As piores frases de Nietzsche

O filósofo alemão Friedrich Nietzsche (1844-1900), é, segundo suas próprias palavras, “Dinamite pura”. É um escritor cuja pena é um martelo, que usa para derrubar ídolos, e por isso, é amado e odiado com a mesma intensidade. Descubra o motivo, na coletânea a seguir.

Atenção: conteúdo explosivo.

Que importa que a vida seja longa! Que guerreiro quer ser poupado?

Deus está morto!

Não enfrentes monstros sob pena de te tornares um deles. Se contemplas o abismo, a ti o abismo também contempla.

O ser humano é um erro de Deus? Ou Deus é um erro do ser humano?

Todos os criadores são em verdade duros. E venturança precisa parecer-vos imprimir a vossa marca sobre milênios como sobre cera.

Totalmente duro solitariamente é o que há mais nobre. Esta nova tábua, ó meus irmãos, coloco sobre vossas cabeças: tornai-vos duros!

Supondo que a verdade seja uma mulher – não seria bem fundada a suspeita de que todos os filósofos entendem pouco de mulheres?

Com o risco de desagradar a ouvidos inocentes eu afirmo: o egoísmo é da essência de uma alma nobre; aquela crença inamovível de que, a um ser “tal como nós”, outros seres têm de sujeitar-se por natureza e a ele sacrificar-se.

Toda elevação do homem foi, até o momento, obra de uma sociedade aristocrática – e assim será sempre: de uma sociedade que acredita numa longa escala de hierarquias e escravidão em algum sentido.

A casta nobre sempre foi, no início, a casta de bárbaros: sua preponderância não estava primariamente na força física, mas na psíquica.

O olhar do escravo não é favorável às virtudes do poderoso: é cético e desconfiado.

O amor ao próximo é sempre algo secundário, em parte convencional e ilusório, em relação ao temor ao próximo.

Sobre a convicção do filósofo: chegou o asno, belo e muito forte.

Demonstramos profunda incompreensão do animal de rapina e do homem de rapina (César Bórgia, por exemplo), incompreensão da natureza, ao procurar por algo doentio no âmago desses mais saudáveis monstros.

Sempre, desde que existem homens, houve também rebanhos de homens (clãs, comunidades, tribos, povos, Estados, igrejas) e sempre muitos que obedeceram, em relação ao pequeno número dos que mandaram.

O surgimento de Napoleão é a história da superior felicidade que este século alcançou em seus homens e momentos mais preciosos.

Independência é algo para poucos: é prerrogativa dos fortes. Quem procura ser independente sem ter a obrigação disso, demonstra que é não apenas forte, mas temerário além de qualquer medida.

É inevitável que nossas mais altas intuições pareçam bobagens, delitos, quando chegam indevidamente aos ouvidos daqueles que não são feitos para elas.

As religiões soberanas estão entre as maiores causas que mantiveram o tipo homem num degrau inferior. Destroçar os fortes, debilitar as grandes esperanças, tornar suspeita a felicidade da beleza, dobrar tudo que era altivo.

Um povo é um rodeio que a natureza faz para chegar a 6 ou 7 homens.

Tudo que é grande talvez tenha sido loucura no início.

Ouço, com prazer, que o nosso Sol se dirige velozmente à constelação de Hércules: espero que o homem desta Terra siga o exemplo do Sol.

O homem que aspira a uma coisa grande considera todo aquele que lhe cruza o caminho, ou como um meio, ou como um obstáculo, ou descanso temporário.

Os maiores acontecimentos e pensamentos são os últimos a serem compreendidos. As gerações que vivem no seu tempo não vivenciam tais acontecimentos – passam ao largo deles.

Todo pensador profundo tem mais receio de ser compreendido do que de ser mal compreendido. Neste caso talvez sofra sua vaidade; mas naquele sofrerá seu coração.

A loucura é algo raro em indivíduos – mas em grupos, partidos, povos e épocas é a norma.

Tenho uma predileção por perguntas para as quais ninguém hoje tem a coragem, a coragem para o proibido.

O que é bom? Tudo o que eleva o sentimento de poder, a vontade de poder, o próprio poder no homem.
O que é mau? Tudo o que vem da fraqueza.
O que é felicidade? o sentimento de que o poder cresce, de que uma resistência é superada.

Os fracos e malogrados devem perecer: primeiro princípio de nosso amor aos homens.

O cristianismo tomou partido de tudo o que é fraco, baixo, malogrado, transformou em ideal aquilo que contraria os instintos de conservação da vida forte; corrompeu a própria razão das naturezas mais fortes de espírito, ensinando a perceber como pecaminosos os valores supremos do espírito.

O cristianismo é chamado de religião da compaixão. A compaixão se opõe aos afetos que elevam a energia do sentimento de vida: ela tem efeito depressivo.

A compaixão se opõe à lei da evolução, que é a lei da seleção.

A compaixão é a prática do niilismo. É instrumento multiplicador da miséria e conservador de tudo o que é miserável – a compaixão persuade ao nada.

Nem a moral nem a religião, no cristianismo, têm algum ponto de contato com a realidade. São causas imaginárias (Deus, alma, livre-arbítrio) e efeitos imaginários (pecado, salvação, graça, castigo). Um comércio entre seres imaginários (Deus, espíritos). Um mundo de pura ficção, que falseia, desvaloriza e nega a realidade.

Eles não se denominam fracos, denominam-se “bons”. Deus-de-gente-pobre, Deus-de-pecadores, Deus-de-doentes.

Cristão é o ódio ao espírito, ao orgulho, coragem, cristão é o ódio aos sentidos.

Quanto às três virtudes cristãs, fé, amor e esperança, eu as denomino três espertezas cristãs.

O conceito de Deus falseado, o conceito de moral falseado. Os sacerdotes traduziram em termos religiosos o próprio passado de seu povo.

Simplificaram a psicologia, reduzindo-a à fórmula de “obediência ou desobediência a Deus”.

O sacerdote formula até as taxas a lhe pagar, não esquecendo os mais saborosos pedaços da carne, pois o sacerdote é um comedor de bisteca.

Deus perdoa quem faz penitência – em linguagem franca: quem se submete ao sacerdote.

Nada de conceito de “gênio” tem algum sentido no mundo de Jesus. Falando com o rigor do fisiológico, caberia uma outra palavra – a palavra “idiota”.

A palavra “cristianismo” é um mal-entendido. No fundo, houve apenas um cristão, e ele morreu na cruz. O “evangelho” é o oposto do que ele viveu, um “disangelho”.

Paulo era o gênio em matéria de ódio, na lógica implacável do ódio. Simplesmente riscou o ontem, inventando uma história. Falseou a história de Israel para que ela aparecesse como pré-história: todos os profetas falaram do seu “Redentor”.

O cristianismo é a revolta de tudo o que rasteja no chão contra aquilo que tem altura: o evangelho dos “pequenos” torna pequeno.

Que resulta disso? Que convém usar luvas ao ler o Novo Testamento.

O sacerdote conhece apenas um grande perigo: a ciência – a sadia noção de causa e efeito.

O pecado foi inventado para tornar impossível a ciência, a cultura, toda elevação e nobreza do homem; o sacerdote domina mediante a invenção do pecado.

