Homenagem a Marcos Gabriel

É com muito pesar que recebo a notícia do falecimento do amigo Marcos Gabriel Braz de Lima, com apenas 24 anos. Era um jovem extremamente curioso, que corria atrás para fazer acontecer e tinha um futuro brilhante pela frente.

Tudo começou quando me chamaram para ver a entrevista dele. “É uma pessoa fora da curva, dá uma olhada” – disse meu amigo Felipe Faria. E, realmente, ele tinha um brilho nos olhos ao ouvir sobre os trabalhos que fazíamos.

Ele acabou indo para a unidade de Santa Catarina, e ajudou a melhorar os trabalhos ali. Ele fez uma rotina em Python que automatizava um processo manual que eles faziam, por exemplo.

Era um jovem com muitas dúvidas, sobre vida, carreira. Sempre tive diálogos de alto nível com ele. Reproduzo alguns pontos abaixo, para imortalizar a sua memória.

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Sobre habilidades soft x hard.

Ele tinha ouvido uma palestra, que enfatizava a importância do soft skill. Porém, na visão dele, toda a sua trajetória até então tinha sido voltada mais para o hard skill.

Minha resposta foi que tem lugar para todo tipo de gente no mundo. Ele tem que ser fiel à si mesmo, não adianta tentar emular outra pessoa.

Há habilidades principais e acessórias. O núcleo tem que ser o que ele é melhor, o seu ponto mais forte. Se for hard, que seja. Tem trabalhos necessariamente muito hard skills. Uma otimização combinatória pesada, vai ser hard, não tem jeito.

Ex. Se a pessoa é nota 7 em hard e 3 em soft, é melhor tentar ser 10 em hard e 5 em soft (o mínimo para passar de ano), do que tentar focar só no soft. Vai acabar com 5 em hard e 5 em soft, ou seja, será alguém mediano.

Habilidades acessórias são importantes para complementar a formação, ter o mínimo.

Habilidades importantes que recomendo para todo mundo são de comunicação e negociação. Há vários cursos gratuitos na internet sobre ambos. Todo mundo precisa dessas duas habilidades.

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Sobre estudos.

“Sempre gostei de aprender coisas novas. Meus amigos acham que eu sou um pouco doido porque estudo muito. Costumo passar férias e finais de semana estudando coisas novas. Mesmo na faculdade, com carga horária muito pesada, quando aparecia uma folga, eu ia estudar alguma coisa que tinha muito interesse, pelo simples prazer de aprender mesmo.”

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Sobre projetos.

Ele estava gerenciando um projetinho de RPA (robot process automation), e estava se perguntando quando chegaria a fazer projetos grandes, de nível nacional.
“Dúvidas, dúvidas e mais dúvidas. Até porque são elas que nos movem, né? Respostas são importantes, mas nem tanto assim…”

Minha resposta foi que o mundo é cíclico e não-linear.

Você faz um excelente trabalho puramente técnico hoje, daqui a pouco vai estar fazendo trabalhos maiores e maiores. De repente, vai estar dando saltos, gerenciando projetos enormes, sem nem perceber.

Então, faça o melhor possível, seja o trabalho pequeno ou grande. Aprenda com o projeto pequeno, pense em formas de escalar o mesmo.

Ajude os outros a evoluir, isso volta para você de alguma forma, um dia.

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Sobre filosofia.

Sendo alguém muito curioso, ele gostava de estudar economia, ciências, tudo. Naturalmente, a filosofia é o tema final, do sentido das coisas. Estudar filosofia é muito bom, mas a pessoa tem que ter alguma bagagem, tem que ter passado por algumas etapas da vida. Na minha visão, todo mundo deveria estudar filosofia ao completar 40 anos.

A última mensagem que tenho do Marcos Gabriel é:
“Não vejo a hora de completar meus 40 anos para começar a estudar filosofia.”

Obrigado por tudo, Marcos.

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https://ufla.br/noticias/institucional/14214-nota-de-falecimento-estudante-marcos-gabriel-braz

https://www.sitedelinhares.com.br/noticias/policia/jovem-que-desapareceu-apos-a-morte-da-mae-e-encontrado-morto-e-irmao-confessa-crime

Naval sobre Educação

Fechando a série de postagens das ideias do empreendedor Naval Ravikant, uma reflexão sobre Educação.


A educação gratuita é abundante, por toda a Internet. É o desejo de aprender que é escasso.

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EDUCAÇÃO ATUAL


Os supereducados são piores do que os subeducados, tendo trocado o bom senso pela ilusão do conhecimento.


