Napoleão em 40 frases

Napoleão Bonaparte foi um dos maiores gênios militares da história, um mestre da Arte da Guerra. Conquistou quase toda a Europa, sendo descrito como “um gigante com seus saltos esmagando muito as flores inocentes, destruindo pela força muitas coisas, indiferente ao sofrimento que causava”.

Segue um pouco de seus pensamentos, em (mais ou menos) 40 frases:

É muito melhor ter inimigos declarados do que amigos velados.

Ou abatemos o outro ou o outro nos abate.

Um ato de clemência do rei é como um jogo numa loteria, é raríssimo que ganhemos qualquer coisa.

A aristocracia tem a vantagem de concentrar a ação do governo nas mãos menos perigosas e menos inaptas do que a de um povo ignorante.

A verdadeira felicidade social consiste na harmonia e no uso pacífico das satisfações de cada indivíduo.

Um rei é às vezes forçado a cometer crimes; são crimes de sua posição.

Não há subordinação nem temor que prevaleça nos estômagos vazios.

A sorte é uma mulher, se a deixar fugir hoje, não espere encontrar amanhã.

Quando um príncipe está resolvido a punir, deve punir muitos ao mesmo tempo.

Os mais fortes não negociam, mas sim ditam as condições e são obedecidos.

Não há nada mais tirânico do que um governo que pretende ser paternal.

A glória e o bem do cidadão devem ser silenciados quando assim o requerem o interesse do Estado e o bem comum.

A liberdade civil depende da segurança da propriedade.

As revoluções são como o mais repugnante estrume que favorece o crescimento dos mais belos vegetais.

Em todos os países a religião é útil ao governo, e precisa fazer uso dela para agir sobre os homens.

Não pode existir rei sem finanças, sem meios seguros de recrutar o seu exército e sem frota.

O trono é um pedaço de madeira coberto com veludo.

É muito mais fácil fazer bravatas e ameaçar do que vencer.

Toda árvore produz o seu fruto e só se colhe o que foi plantado.

Não me ofendo quando me contradizem, mas procuro que me esclareçam.

É preciso aceitar as coisas como elas são, e não como gostaríamos que fosse.

Os discursos passam, as ações ficam.

A consciência é o refúgio inviolável da liberdade humana.

Homens superiores são crianças tantas vezes ao dia.

Os homens são tão maus que precisamos estar vigilantes em tudo.

Grandes homens são parecidos com meteoros que resplandecem e se consomem para clarear a terra.

Somos fortes quando estamos decididos e prontos para morrer.

A sabedoria requer prudência.

Por acaso o próprio Sol não tem as suas manchas?

Assim como as conspirações, as surpresas devem surgir como um raio.

Não se deve julgar um homem pela fisionomia, mas colocando-o à prova.

A coragem e a virtude conservam os Estados, os vícios o arruínam.

A vida de um cidadão pertence à pátria.

É muito melhor para o povo ter uma ordem insatisfatória do que não ter ordem nenhuma.

Os homens têm um coração, as leis, não.

Na vida tudo é sujeito a cálculo. É preciso fazer o balanço entre o bem e o mal.

Não sou feito para meia-medidas.

Com os especialistas, as coisas mais simples do mundo se tornam as mais difíceis.

Na guerra como na política, o mal só se justifica quando absolutamente necessário.

Fonte: Napoleão, Aforismos, máximas e pensamentos. Uma curiosidade: é um livrinho fino, impresso em papel jornal barato. Comprei num sebo de S. José dos Campos, por R$ 2,00, há uns 20 anos atrás.

Outros links:

https://ideiasesquecidas.com/2018/06/03/o-anticristo-de-nietzsche-em-40-frases/

https://ideiasesquecidas.com/2018/05/26/steve-jobs-em-40-frases/

https://ideiasesquecidas.com/2019/01/02/o-tao-da-guerra-do-general-er-hu/

https://ideiasesquecidas.com/2018/03/23/as-36-estrategias-secretas-chinesas/

Como saber inglês ajudou Jack Ma

Jack Ma, o fundador do AliBaba, tem inglês fluente. Vide qualquer vídeo dele.

Sendo de família pobre, vivendo na pior época da China, como pode ter conseguido a fluência?

Jack conta que, aos 9 anos, ficava na frente de um hotel internacional, e se oferecia gratuitamente para guiar turistas. Nessas interações, ele conheceu muita gente. Teve um casal australiano que o ajudou a pagar os estudos e a fazer uma viagem à Austrália.

Na China, era ensinado que ali era o melhor lugar do mundo. Ir à Austrália o fez compreender que ele deveria ter suas próprias crenças e não acreditar em tudo que é dito.

Jack, anos depois, trabalhou como professor de inglês. Uma viagem (como tradutor) aos EUA, o fez conhecer a internet.

Anos depois, ele foi escalado para falar com Jerry Yang, co-fundador do Yahoo. Jack guiou Yang à Grande Muralha da China, e fazia perguntas incessantes sobre a Internet.