O bem-aventurado não é provado, mas apenas prometido: a bem-aventurança é ligada à condição de “crer” – a pessoa deverá ser bem-aventurada porque crê.

A fé não desloca montanhas, mas coloca montanhas onde elas não existem.

Não nos enganemos: grandes espíritos são céticos. Zaratustra é um cético.

A necessidade da fé, de um sim ou não, é uma necessidade de fraqueza.

A “Lei”, a “vontade de Deus”, tudo apenas palavras para as condições sob as quais o sacerdote chega ao poder e o sustenta.

As convicções são inimigos mais perigosos da verdade do que as mentiras.

A desigualdade dos direitos é a condição para que haja direitos.

Uma cultura elevada é uma pirâmide. Pode erguer-ses apanas num terreno amplo, tem por pressuposto uma mediocridade forte, sadiamente consolidada.

O cristianismo foi o vampiro do Império Romano.

Eu condeno o cristianismo, faço à Igreja cristã a mais terrível das acusações que um promotor já teve nos lábios. Ela é, para mim, a maior das corrupções imagináveis.

A Igreja cristã nada deixou intacto com seu corrompimento, ela fez de todo valor um desvalor, de toda verdade uma mentira, de toda retidão uma baixeza de alma.

No mundo há mais ídolos do que realidades.

Este pequeno escrito é uma declaração de guerra, não se trata de ídolos contemporâneos, mas de ídolos eternos.

Posso fazer perguntas com o martelo e, talvez, ouvir como resposta aquele famoso som oco que fala das entranhas infladas – quão agradável para aquele que possui ouvidos por trás dos ouvidos, ante ao qual precisamente aquilo que gostaria de permanecer em silêncio, tem de ser ouvido alto e em bom tom.

Sócrates e Platão são sintomas de declínio, instrumentos da dissolução grega.

Sócrates pertencia ao povo mais baixo: Sócrates era plebe. Sabe-se inclusive quão feio ele era. Os antropólogos entre os criminalistas nos dizem que o típico criminoso é feio: monstro de aspecto, monstro de alma.

Em tudo Sócrates é exagerado, bufão, caricatura, e oculto, de segundas intenções, subterrâneo.

Com Sócrates, o gosto grego se modifica em favor da dialética. O gosto aristocrático é vencido com isso; a plebe ascende ao primeiro plano com a dialética.

Sua apavorante feiúra o exprimia para todos os olhos: ele fascinou ainda mais intensamente como resposta, como aparência de cura para esse caso.

Outra idiossincrasia dos filósofos não é menos perigosa: ela consiste em confundir o último e o primeiro. Eles põem no início, como início, aquilo que vem no final – infelizmente!

A doutrina da vontade foi essencialmente inventada com a finalidade de punir, isto é, de querer encontrar um culpado.

O cristianismo é uma metafísica de carrasco.

Conhece-se minha exigência ao filósofo de colocar-se para além do bem e mal. Não existem absolutamente fatores morais. Moral é apenas uma interpretação de certos fenômenos, uma interpretação equivocada.

Em todas as épocas, se quis “melhorar” os seres humanos, a isso se chamou moral.

Da escola de guerra da vida – O que não me mata me fortalece.

Ajuda-te a ti mesmo, e então todos ainda te ajudarão. Princípio do amor ao próximo.

Quão pouco se precisa para a felicidade! O som de uma gaita de fole. A vida seria um erro sem música.

Tu és autêntico? Ou apenas um ator?

Procurei pelos grandes seres humanos, e sempre encontrei apenas os macacos do seu ideal.

Fontes e Link da Amazon:

O Anticristo: https://amzn.to/38DgMP5

Assim falou Zaratustra: https://amzn.to/3jLkg8S

Crepúsculo dos ídolos: https://amzn.to/3tcz2bM

Além do bem e do mal: https://amzn.to/3DOxXvJ

A vaca louca, príons e a história de um Prêmio Nobel

A doença da vaca louco todo mundo já ouviu falar, até pelo nome ser exótico: é uma doença que faz as vacas perderem o controle motor e pararem de se alimentar. É um mal neurodegenerativo, que faz buracos no cérebro, tornando-o parecido com uma esponja.

E o que diabos é um príon?
O príon é aquilo que causa a doença da vaca louca. O problema que esse tal de príon não é um vírus, nem uma bactéria, fungo, nada conhecido. O nome vem de “proteína infecciosa”, termo cunhado pelo pesquisador Stanley Prusiner, que ganhou o Prêmio Nobel de Fisiologia de 1997 pela descoberta. Essa definição de príon é tão controversa que até hoje há enorme contestação sobre o tema.

Nós temos a noção de que ciência é algo linear, direto, em que um pesquisador descobre algo, prova, e todo mundo concorda. Na verdade, é muito diferente disso, e o caso de Prusiner demonstra muito bem: é uma luta quase solitária contra o consenso, envolvendo enorme trabalho, priorização de recursos e até guerra de egos.

Stanley Prusiner escreveu um livro interessante sobre o tema: “Madness and Memory – The Discovery of Prions – A New Biological Principle of Disease”, que narra a história de sua pesquisa.

Link da Amazon: https://amzn.to/3D7YeVl

Primeiro, descobertas anteriores chamaram a sua atenção. Algumas doenças, como a Creutzfeldt-Jakob Disease (CJD) e o Kuru (que ocorre em tribos na Nova Zelândia), pareciam ser infecciosas, porém não envolviam nenhum organismo que tinha DNA.

Ser infeccioso é mais ou menos simples de comprovar. Basta colocar o tecido de uma pessoa infectada em contato com uma cobaia não infectada (digamos, um chimpanzé). Um enorme problema aqui é o que o período de incubação pode passar de 10 anos, o que torna a relação causal mais complicada de detectar.

Uma suspeita bastante óbvia, era de que se tratava de um vírus. Ou um viróide, ou algo do tipo. Essa era a aposta de 10 entre 10 infectologistas da época. Stanley Prusiner mergulhou a fundo nas pesquisas, a fim de entender se realmente se tratava de um vírus.

O organismo causador da infecção não tinha DNA. Prusiner e time realizaram inúmeros testes, como o de jogar raios ultravioleta, que destroem a cadeia de DNA. E nada. Se utilizassem técnicas para desativar um vírus, o príon não era desativado, se o príon era desativado, não funcionava num vírus.

Sua conclusão é a de que era uma proteína com alguma deformação que a tornava infecciosa, não um vírus, um fungo ou algum outro microorganismo conhecido. Além disso, as vítimas morriam sem reações imunológicas normais (como febre). Realmente, deveria ser algo diferente.

Um episódio interessante é sobre o nome. Ele sabia que um bom nome ajudaria a fortalecer o conceito. Ele pensou em “proteína infecciosa”, que ficaria “proin”. Porém, “príon” soa melhor, além de que o “íon” dá uma cara de química.

A fim de proteger o sensível e poderoso cérebro, o organismo dos seres vivos possui uma série de filtros. Não é qualquer coisa que chega ao cérebro. Porém, doenças como o Kuru vêm por meio de ingestão, e atravessam todas as barreiras. Isso porque o príon deriva de uma proteína nativa do próprio cérebro, e por isso, passa por todas essas barreiras do corpo.