Qual é o propósito do nosso sistema educacional atual?

Não há dúvida, é completamente obsoleto. O sistema educacional é um resultado caminho-dependente da necessidade de cuidado intensivo. Da necessidade de prisões para homens universitários que de outra forma invadiriam a sociedade e causariam muitos estragos.


Faculdade e escolas vêm de uma época em que livros eram raros. O conhecimento era raro.
O que importava para as escolas era cuidar das crianças enquanto os pais iram trabalhar.

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O que mudou desde então que tornou o nosso sistema educacional atual obsoleto?

Agora temos a Internet, que é a maior arma de conhecimento já criada, completamente interconectada. É muito fácil de aprender. A capacidade de aprender, os meios de aprendizagem, as ferramentas de aprendizagem, são abundantes e infinitas. É o desejo que é incrivelmente escasso.
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Não havia tal coisa como aprendizagem autodidata. Agora, se você realmente tem o desejo de aprender, tudo está na Internet. Você pode ir na Khan Academy. Você pode obter palestras do MIT e Yale online. Você pode ler blogs de pessoas brilhantes. Você pode ler todos os grandes livros.

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Qual o valor que nosso sistema educacional atual fornece, se houver?

O único benefício da escola hoje é a socialização. Isso cria a socialização porque as crianças querem estar ao redor de seus pares e querem aprender a agir na sociedade.

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O que precisa mudar sobre como aprendemos?


Em uma era de Google e smartphones, a memorização é obsoleta. Por que você deveria estar memorizando a Batalha de Trafalgar? Nós ainda colocamos peso indevido sobre isso, porque era assim quando vivíamos em um mundo pré-Google.

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Gosto de pensar que se eu estivesse na escola hoje, minha resposta a muitos testes seria “Deixe-me pesquisar isso para você…”

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O que precisa mudar sobre o que aprendemos?

Eu acho que aprender deve ser sobre o básico em todos os campos e usá-los muito bem.

A vida é principalmente sobre aplicar o básico e apenas fazer o trabalho avançado nas coisas que você realmente ama, e onde você entende o básico de cima para baixo. Não é assim que nosso sistema é construído.

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No que você se concentraria, se estivesse criando um currículo escolar?

Eu provavelmente otimizaria para felicidade, nutrição e exercício.

Mostre-lhes respostas para “Como você constrói bons hábitos?” “Como você quebra maus hábitos?” “Como você tem bons relacionamentos?” “Como você constrói habilidades básicas?”

Eu provavelmente gostaria que eles dirigissem uma barraca de limonada ou uma pequena empresa e ganhariam dinheiro para que eles possam entender como isso funciona. Peça-os trabalhar em algo relacionado à caridade, ou levá-los para o terceiro mundo e mostrar-lhes sofrimento, sofrimento verdadeiro, para que eles possam obter algum contexto. Eu provavelmente ensinaria eles a falar em público, escrever negócios, persuasão básica.

Talvez um pouco de programação em cima de leitura, escrita e aritmética.

Eu provavelmente eliminaria pedaços de geografia, história, e honestamente até mesmo segunda ou terceira línguas. Música, a menos que tivessem inclinações musicais. Eu sei que isso vai aterrorizar algumas pessoas, mas a questão é, “O que você enfatiza?” Inicialmente não é bom educar todas as crianças em cada coisa. Você tem que descobrir, “Qual é a aptidão delas?”

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Muita literatura na sociedade moderna, mas não matemática suficiente.

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Codificação é a nova alfabetização.

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Como podemos criar escolas mais eficazes?

“As escolas substituem a curiosidade pela conformidade.”


Quando eu penso na minha própria educação, muito disso foi, “Sente-se.” “Cale a boca”. “Levante a mão para ir ao banheiro.” “Não, você deve memorizar isso, mesmo que não faça sentido para você agora.”

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Com as crianças, você só tem que alimentar a curiosidade deles. Todas as crianças realmente inteligentes que conheço são essencialmente autodidatas, auto-aprendizes. Você não pode forçar uma criança a ser uma auto-aprendiz, tudo que você pode fazer é alimentar sua curiosidade. Por exemplo, se eles querem pegar o violão, pegue um violão. Se eles querem ir para uma aula de futebol, tenha uma aula de futebol. Se eles não querem jogar futebol, não os force a jogar futebol.

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Por que a curiosidade é tão importante?