Pouco depois, Jack fundou o AliBaba. Yang, ao saber que aquele guia cheio de energia tinha fundado uma companhia, foi um dos primeiros investidores.

É claro que só saber inglês não basta, porém, é uma barreira a menos no que realmente interessa, o networking.

Tem muita gente que diz, “ah, não preciso de inglês no meu trabalho”. Se o objetivo for fazer a mesma coisa sempre, sim, realmente não interessa.

Se for para desbravar o mundo, conhecer outras pessoas e criar novas realidades, o inglês é essencial.

Alguns links:

https://ideiasesquecidas.com/2020/02/25/recomendacao-ai-superpowers/

https://ideiasesquecidas.com/2020/02/29/como-ficar-rico-sem-ter-sorte/

Como ficar rico (sem ter sorte)

Este artigo é baseado em uma série de tweets de Naval Ravikant, CEO da AngelList, uma plataforma para conectar startups e investidores-anjo. Eu (Arnaldo Gunzi) acredito que Naval conseguiu compilar pontos extremamente importantes, e que estão em linha com toda a filosofia que é ensinada neste espaço. Eu traduzi e editei o conteúdo, tirando alguns pontos para simplificar e explicando outros, mas a essência é a mesma.

Este é um artigo importante e estou mantendo como um brinde exclusivo aos leitores deste sítio, sem divulgar amplamente o mesmo.

1) Busque riqueza, não dinheiro ou status. A riqueza é ter ativos que rendem enquanto você dorme. Dinheiro é como transferimos tempo e riqueza. Status é seu lugar na hierarquia social.

2) Você não vai ficar rico alugando seu tempo. Você deve possuir equities – um pedaço de um negócio – para ganhar sua liberdade financeira.

3) Você vai ficar rico dando à sociedade o que ela quer, mas ainda não sabe como conseguir. Ou seja, agregando valor de verdade. Em escala.

4) Escolha uma indústria onde você pode jogar jogos de longo prazo com pessoas de longo prazo.

5) A Internet ampliou maciçamente o possível espaço de carreiras. A maioria das pessoas ainda não descobriu isso.

6) Jogue jogos iterados. Todos os retornos na vida, seja em riqueza, relacionamentos ou conhecimento, vêm de juros compostos.

7) Escolha parceiros de negócios com alta inteligência, energia e, acima de tudo, integridade.

8) Não faça parceria com cínicos e pessimistas. Suas crenças são profecias autorrealizáveis.

9) Aprenda a vender. Aprenda a construir. Se você pode fazer as duas coisas, você será imbatível.

10) Não há esquemas ricos rápido. É só outra pessoa ficando rica usando você.

11) Não há uma habilidade chamada “negócios”. Evite revistas de negócios e aulas de negócios.

12) Conhecimentos específicos são muitas vezes altamente técnicos ou criativos. São aqueles que não podem ser terceirizados ou automatizados.

13) Alavancagem é um multiplicador de forças. A alavancagem dos negócios vem de capital, pessoas e produtos sem custo marginal de reprodução (ex. código e mídia).

14) Abrace a responsabilidade e arrisque os negócios com seu próprio nome. A sociedade irá recompensá-lo.

15) Trabalhe o máximo que puder. Com quem você trabalha e no que trabalha são mais importantes do que apenas trabalhar duro.

16) Defina um custo da hora do seu trabalho. Se um problema economizará menos do que seu custo horário, ignore-o. Se terceirizar uma tarefa custará menos do que sua taxa horária, terceirize-a.

17) A criação de riqueza ética é possível. Se você secretamente desprezar a riqueza, isso vai iludi-lo.

18) Torne-se o melhor do mundo no que você faz. Continue redefinindo o que você faz até que isso seja verdade.

19) Quando você finalmente for rico, você vai perceber que não era o que você estava procurando em primeiro lugar. Mas isso é para outro dia.

(https://twitter.com/naval/status/1002103360646823936)


Meus comentários:

1. Busque riqueza, não dinheiro ou status. A riqueza é ter ativos que rendem enquanto você dorme. Dinheiro é como transferimos tempo e riqueza. Status é seu lugar na hierarquia social.

Diz o educador financeiro Bastter, que “Patrimônio não se gira, se acumula”.

O patrimônio que rende quando você dorme pode ser aluguel de imóveis, dividendos de ações, capital rendendo, dividendo de trabalhos como publicação de livros, remuneração de sites como Youtube, e outras tantas coisas a mais.

É como uma galinha dos ovos de ouro – ter a galinha é mais importante do que ter um pouco de ouro.


2) Você não vai ficar rico alugando seu tempo. Você deve possuir equities – um pedaço de um negócio – para ganhar sua liberdade financeira.

Vender o seu tempo significa ser empregado. Trocar riscos por uma taxa fixa.