A doença Kuru, é degenerativa como a da vaca louca, mas em humanos. Nas tribos onde ocorria o problema, havia a tradição de canibalismo. Normalmente, eram as mulheres que comiam os adversários mortos – e, consequentemente, eram elas que sofriam de Kuru.

Sobre a doença da vaca louca, anos depois, algo semelhante. Ossos e gado não consumível ao ser humano (vacas doentes, por exemplo), eram processados, transformados em ração, e dados para alimentar o rebanho que estava crescendo. Animais herbívoros passaram a ser forçadamente canibais. O cérebro de vacas com os príons entrava na dieta, e com isso, atingia outros animais. É nesse contexto que, por volta de 1985, começaram a surgir os primeiros casos da vaca louca, atingindo o auge nos anos 90.

Conhecendo a origem e a forma de transmissão, ficou fácil estabelecer os meios para evitar o problema. O canibalismo deixou de ser praticado entre as tribos de Nova Guiné, e a farinha de ossos e carne foi proibida, inclusive se fosse feita de outros animais como galinha.

No livro, Prusiner narra como a ideia original de príon foi recebida com enorme ceticismo, e a sua luta para conseguir verbas para continuar a pesquisa. À medida que mais e mais evidências convergiam para seus estudos, também houve concorrentes o boicotando, tentando chegar à conclusões sem o citar ou evitando utilizar os seus dados – no meio acadêmico, há enorme guerra de egos.

Seja como for, Prusiner foi merecedor do Prêmio Nobel, pelo pioneirismo de suas ideias, pela curiosidade e ousadia em tentar entender algo que destoava do conhecimento comum.

O livro é muito interessante para quem tem algum conhecimento do que é um príon e do quão esquisito é esse conceito. Também é um documento que mostra o caminho trilhado por um grande cientista, as suas dúvidas, a incerteza de estar fazendo a coisa certa, e, enfim, o triunfo em ver sua pesquisa ajudar a combater um mal de alcance mundial, a doença da vaca louca.

https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC4445594/

https://www.canalrural.com.br/sites-e-especiais/saiba-que-como-surgiu-mal-vaca-louca-10357/amp/

https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Encefalopatia_espongiforme_bovina

https://www.audible.com/pd/Madness-and-Memory-Audiobook/B019R2MRSO

https://www.today.com/video/us-confirms-first-case-of-mad-cow-in-6-years-44513347830

Apenas um bronze?

Uma lição que fica para mim, na emocionante celebração da medalha de bronze de Bruno Fratus. Cara, é muito, muito difícil conseguir uma medalha.

Primeiro, você tem que ser o melhor do Brasil na modalidade. Não é o melhor do bairro. É o melhor do Brasil inteiro!

Mas só isso não basta, tem que ter nível olímpico, estar entre os melhores do esporte mundial.

Para isso, foco, treinamento incessante, exercícios. Resolver problemas extra esporte. Equilibrar as contas.

Chegando lá, você tem que enfrentar outros atletas de altíssimo nível, os melhores dos melhores do mundo em sua geração, que também dedicaram incontáveis horas de treinamento intenso.

Além de tudo o que depende de você, os deuses do Olimpo também devem estar sorrindo.

Uma contusão, um erro, um vento, um sorteio de chaves, um buraco no campo, um árbitro equivocado, tudo isso pode contar a favor ou contra.

Portanto, não é só um bronze. Não é apenas uma participação nas Olimpíadas. É o esforço de toda uma vida dedicada ao esporte.

Parabéns aos atletas brasileiros nas Olimpíadas de Tóquio 2020!

(De: https://twitter.com/EmilioSansolini/status/1421047424156676096)

O Almanaque de Naval Ravikant – versão áudio

Naval Ravikant é empreendedor e investidor no Vale do Silício.

Recentemente, saiu uma versão áudio de sua coletânea de frases, compiladas por um seguidor.

Naval tem uma habilidade imensa para condensar conceitos em poucas palavras e gerar uma pérola de pensamento.

Podcast no Spotify – https://open.spotify.com/episode/4QOuLcq4zJzTH7AgHEOATX

Versão Audible: https://www.audible.com/pd/The-Almanack-of-Naval-Ravikant-Audiobook/1544517882

Dica: Leia o livro, ouça o áudio, coloque em prática, releia o livro, reouça o áudio, coloque em prática, quantas vezes quanto necessário.

Uma seleção de frases de Naval

Não é realmente sobre trabalho duro. Você pode trabalhar num restaurante 80 horas por semana, e não ficará rico. Ficar rico é sobre saber o que fazer, com quem fazer junto, e quando. É mais sobre entender do que puramente trabalho pesado.

Se você ainda não sabe no que deveria trabalhar, o mais importante é descobrir. Você não deveria fazer um monte de trabalho duro se não souber.


Fuja da competição através da autenticidade.

Basicamente, quando você está competindo com outros, é porque você os está copiando, está tentando fazer o mesmo. Porém, todo ser humano é diferente. Não copie.

O pior resultado desse mundo é não ter autoestima. Se você não se ama, quem irá fazê-lo?

Não se leve tão a sério. Você é apenas um macaco com um plano.

Para mim, a felicidade não é sobre pensamentos positivos. Também não é sobre pensamentos negativos. É sobre a ausência de desejo, especialmente a ausência de desejos externos.

O mundo apenas reflete seus próprios sentimentos de volta para você. A realidade é neutra. A realidade não faz julgamentos.

Sobre startups

Há demanda global ilimitada pela mentalidade de fundador.

As startups não morrem quando acaba o dinheiro, mas quando acaba a energia dos fundadores.

Na corrida olímpica das startups, o primeiro lugar consegue o monopólio, o segundo consegue uma medalha, e não há terceiro lugar.

Antes de procurar um produto ideal para o mercado, assegure que tem paixão pelo produto. É uma longa jornada.

Empreendedores procuram pela “ideia”, a isca que os prendem pelos próximos 5 anos. Em que prisão você gostaria de estar? O que você ama fazer?

Quando construindo uma startup, a microeconomia é fundamental e macroeconomia é entretenimento.

A realidade é que a vida é um jogo de um único jogador. Você nasceu sozinho. Você vai morrer sozinho. Todas as suas interpretações estão sozinhas. Todas as suas memórias estão sozinhas. Em três gerações, você e as lembranças de você se vão e ninguém se importa. Antes de você aparecer, ninguém se importou.

Sobre paz e felicidade

Cada segundo seu neste planeta é muito precioso, e é sua responsabilidade ter certeza de que você está feliz e interpretar tudo da melhor maneira possível.

Eu não ando com pessoas infelizes. Eu realmente dou valor ao meu tempo nesta Terra. Eu leio filosofia. Eu medito. Eu ando com pessoas felizes.

Se você não se vê trabalhando com alguém para a vida toda, não trabalhe com eles por um dia.

Não há legado. Não há nada para deixar. Todos nós vamos embora. Nossos filhos terão ido embora. Nossos trabalhos serão pó.

“Não tenho tempo” é apenas outra maneira de dizer “Não é prioridade”.

Para ter paz de espírito, você tem que ter paz de corpo primeiro.

Seja impaciente com ações, paciente com resultados.

Se há algo que você quer fazer mais tarde, faça agora. Não há “mais tarde”.

