas.

Nota: Li num livro do Robert Greene sobre a Pedra de Rosetta, trazida do Egito por Napoleão e toda a corrida científica para decifrar os misteriosos hierógrifos dos faraós. Pois bem, no livro narrava a história de um certo Thomas Young que conseguiu traduzir a pedra. Ora, o Thomas Young que decifrou os hierógrifos é o mesmo Thomas Young do experimento da fenda dupla, mostrando o quão genial era o rapaz.


Ideias técnicas com uma pitada de filosofia

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Sempre que olhar o celular de bobeira, lembre-se do poder do hábito

Olhar o celular a cada 5 min é vício que está se tornando comum.

Este é o poder do hábito: o de fazer algo sem nem perceber que estamos fazendo…

Imagine quanto tempo desperdiçamos com maus hábitos… e o quanto de coisas boas podemos fazer com bons hábitos.

O hábito é como um fio invisível. Cada vez que o repetimos o ato reforça o fio, até que se torna um enorme cabo, e nos prende de forma irremediável, como diria Orison Swett Marden.

Ação: avalie quais os hábitos você deve abandonar imediatamente, e substitua estes por hábitos saudáveis.

Exemplo: quando der vontade de olhar para o celular, faça algo mais útil, como ler um livro ou fazer alongamento…

Sempre que olhar o celular de bobeira, lembre-se do poder do hábito

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Quanto eu coloco na nota?

Hoje, no táxi, pedi uma nota da corrida.

O taxista perguntou: Quanto eu coloco na nota?

Eu falei: o valor do taxímetro…

Com os aplicativos de táxi, faz tempo que não tomava táxi e eu não ouvia essa pergunta. Infelizmente, ela é bem comum.

Não dá para cobrar ética dos políticos se não fazemos o mínimo, no dia-a-dia.

Ideias técnicas com uma pitada de filosofia

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Como codificar as obras completas de Machado de Assis num único número

Sobre a infinitude dos números.

Forgotten Math

É possível codificar as obras completas de Machado de Assis num único número.

Este número terá
valor entre zero e um.

Isto não quer dizer
que tal número terá um bit, ou que a memória para armazenar tal
número seja pequena.

Comecemos com a
codificação em binário.

Se temos 26 letras
no alfabeto, 5 bits binários são suficientes para descrever todas
as letras (2⁵ = 32, que é maior do que 26). Acrescentemos o espaço
em branco como o primeiro da lista.

Assim, temos:

Ignoremos letras
maiúsculas e caracteres especiais, a bem da simplicidade.

Desta forma, o
título “Dom Casmurro” seria codificado como:

00100011110110100000001100001100110110110101100101001001111

Para decodificar a
mensagem, basta dividi-la em pedaços de 5 bits, consultar a tabela e
anotar a letra correspondente.

00100 01111 01101
0000 00011 00001 10011 01101 10101 10010 10010 01111

E como colocar tudo
isto dentro de um único número?

Copie toda o número
obtido…

Ver o post original 470 mais palavras

A Rappi vai concorrer com o Itaú

A placa abaixo, numa Starbucks da Av. Paulista, chamou a minha atenção.

É um pagamento pelo celular, utilizando um e-wallet. Serviço dentro do aplicativo da Rappi, o RappiPay.

Por que chamou a atenção? Porque já vi isto antes, na China, o país que não aceita cartão de crédito.

Na China, tudo quanto é pagamento é por QR code. Restaurante, paga com WeChat. Táxi, WeChat. Até os mendigos aceitam WeChat.

Qual a vantagem de um e-wallet sobre o cartão de crédito? Essas soluções tendem a ser bem mais baratas do que os cartões tradicionais. A transferência entre pessoas físicas no RappiPay, por exemplo, é gratuita.

O problema é virar hábito. Na China, as pessoas não tinham cartão, mas tinham celular. No Brasil, todo mundo usa cartão de débito ou crédito. Toda loja tem uma maquininha de cartão. Como é que um WeChatPay vai pegar no Brasil?