Riscos do negócio podem ser positivos ou negativos – quando a empresa vai excelentemente bem, o retorno é o mesmo (ou próximo) a quando a empresa vai excelentemente mal.

É claro que nem todos conseguem assumir riscos, então a remuneração por ser empregado é o caminho mais simples.

Porém, para haver um salto, para você realmente possuir o upside positivo, é necessário ter uma boa parte da propriedade (e riscos) de um negócio.


3) Você vai ficar rico dando à sociedade o que ela quer, mas ainda não sabe como conseguir. Ou seja, agregando valor de verdade. Em escala.

Uma palavra-chave é agregar valor de verdade. Resolver um problema que facilite a vida das pessoas, diminua custos das empresas, ajude-as a evoluir.

Outra palavra-chave é escala. Se a cada vez que a solução for aplicada for necessário o mesmo esforço por sua parte, não é uma solução escalável. Se cada nova solução exigir esforço decrescente, é escalável. Um livro, que demanda apenas uma cópia adicional, é escalável. Uma música, idem, software, idem.

Note que não é nada fácil. Soluções escaláveis têm o efeito “winner takes it all”. Poucos vencedores para muitos perdedores. Ex. dos milhares de apps na Apple Store, temos apenas um punhado, e sempre os mesmos: Whatsapp, Facebook, Twitter, Google maps…


4) Escolha uma indústria onde você pode jogar jogos de longo prazo com pessoas de longo prazo.

O longo prazo inevitavelmente chega. Soluções de curto prazo e pessoas que pensam a curto prazo vão causar distorções, empurrar a conta com a barriga. E a conta sempre chega no final. É melhor construir certo desde o início, tomar o remédio amargo, a farrear no presente e sofrer uma cirurgia no futuro.


5) A Internet ampliou maciçamente o possível espaço de carreiras. A maioria das pessoas ainda não descobriu isso.

A internet e novas tecnologias (mobile, automação, globalização, novos materiais, big data, AI) estão mudando radicalmente a forma de trabalho, interação entre pessoas, capacidade de geração de valor e a lógica do emprego.

Qual o emprego do futuro?

Poucas pessoas vão conseguir, de fato, explorar o potencial deste novo mundo. Com certeza, haverá mais perdedores do que ganhadores.


6) Jogue jogos iterados. Todos os retornos na vida, seja em riqueza, relacionamentos ou conhecimento, vêm de juros compostos.

Os juros compostos têm o poder de multiplicar exponencialmente os investimentos colocados.

Juros compostos = tempo, paciência e disciplina para semear todos os dias alguma coisa, trabalhar para cultivar bons relacionamentos, trabalhar para estar sempre agregando valor. É melhor ser um burro esforçado do que um gênio preguiçoso.

Este é outro ponto que não é nada fácil de atingir.


7) Escolha parceiros de negócios com alta inteligência, energia e, acima de tudo, integridade.

Sozinho, é impossível chegar longe. Parcerias, bons contatos, são vitais.

Integridade e ética são essenciais, ainda mais quando pensamos em longo prazo e retornos compostos.


8) Não faça parceria com cínicos e pessimistas. Suas crenças são profecias autorrealizáveis.

Tanto a pessoa que acha que pode quanto a que acha que não pode estão corretos.

O cínico nunca vai interpretar uma pergunta ou comportamento de uma forma positiva, ele vai achar uma forma de interpretar como um ataque a ele, uma derrota sua, algo negativo.


9) Aprenda a vender. Aprenda a construir. Se você pode fazer as duas coisas, você será imbatível.

Saber criar sem saber vender tem alcance limitado. Todos somos vendedores de nossas ideias e nossos serviços. Temos que aprender a comunicar e a negociar.

Saber vender sem saber criar é vazio, tão falso quanto uma nota de 3 reais.

Saber fazer ambos é muito difícil, e quem o consegue, é potencialmente imparável.


10) Não há esquemas ricos rápido. É só outra pessoa ficando rica usando você.

Um conselho que dou a todos, especialmente em pessoas jovens em início de carreira: não existem atalhos. Tome o caminho mais longo, o mais difícil, que dá mais trabalho.

Não porque não existam atalhos de verdade, e sim porque para dominar os atalhos, é necessário conhecer o caminho completo.

O mais provável é que os atalhos fáceis sejam armadilhas, algumas delas com potencial de destruir o futuro da pessoa irremediavelmente.


11) Não há uma habilidade chamada “negócios”. Evite revistas de negócios e aulas de negócios.

1 kg de ação = 1000 kg de teoria.

Professor de empreendedorismo não faz sentido. Ninguém nunca vai empreender seguindo um manual. Os manuais ajudam a pessoa a evitar erros, no máximo.

Pessoas práticas dificilmente teorizam. E teóricos dificilmente fazem algo na prática.

Outro dia, perguntaram qual o livro o Paulo Guedes tinha escrito. Resposta: nenhum livro. Daí, as críticas: “Ain, se ele não escreveu nenhum livro, não é bom”. Muito pelo contrário. O Paulo Guedes é um homem prático, que manja muito e faz acontecer. Teorizar é uma habilidade diferente de agir.