Na verdade, não há nada além deste momento. Ninguém nunca voltou no tempo, e ninguém nunca foi capaz de prever o futuro com sucesso de qualquer maneira que importa.

Valorize seu tempo. É tudo o que você tem. É mais importante que seu dinheiro. É mais importante que seus amigos.

Não gaste seu tempo fazendo outras pessoas felizes. Outras pessoas sendo felizes é problema delas.

Sobre riqueza

1) Busque riqueza, não dinheiro ou status. A riqueza é ter ativos que rendem enquanto você dorme. Dinheiro é como transferimos tempo e riqueza. Status é seu lugar na hierarquia social.

2) Você não vai ficar rico alugando seu tempo. Você deve possuir equities – um pedaço de um negócio – para ganhar sua liberdade financeira.

3) Você vai ficar rico dando à sociedade o que ela quer, mas ainda não sabe como conseguir. Ou seja, agregando valor de verdade. Em escala.

4) Escolha uma indústria onde você pode jogar jogos de longo prazo com pessoas de longo prazo.

5) A Internet ampliou maciçamente o possível espaço de carreiras. A maioria das pessoas ainda não descobriu isso.

6) Jogue jogos iterados. Todos os retornos na vida, seja em riqueza, relacionamentos ou conhecimento, vêm de juros compostos.

7) Escolha parceiros de negócios com alta inteligência, energia e, acima de tudo, integridade.

8) Não faça parceria com cínicos e pessimistas. Suas crenças são profecias autorrealizáveis.

9) Aprenda a vender. Aprenda a construir. Se você pode fazer as duas coisas, você será imbatível.

10) Não há esquemas ricos rápido. É só outra pessoa ficando rica usando você.

11) Não há uma habilidade chamada “negócios”. Evite revistas de negócios e aulas de negócios.

12) Conhecimentos específicos são muitas vezes altamente técnicos ou criativos. São aqueles que não podem ser terceirizados ou automatizados.

13) Alavancagem é um multiplicador de forças. A alavancagem dos negócios vem de capital, pessoas e produtos sem custo marginal de reprodução (ex. código e mídia).

14) Abrace a responsabilidade e arrisque os negócios com seu próprio nome. A sociedade irá recompensá-lo.

15) Trabalhe o máximo que puder. Com quem você trabalha e no que trabalha são mais importantes do que apenas trabalhar duro.

16) Defina um custo da hora do seu trabalho. Se um problema economizará menos do que seu custo horário, ignore-o. Se terceirizar uma tarefa custará menos do que sua taxa horária, terceirize-a.

17) A criação de riqueza ética é possível. Se você secretamente desprezar a riqueza, isso vai iludi-lo.

18) Torne-se o melhor do mundo no que você faz. Continue redefinindo o que você faz até que isso seja verdade.

19) Quando você finalmente for rico, você vai perceber que não era o que você estava procurando em primeiro lugar. Mas isso é para outro dia.

Veja também:

Flutue como uma borboleta, ferroe como uma abelha

Muhammad Ali é o maior pugilista de todos os tempos, tanto dentro quanto fora dos ringues.

Nascido Cassius Clay, ele conquistou o título mundial dos pesos pesados aos 22 anos, em 1964.

Só vi as lutas de Muhammad Ali no Youtube, mas lembro que o meu pai sempre falava dele. A minha mãe também: aparentemente, assistir às lutas de Ali era mais importante para o meu pai do que sair com ela!

Ali era um falastrão: se dizia o maioral, que o adversário além de perder, era mais feio do que ele, e bravatas do tipo. Porém, ele era alguém que entregava o que prometia: extremamente veloz, flutuava como uma borboleta, gingando na frente do oponente, instantes antes de desfechar-lhe um petardo mortal, ferroando como uma abelha!

Também na vida fora dos ringues, ele falava muito e cumpria o que prometia. Era ativista anti-racismo, bastante ativo, contra a guerra e sofreu as represálias do governo por isso.

Convocado para a guerra do Vietnã, ele recusou o alistamento. Pelo ato, ele quase foi preso, perdeu o título de campeão mundial do boxe, não pôde mais lutar por 3 anos e foi à falência financeira. É raro ver pessoas com a “pele no jogo” de verdade, que fazem valer a palavra, não ficam só na retórica vazia. De nada adianta sinalização de virtude fake tão em voga nos dias atuais, como se ajoelhar antes de uma corrida e criticar os outros que não fazem o mesmo, ou bravejar no Twitter contra o capitalismo, em seu iPhone do conforto do seu lar.

“Não tenho nada contra os vietcongues. Nenhum deles me chamou de negão” – Muhammad Ali, sobre a recusa em servir aos EUA na Guerra do Vietnã.

Ali deu a volta por cima 4 anos depois, quando retornou aos ringues e retomou o cinturão de forma espetacular. Nos anos seguintes, ele protagonizou algumas das maiores lutas da história. Uma delas foi o “Thrilla in Manilla”, contra o sempre perigoso Joe Frazier.

Porém, nada se compara ao espetacular “Rumble in the Jungle”, em 1974, contra o gigante George Foreman. Foi uma luta realizada no Zaire, cheia de provocações, no coração da África que amava Muhammad Ali. O oponente, George Foreman, era claramente mais forte, além de mais jovem. Ambos eram negros, porém, por Foreman ser quietão e Ali ser reconhecido ativista por igualdade racial, Foreman ficou sendo o representante do capitalismo americano, e Ali, o campeão da África. Ali venceu a luta, com todo o apoio da torcida. Foreman ficou tão abalado com a derrota que largou o boxe, retornando 10 anos depois.

“Ali boma ye” – Ali, mate ele

Cântico dos zaierense, em apoio a Muhammad Ali contra George Foreman, na luta “Rumble in the jungle”

Um parêntesis. Em 1990, eu me lembro de ter assistido o veterano George Foreman contra o brasileiro Adílson Maguila. Se o Maguilão passasse por Foreman, talvez enfrentasse o temível Mike Tyson na sequência. Qual nada, o nosso Maguila tomou uma surra… “Parece que uma carreta passou por cima de mim”.

Talvez Foreman seja mais conhecido nos dias de hoje pelo grill

Outra cena memorável é Muhammad Ali acendendo a tocha olímpica, nos jogos de Atlanta de 1996. Ele já estava com o Mal de Parkinson, visivelmente com extrema dificuldade em controlar a tocha.

Muhammad Ali faleceu em 2016, em decorrência do Parkinson.

Comprei um funko pop deste grande lutador, que chegou hoje. Além de um lugar no panteão dos deuses do boxe, ele também ocupa um espaço na minha exótica Biblioteca de Alexandria particular, ao lado de cubos mágicos, livros de matemática abstrata e de um guerreiro de terracota da dinastia Qin.

Note que a pose do funko pop é a mesma da primeira icônica foto acima, onde ele derrota Sonny Liston.