Um dos maiores problemas que tenho com o sistema educacional é quando as pessoas se formam na faculdade, elas param de aprender. Não é culpa delas. é só que elas têm sido ditos todos os anos, todos os meses, “leia isso, faça esse dever de casa, faça esse assunto, agora cubra isso”.

Então, de repente, tudo isso é tirado, e muito traumaticamente você é jogado na força de trabalho e diz: “Agora levante-se de manhã, você tem que estar acordado às 8, você não pode sair de suas mesas até 6 ou 7, se você acha que é bobagem e você não está aprendendo nada.”
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Seguindo em frente desde a educação infantil, quais são seus pensamentos sobre o ensino superior, faculdades e universidades?


Temos essa ideia legada: a única maneira de ser devidamente educado é a universidade.

Na verdade, não sou um grande fã do sistema universitário atual, pelo menos em termos do custo que ele impõe a vocês tanto em termos de custos de oportunidade e custos financeiros. Em troca, você tem credenciamento e uma rede de ex-alunos, mas você passou quatro anos de sua vida e uma enorme quantidade de dinheiro.

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Universidade é sobre filtrar pessoas inteligentes e credenciá-las para que um empregador possa dizer: “Oh sim, essa pessoa foi para uma boa universidade, eles provavelmente são muito inteligentes.” Eles meio que aceitam ser uma classe de elite.

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É possível fazer tudo sozinho?

Pelo menos no ambiente de programação, você pode ficar por conta própria até certo ponto.

Uma rede de ex-alunos seria um pouco difícil de construir, mas se você conseguir um bom estágio ou um bom emprego, você pode apenas querer cair direto nisso. Mas, obviamente, isso só se aplica a pessoas excepcionais.

Então, se você vai para a universidade, a primeira regra é: aprender coisas que você não pode aprender sozinho. Porque a maioria das coisas você pode aprender sozinho em casa.

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Qual foi sua experiência na faculdade, e o que você faria diferente se fosse para a faculdade hoje?

Fui para Dartmouth, estudei Ciência da Computação e Economia. Comecei em Física, mas foi muito difícil. Então eu mudei para inglês e história. Minhas notas eram fantásticas, foi muito fácil. Disseram-me que eu devia ser professor de inglês.

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A realidade é que eu poderia ter feito isso por diversão. Eu poderia ter lido esses livros no meu tempo livre. Não há necessidade de ir à escola para isso. Se você vai para a faculdade, aprenda algo que não pode aprender sozinho.
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O que as pessoas devem aprender na faculdade hoje, que não podem aprender sozinhas?

Para a maioria das pessoas, isso significa matemática, programação, física. Significa ter acesso às ferramentas, pessoas, rigor, disciplina e exercícios para aprendê-las bem.

Aprendam matemática, crianças. Falar a língua da natureza é o superpoder final.

Agora, se você está no nível onde você pode aprender as disciplinas acima por conta própria, então você pode não precisar ir para a universidade. Além disso, você não pode obter treinamento médico de alta qualidade por conta própria em seu quintal. Então você tem que ir para a escola para alguns, mas é um conjunto bastante estreito de coisas.


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Para a maioria, você não precisa ir para a escola. Eu amo filosofia, metade dos livros que estou lendo a qualquer momento são essencialmente livros de filosofia, mas eu não estaria estudando filosofia na escola.

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Estudamos ciências para aprender a conseguir o que queremos. Estudamos filosofia para saber o que querer em primeiro lugar.

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Dado o valor que muitas pessoas ainda colocam para obter um diploma universitário, você vê uma alternativa?


Temos que separar a credencial da educação. Filtragem, credenciais e educação são coisas diferentes.

Qualquer um deve ser capaz de fazer um teste que prove que eles são bons o suficiente e obter um selo; Não importa se eles foram para Harvard, ou eles foram para a escola local, ou eles não foram para a escola. Você precisa desse tipo de sistema para emergir. Isso vai começar a resolver o problema da universidade.


Se o objetivo principal da escola era a educação, a Internet deveria torná-la obsoleta. Mas a escola é principalmente sobre credenciamento.

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Ainda hoje, o que estudar e como estudar são mais importantes do que onde estudar e por quanto tempo.

Os melhores professores estão na internet. Os melhores livros estão na Internet. Os melhores pares estão na Internet.


As ferramentas para o aprendizado são abundantes. É o desejo de aprender que é escasso.