Esta é uma belíssima tentativa de responder a esta pergunta. A Rappi já é um sucesso, para entrega do almoço. Ao aplicativo normal, eles adicionaram vários outros serviços, como o patinete elétrico da Grin, passeio de cachorros, supermercado, etc…  Com o pagamento incluso no ecossistema, quem segura?

O WeChat é gigante na China. Fintechs abocanharam um fatia importante dos lucros dos bancos.

Te cuida, Itaú.


Ideias técnicas com uma pitada de filosofia

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Vide também:

https://ideiasesquecidas.com/2018/10/29/testamos-o-servico-do-rappi-o-servico-de-entregas/

É melhor ser um burro esforçado ou um gênio preguiçoso?

 

No Instituto Tecnológico de Aeronáutica, tínhamos a gloriosa “Associação dos Burros Esforçados”. Eu me considero um burro esforçado, porém muito esforçado.

O talento inicial é mais ou menos como um grande depósito inicial. O esforço diário é como se fosse um depósito pequeno, mas constante, ao longo do tempo.

Sem esforço, o talento deprecia, não evoluiu.

Com esforço constante e tempo suficiente, os juros compostos estarão a favor – e os juros compostos são a força mais poderosa do universo.

Vi alguns gênios preguiçosos ficando pelo caminho, e muitos burros esforçados cruzando a linha de chegada.

Com tempo e pressão constante, é possível transformar carvão em diamante!

https://ideiasesquecidas.com/2017/01/06/a-associacao-dos-burros-esforcados/

Como apresentar a sua ideia em 30 segundos ou menos

O período médio de atenção do indivíduo é de 30 segundos.

“Mas eu não conseguiria expor meu pensamento em 30 segundos”. Ora, a TV faz isso o tempo todo!

Para criar o seu discurso:

1. Ter um objetivo claro, bem definido, para a mensagem;

2. Saber com quem está falando, o público alvo;

3. Definir a abordagem, a estratégia para passar a mensagem;

4. Procurar um gancho: algo que prenda a atenção, incomum, inusitado, interessante, dramático;

5. Peça o que você quer: no final da mensagem, faça uma exigência de ação direta ou indireta;

O trabalho deve ser como um quadro: pintar uma imagem na cabeça do ouvinte, com clareza e tocando o seu coração.

Treino: uma mensagem de trinta segundos pode precisar de semanas de treinamento. É preciso muita preparação para passar uma mensagem cativante em pouco tempo.

O “quem diz” é tão importante quanto o “o que se diz”. Postura, linguagem corporal, primeiras impressões, estilo, são sempre levados em conta pelo ouvinte.

Quero mais… deixe sempre um gostinho de “quero mais” na boca do consumidor.

Ação: seguir tais técnicas em seu próximo discurso de elevador.

Fonte: Como apresentar as suas ideias em 30 segundos ou menos – Milo O. Frank.

Vide também:

Ideias técnicas com uma pitada de filosofia

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https://ideiasesquecidas.com/2018/09/07/ethos-pathos-e-logos

https://ideiasesquecidas.com/2016/09/24/qual-e-o-seu-pitch/

Fake Storytelling

Vi recentemente uma polêmica acerca de uma certa Bettina.

Para quem não conhece, a propaganda diz que Bettina, uma jovem de 22 anos, partiu de mil e quinhentos reais e fez um milhão de reais no mercado financeiro.

É uma propaganda de um grupo que insinua que todos conseguem fazer isto, seguindo os mandamentos deles, é claro.

O problema é que a história da Betina é fake. É apenas inspiracional. Assim é fácil… poderiam ter dito logo que ela fez 150 milhões, que era o novo George Soros, o novo Warren Buffet.

Eu já acho forçado demais pegar o best in class, a pessoa que mais ganhou de todos, e apresentar este como o benchmark, um exemplo de que todos podem chegar no mesmo nível – é claramente impossível, porque se todos fossem vencedores, todos seriam medianos, e assim não haveria vencedor.

Pegar um best in class falso é muito mais forçado… ainda mais num país onde apenas 1% dos que fazem day trade têm lucro, conforme demonstra este estudo recente: https://cointimes.com.br/e-possivel-viver-de-day-trade/.