12) Conhecimentos específicos são muitas vezes altamente técnicos ou criativos. São aqueles que não podem ser terceirizados ou automatizados.

Conhecimentos especializados são encontrados perseguindo sua curiosidade genuína e paixão ao invés do que está na moda agora. Construir conhecimentos específicos será como brincar para você, mas vai parecer trabalho para os outros.

Daqui a uns 10 anos, a automação, a IA e métodos computacionais ocuparão uma fatia importante dos empregos atuais.

O seu conhecimento deve ser superior ao que é possível automatizar, para jogar este jogo. Ou deve ser altamente específico, digamos, um encanador, um enfermeiro.

Vira e mexe, alguém faz perguntas como “é melhor fazer administração ou economia para o mercado hoje? Ciências da computação está demandando gente? Engenharia civil está bombando?”

A resposta correta é que não interessa o que está bombando ou não, porque, quando a pessoa se formar, serão outras profissões que estarão na moda. E, mesmo que ela acerte qual é, isso não interessa. Porque o que vale não é o rótulo “engenheiro” ou “administrador”, mas sim, o que ela entrega de valor na prática. As pessoas devem buscar aquilo que elas fazem de melhor.

Vejo como um erro subestimarem profissões técnicas como marceneiro, soldador, encanador. Estes exigem habilidades manuais, anos de aprendizado, e teoricamente seriam menos remunerados que cargos de nível superior. Porém, o que está acontecendo hoje é que muitos jovens recém formados estão trabalhando como assistentes administrativos, gerando pouco valor em ocupações que serão esmagadas com o avanço de processos e sistemas.

É a armadilha da complexidade atuando em nosso cotidiano.


13) Alavancagem é um multiplicador de forças. A alavancagem dos negócios vem de capital, pessoas e produtos sem custo marginal de reprodução (ex. código e mídia).

Um exemplo para ilustrar.

Tenho uma aplicação de R$ 10 mil. Mesmo que, por um golpe de sorte, eu consiga dobrar este valor, terei apenas R$ 20 mil – é bom, mas não muda nada.

Já dobrar uma aplicação de R$ 500 mil para 1 milhão faz uma diferença significativa. Como estou supondo que não tenho os 500 mil, estes teriam que vir de outras pessoas, na forma de empréstimo, investimento, parcerias – isto é a alavancagem.

A alavancagem também traz riscos alavancados – um upside enorme e um downside enorme.

Capital e mão-de-obra podem ser alavancados. Há um exército de robôs e servidores que podem ajudar a alavancar um negócio.

Fazer tudo sozinho, sem alavancagem, é possível e desejável numa escala menor. Para escalar de verdade, não dá, tem que haver alavancagem.

Não falta capital no mundo. Faltam projetos bons, know-how e know-who para fazer com que esses projetos encontrem os investidores e comecem a gerar frutos.


14) Abrace a responsabilidade e arrisque os negócios com seu próprio nome. A sociedade irá recompensá-lo.

Assumir responsabilidades, assumir riscos, empreender. Fazer acontecer é muito difícil, é um trabalho árduo e que pode não dar certo.

Mais fácil é ficar sentado reclamando que ninguém faz nada, ou que o governo deveria fazer.

Todas as vezes que o governo faz algo, tende a ser ineficiente – ou ele gasta o dobro ou mais do que poderia ser gasto, ou a ação tomada causa consequências de segunda ordem indesejadas – isso tudo porque burocratas do Estado não têm a pele no jogo.

O fator risco muda tudo. Se não houver bom gerenciamento, a empresa quebra. Se o produto ou serviço não funcionarem, a empresa está fora.

Nassim Taleb diz que empreendedores são heróis invisíveis. Graças a centenas de milhares de empreendedores que assumiram riscos e quebraram, temos o padrão de vida que temos hoje. Somos antifrágeis à custa da fragilidade desses inúmeros anônimos, e, como sociedade, precisamos de mais gente assim.


15) Trabalhe o máximo que puder. Com quem você trabalha e no que trabalha são mais importantes do que apenas trabalhar duro.

Temos uma quantidade limitada de tempo e recursos neste planeta.

Numa empresa, fala-se bastante em maximizar a utilização de seu maquinário mais caro. Como indivíduos de alto nível, o maquinário mais caro que temos é o nosso talento, nosso cérebro, nosso potencial produtivo.

Se você está subutilizando o seu talento, deve tentar de alguma forma maximizá-lo.

O trabalho tem que ser algo recompensador, algo que tenha os três eixos do Ikigai: ser algo que você tenha talento para fazer, que você goste, e que o mundo reconheça (remunere) proporcionalmente.

Aumento de salário, ou aumento de receita são consequência. Não é garantia que estes venham, com a maximização do potencial. Entretanto, sem o trabalho equivalente, os aumentos nunca virão.


