Flutue como uma borboleta, ferroe como uma abelha

Muhammad Ali é o maior pugilista de todos os tempos, tanto dentro quanto fora dos ringues.

Nascido Cassius Clay, ele conquistou o título mundial dos pesos pesados aos 22 anos, em 1964.

Só vi as lutas de Muhammad Ali no Youtube, mas lembro que o meu pai sempre falava dele. A minha mãe também: aparentemente, assistir às lutas de Ali era mais importante para o meu pai do que sair com ela!

Ali era um falastrão: se dizia o maioral, que o adversário além de perder, era mais feio do que ele, e bravatas do tipo. Porém, ele era alguém que entregava o que prometia: extremamente veloz, flutuava como uma borboleta, gingando na frente do oponente, instantes antes de desfechar-lhe um petardo mortal, ferroando como uma abelha!

Também na vida fora dos ringues, ele falava muito e cumpria o que prometia. Era ativista anti-racismo, bastante ativo, contra a guerra e sofreu as represálias do governo por isso.

Convocado para a guerra do Vietnã, ele recusou o alistamento. Pelo ato, ele quase foi preso, perdeu o título de campeão mundial do boxe, não pôde mais lutar por 3 anos e foi à falência financeira. É raro ver pessoas com a “pele no jogo” de verdade, que fazem valer a palavra, não ficam só na retórica vazia. De nada adianta sinalização de virtude fake tão em voga nos dias atuais, como se ajoelhar antes de uma corrida e criticar os outros que não fazem o mesmo, ou bravejar no Twitter contra o capitalismo, em seu iPhone do conforto do seu lar.

“Não tenho nada contra os vietcongues. Nenhum deles me chamou de negão” – Muhammad Ali, sobre a recusa em servir aos EUA na Guerra do Vietnã.

Ali deu a volta por cima 4 anos depois, quando retornou aos ringues e retomou o cinturão de forma espetacular. Nos anos seguintes, ele protagonizou algumas das maiores lutas da história. Uma delas foi o “Thrilla in Manilla”, contra o sempre perigoso Joe Frazier.

Porém, nada se compara ao espetacular “Rumble in the Jungle”, em 1974, contra o gigante George Foreman. Foi uma luta realizada no Zaire, cheia de provocações, no coração da África que amava Muhammad Ali. O oponente, George Foreman, era claramente mais forte, além de mais jovem. Ambos eram negros, porém, por Foreman ser quietão e Ali ser reconhecido ativista por igualdade racial, Foreman ficou sendo o representante do capitalismo americano, e Ali, o campeão da África. Ali venceu a luta, com todo o apoio da torcida. Foreman ficou tão abalado com a derrota que largou o boxe, retornando 10 anos depois.

“Ali boma ye” – Ali, mate ele

Cântico dos zaierense, em apoio a Muhammad Ali contra George Foreman, na luta “Rumble in the jungle”

Um parêntesis. Em 1990, eu me lembro de ter assistido o veterano George Foreman contra o brasileiro Adílson Maguila. Se o Maguilão passasse por Foreman, talvez enfrentasse o temível Mike Tyson na sequência. Qual nada, o nosso Maguila tomou uma surra… “Parece que uma carreta passou por cima de mim”.

Talvez Foreman seja mais conhecido nos dias de hoje pelo grill

Outra cena memorável é Muhammad Ali acendendo a tocha olímpica, nos jogos de Atlanta de 1996. Ele já estava com o Mal de Parkinson, visivelmente com extrema dificuldade em controlar a tocha.

Muhammad Ali faleceu em 2016, em decorrência do Parkinson.

Comprei um funko pop deste grande lutador, que chegou hoje. Além de um lugar no panteão dos deuses do boxe, ele também ocupa um espaço na minha exótica Biblioteca de Alexandria particular, ao lado de cubos mágicos, livros de matemática abstrata e de um guerreiro de terracota da dinastia Qin.

Note que a pose do funko pop é a mesma da primeira icônica foto acima, onde ele derrota Sonny Liston.

Recomendações:

O filme “Quanto éramos reis”, sobre o Rumble in the Jungle. https://www.adorocinema.com/filmes/filme-12519/

Tem o filme “Ali”, com Will Smith, mas eu não gostei muito. https://amzn.to/3heDina

Funko do Ali: https://amzn.to/33rEc7J

https://en.wikipedia.org/wiki/Muhammad_Ali

https://www.uol.com.br/esporte/boxe/ultimas-noticias/2020/06/27/o-erro-de-maguila-em-nocaute-brutal-pra-holyfield-ue-onde-estou.htm

https://www.uol.com.br/esporte/reportagens-especiais/maguila-x-foreman-parece-que-uma-carreta-passou-por-cima-de-mim/#page1

https://www.theweek.co.uk/muhammad-ali/73369/ali-boma-ye-the-chant-that-made-muhammad-ali-an-african-hero

O segredo da Excelência, Confúcio, Naval e Telê

A seguir, um pensamento meu, e alguns pensamentos de que gosto (baseado na estrutura do newsletter do James Clear).

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Meu pensamento

O segredo da excelência:

  • ser o melhor do mundo em 1 tema
  • dominar bem 10 temas
  • saber mais ou menos 100 temas
  • reconhecer que ignora 1000 temas

O segredo da mediocridade:

  • tentar ser o melhor do mundo em 1000 temas

Reflexão: Qual o tema em que você é um dos melhores do mundo?

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De Naval Ravikant:

“Seja o melhor no mundo no que faz. Continue redefinindo a si mesmo até que isto se torne realidade”.

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“Uma jornada de 1000 quilômetros começa no primeiro passo” – Confúcio

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“Computadores são inúteis. Eles só podem dar respostas” – Pablo Picasso

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Não é segredo para ninguém que admiro demais o trabalho de grandes perfeccionistas, que prezam mais por fazer o processo correto do que pelo resultado final. Um deles é o técnico Pep Guardiola, que merece um post à parte. Outro exemplo de que gosto muito é o de Telê Santana, que montou um dos mais belos times da história, a seleção brasileira de 1982, mas não levou o caneco.

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Por último, para alegrar o dia, Aquarela, de Toquinho e Vinícius

Preso no Pólo Sul por dois anos

Convido o leitor nesta semana a ficar preso numa placa de gelo, na imensidão no Polo Sul, sem comunicação com o mundo externo e a 40 graus negativos.

A incrível viagem de Ernest Shackleton ocorreu em 1914, e tinha como objetivo percorrer a região da Antártida. Só que eles não contavam com o mau tempo, que acabou prendendo o navio e congelando a imensidão de mar à sua volta.

O seu navio tinha um nome profético: “Endurance”, algo como “Resistência”.

Para sobreviver, eles tiveram que consumir os mantimentos que tinham, além de focas e pinguins. E, claro, os cachorros que faziam parte da expedição não tiveram final feliz.

Após meses no gelo, Shackleton conseguiu zarpar com uma equipe pequena, para pedir socorro. Meses depois, eles retornaram para buscar a equipe remanescente. Não houve nenhuma baixa na tripulação de 27 homens, o que torna a viagem ainda mais incrível.