Porque o fake storytelling provoca tantas reações negativas? Não é só inspiracional mesmo?

Minha explicação remonta à 2,4 mil anos no tempo. A Retórica de Aristóteles dizia que há três modos de persuasão: o Ethos, o Pathos e o Logos.

O Logos se refere à parte lógica do argumento para convencer alguém.

O Pathos se refere à parte emocional. É aqui que entra fortemente o storytelling. Quando é feita uma personificação, quando não é um ensinamento abstrato qualquer, mas uma pessoa de verdade, uma jovem brasileira de 22 anos, muito mais próxima de nós, afeta fortemente a emoção, o pathos. É por isso que o storytelling é tão poderoso.

O melhor agora, o Ethos. O Ethos se refere ao lastro disto tudo, à autoridade que o narrador tem para contar a história. Um George Soros tem autoridade enorme para falar qualquer coisa, concordemos ou não. Pelo menos, ele juntou alguns bilhões de dólares…

No caso citado, do fake storytelling, o Ethos caiu por terra. Que moral a personagem tem para falar sobre o tema, se ela estava apenas interpretando um papel? E, caindo o Ethos, cai também o Pathos, porque na parte emocional ninguém é pato para engolir essa historinha fake.

Portanto, ao invés de utilizar os três modos de persuasão para fortalecer a mensagem, dois deles saíram pela culatra.

É o mesmo caso da Diletto e do Suco do Bem, cases famosos pelo storytelling forçado.

O Ethos é infinitamente mais difícil de conseguir, e portanto, muito mais difícil de falsificar.

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https://moneytimes.com.br/felipe-miranda-bettina-gaste-a-pergunta-mais-relevante-de-todas-quem-e-o-tio-ricco/

https://ideiasesquecidas.com/2018/09/07/ethos-pathos-e-logos/

Como usar o VPN na China

Este post é um adendo às notas sobre cultura e economia da China.

Quase nenhum aplicativo do ocidente funciona na China. Tudo é bloqueado, incluindo o Google e seus serviços (como e-mail e maps), Facebook, Whatsapp, Uber, etc…

O governo chinês bloqueia esses serviços. Um primeiro motivo é facilitar que a China tenha os seus similares (Baidu para o Google, Tencent para o Facebook, AliBaba para a Amazon, WeChat para o Whatsapp, Didi para o Uber). Outro motivo é poder monitorar o conteúdo (exemplo, o WeChat é monitorado!), o que seria impossível se o app não fosse chinês.

De qualquer forma, é necessário utilizar um VPN (Virtual private network) para acessar os serviços.

E isto ajudou muito. Imagine andar sem o Google Maps no meio de Shanghai!

Eu utilizei dois VPNs, o Express VPN e o VPN Mestre.

Paguei a versão full do primeiro por um mês, e usei a trial do segundo.

É necessário baixar e acessar da primeira vez de fora da China, para funcionar. Se baixar de dentro da China, não vai dar certo.

O VPN faz o celular parecer estar acessando o site de outro país, liberando os acessos desejados.

É bem simples de usar. Vou focar no Express VPN, que foi o que mais usei, mas a ideia é similar.

Para usar, basta escolher um país na lista, e tentar acessar. Pode ser que não seja possível, por ter muita gente acessando o mesmo servidor, daí é necessário escolher outro local. A versão paga obviamente tem prioridade sobre a versão gratuita, em caso de fila.

Uma vez o VPN rodando, o ícone do aplicativo fica com o mundo coberto.

Para desfazer a conexão, é só desconectar – e o mundo fica descoberto no ícone.

Uma coisa interessante é que, acessando a internet do celular via roaming internacional, os serviços funcionam normalmente.
Só quando usando o wi-fi do hotel ou da empresa é necessário ativar o VPN.

Tudo muda muito rápido na China. Uma canetada do governo fortemente centralizado e tudo muda.

Mas sei que os apps funcionam, pelo menos até hoje, março de 2019.