16) Defina um custo da hora do seu trabalho. Se um problema economizará menos do que seu custo horário, ignore-o. Se terceirizar uma tarefa custará menos do que sua taxa horária, terceirize-a.

É um erro assumir todo o trabalho para si. Vale mais ensinar outros a fazerem, ou pagar para que outros façam quando o valor agregado é menor. Assim, é possível escalar o resultado.

Outra grande parte do trabalho é dizer “não”. Um trabalho mal desenhado pode gerar mais dor de cabeça do que benefícios. Um trabalho de baixo valor só vai desperdiçar tempo.


17) A criação de riqueza ética é possível. Se você secretamente desprezar a riqueza, isso vai iludi-lo.

No mundo cotidiano, criou-se a imagem de que riqueza é ruim, ou que é necessário ser corrupto para conseguir riquezas.

Há maneiras éticas de obter riquezas, sem atalhos. Vai demorar, vai ser necessário muito trabalho, mas é possível.

Riqueza não significa necessariamente ser bilionário, mas riqueza suficiente para viver bem, cuidar bem da família, viajar de vez em quando e ter tranquilidade para o futuro, dormindo em paz pelo trabalho entregue ser ético.

Acima de um certo nível, não há correlação entre riqueza e felicidade.

O que existe é correlação no sentido oposto: a falta de riqueza abaixo de certo nível causa falta de felicidade: porque a pessoa não consegue pagar o ensino básico dos filhos, porque ela tem que viver longe, por não ter acesso a saúde, etc…


18) Torne-se o melhor do mundo no que você faz. Continue redefinindo o que você faz até que isso seja verdade.

Me vem à mente o livro Marketing de guerra. Ele diz que a cabeça das pessoas é como uma montanha a ser tomada numa batalha. Só há espaço para um nome, na montanha. Digamos, qual o nome vem à mente quando pensamos em sabão em pó? Omo, é claro.

A segunda regra do marketing de guerra diz para redefinirmos as categorias, abrindo nichos, explorando montanhas desocupadas. Digamos, quem é o maior especialista em trabalhos de otimização matemática dentro da empresa?

É muito, muito difícil bater o melhor do mundo em algum job específico.


19) Quando você finalmente for rico, você vai perceber que não era o que você estava procurando em primeiro lugar. Mas isso é para outro dia.

Gosto de pensar em riqueza num sentido mais amplo. Não apenas riqueza monetária, mas a riqueza de estar em equilíbrio com outras facetas da vida.

Uma dica: todo mundo deveria estudar filosofia, pelo menos uma vez na vida, perto dos 40 anos (porque ela tem que ter uma certa vivência).

Realmente é complexo, e fica para outro dia.


Conclusão

Todos os itens descritos são difíceis de atingir. E, talvez, o timing de buscá-los dependa do momento pessoal – assumir mais ou menos riscos, buscar aprender o básico ou ser o melhor.

Entretanto, acredito firmemente que, a longo prazo, estas sejam reflexões importantes para o desenvolvimento de qualquer pessoa.

Favor não compartilhar este texto com qualquer pessoa, mas somente com quem tem potencial para compreender o conteúdo.

Arnaldo Gunzi.


Links:

Tweets de Naval: https://twitter.com/naval/status/1002103360646823936

O colapso das civilizações complexas

A Associação dos Burros Esforçados

Cisnes negros e Nassim Taleb

Um desconhecido analista júnior chamado Einstein

Albert Einstein (1879 – 1955) é o cientista mais pop de todos os tempos. Ele estampa pôsteres, camisetas, canecas e uma infinidade de produtos mundo afora. Sua foto e suas ideias aparecem com frequência em revistas de ciência popular. Vira e mexe, Einstein é tema de filmes e documentários.

 

Até a sua famosa equação, E=MC², aparece em todo lugar, embora pouquíssimos a compreendam de fato.

 

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A fascinação por ele é tanta que, depois da sua morte, o médico legista decidiu roubar o seu cérebro para descobrir o segredo da genialidade, uma história muito maluca contada no livro “Conduzindo Mr. Albert”.

 
Mas a história é não-linear, como eu gosto de explorar neste espaço.

 

No caso do nosso querido cientista alemão, há um evento que o transformou, da noite para o dia, de um obscuro analista de patentes para o maior cientista do planeta. Este evento foi a confirmação de sua teoria, por outro cientista, Arthur Eddington. Porém, há algumas pontas soltas nesta história…

 

Fosse o rumo da história um pouquinho diferente, talvez ninguém conhecesse Einstein.

 

 


Breve histórico

 
O cientista alemão Albert Einstein publicou 4 artigos em 1905, o seu ano miraculoso. Dentre os artigos, em especial uma explicação do efeito fotoelétrico (que lhe renderia o Prêmio Nobel de 1921) e um paper sobre a Teoria da Relatividade Especial.