Recomendações:

O filme “Quanto éramos reis”, sobre o Rumble in the Jungle. https://www.adorocinema.com/filmes/filme-12519/

Tem o filme “Ali”, com Will Smith, mas eu não gostei muito. https://amzn.to/3heDina

Funko do Ali: https://amzn.to/33rEc7J

https://en.wikipedia.org/wiki/Muhammad_Ali

https://www.uol.com.br/esporte/boxe/ultimas-noticias/2020/06/27/o-erro-de-maguila-em-nocaute-brutal-pra-holyfield-ue-onde-estou.htm

https://www.uol.com.br/esporte/reportagens-especiais/maguila-x-foreman-parece-que-uma-carreta-passou-por-cima-de-mim/#page1

https://www.theweek.co.uk/muhammad-ali/73369/ali-boma-ye-the-chant-that-made-muhammad-ali-an-african-hero

O segredo da Excelência, Confúcio, Naval e Telê

A seguir, um pensamento meu, e alguns pensamentos de que gosto (baseado na estrutura do newsletter do James Clear).

==============
Meu pensamento

O segredo da excelência:

  • ser o melhor do mundo em 1 tema
  • dominar bem 10 temas
  • saber mais ou menos 100 temas
  • reconhecer que ignora 1000 temas

O segredo da mediocridade:

  • tentar ser o melhor do mundo em 1000 temas

Reflexão: Qual o tema em que você é um dos melhores do mundo?

==============


De Naval Ravikant:

“Seja o melhor no mundo no que faz. Continue redefinindo a si mesmo até que isto se torne realidade”.

==============

“Uma jornada de 1000 quilômetros começa no primeiro passo” – Confúcio

==============

“Computadores são inúteis. Eles só podem dar respostas” – Pablo Picasso

==============

Não é segredo para ninguém que admiro demais o trabalho de grandes perfeccionistas, que prezam mais por fazer o processo correto do que pelo resultado final. Um deles é o técnico Pep Guardiola, que merece um post à parte. Outro exemplo de que gosto muito é o de Telê Santana, que montou um dos mais belos times da história, a seleção brasileira de 1982, mas não levou o caneco.

==============

Por último, para alegrar o dia, Aquarela, de Toquinho e Vinícius

Preso no Pólo Sul por dois anos

Convido o leitor nesta semana a ficar preso numa placa de gelo, na imensidão no Polo Sul, sem comunicação com o mundo externo e a 40 graus negativos.

A incrível viagem de Ernest Shackleton ocorreu em 1914, e tinha como objetivo percorrer a região da Antártida. Só que eles não contavam com o mau tempo, que acabou prendendo o navio e congelando a imensidão de mar à sua volta.

O seu navio tinha um nome profético: “Endurance”, algo como “Resistência”.

Para sobreviver, eles tiveram que consumir os mantimentos que tinham, além de focas e pinguins. E, claro, os cachorros que faziam parte da expedição não tiveram final feliz.

Após meses no gelo, Shackleton conseguiu zarpar com uma equipe pequena, para pedir socorro. Meses depois, eles retornaram para buscar a equipe remanescente. Não houve nenhuma baixa na tripulação de 27 homens, o que torna a viagem ainda mais incrível.

Há muito material nas fontes listadas abaixo, para saber mais.

Link do livro na Amazon.

https://amzn.to/3aUpXMW

As imagens foram tiradas das seguintes fontes:

https://super.abril.com.br/especiais/a-incrivel-odisseia-de-ernest-shackleton-na-antartida/

https://www.coolantarctica.com/Antarctica%20fact%20file/History/Ernest_Shackleton_pictures.php

https://brasil.elpais.com/brasil/2014/01/04/sociedad/1388867097_208652.html

Recomendação: Era uma vez em… Hollywood

Qualquer filme de Quentin Tarantino é coisa para assistir com atenção absoluta. O genial diretor trouxe ao mundo obras-primas do cinema, como Pulp Fiction e Bastardos Inglórios.

Achei sensacional último filme dele, “Era uma vez em Hollywood”, principalmente o final – e só depois do final que entendi o título.

Não vou dar spoilers aqui, porque uma obra dessas merece ser vista sem saber o que ocorrerá no final, mas queria passar algumas dicas de conhecimento prévio. É importante saber alguns fatos dos anos 60, para maximizar o entendimento da trama.

Um dos crimes mais chocantes do século passado, e que até hoje ocupa o imaginário popular, é o assassinato da deslumbrante atriz Sharon Tate, grávida de 8 meses e esposa do badalado diretor Roman Polanski. Os assassinos, um grupo de fanáticos, comandados por Charles Manson.

Manson se dizia reencarnação de Jesus, e procurava mensagens ocultas nas músicas dos Beatles. Vivia com os seus seguidores num rancho, pregando a liberdade, o fim do capitalismo, amor livre (bacanais) e consumo de alucinóginos. A comunidade realizava pequenos furtos e buscava comida no lixo. Tudo mudou no dia de “Helter Skelter”, em que começaram a assassinar pessoas, entre elas, Sharon Tate e amigos.

Este episódio lamentável está amplamente documentado, como nos links ao final do texto.

O poder de influência e o nível de loucura de Manson era tão grande, tão grande, que mesmo depois de preso, ele atraía uma legião de fãs.

Pois bem, o filme acompanha um astro decadente, Rick Danton, e seu dublê Cliff Booth. Interpretados por dois dos maiores e mais bem pagos atores da atualidade, Leonardo DiCaprio e Bradd Pitt, ambos com atuações sensacionais.

A vida de Sharon Tate (interpretada por Margot Robbie, vale anotar o nome) e Roman Polanski fica meio em paralelo, assim como a gangue de Mason, até tudo se entrelaçar no finalzinho…

Fora isso, há dezenas de homenagens a filmes dos anos 60, referências a outros trabalhos do diretor, detalhes e easter eggs inúmeros, diálogos afiados e cenas de sangue, à lá Tarantino.

Veja também:

https://aventurasnahistoria.uol.com.br/noticias/reportagem/sexo-drogas-e-paranoia-a-incomum-vida-na-comunidade-de-charles-manson.phtml

https://pt.wikipedia.org/wiki/Charles_Manson

https://brasil.elpais.com/brasil/2019/08/01/cultura/1564673873_374429.html

https://www.businessinsider.com/quentin-tarantino-once-upon-time-hollywood-details-you-missed-2019-7

Alan Turing é homenageado na nova nota de 50 libras

Para quem gosta de matemática e computação, Alan Turing é um dos nomes mais importantes da história, com contribuições que perduram até hoje.

Turing abstraiu o conceito de computação, e provou que é possível criar uma “máquina de Turing universal”. Ao invés de ter um dispositivo específico para cada operação, o mesmo dispositivo poderia ser programado para fazer as mais diversas operações imagináveis.

Os computadores modernos são máquinas de Turing universais em sua essência.

A tese de Turing-Church, de que todas funções computáveis podem ser computadas por máquinas de Turing universais, continua um problema aberto até hoje.

Ele foi um dos pioneiros da inteligência artificial, com o teste de Turing, uma espécie de jogo da imitação: será que quem escreveu este texto foi uma pessoa ou uma máquina?

Finalmente, ajudou a salvar centenas de milhares de vidas de soldados aliados, ao decifrar o Enigma, código criptográfico nazista. Não é exagero. Por exemplo, os códigos decifrados deram a segurança de que os nazistas não sabiam onde seria o local do desembarque, no Dia D.

Apesar de tudo isso, Turing foi perseguido por ser homossexual, e tirou a própria vida em decorrência de um tratamento forçado a que fora submetido.