Credenciais educacionais são crachás que admitem um para a classe de elite. Espera-se que as elites se esforcem poderosamente para justificar o sistema atual.
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Eventualmente, a maré da Internet e empregadores racionais e auto-interessados criarão e aceitarão credenciamento eficiente…

As universidades limitam artificialmente o número de graduados, mantêm os preços das mensalidades altos e fornecem ajuda financeira suficiente para se qualificarem como organizações sem fins lucrativos.

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FUTURO DA EDUCAÇÃO


A Internet vai obsoleto o sistema de educação industrial, assim como está obsoleto todos os outros fornecedores físicos de bens de informação.


Deixe-me fazer uma experimento mental:


Suponha que todos no mundo tinham o máximo de conhecimento prático. Todo mundo poderia ir criar hardware e robôs. Todo mundo pode escrever código, todo mundo poderia investir dinheiro, e todos nós poderíamos fazer matemática. Então, se fomos todos educados, então o que acontece?

Acho que dentro de cinco anos, os robôs farão todo o trabalho manual, e todos nós faremos um trabalho criativo.

Acreditar que a tecnologia criará desemprego permanente é o mesmo que acreditar que as pessoas não podem ser educadas para construir tecnologia.
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A tecnologia torna obsoleto empregos, mas não há limites superiores em número de empregos tecnológicos em si. Deslocamento temporal, não permanente.
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Qual é a habilidade mais importante para as pessoas ganharem hoje para maximizar seus conhecimentos práticos?

As pessoas que não são tecnicamente alfabetizadas estão sendo deixadas para trás. Acho que uma das maiores coisas de caridade que podemos fazer hoje é descobrir como retreinar as pessoas para se sentirem confortáveis com a tecnologia. O computador é a ferramenta mais poderosa para a criatividade, o mais poderoso multiplicador de força inventado desde o machado de pedra. E você não precisa da permissão de outro humano para usá-lo.

Algum dia, não ser proficiente com computadores será considerado uma forma de analfabetismo.

Tecnologia é a aplicação do conhecimento para controlar o mundo natural. É o maior motor da prosperidade humana e da nossa capacidade de auto-aniquilação.

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O aumento do preço do petróleo nos deu fracking (gás de xisto). O aumento do preço do trabalho não qualificado nos dará robôs. A educação é difícil, mas a única saída.

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Você tem alguma ideia de produto própria para criar uma alternativa nova ao sistema atual?

Para isso, o que eu adoraria fazer é criar um tablet Android muito barato, de baixo custo, muito robusto, facilmente alimentado e barato, difícil de destruir, e basicamente distribuí-los ao redor do mundo com aplicações de aprendizagem pré-instaladas, para que você possa literalmente ligar um e ele funciona com você interativamente. Em 30 segundos, ele descobre em que língua você fala e em que nível de aptidão você está. Você é um aluno da 3ª série, aluno da 5ª série? Claro, varia de acordo com a disciplina. Então ele permite que você mergulhe e deixe você aprender qualquer coisa que você quiser que vai tornar sua vida melhor.


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Essencialmente, você poderia conectar todos os professores do mundo e todos os alunos do mundo usando tablets e fazê-lo no ritmo e nível onde ele é essencialmente personalizado para cada criança. Eles aprenderão as coisas que têm um resultado prático em suas vidas.

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Imagine uma escola online onde os melhores cientistas ensinam um milhão de crianças a custo marginal zero. Adicione testes rigorosos, diplomas. Adeus faculdade.

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Para todos dizendo que a faculdade é sobre conexões e coisas suaves – claro, mas há maneiras de fazer isso sem US$ 200 mil e 4 anos.

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Coisas como história, geografia, até literatura — você pode ler isso por conta própria. Há uma tonelada de literatura incrível que recomendamos que você leia nas horas vagas, quando você está enrolando em um sofá.

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Há uma demanda ilimitada por grandes programadores. O conjunto de programas úteis e complexos é quase infinito.

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A escola ideal ensinaria saúde, riqueza e felicidade.


Seria livre, auto-acelerado, e disponível para todos.

Mostraria ideias opostas e os alunos auto-verificariam a verdade.

Sem notas, sem provas, sem diplomas – só aprendendo.

Na verdade, você já está aqui.

Cuidado com quem você segue.

Mais autodidatas brilhantes existem hoje, graças à Internet, do que em qualquer outro momento da história humana.