 
Mas não foi a Teoria da Relatividade Especial que o fez famoso. O adjetivo “especial” vem de “específico”, no sentido de que a teoria valia apenas num caso restrito.

 

Einstein passaria mais 10 anos trabalhando em sua teoria, a fim de incorporar a gravidade, e aí sim, abalar as fundações do universo newtoniano.

 

Porém, como tudo na história, ele não estava sozinho nesta corrida. Um cientista como ele deve trocar informações com outros pares, a fim de ajudar e ser ajudado também. Um concorrente específico, o brilhante matemático David Hilbert (1862 – 1943), se fascinou com a Teoria da Relatividade e passou a estudá-la por conta própria.

 

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Hilbert foi um dos maiores matemáticos de todos os tempos. Eu me arriscaria a dizer que, QI contra QI, Hilbert vencia Einstein facilmente, seria proporcional a um 7 x 1. Nota – neste aspecto, o diferencial de Einstein não era a matemática, e sim a abstração física. Ele mesmo disse, um dia: “A imaginação é mais importante do que o conhecimento”.

 

 

Einstein publicou o seu artigo definitivo com a Teoria da Relatividade Geral em 1915. Hilbert também publicou artigos com dias de diferença, até incorporando ideias de Einstein no seu paper.

 

 


A confirmação da Teoria por Arthur Eddington
Sir Arthur Eddington (1882-1944) foi um magnífico astrofísico da época. Ele foi uma das primeiras (e únicas) pessoas do mundo a compreender a beleza e o impacto das equações de Einstein.

 
Eddington bolou um experimento, a fim de confirmar na prática as predições de Einstein. A ideia básica era medir a posição de algumas estrelas, em duas circunstâncias: com ou sem a presença do Sol. A grande massa do Sol faria com que a luz da estrela se curvasse, dando a impressão de ela estar em uma posição diferente em relação à posição real.

 

Porém, a luz do Sol ofusca completamente a luz das estrelas, de modo que este teste deveria ser feito num eclipse solar.

 

As medições foram realizadas em 1919, em dois locais: na cidade de Sobral, no Ceará, e em São Tomé e Príncipe, na África.

 

Após os cálculos serem divulgados, confirmando a teoria, voilá, Einstein passa a ser o cientista mais famoso do mundo. O período era o fim da Primeira Guerra, e um astrônomo inglês confirmar a teoria de um alemão em algo importante era uma manchete boa demais.

 
Porém, há controvérsias. A tecnologia de 1919 não era tão precisa assim, e muita gente afirma que o erro era maior do que a certeza da medição.

 

Além disso, o experimento de Sobral (que dava resultados próximos ao da física de Newton) foi descartado por problemas técnicos.

 

Eddington era fã de carteirinha da Teoria da Relatividade, o que dá a impressão de haver um certo viés confirmatório nisto tudo. Talvez, se a história fosse um pouquinho diferente, fossem eles menos corajosos, talvez Eddington e sua equipe chegassem que o resultados eram inconclusivos, deixando a confirmação para testes posteriores.

 

 

Um eclipse solar não ocorre todos os dias, sendo que testes subsequentes demorariam anos para ocorrer, digamos uma década depois. Talvez, nesse meio tempo, os cientistas passassem a dar mais destaque ao paper de Hilbert do que de Einstein, afinal Hilbert era o maior gênio da época, e Einstein, desconhecido (mesmo o Nobel veio anos depois que ele era famoso, em 1921, e não foi pela Relatividade, mas pelo efeito fotoelétrico).

 

 

A Teoria da Relatividade é correta, conforme medições posteriores comprovaram e vêm comprovando até hoje – vide a confirmação das ondas gravitacionais pelo LIGO. Porém, talvez o crédito fosse para Hilbert. Mesmo se o crédito fosse para Einstein uma década depois, talvez não tivesse o destaque midiático que teve, e seria alguém relativamente desconhecido. Por exemplo, a Física Quântica também revolucionou a ciência, contudo somente os mais nerds conhecem os nomes dos cientistas envolvidos.

 

 
Seja como for, Einstein inspira gerações de jovens apaixonados por matemática, física e ficção científica, e suas elegantes fórmulas até hoje reinam como corretas para explicar os mistérios do espaço-tempo.

 

De Charles Chaplin para Einstein: As pessoas gostam de mim porque todos me compreendem. As pessoas gostam de você porque ninguém te compreende.

 


 

Links

https://www.quora.com/Whos-the-real-father-of-general-relativity-Einstein-or-David-Hilbert

 

https://pt.wikipedia.org/wiki/Albert_Einstein#Artigos_do_Ano_Miraculoso
https://www.esa.int/Our_Activities/Space_Science/Studying_the_stars_testing_relativity_Sir_Arthur_Eddington
https://www.nature.com/news/2007/070910/full/070903-20.html

https://undsci.berkeley.edu/article/natural_experiments

https://en.wikipedia.org/wiki/Arthur_Eddington

Marcos Pontes, o astronauta ministro

Conheço o Marcos Pontes de uma palestra que assisti dele, o que é pouco, mas posso falar muito da parte ITA (fiquei 5 anos), da Aeronáutica (outros 5 anos) e de vários colegas aviadores que fizeram engenharia.