Há muito material nas fontes listadas abaixo, para saber mais.

Link do livro na Amazon.

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As imagens foram tiradas das seguintes fontes:

https://super.abril.com.br/especiais/a-incrivel-odisseia-de-ernest-shackleton-na-antartida/

https://www.coolantarctica.com/Antarctica%20fact%20file/History/Ernest_Shackleton_pictures.php

https://brasil.elpais.com/brasil/2014/01/04/sociedad/1388867097_208652.html

Recomendação: Era uma vez em… Hollywood

Qualquer filme de Quentin Tarantino é coisa para assistir com atenção absoluta. O genial diretor trouxe ao mundo obras-primas do cinema, como Pulp Fiction e Bastardos Inglórios.

Achei sensacional último filme dele, “Era uma vez em Hollywood”, principalmente o final – e só depois do final que entendi o título.

Não vou dar spoilers aqui, porque uma obra dessas merece ser vista sem saber o que ocorrerá no final, mas queria passar algumas dicas de conhecimento prévio. É importante saber alguns fatos dos anos 60, para maximizar o entendimento da trama.

Um dos crimes mais chocantes do século passado, e que até hoje ocupa o imaginário popular, é o assassinato da deslumbrante atriz Sharon Tate, grávida de 8 meses e esposa do badalado diretor Roman Polanski. Os assassinos, um grupo de fanáticos, comandados por Charles Manson.

Manson se dizia reencarnação de Jesus, e procurava mensagens ocultas nas músicas dos Beatles. Vivia com os seus seguidores num rancho, pregando a liberdade, o fim do capitalismo, amor livre (bacanais) e consumo de alucinóginos. A comunidade realizava pequenos furtos e buscava comida no lixo. Tudo mudou no dia de “Helter Skelter”, em que começaram a assassinar pessoas, entre elas, Sharon Tate e amigos.

Este episódio lamentável está amplamente documentado, como nos links ao final do texto.

O poder de influência e o nível de loucura de Manson era tão grande, tão grande, que mesmo depois de preso, ele atraía uma legião de fãs.

Pois bem, o filme acompanha um astro decadente, Rick Danton, e seu dublê Cliff Booth. Interpretados por dois dos maiores e mais bem pagos atores da atualidade, Leonardo DiCaprio e Bradd Pitt, ambos com atuações sensacionais.

A vida de Sharon Tate (interpretada por Margot Robbie, vale anotar o nome) e Roman Polanski fica meio em paralelo, assim como a gangue de Mason, até tudo se entrelaçar no finalzinho…

Fora isso, há dezenas de homenagens a filmes dos anos 60, referências a outros trabalhos do diretor, detalhes e easter eggs inúmeros, diálogos afiados e cenas de sangue, à lá Tarantino.

Veja também:

https://aventurasnahistoria.uol.com.br/noticias/reportagem/sexo-drogas-e-paranoia-a-incomum-vida-na-comunidade-de-charles-manson.phtml

https://pt.wikipedia.org/wiki/Charles_Manson

https://brasil.elpais.com/brasil/2019/08/01/cultura/1564673873_374429.html

https://www.businessinsider.com/quentin-tarantino-once-upon-time-hollywood-details-you-missed-2019-7

Alan Turing é homenageado na nova nota de 50 libras

Para quem gosta de matemática e computação, Alan Turing é um dos nomes mais importantes da história, com contribuições que perduram até hoje.

Turing abstraiu o conceito de computação, e provou que é possível criar uma “máquina de Turing universal”. Ao invés de ter um dispositivo específico para cada operação, o mesmo dispositivo poderia ser programado para fazer as mais diversas operações imagináveis.

Os computadores modernos são máquinas de Turing universais em sua essência.

A tese de Turing-Church, de que todas funções computáveis podem ser computadas por máquinas de Turing universais, continua um problema aberto até hoje.

Ele foi um dos pioneiros da inteligência artificial, com o teste de Turing, uma espécie de jogo da imitação: será que quem escreveu este texto foi uma pessoa ou uma máquina?

Finalmente, ajudou a salvar centenas de milhares de vidas de soldados aliados, ao decifrar o Enigma, código criptográfico nazista. Não é exagero. Por exemplo, os códigos decifrados deram a segurança de que os nazistas não sabiam onde seria o local do desembarque, no Dia D.

Apesar de tudo isso, Turing foi perseguido por ser homossexual, e tirou a própria vida em decorrência de um tratamento forçado a que fora submetido.

Um dia vou conseguir uma nota dessas, só para deixar na carteira como homenagem à este grande gênio da humanidade.

Recomendação de filme: O Jogo da Imitação, no Prime Video:

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Veja também:

thttps://ideiasesquecidas.com/2020/11/21/codigos-genetica-e-puzzles/

A apologia de Sócrates

Recomendação de leitura: A apologia de Sócrates.

É um texto conciso e bastante intrigante, sobre o julgamento do filósofo grego Sócrates. Acusado por seus inimigos políticos de corromper a juventude de Atenas, o texto baseia-se nos discursos de sua apologia (defesa) diante da assembleia popular da cidade.

Link da Amazon: https://amzn.to/38WcfrI

Uma das histórias mais famosas sobre o filósofo é contada no início do texto.

Querefonte, amigo de Sócrates, foi ao Oráculo de Delfos e perguntou quem era o homem mais sábio de todos. O Oráculo respondeu que era Sócrates.

Quando ele soube da resposta, pôs-se a refletir: “o que os deuses querem dizer com isso? Não tenho consciência de ser nem muito sábio nem pouco”.

O filósofo foi se encontrar com outros que se passavam por sábios. “Submeti a exame essa pessoa, era um político. Eis atenienses, a impressão que ficou do exame. Ele se passava por sábio aos olhos de muita gente, principalmente aos seus próprios, mas não o era. Pus-me, então a explicar-lhe que supunha ser sábio, mas não o era. O resultado foi tornar-me odiado dele e de muitos dos presentes”.

Sócrates repetiu a busca com outros políticos, poetas e filósofos, sempre com a mesma conclusão: eles achavam saber de alguma coisa, mas nada sabiam. Já Sócrates, por saber que nada sabia, era um pouco mais sábio que eles.

“Me perguntei a mim mesmo, em nome do oráculo, se preferia ser como sou, sem a sabedoria deles nem a sua ignorância, ou possuir, como eles, uma e outra; e respondi que me convinha ser como sou”.

Finalmente, ele interpretou a resposta do oráculo. No final das contas, a sabedoria humana tem pouco ou nenhum valor, e o nome de Sócrates como o mais sábio era apenas para pontuar isso, já que ele era único que tinha compreendido o fato.

O resto do texto continua com os argumentos de Sócrates, mas o julgamento não foi positivo. Condenado à morte em 399 a.C., Sócrates toma a cicuta (um veneno poderoso) e põe fim à própria vida, da forma com que sempre viveu: defendendo os seus ideais.