Um dia vou conseguir uma nota dessas, só para deixar na carteira como homenagem à este grande gênio da humanidade.

Recomendação de filme: O Jogo da Imitação, no Prime Video:

https://amzn.to/31qsfhG

Veja também:

thttps://ideiasesquecidas.com/2020/11/21/codigos-genetica-e-puzzles/

A apologia de Sócrates

Recomendação de leitura: A apologia de Sócrates.

É um texto conciso e bastante intrigante, sobre o julgamento do filósofo grego Sócrates. Acusado por seus inimigos políticos de corromper a juventude de Atenas, o texto baseia-se nos discursos de sua apologia (defesa) diante da assembleia popular da cidade.

Link da Amazon: https://amzn.to/38WcfrI

Uma das histórias mais famosas sobre o filósofo é contada no início do texto.

Querefonte, amigo de Sócrates, foi ao Oráculo de Delfos e perguntou quem era o homem mais sábio de todos. O Oráculo respondeu que era Sócrates.

Quando ele soube da resposta, pôs-se a refletir: “o que os deuses querem dizer com isso? Não tenho consciência de ser nem muito sábio nem pouco”.

O filósofo foi se encontrar com outros que se passavam por sábios. “Submeti a exame essa pessoa, era um político. Eis atenienses, a impressão que ficou do exame. Ele se passava por sábio aos olhos de muita gente, principalmente aos seus próprios, mas não o era. Pus-me, então a explicar-lhe que supunha ser sábio, mas não o era. O resultado foi tornar-me odiado dele e de muitos dos presentes”.

Sócrates repetiu a busca com outros políticos, poetas e filósofos, sempre com a mesma conclusão: eles achavam saber de alguma coisa, mas nada sabiam. Já Sócrates, por saber que nada sabia, era um pouco mais sábio que eles.

“Me perguntei a mim mesmo, em nome do oráculo, se preferia ser como sou, sem a sabedoria deles nem a sua ignorância, ou possuir, como eles, uma e outra; e respondi que me convinha ser como sou”.

Finalmente, ele interpretou a resposta do oráculo. No final das contas, a sabedoria humana tem pouco ou nenhum valor, e o nome de Sócrates como o mais sábio era apenas para pontuar isso, já que ele era único que tinha compreendido o fato.

O resto do texto continua com os argumentos de Sócrates, mas o julgamento não foi positivo. Condenado à morte em 399 a.C., Sócrates toma a cicuta (um veneno poderoso) e põe fim à própria vida, da forma com que sempre viveu: defendendo os seus ideais.

Outras frases famosas de Sócrates:

“Tudo o que sei é que nada sei”

“A vida não refletida não vale a pena ser vivida”

“Não valorize a vida, e sim, a vida bem vivida”

“O verdadeiro conhecimento vem de dentro”

“Conhece-te a ti mesmo”

Veja também:

https://ideiasesquecidas.com/2018/12/14/o-anel-de-giges/

https://ideiasesquecidas.com/resumos/

Como evitar um desastre climático

Resumo e discussão do novo livro de Bill Gates, “Como evitar um desastre climático”.

O fundador da Microsoft e atualmente o maior filantropo da face da Terra, é uma das pessoas mais inteligentes ainda vivas. Tem pouquíssimo carisma, é demonizado por muitos, porém é alguém extremamente efetivo no que faz, conforme adiantei no link aqui (https://ideiasesquecidas.com/2021/02/21/bill-gates-a-vacina-da-poliomelite-e-o-seu-modo-de-pensar/).

Alguns pontos do seu livro sobre mudanças climáticas. https://amzn.to/3qTh106

Há dois números que você precisa ter em mente sobre mudanças climáticas. Um é 51 bilhões. O outro, zero.

51 bilhões são as toneladas de gases de efeito estufa que o mundo lança à atmosfera anualmente. Embora isso possa variar para mais ou para menos a cada ano, de modo geral está subindo. É onde estamos hoje. Zero é o que devemos almejar. Para impedir o aquecimento global e evitar os piores efeitos das mudanças climáticas, o ser humano precisa parar de emitir gases de efeito estufa.

Atualmente, 1 bilhão de pessoas não contam com acesso confiável à eletricidade e que metade delas vivia na África subsaariana. Renda e energia andam de mãos dadas.

O mundo precisa gerar mais energia para que os pobres possam prosperar, mas sem liberar mais nenhum gás de efeito estufa. O problema então pareceu ainda mais complicado. Não bastava fornecer energia barata e confiável para os pobres. Ela também tinha de ser limpa.

  1. Para evitar um desastre climático, devemos chegar a zero. 2. Temos de empregar as ferramentas de que já dispomos, como energia solar e eólica, com mais rapidez e inteligência. 3. Precisamos criar e produzir tecnologias revolucionárias capazes de nos conduzir pelo resto da jornada. Esse número, zero, não é negociável. Se não pararmos de lançar gases de efeito estufa à atmosfera, a temperatura continuará a subir.

Eis uma analogia bastante útil: o clima é como uma banheira sendo enchida lentamente. Mesmo se fecharmos um pouco a torneira e deixarmos apenas um fio de água escorrendo, em algum momento a banheira acabará transbordando.

Em 2020, o desastre chegou quando um novo coronavírus se espalhou pelo mundo. Para qualquer um que conheça a história das pandemias, a devastação causada pela covid-19 não foi uma surpresa. Eu estudava surtos de doenças havia anos como parte de meu interesse em iniciativas globais de saúde e ficara preocupadíssimo, já que o mundo não estava pronto para lidar com uma pandemia como a gripe de 1918.

Após o coronavírus, as emissões de gases de efeito estufa no mundo devem ter caído apenas 5%. O extraordinário não é como as emissões diminuíram devido à pandemia, mas como a queda foi pequena. Essa diminuição pouco considerável é uma prova de que não conseguiremos chegar a emissões zero apenas andando menos de avião e carro.

Também invisto em tecnologias de carbono zero. Gosto de pensar nelas como outra espécie de compensação para minhas emissões. Já investi mais de 1 bilhão de dólares em propostas que espero que ajudem o mundo a chegar a zero, incluindo energia limpa barata e confiável e cimento, aço, carne e outros produtos e serviços de baixas emissões. E não conheço ninguém que faça maiores investimentos em tecnologias.


Fiquei surpreso quando descobri que aquilo que parecia ser um pequeno aumento na temperatura global — apenas 1ºC ou 2ºC — poderia na verdade causar grandes problemas. Mas é verdade: em termos de clima, uma mudança de apenas alguns graus significa muita coisa. Durante a última era do gelo, a temperatura média era apenas 6ºC mais baixa do que hoje.

Esse momento chegará em trinta anos? Cinquenta? Não sabemos ao certo. Mas, considerando como o problema será difícil de resolver, mesmo que o pior momento seja daqui a cinquenta anos, precisamos agir desde já. Já elevamos a temperatura em pelo menos 1ºC desde o período pré-industrial e, se não reduzirmos as emissões, provavelmente teremos um aquecimento de 1,5ºC a 3ºC até meados deste século, e entre 4ºC e 8ºC até o fim dele.