Veja mais:

Como ficar rico (sem ter sorte) (ideiasesquecidas.com)

Naval sobre saúde, morte e meditação (ideiasesquecidas.com)

Naval sobre riqueza e felicidade (ideiasesquecidas.com)

Naval sobre startups (ideiasesquecidas.com)

Naval sobre riqueza e felicidade

O Almanaque de Naval Ravikant

Segue uma promoção fantástica. Por um tempo limitadíssimo, a versão Kindle do Almanaque de Naval Rakikant está a R$ 2,90, praticamente de graça.

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Naval é um empreendedor do Vale do Silício, com inúmeras pérolas de sabedoria baseadas em seus estudos e sua experiência. A sua filosofia de vida e visão de mundo são perfeitamente alinhadas com os pensamentos deste espaço. Já escrevi alguns textos baseados no trabalho dele, como no link a seguir.

Como ficar rico (sem ter sorte) (ideiasesquecidas.com)

Seguem alguns trechos do livro. Esta é a primeira parte (de duas), para não ficar muito longo.

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Não é realmente sobre trabalho duro. Você pode trabalhar num restaurante 80 horas por semana, e não ficará rico. Ficar rico é sobre saber o que fazer, com quem fazer junto, e quando. É mais sobre entender do que puramente trabalho pesado.

Se você ainda não sabe no que deveria trabalhar, o mais importante é descobrir. Você não deveria fazer um monte de trabalho duro se não souber.

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Fuja da competição através da autenticidade.

Basicamente, quando você está competindo com outros, é porque você os está copiando, está tentando fazer o mesmo. Porém, todo ser humano é diferente. Não copie.

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Eu acho que o networking de negócios é uma perda de tempo total.

Se você está construindo algo interessante, você sempre terá pessoas que gostarão de saber de você.

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Seja um criador que faz algo interessante que as pessoas queiram. Mostre seu trabalho, e as pessoas certas um dia te encontrarão.

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Se alguém está falando muito sobre o quão honesto ele é, provavelmente ele é desonesto.

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Tubarões comem bem, porém levam uma vida cercados de tubarões.

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O pior resultado desse mundo é não ter autoestima. Se você não se ama, quem irá fazê-lo?

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Nunca acontece no momento que você quer, mas irá acontecer.

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Aplique conhecimento específico com alavancagem e, cedo ou tarde, você conseguirá o que merece.

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Você tem que gostar do que faz e continuar fazendo, continuar fazendo e continuar fazendo. Não foco em registrar, não fique contando, senão o tempo acaba.

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Quando você olhar para trás, no seu leito de morte, para as coisas interessantes que você fez, será tudo em torno dos sacrifícios, as coisas difíceis que você fez.

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Você deve fazer coisas difíceis para criar seu próprio significado na vida. Ganhar dinheiro é algo bom para escolher. Vá à luta.

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O dinheiro remove uma série de problemas que ficam no caminho de ser feliz, mas não fará você ser feliz. Eu conheço muitas pessoas ricas que não são felizes.

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Você fica rico ao economizar tempo para fazer dinheiro.

Você não fica rico gastando o seu tempo para economizar dinheiro.

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A direção que você está indo importa mais do que o quão rápido você se move, especialmente com alavancagem.

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É muito importante ter espaço livre. Se você não tem um dia ou dois toda semana no calendário, você não será capaz de pensar.

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Não tem como dizer o que irá funcionar. Melhor, eu tento eliminar o que não funciona.

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Para mim, o problema do agente-principal é o único e mais fundamental problema da microeconomia.

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Sobre Cisnes Negros: Há um novo ramo de probabilidade e estatística, que gira em torno de eventos extremos.

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Eu sempre amei ler porque, na verdade, sou um introvertido antissocial.

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O que você lê quase não importa. Com o tempo, você lerá coisas suficientes (e seu interesse o levará a isso) que irão melhorar drasticamente sua vida. É como o melhor exercício para você, aquele em que você está excitado o suficiente.

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Não se leve tão a sério. Você é apenas um macaco com um plano.

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Para mim, a felicidade não é sobre pensamentos positivos. Também não é sobre pensamentos negativos. É sobre a ausência de desejo, especialmente a ausência de desejos externos.

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O mundo apenas reflete seus próprios sentimentos de volta para você. A realidade é neutra. A realidade não faz julgamentos.

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Cada segundo seu neste planeta é muito precioso, e é sua responsabilidade ter certeza de que você está feliz e interpretar tudo da melhor maneira possível.

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Eu não ando com pessoas infelizes. Eu realmente dou valor ao meu tempo nesta Terra. Eu leio filosofia. Eu medito. Eu ando com pessoas felizes.