Outras frases famosas de Sócrates:

“Tudo o que sei é que nada sei”

“A vida não refletida não vale a pena ser vivida”

“Não valorize a vida, e sim, a vida bem vivida”

“O verdadeiro conhecimento vem de dentro”

“Conhece-te a ti mesmo”

Veja também:

https://ideiasesquecidas.com/2018/12/14/o-anel-de-giges/

https://ideiasesquecidas.com/resumos/

Como evitar um desastre climático

Resumo e discussão do novo livro de Bill Gates, “Como evitar um desastre climático”.

O fundador da Microsoft e atualmente o maior filantropo da face da Terra, é uma das pessoas mais inteligentes ainda vivas. Tem pouquíssimo carisma, é demonizado por muitos, porém é alguém extremamente efetivo no que faz, conforme adiantei no link aqui (https://ideiasesquecidas.com/2021/02/21/bill-gates-a-vacina-da-poliomelite-e-o-seu-modo-de-pensar/).

Alguns pontos do seu livro sobre mudanças climáticas. https://amzn.to/3qTh106

Há dois números que você precisa ter em mente sobre mudanças climáticas. Um é 51 bilhões. O outro, zero.

51 bilhões são as toneladas de gases de efeito estufa que o mundo lança à atmosfera anualmente. Embora isso possa variar para mais ou para menos a cada ano, de modo geral está subindo. É onde estamos hoje. Zero é o que devemos almejar. Para impedir o aquecimento global e evitar os piores efeitos das mudanças climáticas, o ser humano precisa parar de emitir gases de efeito estufa.

Atualmente, 1 bilhão de pessoas não contam com acesso confiável à eletricidade e que metade delas vivia na África subsaariana. Renda e energia andam de mãos dadas.

O mundo precisa gerar mais energia para que os pobres possam prosperar, mas sem liberar mais nenhum gás de efeito estufa. O problema então pareceu ainda mais complicado. Não bastava fornecer energia barata e confiável para os pobres. Ela também tinha de ser limpa.

  1. Para evitar um desastre climático, devemos chegar a zero. 2. Temos de empregar as ferramentas de que já dispomos, como energia solar e eólica, com mais rapidez e inteligência. 3. Precisamos criar e produzir tecnologias revolucionárias capazes de nos conduzir pelo resto da jornada. Esse número, zero, não é negociável. Se não pararmos de lançar gases de efeito estufa à atmosfera, a temperatura continuará a subir.

Eis uma analogia bastante útil: o clima é como uma banheira sendo enchida lentamente. Mesmo se fecharmos um pouco a torneira e deixarmos apenas um fio de água escorrendo, em algum momento a banheira acabará transbordando.

Em 2020, o desastre chegou quando um novo coronavírus se espalhou pelo mundo. Para qualquer um que conheça a história das pandemias, a devastação causada pela covid-19 não foi uma surpresa. Eu estudava surtos de doenças havia anos como parte de meu interesse em iniciativas globais de saúde e ficara preocupadíssimo, já que o mundo não estava pronto para lidar com uma pandemia como a gripe de 1918.

Após o coronavírus, as emissões de gases de efeito estufa no mundo devem ter caído apenas 5%. O extraordinário não é como as emissões diminuíram devido à pandemia, mas como a queda foi pequena. Essa diminuição pouco considerável é uma prova de que não conseguiremos chegar a emissões zero apenas andando menos de avião e carro.

Também invisto em tecnologias de carbono zero. Gosto de pensar nelas como outra espécie de compensação para minhas emissões. Já investi mais de 1 bilhão de dólares em propostas que espero que ajudem o mundo a chegar a zero, incluindo energia limpa barata e confiável e cimento, aço, carne e outros produtos e serviços de baixas emissões. E não conheço ninguém que faça maiores investimentos em tecnologias.


Fiquei surpreso quando descobri que aquilo que parecia ser um pequeno aumento na temperatura global — apenas 1ºC ou 2ºC — poderia na verdade causar grandes problemas. Mas é verdade: em termos de clima, uma mudança de apenas alguns graus significa muita coisa. Durante a última era do gelo, a temperatura média era apenas 6ºC mais baixa do que hoje.

Esse momento chegará em trinta anos? Cinquenta? Não sabemos ao certo. Mas, considerando como o problema será difícil de resolver, mesmo que o pior momento seja daqui a cinquenta anos, precisamos agir desde já. Já elevamos a temperatura em pelo menos 1ºC desde o período pré-industrial e, se não reduzirmos as emissões, provavelmente teremos um aquecimento de 1,5ºC a 3ºC até meados deste século, e entre 4ºC e 8ºC até o fim dele.

E todo esse calor extra possui efeitos colaterais; por exemplo, significa que as tempestades têm se agravado.

Essas tempestades mais fortes estão criando uma estranha situação de oito ou oitenta: embora chova mais em alguns lugares, outros sofrem com secas mais frequentes e severas. O ar mais quente pode reter mais umidade, e à medida que se aquece torna-se mais seco.

O nível do mar vai subir. Isso ocorre em parte por causa do derretimento do gelo polar, mas também porque a água se expande conforme esquenta.

Por fim, com o calor e o excesso de dióxido de carbono que o causa, plantas e animais também serão afetados. Segundo pesquisa do ipcc, um aumento de 2ºC diminuiria o território geográfico de vertebrados em 8%, de plantas em 16% e de insetos em 18%.

Até meados do século, as mudanças climáticas podem ser tão mortais quanto a covid-19 e, em 2100, cinco vezes mais letais.


Há um ótimo motivo para os combustíveis fósseis estarem por toda parte: custam uma merreca. Ou seja, petróleo é mais barato que refrigerante.

Jamais conseguiremos emissões zero sem políticas públicas adequadas, e ainda estamos longe disso. (Falo dos Estados Unidos, mas isso se aplica a muitos outros países também.)

Em suma: precisamos realizar algo gigantesco, nunca visto antes, muito mais rapidamente do que qualquer coisa similar já feita. Para isso, necessitamos de muitos avanços na ciência e na engenharia.

Qual é a proporção de gases de efeito estufa gerada pelas coisas que fazemos?

  • Fabricar as coisas (cimento, aço, plástico) 31%
  • Ligar as coisas na tomada (eletricidade) 27%
  • Cultivar e criar as coisas (plantas, animais) 19%
  • Transportar as coisas (aviões, caminhões, cargueiros) 16%
  • Manter as coisas quentes e frias (sistemas de aquecimento, ar-condicionado, 7%

(Gates chama de “Prêmios Verdes” o quanto a mais temos que pagar para obter energia com emissão zero. A seguir, ele faz uma extensa pesquisa sobre as matrizes energéticas existentes, alternativas e seus prêmios verdes)

Captura direta do ar, também conhecida pela sigla em inglês dac. (Para resumir, o ar é soprado sobre um dispositivo que absorve dióxido de carbono, e depois o gás é armazenado, por segurança.) A dac é uma tecnologia cara e está longe de ter sua eficácia comprovada, mas se funcionasse em larga escala nos permitiria capturar dióxido de carbono independentemente de quando e onde fosse produzido.


A energia hidrelétrica tem muita coisa a seu favor — é relativamente barata —, mas também tem grandes desvantagens. O represamento desaloja comunidades locais e a vida selvagem. Se há muito carbono no solo de um terreno que cobrimos com água, esse carbono acaba virando metano e escapa para a atmosfera — por isso estudos mostram que, dependendo de onde é construída, a represa pode na verdade ser uma fonte de emissão pior do que o carvão por cinquenta a cem anos antes de compensar todo o metano.