E todo esse calor extra possui efeitos colaterais; por exemplo, significa que as tempestades têm se agravado.

Essas tempestades mais fortes estão criando uma estranha situação de oito ou oitenta: embora chova mais em alguns lugares, outros sofrem com secas mais frequentes e severas. O ar mais quente pode reter mais umidade, e à medida que se aquece torna-se mais seco.

O nível do mar vai subir. Isso ocorre em parte por causa do derretimento do gelo polar, mas também porque a água se expande conforme esquenta.

Por fim, com o calor e o excesso de dióxido de carbono que o causa, plantas e animais também serão afetados. Segundo pesquisa do ipcc, um aumento de 2ºC diminuiria o território geográfico de vertebrados em 8%, de plantas em 16% e de insetos em 18%.

Até meados do século, as mudanças climáticas podem ser tão mortais quanto a covid-19 e, em 2100, cinco vezes mais letais.


Há um ótimo motivo para os combustíveis fósseis estarem por toda parte: custam uma merreca. Ou seja, petróleo é mais barato que refrigerante.

Jamais conseguiremos emissões zero sem políticas públicas adequadas, e ainda estamos longe disso. (Falo dos Estados Unidos, mas isso se aplica a muitos outros países também.)

Em suma: precisamos realizar algo gigantesco, nunca visto antes, muito mais rapidamente do que qualquer coisa similar já feita. Para isso, necessitamos de muitos avanços na ciência e na engenharia.

Qual é a proporção de gases de efeito estufa gerada pelas coisas que fazemos?

  • Fabricar as coisas (cimento, aço, plástico) 31%
  • Ligar as coisas na tomada (eletricidade) 27%
  • Cultivar e criar as coisas (plantas, animais) 19%
  • Transportar as coisas (aviões, caminhões, cargueiros) 16%
  • Manter as coisas quentes e frias (sistemas de aquecimento, ar-condicionado, 7%

(Gates chama de “Prêmios Verdes” o quanto a mais temos que pagar para obter energia com emissão zero. A seguir, ele faz uma extensa pesquisa sobre as matrizes energéticas existentes, alternativas e seus prêmios verdes)

Captura direta do ar, também conhecida pela sigla em inglês dac. (Para resumir, o ar é soprado sobre um dispositivo que absorve dióxido de carbono, e depois o gás é armazenado, por segurança.) A dac é uma tecnologia cara e está longe de ter sua eficácia comprovada, mas se funcionasse em larga escala nos permitiria capturar dióxido de carbono independentemente de quando e onde fosse produzido.


A energia hidrelétrica tem muita coisa a seu favor — é relativamente barata —, mas também tem grandes desvantagens. O represamento desaloja comunidades locais e a vida selvagem. Se há muito carbono no solo de um terreno que cobrimos com água, esse carbono acaba virando metano e escapa para a atmosfera — por isso estudos mostram que, dependendo de onde é construída, a represa pode na verdade ser uma fonte de emissão pior do que o carvão por cinquenta a cem anos antes de compensar todo o metano.


Mas o petróleo barato e as linhas de transmissão caras não são os maiores responsáveis pelo Prêmio Verde na geração de eletricidade. Os principais culpados são nossa exigência de confiabilidade e a intermitência. O sol e o vento são fontes intermitentes — não geram eletricidade 24 horas por dia, 365 dias por ano. Mas não é o caso de nossas necessidades energéticas: queremos energia o tempo todo.

Baterias têm um custo proibitivo. A eletricidade que armazenamos para uso noturno custará três vezes mais do que a consumida durante o dia.

A ideia é ilustrar uma questão crucial: armazenar eletricidade em larga escala é complicadíssimo e caríssimo, mas teremos de fazer isso se vamos depender de fontes intermitentes para gerar uma porcentagem significativa da eletricidade limpa que consumiremos nos próximos anos.


Sobre energia nuclear:
Os cientistas e os engenheiros apresentam várias soluções. Estou muito otimista com a solução criada pela TerraPower, empresa que fundei em 2008, unindo algumas das melhores cabeças na física nuclear e na produção de modelos computacionais para projetar um reator nuclear de última geração.

A energia nuclear é perigosa? Não se levarmos em conta o número de mortes causadas por unidade de eletricidade.

O mais importante é o mundo voltar a levar a sério o desenvolvimento do setor de energia nuclear. Ele é simplesmente promissor demais para ser ignorado.


Com o concreto, o desafio é ainda mais complicado. Para fabricá-lo, misturamos cascalho, areia, água e cimento. Os três primeiros são relativamente tranquilos; é o cimento que traz problemas para o clima. Para fabricar cimento, precisamos de cálcio. Para obter cálcio, começamos pelo calcário — que contém cálcio, mais carbono e oxigênio. A queima do calcário resulta no que queremos — cálcio para o cimento — e em algo que não queremos — dióxido de carbono. Não se conhece uma forma de fabricar cimento sem passar por esse processo.

Fabrique uma tonelada de cimento e produza uma tonelada de dióxido de carbono.


De onde o plástico costumam obter seu carbono: refinando petróleo, carvão ou gás natural e em seguida processando os produtos refinados de várias maneiras. Isso ajuda a explicar por que os plásticos são conhecidos por custar pouco: como cimento e aço, o plástico é barato porque os combustíveis fósseis são baratos.

Resumindo, o caminho para emissões zero na manufatura é mais ou menos o seguinte: 1. Eletrificar todos os processos possíveis. Isso exigirá muita inovação. 2. Obter essa eletricidade de redes elétricas descarbonizadas. 3. Utilizar captura de carbono para absorver as emissões remanescentes. Idem. 4. Usar materiais com mais eficiência.


Criar animais para alimentação é uma das principais causas de emissões de gases de efeito estufa.

Um frango, por exemplo, tem de ingerir o equivalente a duas calorias de grãos para render uma caloria de carne — ou seja, precisamos alimentar um frango com o dobro das calorias.

Um porco ingere o triplo das calorias que proporciona quando vira alimento. Para bovinos, a proporção é a mais elevada de todas: seis calorias de alimento para cada caloria de carne.

No mundo todo, cerca de 1 bilhão de cabeças de gado são criadas para fornecer carne e laticínios. O metano de seus arrotos e peidos exerce anualmente o mesmo efeito de aquecimento de 2 bilhões de toneladas de dióxido de carbono, correspondendo a cerca de 4% das emissões globais totais.

Uma opção é a carne vegetal: produtos à base de planta processados de várias maneiras para imitar o sabor da carne. Sou um investidor em duas empresas de produtos vegetais — a Beyond Meat e a Impossible Foods —, portanto sou suspeito para falar, mas acho a carne artificial muito boa. Quando preparada do jeito certo, é um substituto convincente para a carne moída.


Porém, a carne artificial vem com um pesado Prêmio Verde. Em média, um substituto de carne moída custa 86% a mais do que carne de verdade

Para cultivar nossas safras, precisamos de toneladas de nitrogênio — muito mais do que seria possível encontrar em um ambiente natural. É adicionando nitrogênio que criamos pés de milho de três metros de altura e conseguimos imensas quantidades de sementes.


O cultivo exige fertilizantes. O processo de refino, quando as plantas são transformadas em combustível, também gera emissões. E a agricultura para fabricação de combustível ocupa um terreno que de outro modo seria utilizado para cultivar alimento — o que pode forçar os fazendeiros a desmatar para ter onde plantar.