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O futuro ministro da Ciência e Tecnologia é tenente-coronel aviador  e engenheiro aeronáutico, pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA).

A Academia da Força Aérea (AFA) fica em Barbacena, MG. Entrar e se tornar aviador na AFA envolve uma dedicação enorme. Disciplina militar na veia e formação acadêmica equivalente à administração. Não é para qualquer um. E, para piorar, mesmo que a pessoa seja perfeita fisicamente e perfeita intelectualmente, ser aviador significa voar. E a parte do voo reprova muita gente competente, que simplesmente não tem genética para voar.

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Ser engenheiro do ITA não é pouca coisa. Há pouquíssimas vagas por ano (umas 120). As provas são nos níveis mais elevados do Brasil. Os alunos, além de dar conta do recado,  ajudam a tornar o nível mais alto ainda. Conheci algumas pessoas brilhantes – só na minha turma, duas pessoas conseguiram o título de suma cum lauda – ou seja, nota média de 9,5 no curso. Basta dizer que a Embraer deve muito às cabeças vindas do ITA. O ITA é um oásis de excelência num país que tem uma educação bem abaixo da média mundial.

Ser aviador pela Força Aérea e depois fazer o curso de engenharia no ITA é para pouquíssimos. Todos os aviadores engenheiros que conheci eram pessoas extremamente capacitadas, tanto na parte militar quanto na parte analítica. Os filtros são muito seletivos. Não tem como a pessoa ser fraca, ou um enrolador, impossível.

No currículo dele também consta mestrado em Engenharia de Sistemas pela Naval Postgraduate School, Califórnia, EUA, entre outros.

Para ser o astronauta no processo da NASA, houve um processo seletivo, que Pontes participou junto com outros concorrentes do mesmo porte, extremamente capacitados. Pontes foi o melhor do Brasil na época em termos físicos e capacidade intelectual.

Na NASA, foram alguns anos na preparação para ser astronauta, onde ele teve que abdicar dos seguintes itens: a família, a carreira na Aeronáutica e a própria vida.

  • A família porque o treinamento envolvia dedicação total, 24h por dia e 7 dias por semana.
  • A carreira militar porque a missão era civil, e ele deveria abdicar de ambições de seguir a carreira por vias normais.
  • E a vida, porque ir para o espaço é algo potencialmente perigoso. O astronauta deve estar preparado para enfrentar (sozinho) todos os eventuais problemas que ocorrerem durante a jornada. Todo astronauta deve assinar um documento, dizendo que está ciente de que a missão talvez seja só de ida…

Se pegar um avião e ir para a China sozinho já é meio assustador, imagine entrar num foguete e ir para uma estação espacial em órbita no meio do nada?

Embora a finalidade da missão espacial seja muito contestada, não cabia a Pontes questionar os objetivos desta, e sim executá-la da melhor forma possível.

Portanto, Pontes tem uma carreira brilhante, uma formação excelente e certamente uma boa vontade enorme. A palestra e os livros dele mostram todo esse idealismo e otimismo, beirando à auto-ajuda (que não curto muito).

De toda forma, suponho que a formação dele seja melhor que a de políticos como Aldo Rebelo e Aloizio Mercadante, ex-ministros da pasta.

Se ele vai ser um bom ministro, não se sabe, por necessitar de habilidades políticas que talvez ele não tenha. Um ponto forte é que ele conhece outras tantas pessoas brilhantes como ele, e tem potencial para compor um ministério altamente competente.

Por fim, desejo boa sorte. O Brasil precisa de mais ciência e tecnologia de verdade.


Alguns links.

http://www.marcospontes.com/$SETOR/MCP/VIDA/biografia.html

Confesso que colei – sobre a inexistência de cola no ITA

A associação dos burros esforçados

Aquarela e Uma rosa em minha mão

 

Por que Vinícius de Moraes aparece nos créditos da famosa música “Aquarela”, sendo que esta já estava morto havia dois anos?
Para mim, esta indagação começou de outra forma.

 

Um dia, ouvindo playlist do poetinha Vinícius de Moraes, me deparei com esta belíssima canção:

 

 

Esta música é chamada “Uma rosa em minha mão”. E nota-se que a melodia é idêntica à “Aquarela”. É a única semelhança, porque a letra é bastante diferente, há outro tipo de arranjo e elementos musicais.
Embora bem mais simples, “Uma rosa em minha mão” é extremamente bonita, fiquei muito tempo tocando-a.

 

 

Já “Aquarela” remete à minha infância. Em 1983, um comercial de TV da Faber Castell usava imaginação, criatividade, lápis de cor e a canção “Aquarela”. Foi a primeira vez que ouvi esta melodia.