Mas o petróleo barato e as linhas de transmissão caras não são os maiores responsáveis pelo Prêmio Verde na geração de eletricidade. Os principais culpados são nossa exigência de confiabilidade e a intermitência. O sol e o vento são fontes intermitentes — não geram eletricidade 24 horas por dia, 365 dias por ano. Mas não é o caso de nossas necessidades energéticas: queremos energia o tempo todo.

Baterias têm um custo proibitivo. A eletricidade que armazenamos para uso noturno custará três vezes mais do que a consumida durante o dia.

A ideia é ilustrar uma questão crucial: armazenar eletricidade em larga escala é complicadíssimo e caríssimo, mas teremos de fazer isso se vamos depender de fontes intermitentes para gerar uma porcentagem significativa da eletricidade limpa que consumiremos nos próximos anos.


Sobre energia nuclear:
Os cientistas e os engenheiros apresentam várias soluções. Estou muito otimista com a solução criada pela TerraPower, empresa que fundei em 2008, unindo algumas das melhores cabeças na física nuclear e na produção de modelos computacionais para projetar um reator nuclear de última geração.

A energia nuclear é perigosa? Não se levarmos em conta o número de mortes causadas por unidade de eletricidade.

O mais importante é o mundo voltar a levar a sério o desenvolvimento do setor de energia nuclear. Ele é simplesmente promissor demais para ser ignorado.


Com o concreto, o desafio é ainda mais complicado. Para fabricá-lo, misturamos cascalho, areia, água e cimento. Os três primeiros são relativamente tranquilos; é o cimento que traz problemas para o clima. Para fabricar cimento, precisamos de cálcio. Para obter cálcio, começamos pelo calcário — que contém cálcio, mais carbono e oxigênio. A queima do calcário resulta no que queremos — cálcio para o cimento — e em algo que não queremos — dióxido de carbono. Não se conhece uma forma de fabricar cimento sem passar por esse processo.

Fabrique uma tonelada de cimento e produza uma tonelada de dióxido de carbono.


De onde o plástico costumam obter seu carbono: refinando petróleo, carvão ou gás natural e em seguida processando os produtos refinados de várias maneiras. Isso ajuda a explicar por que os plásticos são conhecidos por custar pouco: como cimento e aço, o plástico é barato porque os combustíveis fósseis são baratos.

Resumindo, o caminho para emissões zero na manufatura é mais ou menos o seguinte: 1. Eletrificar todos os processos possíveis. Isso exigirá muita inovação. 2. Obter essa eletricidade de redes elétricas descarbonizadas. 3. Utilizar captura de carbono para absorver as emissões remanescentes. Idem. 4. Usar materiais com mais eficiência.


Criar animais para alimentação é uma das principais causas de emissões de gases de efeito estufa.

Um frango, por exemplo, tem de ingerir o equivalente a duas calorias de grãos para render uma caloria de carne — ou seja, precisamos alimentar um frango com o dobro das calorias.

Um porco ingere o triplo das calorias que proporciona quando vira alimento. Para bovinos, a proporção é a mais elevada de todas: seis calorias de alimento para cada caloria de carne.

No mundo todo, cerca de 1 bilhão de cabeças de gado são criadas para fornecer carne e laticínios. O metano de seus arrotos e peidos exerce anualmente o mesmo efeito de aquecimento de 2 bilhões de toneladas de dióxido de carbono, correspondendo a cerca de 4% das emissões globais totais.

Uma opção é a carne vegetal: produtos à base de planta processados de várias maneiras para imitar o sabor da carne. Sou um investidor em duas empresas de produtos vegetais — a Beyond Meat e a Impossible Foods —, portanto sou suspeito para falar, mas acho a carne artificial muito boa. Quando preparada do jeito certo, é um substituto convincente para a carne moída.


Porém, a carne artificial vem com um pesado Prêmio Verde. Em média, um substituto de carne moída custa 86% a mais do que carne de verdade

Para cultivar nossas safras, precisamos de toneladas de nitrogênio — muito mais do que seria possível encontrar em um ambiente natural. É adicionando nitrogênio que criamos pés de milho de três metros de altura e conseguimos imensas quantidades de sementes.


O cultivo exige fertilizantes. O processo de refino, quando as plantas são transformadas em combustível, também gera emissões. E a agricultura para fabricação de combustível ocupa um terreno que de outro modo seria utilizado para cultivar alimento — o que pode forçar os fazendeiros a desmatar para ter onde plantar.


Além disso, embora as unidades de ar-condicionado representem o maior consumo de eletricidade, não são as maiores consumidoras de energia nos lares e estabelecimentos americanos. Essa honra vai para nossos sistemas de calefação e aquecedores de água.

No mundo todo, há 1,6 bilhão de aparelhos de ar-condicionado em uso, mas não são distribuídos de forma equilibrada. Em países ricos como os Estados Unidos, 90% ou mais das casas têm sistema de refrigeração, enquanto nos países mais quentes do mundo, esse número é de menos de 10%.


É cada vez mais difícil fornecer água potável para todos. A maioria das megacidades do mundo já enfrenta graves períodos de escassez, e, se nada mudar até meados do século, a quantidade de gente sem acesso a água limpa pelo menos uma vez por mês crescerá em mais de um terço, chegando a 5 bilhões de pessoas.


Duas tecnologias altamente disruptivas e polêmicas:

Para compensar o aquecimento causado por gases de efeito estufa lançados à atmosfera, precisamos reduzir a quantidade de luz do sol que chega ao planeta para cerca de 1%.** Existem várias maneiras de fazer isso. Uma envolve espalhar partículas extremamente finas — com milionésimos de centímetro de diâmetro — nas camadas mais altas da atmosfera.

Outra iniciativa de geoengenharia é tornar as nuvens mais brilhantes. Como a luz do sol se esparrama pelo topo delas, poderíamos tornar a luz ainda mais difusa e resfriar o planeta borrifando sal nas nuvens, para dispersarem mais a luz. E não seria preciso uma mudança dramática; para chegar a uma redução de 1%, precisaríamos apenas aumentar em 10% o brilho das nuvens que cobrem 10% da área terrestre.


Sobre políticas:
Precisamos que o governo desempenhe um papel igualmente imenso para criar os incentivos certos e assegurar que esse sistema funcione para todos.

Devemos expandir a oferta de inovações — o número de novas ideias que são testadas — e a outra, a acelerar a procura por inovações. O trabalho nessa primeira fase é o clássico processo de pesquisa e desenvolvimento.

Calcular um preço para o carbono. Seja na forma de um imposto ou de um sistema de comércio de carbono em que as empresas possam comprar e vender o direito de emiti-lo, precificar as emissões é uma das coisas mais importantes que podemos fazer para eliminar os Prêmios Verdes.


O que podemos fazer?

Compre um veículo elétrico. Os veículos elétricos avançaram muito em termos de custo e desempenho.