Trilha sonora: Beyond the sea – Rod Stewart.




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10 Tópicos para entender a China

China, o país das contradições

Feynman, Russell e Filosofia

Três indicações nerds ao quadrado: quadrinhos sobre grandes cientistas e pensadores!

1) Feynman: História em quadrinhos sobre o grande físico Richard Feyman. Ele é um gênio cult, escreveu diversos livros não só sobre física mas sobre histórias interessantes de sua vida – e tais quadrinhos são baseados nestas.

Ele tem uma série de aulas, “Feynman lectures on physics”, publicadas em formas de vídeo e livros. Lendo essas, a principal mensagem que aprendi foi que a física, um edifício enorme e sólido, pode ser contestada no seu nível mais básico! Ninguém sabe o que é energia, por exemplo.

2) Logicomix: História em quadrinhos baseada no filósofo inglês Bertrand Russell, talvez uma das pessoas mais inteligentes da história! A narrativa é sobre a sua busca das fundações primárias da matemática, quase a busca pela verdade absoluta.
Em seu caminho, Russell encontra outros grandes como o matemático George Cantor, o filósofo Ludwig Wittgenstein, e, é claro, o lógico Kurt Godel, que com seus Teoremas da Incompletude derruba todo o trabalho de Russell.

Um detalhe. Um dos autores, Christos Papadimitriou, tem vários livros técnicos, como um de Otimização Combinatória e outro de algoritmos.

3) Cartoon introduction to Philosophy: narrativa gráfica sobre diversos filósofos, desde os pré-socráticos até os tempos modernos. É muito interessante ver em desenho conceitos como “Entro no mesmo rio, porém é tudo diferente: eu mudei e o rio mudou”.

O terceiro livro só tem via digital. O segundo, Logicomix, é simples de encontrar numa livraria. O primeiro, Feynman, comprei na Liv. Cultura do Conjunto Nacional. Recomendo comprar os livros físicos, enquanto as grandes livrarias ainda existem.

Trilha sonora do post. Cássia Eller, Por enquanto, música da Legião Urbana.

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https://www.livrariacultura.com.br/p/ebooks/ciencias-exatas/fisica/feynman-107256233

Jornal para cachorro

Presenciei uma cena dos tempos modernos, hoje, numa banca de jornais na Av. Paulista:

  • Oi, você tem jornal?
  • É para cachorro? Tenho sim.

Hoje em dia, o papel do jornal tem mais demanda do que o jornal em si…

Eu mesmo, faz uns três anos que não compro um jornal. Eu estava lá na banca para recarregar o Bilhete Único de transportes.

Outrora, há não tanto tempo atrás, jornais eram uma fonte importante de informação. Quem controlava o jornal controlava a informação.

Vários impérios se formaram em torno de jornais.

Assis Chateubriand, com o extinto Diário de São Paulo e outros, dominava a cena nos anos 1940.

Adolpho Bloch, da revista Manchete.

Roberto Civita, que controlava o grupo Abril, hoje vendido por valor simbólico e dívidas bilionárias.

A família Frias, da Folha de S.Paulo, e a família Mesquita, de O Estado de S. Paulo, jornais também sofrendo fortes golpes da realidade .

No mundo, a mesma coisa. Um exemplo cultural: o filme Cidadão Kane, de 1941, gira em torno de Charles Kane, um poderoso magnata das comunicações.

Cena do filme “Cidadão Kane”

Hoje em dia, a informação não precisa mais do papel para ser transmitida. Ela é sem fio, na nuvem, escrita com zeros e uns. E o jornal? Talvez o cachorro use!


Ideias técnicas com uma pitada de filosofia:

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https://www.valor.com.br/empresas/6034021/familia-civita-vende-abril-e-da-calote-de-r-16-bilhao

https://en.wikipedia.org/wiki/O_Estado_de_S._Paulo

https://pt.wikipedia.org/wiki/Di%C3%A1rios_Associados

https://www.bbc.com/portuguese/noticias/2011/07/110718_magnatas_bg_cc

https://en.wikipedia.org/wiki/Citizen_Kane