 

 

Numa folha qualquer
Eu desenho um sol amarelo
E com cinco ou seis retas
É fácil fazer um castelo…

Agora, qual o link entre as músicas?

 

Segundo algumas das fontes pesquisadas, o grande músico Toquinho, parceiro de longa data de Vinícius, estava trabalhando na Itália com outro músico, Maurizio Fabrizio

 

“Peguei meu violão e Maurizio foi para uma pianolinha que eu tinha em casa – uma coisinha ridícula (risos). Daí ele começou a tocar uma música. Achei chata a primeira parte. Mas quando entrou na segunda parte, eu lembrei da Uma Rosa em Minha Mão. Toquei pra o Maurizio ouvir, e assim que terminei ele atacou com a segunda parte da música dele. Tudo se encaixou logo de primeira. Gastamos nem três minutos para fazer o que seria conhecido como Acquarello.”

 

Gravei o disco e fizemos o lançamento em Sanremo – conta Toquinho. – Depois da primeira apresentação de “Acquarello”, começaram a pipocar comentários os mais maravilhosos, o disco saiu com 30 mil cópias, que se esgotaram no segundo dia. Essa música tem realmente um aspecto emocional muito forte, um apelo comercial, as pessoas ouvem e se envolvem. De repente, o Franco passou a me telefonar: “Olha, a música estourou por aqui, está nos primeiros lugares das paradas”. Voltei lá para fazer promoção, aí, ninguém segurou mais

 

Como “Aquarela” utilizou a melodia de “Rosa em minha mão”, os créditos a Vinícius deveriam ser dados pela co-criação da música. Creio que Toquinho achou a homenagem bastante justa, após inúmeros anos de parceria, e creio também que Vinícius continua a inspirar muitos de nós até hoje, tanto pela poesia quanto pelas melodias.
Há um ditado que diz “É possível reconhecer um tigre pelas suas garras”.

 

Em “Aquarela”, o trecho final é Vinícius puro, mesmo sendo escrito por Toquinho!

Vamos todos
Numa linda passarela
De uma aquarela que um dia enfim
Descolorirá

Numa folha qualquer
Eu desenho um sol amarelo
Que descolorirá

 

 

Bônus: Aquarela em italiano, Acquarello

 


Links

https://musicaemprosa.wordpress.com/2016/11/20/a-historia-da-musica-aquarela-de-toquinho/

http://barelanchestaboao.blogspot.com/2015/08/numa-folha-qualquer-eu-desenho-um-sol.html

Livro: História de Canções – Vinícius de Moraes.

 

https://i.pinimg.com/originals/2a/a5/25/2aa525123b3b7eef4136df2de280eb70.jpg

Fonte da imagem:  https://www.pinterest.pt/pin/344173596494447128/?lp=true

Um passeio com Godel e Einstein

Uma longa caminhada é uma excelente forma de ter boas ideias. Que tal uma caminhada na companhia de Albert Einstein e Kurt Godel, dois dos maiores cérebros do século passado, talvez, de todos os tempos?

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Einstein, todo mundo conhece, é O CARA da Teoria da Relatividade, que abalou as fundações da Física e modificou profundamente o nosso modo de entender o mundo.

Godel é menos conhecido do público, entretanto, é O CARA da Teoria da Incompletude, que abalou as fundações da Matemática, e pôs em xeque todo o conhecimento lógico da mais abstrata das ciências.

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Dois rebeldes, dois revolucionários que destruíram os alicerces das duas ciências mais exatas de nosso tempo, a Física e a Matemática.

Einstein e Godel faziam caminhadas diárias, quando trabalhavam juntos no Instituto de Estudos Avançados em Princeton. Caminhavam na ida ao instituto, e no fim do dia, voltando do mesmo.

Godel, nascido em 1906, era 27 anos mais jovem do que Einstein, nascido em 1879. De comum, o fato de serem geniais, terem fugido da Alemanha de Hitler, e estarem trabalhando em Princeton, nada mais. Godel era taciturno, pessimista, solitário, de hábitos esquisitos, como comer papinha de nenê e gostar do filme da Branca de Neve e dos Sete Anões. Einstein era mais gregário, gostava de violinos e de Mozart.

Sobre o que falavam? Sobre grandes viagens abstratas no espaço e o tempo? Sobre as fundações das fundações das fundações das fundações da matemática? Sobre mitologia grega clássica? Sobre política? Sobre suas esposas? Sobre outros colegas de trabalho? Sobre como os americanos eram diferentes dos alemães? Sobre futebol (difícil, os jogos do São Paulo FC não passavam nos EUA naquela época)? Ninguém nunca vai saber exatamente…

No fundo, eram apenas dois seres humanos, como quaisquer outros. Apenas bons amigos, que gostavam de trocar ideias…

(Dedicado a todos os bons amigos com quem já passei horas caminhando e trocando ideias)


“A vida é como andar de bicicleta, para manter manter o balanço você deve estar sempre se movimentando” – A. Einstein

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