Experimente um hambúrguer vegetariano.


Uma lista de tecnologias:

  • Hidrogênio produzido sem emissão de carbono
  • Armazenamento de eletricidade em escala de rede capaz de durar uma estação do ano inteira
  • Eletrocombustíveis
  • Biocombustíveis avançados
  • Cimento de carbono zero
  • Aço de carbono zero
  • Carne e laticínios derivados de vegetais e células-tronco
  • Fertilizantes de carbono zero
  • Fissão nuclear de última geração
  • Fusão nuclear
  • Captura de carbono (tanto direto do ar como no local de emissão)
  • Transmissão de eletricidade subterrânea
  • Plásticos de carbono zero
  • Energia geotérmica
  • Hidrelétrica reversível
  • Armazenamento termal
  • Cultivos tolerantes a secas e inundações
  • Alternativas de carbono zero para o óleo de palma
  • Fluidos refrigerantes sem gases fluorados

Há mercados de bilhões de dólares à espera de que alguém invente cimento, aço ou combustível líquido de carbono zero a baixo custo.

Algumas recomendações do livro:

  • Earth’s Changing Climate, Richard Wolfson, The great courses.
  • Weather for Dummies
  • Energy Transitions e Energy Myths and Realities, de Vaclav Smil

Veja também:

https://ideiasesquecidas.com/resumos/

Bill Gates, a vacina da Poliomelite, e o seu modo de pensar

A filha de Bill Gates perguntou: “Pai, o que você fez para ajudar essa pessoa com poliomelite?”

Resposta: “Por ela, não fiz nada”.


A pergunta acima é mostrada no documentário “O código Bill Gates”, da Netflix.

O documentário mostra os esforços da fundação Bill e Melinda Gates, em relação à três temas: energia nuclear, poliomelite e uma privada que não usa água.

Sobre a poliomelite, o documentário mostra o esforço deles para ajudar a vacina chegar aos recantos mais inóspitos do mundo e erradicar a doença da face da Terra.

Bill relata o encontro que teve com uma moça que estava paralítica devido à poliomelite, e como isso prejudicara todo o seu futuro.

Sobre ela, a filha de Bill Gates perguntou: Pai, o que você fez por essa pessoa em particular?

A resposta de Gates foi algo como: por ela, eu não fiz nada. Há uma quantidade finita de recursos para alocar. O meu esforço é no sentido de ser o mais efetivo possível.

Gates não tem a presença de um Steve Jobs, nem o carisma de um grande político como Bill Clinton. É um nerd, um jacu.

Respostas como a dada acima explicitam esse lado racional sobre o emocional. Ele pensa mais como uma máquina do que como um ser humano.

Do ponto de vista econômico, ele está certo.

Se eu tenho um real para investir, devo alocar o recurso da melhor forma possível. A melhor forma de alocar o mesmo é resolver o problema em escala global, cortar o mal pela raiz, do que aliviar um sintoma específico.

Não à toa, a Microsoft navegou brilhantemente pelas últimas décadas. O Windows é onipresente. O Office é a ferramenta de produtividade definitiva no mundo corporativo. A Microsoft quase ficou fora da onda da internet, mas quando entrou, entrou jogando pesado.

Ele tem perfil discreto. Não se envolve em polêmicas. E é extremamente efetivo no que faz.

E o resultado também tem as mesmas características. É efetivo e silencioso.

Ex. Este link de 2018 mostra como ele ajudou a pagar a dívida da Nigéria no combate à polio.

https://www.cnbc.com/2018/01/18/bill-and-melinda-gates-foundation-is-paying-off-nigerias-polio-debt.html

Já este link de 2020 mostra os resultados: erradicação da polio na África (sem citar Gates em momento algum).

https://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2020/08/25/oms-anuncia-erradicacao-da-poliomielite-na-africa.ghtml

Há poucas pessoas como eu, que têm Bill Gates na lista dos mais admirados do mundo. Pelo contrário, é extremamente mais comum demonizar o mesmo, colocá-lo no mesmo pedestal de Hitler, ou até pior. Há até boatos de que ele ajudou a criar o coronavirus! Uma injustiça total.

Gates já tem os seus 65 anos, é um dos homens mais ricos do mundo e poderia muito bem estar fazendo nada, ou levando uma vida pacata sem preocupações. Ao invés disso, ele investe pesado para tentar, na escala da inovação mundial, o que ele conseguiu fazer com o software: revolucionar o mundo.

https://www.gatesfoundation.org/what-we-do/global-development/polio

Um anúncio. Estou lendo o novo livro dele, sobre mudanças climáticas, e semana que vem haverá um post sobre isto. Aguardem…

https://amzn.to/3dzQLEb

A cena mais memorável da F1

Ayrton Senna, após vencer o Grande Prêmio do Brasil de 1991, ficou fisicamente tão exausto que não conseguia nem levantar o troféu. Confira no vídeo.

Senna conquistou a vitória no braço, após a sua McLaren perder todas as marchas, exceto a sexta, faltando 20 voltas para o final da prova.

Para dar uma ideia, ele tinha que entrar numa curva e manter a mesma velocidade (as outras marchas entravam em ponto morto), tirando a
diferença na habilidade e no volante.

“Se soubesse dos problemas de Senna duas voltas antes talvez pudesse vencer”, afirmou Ricardo Patrese (da Williams). “Mas Senna era um piloto não apenas muito rápido como dotado de grande senso de estratégia. Escondeu o quanto pôde suas dificuldades”.

Vencer o GP do Brasil era um de seus sonhos, e Senna faria o impossível para tal. Após a vitória, o desgaste foi tão grande que ele teve que ser atendido pelos médicos da FIA, demorando mais de vinte minutos para ir ao pódio.

Veja uma descrição detalhada desta vitória em:

A trilha sonora deste post só pode ser o Tema da Vitória, que não ouvimos há muito tempo.

Homenagem a Marcos Gabriel

É com muito pesar que recebo a notícia do falecimento do amigo Marcos Gabriel Braz de Lima, com apenas 24 anos. Era um jovem extremamente curioso, que corria atrás para fazer acontecer e tinha um futuro brilhante pela frente.

Tudo começou quando me chamaram para ver a entrevista dele. “É uma pessoa fora da curva, dá uma olhada” – disse meu amigo Felipe Faria. E, realmente, ele tinha um brilho nos olhos ao ouvir sobre os trabalhos que fazíamos.

Ele acabou indo para a unidade de Santa Catarina, e ajudou a melhorar os trabalhos ali. Ele fez uma rotina em Python que automatizava um processo manual que eles faziam, por exemplo.

Era um jovem com muitas dúvidas, sobre vida, carreira. Sempre tive diálogos de alto nível com ele. Reproduzo alguns pontos abaixo, para imortalizar a sua memória.

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Sobre habilidades soft x hard.

Ele tinha ouvido uma palestra, que enfatizava a importância do soft skill. Porém, na visão dele, toda a sua trajetória até então tinha sido voltada mais para o hard skill.

Minha resposta foi que tem lugar para todo tipo de gente no mundo. Ele tem que ser fiel à si mesmo, não adianta tentar emular outra pessoa.