Além disso, embora as unidades de ar-condicionado representem o maior consumo de eletricidade, não são as maiores consumidoras de energia nos lares e estabelecimentos americanos. Essa honra vai para nossos sistemas de calefação e aquecedores de água.

No mundo todo, há 1,6 bilhão de aparelhos de ar-condicionado em uso, mas não são distribuídos de forma equilibrada. Em países ricos como os Estados Unidos, 90% ou mais das casas têm sistema de refrigeração, enquanto nos países mais quentes do mundo, esse número é de menos de 10%.


É cada vez mais difícil fornecer água potável para todos. A maioria das megacidades do mundo já enfrenta graves períodos de escassez, e, se nada mudar até meados do século, a quantidade de gente sem acesso a água limpa pelo menos uma vez por mês crescerá em mais de um terço, chegando a 5 bilhões de pessoas.


Duas tecnologias altamente disruptivas e polêmicas:

Para compensar o aquecimento causado por gases de efeito estufa lançados à atmosfera, precisamos reduzir a quantidade de luz do sol que chega ao planeta para cerca de 1%.** Existem várias maneiras de fazer isso. Uma envolve espalhar partículas extremamente finas — com milionésimos de centímetro de diâmetro — nas camadas mais altas da atmosfera.

Outra iniciativa de geoengenharia é tornar as nuvens mais brilhantes. Como a luz do sol se esparrama pelo topo delas, poderíamos tornar a luz ainda mais difusa e resfriar o planeta borrifando sal nas nuvens, para dispersarem mais a luz. E não seria preciso uma mudança dramática; para chegar a uma redução de 1%, precisaríamos apenas aumentar em 10% o brilho das nuvens que cobrem 10% da área terrestre.


Sobre políticas:
Precisamos que o governo desempenhe um papel igualmente imenso para criar os incentivos certos e assegurar que esse sistema funcione para todos.

Devemos expandir a oferta de inovações — o número de novas ideias que são testadas — e a outra, a acelerar a procura por inovações. O trabalho nessa primeira fase é o clássico processo de pesquisa e desenvolvimento.

Calcular um preço para o carbono. Seja na forma de um imposto ou de um sistema de comércio de carbono em que as empresas possam comprar e vender o direito de emiti-lo, precificar as emissões é uma das coisas mais importantes que podemos fazer para eliminar os Prêmios Verdes.


O que podemos fazer?

Compre um veículo elétrico. Os veículos elétricos avançaram muito em termos de custo e desempenho.

Experimente um hambúrguer vegetariano.


Uma lista de tecnologias:

  • Hidrogênio produzido sem emissão de carbono
  • Armazenamento de eletricidade em escala de rede capaz de durar uma estação do ano inteira
  • Eletrocombustíveis
  • Biocombustíveis avançados
  • Cimento de carbono zero
  • Aço de carbono zero
  • Carne e laticínios derivados de vegetais e células-tronco
  • Fertilizantes de carbono zero
  • Fissão nuclear de última geração
  • Fusão nuclear
  • Captura de carbono (tanto direto do ar como no local de emissão)
  • Transmissão de eletricidade subterrânea
  • Plásticos de carbono zero
  • Energia geotérmica
  • Hidrelétrica reversível
  • Armazenamento termal
  • Cultivos tolerantes a secas e inundações
  • Alternativas de carbono zero para o óleo de palma
  • Fluidos refrigerantes sem gases fluorados

Há mercados de bilhões de dólares à espera de que alguém invente cimento, aço ou combustível líquido de carbono zero a baixo custo.

Algumas recomendações do livro:

  • Earth’s Changing Climate, Richard Wolfson, The great courses.
  • Weather for Dummies
  • Energy Transitions e Energy Myths and Realities, de Vaclav Smil

Veja também:

https://ideiasesquecidas.com/resumos/

Bill Gates, a vacina da Poliomelite, e o seu modo de pensar

A filha de Bill Gates perguntou: “Pai, o que você fez para ajudar essa pessoa com poliomelite?”

Resposta: “Por ela, não fiz nada”.


A pergunta acima é mostrada no documentário “O código Bill Gates”, da Netflix.

O documentário mostra os esforços da fundação Bill e Melinda Gates, em relação à três temas: energia nuclear, poliomelite e uma privada que não usa água.

Sobre a poliomelite, o documentário mostra o esforço deles para ajudar a vacina chegar aos recantos mais inóspitos do mundo e erradicar a doença da face da Terra.

Bill relata o encontro que teve com uma moça que estava paralítica devido à poliomelite, e como isso prejudicara todo o seu futuro.

Sobre ela, a filha de Bill Gates perguntou: Pai, o que você fez por essa pessoa em particular?

A resposta de Gates foi algo como: por ela, eu não fiz nada. Há uma quantidade finita de recursos para alocar. O meu esforço é no sentido de ser o mais efetivo possível.

Gates não tem a presença de um Steve Jobs, nem o carisma de um grande político como Bill Clinton. É um nerd, um jacu.

Respostas como a dada acima explicitam esse lado racional sobre o emocional. Ele pensa mais como uma máquina do que como um ser humano.

Do ponto de vista econômico, ele está certo.

Se eu tenho um real para investir, devo alocar o recurso da melhor forma possível. A melhor forma de alocar o mesmo é resolver o problema em escala global, cortar o mal pela raiz, do que aliviar um sintoma específico.

Não à toa, a Microsoft navegou brilhantemente pelas últimas décadas. O Windows é onipresente. O Office é a ferramenta de produtividade definitiva no mundo corporativo. A Microsoft quase ficou fora da onda da internet, mas quando entrou, entrou jogando pesado.

Ele tem perfil discreto. Não se envolve em polêmicas. E é extremamente efetivo no que faz.

E o resultado também tem as mesmas características. É efetivo e silencioso.

Ex. Este link de 2018 mostra como ele ajudou a pagar a dívida da Nigéria no combate à polio.

https://www.cnbc.com/2018/01/18/bill-and-melinda-gates-foundation-is-paying-off-nigerias-polio-debt.html

Já este link de 2020 mostra os resultados: erradicação da polio na África (sem citar Gates em momento algum).

https://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2020/08/25/oms-anuncia-erradicacao-da-poliomielite-na-africa.ghtml

Há poucas pessoas como eu, que têm Bill Gates na lista dos mais admirados do mundo. Pelo contrário, é extremamente mais comum demonizar o mesmo, colocá-lo no mesmo pedestal de Hitler, ou até pior. Há até boatos de que ele ajudou a criar o coronavirus! Uma injustiça total.

Gates já tem os seus 65 anos, é um dos homens mais ricos do mundo e poderia muito bem estar fazendo nada, ou levando uma vida pacata sem preocupações. Ao invés disso, ele investe pesado para tentar, na escala da inovação mundial, o que ele conseguiu fazer com o software: revolucionar o mundo.

https://www.gatesfoundation.org/what-we-do/global-development/polio

Um anúncio. Estou lendo o novo livro dele, sobre mudanças climáticas, e semana que vem haverá um post sobre isto. Aguardem…

https://amzn.to/3dzQLEb