Há habilidades principais e acessórias. O núcleo tem que ser o que ele é melhor, o seu ponto mais forte. Se for hard, que seja. Tem trabalhos necessariamente muito hard skills. Uma otimização combinatória pesada, vai ser hard, não tem jeito.

Ex. Se a pessoa é nota 7 em hard e 3 em soft, é melhor tentar ser 10 em hard e 5 em soft (o mínimo para passar de ano), do que tentar focar só no soft. Vai acabar com 5 em hard e 5 em soft, ou seja, será alguém mediano.

Habilidades acessórias são importantes para complementar a formação, ter o mínimo.

Habilidades importantes que recomendo para todo mundo são de comunicação e negociação. Há vários cursos gratuitos na internet sobre ambos. Todo mundo precisa dessas duas habilidades.

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Sobre estudos.

“Sempre gostei de aprender coisas novas. Meus amigos acham que eu sou um pouco doido porque estudo muito. Costumo passar férias e finais de semana estudando coisas novas. Mesmo na faculdade, com carga horária muito pesada, quando aparecia uma folga, eu ia estudar alguma coisa que tinha muito interesse, pelo simples prazer de aprender mesmo.”

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Sobre projetos.

Ele estava gerenciando um projetinho de RPA (robot process automation), e estava se perguntando quando chegaria a fazer projetos grandes, de nível nacional.
“Dúvidas, dúvidas e mais dúvidas. Até porque são elas que nos movem, né? Respostas são importantes, mas nem tanto assim…”

Minha resposta foi que o mundo é cíclico e não-linear.

Você faz um excelente trabalho puramente técnico hoje, daqui a pouco vai estar fazendo trabalhos maiores e maiores. De repente, vai estar dando saltos, gerenciando projetos enormes, sem nem perceber.

Então, faça o melhor possível, seja o trabalho pequeno ou grande. Aprenda com o projeto pequeno, pense em formas de escalar o mesmo.

Ajude os outros a evoluir, isso volta para você de alguma forma, um dia.

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Sobre filosofia.

Sendo alguém muito curioso, ele gostava de estudar economia, ciências, tudo. Naturalmente, a filosofia é o tema final, do sentido das coisas. Estudar filosofia é muito bom, mas a pessoa tem que ter alguma bagagem, tem que ter passado por algumas etapas da vida. Na minha visão, todo mundo deveria estudar filosofia ao completar 40 anos.

A última mensagem que tenho do Marcos Gabriel é:
“Não vejo a hora de completar meus 40 anos para começar a estudar filosofia.”

Obrigado por tudo, Marcos.

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https://ufla.br/noticias/institucional/14214-nota-de-falecimento-estudante-marcos-gabriel-braz

https://www.sitedelinhares.com.br/noticias/policia/jovem-que-desapareceu-apos-a-morte-da-mae-e-encontrado-morto-e-irmao-confessa-crime

Naval sobre Educação

Fechando a série de postagens das ideias do empreendedor Naval Ravikant, uma reflexão sobre Educação.


A educação gratuita é abundante, por toda a Internet. É o desejo de aprender que é escasso.

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EDUCAÇÃO ATUAL


Os supereducados são piores do que os subeducados, tendo trocado o bom senso pela ilusão do conhecimento.


Qual é o propósito do nosso sistema educacional atual?

Não há dúvida, é completamente obsoleto. O sistema educacional é um resultado caminho-dependente da necessidade de cuidado intensivo. Da necessidade de prisões para homens universitários que de outra forma invadiriam a sociedade e causariam muitos estragos.


Faculdade e escolas vêm de uma época em que livros eram raros. O conhecimento era raro.
O que importava para as escolas era cuidar das crianças enquanto os pais iram trabalhar.

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O que mudou desde então que tornou o nosso sistema educacional atual obsoleto?

Agora temos a Internet, que é a maior arma de conhecimento já criada, completamente interconectada. É muito fácil de aprender. A capacidade de aprender, os meios de aprendizagem, as ferramentas de aprendizagem, são abundantes e infinitas. É o desejo que é incrivelmente escasso.
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Não havia tal coisa como aprendizagem autodidata. Agora, se você realmente tem o desejo de aprender, tudo está na Internet. Você pode ir na Khan Academy. Você pode obter palestras do MIT e Yale online. Você pode ler blogs de pessoas brilhantes. Você pode ler todos os grandes livros.

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Qual o valor que nosso sistema educacional atual fornece, se houver?

O único benefício da escola hoje é a socialização. Isso cria a socialização porque as crianças querem estar ao redor de seus pares e querem aprender a agir na sociedade.

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O que precisa mudar sobre como aprendemos?


Em uma era de Google e smartphones, a memorização é obsoleta. Por que você deveria estar memorizando a Batalha de Trafalgar? Nós ainda colocamos peso indevido sobre isso, porque era assim quando vivíamos em um mundo pré-Google.

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Gosto de pensar que se eu estivesse na escola hoje, minha resposta a muitos testes seria “Deixe-me pesquisar isso para você…”

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O que precisa mudar sobre o que aprendemos?

Eu acho que aprender deve ser sobre o básico em todos os campos e usá-los muito bem.

A vida é principalmente sobre aplicar o básico e apenas fazer o trabalho avançado nas coisas que você realmente ama, e onde você entende o básico de cima para baixo. Não é assim que nosso sistema é construído.

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No que você se concentraria, se estivesse criando um currículo escolar?

Eu provavelmente otimizaria para felicidade, nutrição e exercício.

Mostre-lhes respostas para “Como você constrói bons hábitos?” “Como você quebra maus hábitos?” “Como você tem bons relacionamentos?” “Como você constrói habilidades básicas?”

Eu provavelmente gostaria que eles dirigissem uma barraca de limonada ou uma pequena empresa e ganhariam dinheiro para que eles possam entender como isso funciona. Peça-os trabalhar em algo relacionado à caridade, ou levá-los para o terceiro mundo e mostrar-lhes sofrimento, sofrimento verdadeiro, para que eles possam obter algum contexto. Eu provavelmente ensinaria eles a falar em público, escrever negócios, persuasão básica.

Talvez um pouco de programação em cima de leitura, escrita e aritmética.

Eu provavelmente eliminaria pedaços de geografia, história, e honestamente até mesmo segunda ou terceira línguas. Música, a menos que tivessem inclinações musicais. Eu sei que isso vai aterrorizar algumas pessoas, mas a questão é, “O que você enfatiza?” Inicialmente não é bom educar todas as crianças em cada coisa. Você tem que descobrir, “Qual é a aptidão delas?”

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Muita literatura na sociedade moderna, mas não matemática suficiente.

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Codificação é a nova alfabetização.

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Como podemos criar escolas mais eficazes?

“As escolas substituem a curiosidade pela conformidade.”


Quando eu penso na minha própria educação, muito disso foi, “Sente-se.” “Cale a boca”. “Levante a mão para ir ao banheiro.” “Não, você deve memorizar isso, mesmo que não faça sentido para você agora.”

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Com as crianças, você só tem que alimentar a curiosidade deles. Todas as crianças realmente inteligentes que conheço são essencialmente autodidatas, auto-aprendizes. Você não pode forçar uma criança a ser uma auto-aprendiz, tudo que você pode fazer é alimentar sua curiosidade. Por exemplo, se eles querem pegar o violão, pegue um violão. Se eles querem ir para uma aula de futebol, tenha uma aula de futebol. Se eles não querem jogar futebol, não os force a jogar futebol.

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Por que a curiosidade é tão importante?

Um dos maiores problemas que tenho com o sistema educacional é quando as pessoas se formam na faculdade, elas param de aprender. Não é culpa delas. é só que elas têm sido ditos todos os anos, todos os meses, “leia isso, faça esse dever de casa, faça esse assunto, agora cubra isso”.

Então, de repente, tudo isso é tirado, e muito traumaticamente você é jogado na força de trabalho e diz: “Agora levante-se de manhã, você tem que estar acordado às 8, você não pode sair de suas mesas até 6 ou 7, se você acha que é bobagem e você não está aprendendo nada.”
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Seguindo em frente desde a educação infantil, quais são seus pensamentos sobre o ensino superior, faculdades e universidades?


Temos essa ideia legada: a única maneira de ser devidamente educado é a universidade.

Na verdade, não sou um grande fã do sistema universitário atual, pelo menos em termos do custo que ele impõe a vocês tanto em termos de custos de oportunidade e custos financeiros. Em troca, você tem credenciamento e uma rede de ex-alunos, mas você passou quatro anos de sua vida e uma enorme quantidade de dinheiro.

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Universidade é sobre filtrar pessoas inteligentes e credenciá-las para que um empregador possa dizer: “Oh sim, essa pessoa foi para uma boa universidade, eles provavelmente são muito inteligentes.” Eles meio que aceitam ser uma classe de elite.

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É possível fazer tudo sozinho?

Pelo menos no ambiente de programação, você pode ficar por conta própria até certo ponto.

Uma rede de ex-alunos seria um pouco difícil de construir, mas se você conseguir um bom estágio ou um bom emprego, você pode apenas querer cair direto nisso. Mas, obviamente, isso só se aplica a pessoas excepcionais.

Então, se você vai para a universidade, a primeira regra é: aprender coisas que você não pode aprender sozinho. Porque a maioria das coisas você pode aprender sozinho em casa.

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Qual foi sua experiência na faculdade, e o que você faria diferente se fosse para a faculdade hoje?

Fui para Dartmouth, estudei Ciência da Computação e Economia. Comecei em Física, mas foi muito difícil. Então eu mudei para inglês e história. Minhas notas eram fantásticas, foi muito fácil. Disseram-me que eu devia ser professor de inglês.

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A realidade é que eu poderia ter feito isso por diversão. Eu poderia ter lido esses livros no meu tempo livre. Não há necessidade de ir à escola para isso. Se você vai para a faculdade, aprenda algo que não pode aprender sozinho.
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O que as pessoas devem aprender na faculdade hoje, que não podem aprender sozinhas?

Para a maioria das pessoas, isso significa matemática, programação, física. Significa ter acesso às ferramentas, pessoas, rigor, disciplina e exercícios para aprendê-las bem.

Aprendam matemática, crianças. Falar a língua da natureza é o superpoder final.

Agora, se você está no nível onde você pode aprender as disciplinas acima por conta própria, então você pode não precisar ir para a universidade. Além disso, você não pode obter treinamento médico de alta qualidade por conta própria em seu quintal. Então você tem que ir para a escola para alguns, mas é um conjunto bastante estreito de coisas.


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Para a maioria, você não precisa ir para a escola. Eu amo filosofia, metade dos livros que estou lendo a qualquer momento são essencialmente livros de filosofia, mas eu não estaria estudando filosofia na escola.

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Estudamos ciências para aprender a conseguir o que queremos. Estudamos filosofia para saber o que querer em primeiro lugar.

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Dado o valor que muitas pessoas ainda colocam para obter um diploma universitário, você vê uma alternativa?


Temos que separar a credencial da educação. Filtragem, credenciais e educação são coisas diferentes.

Qualquer um deve ser capaz de fazer um teste que prove que eles são bons o suficiente e obter um selo; Não importa se eles foram para Harvard, ou eles foram para a escola local, ou eles não foram para a escola. Você precisa desse tipo de sistema para emergir. Isso vai começar a resolver o problema da universidade.


Se o objetivo principal da escola era a educação, a Internet deveria torná-la obsoleta. Mas a escola é principalmente sobre credenciamento.

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Ainda hoje, o que estudar e como estudar são mais importantes do que onde estudar e por quanto tempo.

Os melhores professores estão na internet. Os melhores livros estão na Internet. Os melhores pares estão na Internet.


As ferramentas para o aprendizado são abundantes. É o desejo de aprender que é escasso.

Credenciais educacionais são crachás que admitem um para a classe de elite. Espera-se que as elites se esforcem poderosamente para justificar o sistema atual.
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Eventualmente, a maré da Internet e empregadores racionais e auto-interessados criarão e aceitarão credenciamento eficiente…

As universidades limitam artificialmente o número de graduados, mantêm os preços das mensalidades altos e fornecem ajuda financeira suficiente para se qualificarem como organizações sem fins lucrativos.

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FUTURO DA EDUCAÇÃO


A Internet vai obsoleto o sistema de educação industrial, assim como está obsoleto todos os outros fornecedores físicos de bens de informação.


Deixe-me fazer uma experimento mental:


Suponha que todos no mundo tinham o máximo de conhecimento prático. Todo mundo poderia ir criar hardware e robôs. Todo mundo pode escrever código, todo mundo poderia investir dinheiro, e todos nós poderíamos fazer matemática. Então, se fomos todos educados, então o que acontece?

Acho que dentro de cinco anos, os robôs farão todo o trabalho manual, e todos nós faremos um trabalho criativo.

Acreditar que a tecnologia criará desemprego permanente é o mesmo que acreditar que as pessoas não podem ser educadas para construir tecnologia.
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A tecnologia torna obsoleto empregos, mas não há limites superiores em número de empregos tecnológicos em si. Deslocamento temporal, não permanente.
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Qual é a habilidade mais importante para as pessoas ganharem hoje para maximizar seus conhecimentos práticos?

As pessoas que não são tecnicamente alfabetizadas estão sendo deixadas para trás. Acho que uma das maiores coisas de caridade que podemos fazer hoje é descobrir como retreinar as pessoas para se sentirem confortáveis com a tecnologia. O computador é a ferramenta mais poderosa para a criatividade, o mais poderoso multiplicador de força inventado desde o machado de pedra. E você não precisa da permissão de outro humano para usá-lo.

Algum dia, não ser proficiente com computadores será considerado uma forma de analfabetismo.

Tecnologia é a aplicação do conhecimento para controlar o mundo natural. É o maior motor da prosperidade humana e da nossa capacidade de auto-aniquilação.

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O aumento do preço do petróleo nos deu fracking (gás de xisto). O aumento do preço do trabalho não qualificado nos dará robôs. A educação é difícil, mas a única saída.

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Você tem alguma ideia de produto própria para criar uma alternativa nova ao sistema atual?

Para isso, o que eu adoraria fazer é criar um tablet Android muito barato, de baixo custo, muito robusto, facilmente alimentado e barato, difícil de destruir, e basicamente distribuí-los ao redor do mundo com aplicações de aprendizagem pré-instaladas, para que você possa literalmente ligar um e ele funciona com você interativamente. Em 30 segundos, ele descobre em que língua você fala e em que nível de aptidão você está. Você é um aluno da 3ª série, aluno da 5ª série? Claro, varia de acordo com a disciplina. Então ele permite que você mergulhe e deixe você aprender qualquer coisa que você quiser que vai tornar sua vida melhor.


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Essencialmente, você poderia conectar todos os professores do mundo e todos os alunos do mundo usando tablets e fazê-lo no ritmo e nível onde ele é essencialmente personalizado para cada criança. Eles aprenderão as coisas que têm um resultado prático em suas vidas.

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Imagine uma escola online onde os melhores cientistas ensinam um milhão de crianças a custo marginal zero. Adicione testes rigorosos, diplomas. Adeus faculdade.

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Para todos dizendo que a faculdade é sobre conexões e coisas suaves – claro, mas há maneiras de fazer isso sem US$ 200 mil e 4 anos.

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Coisas como história, geografia, até literatura — você pode ler isso por conta própria. Há uma tonelada de literatura incrível que recomendamos que você leia nas horas vagas, quando você está enrolando em um sofá.

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Há uma demanda ilimitada por grandes programadores. O conjunto de programas úteis e complexos é quase infinito.

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A escola ideal ensinaria saúde, riqueza e felicidade.


Seria livre, auto-acelerado, e disponível para todos.

Mostraria ideias opostas e os alunos auto-verificariam a verdade.

Sem notas, sem provas, sem diplomas – só aprendendo.

Na verdade, você já está aqui.

Cuidado com quem você segue.

Mais autodidatas brilhantes existem hoje, graças à Internet, do que em qualquer outro momento da história humana.

Veja mais:

Como ficar rico (sem ter sorte) (ideiasesquecidas.com)

Naval sobre saúde, morte e meditação (ideiasesquecidas.com)

Naval sobre riqueza e felicidade (ideiasesquecidas.com)

Naval sobre startups (ideiasesquecidas.com)

Naval sobre riqueza e felicidade

O Almanaque de Naval Ravikant

Segue uma promoção fantástica. Por um tempo limitadíssimo, a versão Kindle do Almanaque de Naval Rakikant está a R$ 2,90, praticamente de graça.

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Naval é um empreendedor do Vale do Silício, com inúmeras pérolas de sabedoria baseadas em seus estudos e sua experiência. A sua filosofia de vida e visão de mundo são perfeitamente alinhadas com os pensamentos deste espaço. Já escrevi alguns textos baseados no trabalho dele, como no link a seguir.

Como ficar rico (sem ter sorte) (ideiasesquecidas.com)

Seguem alguns trechos do livro. Esta é a primeira parte (de duas), para não ficar muito longo.

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Não é realmente sobre trabalho duro. Você pode trabalhar num restaurante 80 horas por semana, e não ficará rico. Ficar rico é sobre saber o que fazer, com quem fazer junto, e quando. É mais sobre entender do que puramente trabalho pesado.

Se você ainda não sabe no que deveria trabalhar, o mais importante é descobrir. Você não deveria fazer um monte de trabalho duro se não souber.

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Fuja da competição através da autenticidade.

Basicamente, quando você está competindo com outros, é porque você os está copiando, está tentando fazer o mesmo. Porém, todo ser humano é diferente. Não copie.

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Eu acho que o networking de negócios é uma perda de tempo total.

Se você está construindo algo interessante, você sempre terá pessoas que gostarão de saber de você.

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Seja um criador que faz algo interessante que as pessoas queiram. Mostre seu trabalho, e as pessoas certas um dia te encontrarão.

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Se alguém está falando muito sobre o quão honesto ele é, provavelmente ele é desonesto.

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Tubarões comem bem, porém levam uma vida cercados de tubarões.

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O pior resultado desse mundo é não ter autoestima. Se você não se ama, quem irá fazê-lo?

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Nunca acontece no momento que você quer, mas irá acontecer.

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Aplique conhecimento específico com alavancagem e, cedo ou tarde, você conseguirá o que merece.

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Você tem que gostar do que faz e continuar fazendo, continuar fazendo e continuar fazendo. Não foco em registrar, não fique contando, senão o tempo acaba.

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Quando você olhar para trás, no seu leito de morte, para as coisas interessantes que você fez, será tudo em torno dos sacrifícios, as coisas difíceis que você fez.

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Você deve fazer coisas difíceis para criar seu próprio significado na vida. Ganhar dinheiro é algo bom para escolher. Vá à luta.

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O dinheiro remove uma série de problemas que ficam no caminho de ser feliz, mas não fará você ser feliz. Eu conheço muitas pessoas ricas que não são felizes.

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Você fica rico ao economizar tempo para fazer dinheiro.

Você não fica rico gastando o seu tempo para economizar dinheiro.

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A direção que você está indo importa mais do que o quão rápido você se move, especialmente com alavancagem.

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É muito importante ter espaço livre. Se você não tem um dia ou dois toda semana no calendário, você não será capaz de pensar.

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Não tem como dizer o que irá funcionar. Melhor, eu tento eliminar o que não funciona.

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Para mim, o problema do agente-principal é o único e mais fundamental problema da microeconomia.

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Sobre Cisnes Negros: Há um novo ramo de probabilidade e estatística, que gira em torno de eventos extremos.

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Eu sempre amei ler porque, na verdade, sou um introvertido antissocial.

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O que você lê quase não importa. Com o tempo, você lerá coisas suficientes (e seu interesse o levará a isso) que irão melhorar drasticamente sua vida. É como o melhor exercício para você, aquele em que você está excitado o suficiente.

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Não se leve tão a sério. Você é apenas um macaco com um plano.

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Para mim, a felicidade não é sobre pensamentos positivos. Também não é sobre pensamentos negativos. É sobre a ausência de desejo, especialmente a ausência de desejos externos.

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O mundo apenas reflete seus próprios sentimentos de volta para você. A realidade é neutra. A realidade não faz julgamentos.

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Cada segundo seu neste planeta é muito precioso, e é sua responsabilidade ter certeza de que você está feliz e interpretar tudo da melhor maneira possível.

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Eu não ando com pessoas infelizes. Eu realmente dou valor ao meu tempo nesta Terra. Eu leio filosofia. Eu medito. Eu ando com pessoas felizes.

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Um erro da humanidade é acreditar que será feliz por conta de circunstâncias externas.

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O Desejo é um contrato que você faz consigo mesmo para ser infeliz até conseguir o que quer.

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Felicidade é estar satisfeito com o que você tem e você é.

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Confúcio diz que você tem duas vidas, a segunda começa quando você entende que tem apenas uma. Quando a sua segunda vida começou?

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(Continua)

Veja também:

Naval sobre startups (ideiasesquecidas.com)

Como ficar rico (sem ter sorte) (ideiasesquecidas.com)