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Um erro da humanidade é acreditar que será feliz por conta de circunstâncias externas.

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O Desejo é um contrato que você faz consigo mesmo para ser infeliz até conseguir o que quer.

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Felicidade é estar satisfeito com o que você tem e você é.

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Confúcio diz que você tem duas vidas, a segunda começa quando você entende que tem apenas uma. Quando a sua segunda vida começou?

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(Continua)

Veja também:

Naval sobre startups (ideiasesquecidas.com)

Como ficar rico (sem ter sorte) (ideiasesquecidas.com)

Steve Jobs em quadrinhos

O brilhante fundador da Apple foi um dos responsáveis pelo mundo que vivemos atualmente: foi um dos primeiros a comercializar o computador pessoal, revolucionou a indústria da música, da animação para o cinema, os telefones celulares, o tablet…

Há algumas dezenas de livros diversos, filmes e vídeos no Youtube.

A seguir, algumas adaptações no formato de quadrinhos.

Steve Jobs – Gênio do Design

Da lista apresentada, é o que mais gosto: desenhos simples e bonitos, um bom resumo de sua história.

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Steve Jobs – Insanamente genial

É uma adaptação um pouco mais simples.

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O Zen de Steve Jobs – focado em uma faceta de sua vida, a interação com um mestre Zen que ele conhecera em sua adolescência.

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A versão a seguir, em mangá, é a única que não tenho.

A autora é Mari Yamazaki.

Pelo que pesquisei e conversei com amigos, não há scans, nem versão Kindle. Só a versão física, em papel, e em japonês!

Não compensa pagar com a cotação do real valendo nada e esperar quase meio ano para ver um mangá em japonês… Quem tiver sugestões, favor colocar nos comentários.

Dá para ler um pouquinho aqui:

https://www.tecmundo.com.br/steve-jobs/37943-leia-o-primeiro-capitulo-do-manga-inspirado-na-vida-de-steve-jobs.htm

4 biografias nota 10

A seguir, uma lista de biografias extremamente inspiradoras, que valem cada segundo investido.

  1. Steve Jobs, de Walter Isaacson.

É a biografia oficial do icônico fundador da Apple, a pessoa que revolucionou a história dos computadores pessoais (Apple II, Macintosh), a indústria de música (com o iTunes e iPod), o cinema (com a Pixar) e os dispositivos móveis (iPhone, iPad).

O livro narra não apenas o lado perfeccionista e designer, mas também vários aspectos de sua vida pessoal, incluindo diversos problemas – no final das contas, ele era apenas humano.

Em uma frase: Deixe a sua marca no universo!

Adendo: O livro a seguir é uma alternativa, bem resumida: Como Steve Jobs Virou Steve Jobs.

E o discurso de formatura da turma de 2005 de Stanford, é uma obra-prima!

2. Albert Einstein: O gênio mais pop de todos os tempos. Conta a história de Einstein desde quando adolescente, fascinado com revistas científicas. Fala da faculdade, do casamento, e da época que ele era um funcionário de segunda classe numa função burocrática e escondia suas anotações quando o chefe chegava perto.

Em seu “ano miraculoso” publicou 4 artigos extremamente profundos – um deles, a Teoria da Relatividade Especial, um outro, do efeito fotoelétrico, que lhe rendeu o prêmio Nobel. Anos depois, a Teoria da Relatividade Geral viria a abalar as fundações da Física, do tempo e do espaço!

3. The everything Store. Conta a história da Amazon, que é indissociável da história de seu fundador, Jeff Bezos. Ele é retratado como um homem de ação, agressivo, ambicioso – mas todos os criadores são ambiciosos.

O nome “Amazon” vem do rio amazônico, em alusão ao seu tamanho, o maior do mundo.

A Amazon começou com livros, porém desde sempre a ideia foi expandir para um e-commerce. Primeiro, vender um livro sobre caiaques, depois o caiaque, inscrições de corridas de caiaque, reservas de viagens para andar em caiaques – uma loja de tudo, no final.

Outro ponto que mostra a obsessão de Bezos. Nas entrevistas, se o candidato falar em harmonia, balanço entre vida pessoal e trabalho, ele estava fora. O perfil desejado era de alguém que dedicasse o sangue ao trabalho.

O Walmart é a grande inspiração da Amazon. Alta eficiência em custos, incluindo espremer fornecedores e pressionar funcionários, gerando qualidade e preços baixos ao consumidor final, o grande beneficiado.

Vários outros serviços surgiram: o web services, um mecanismo de busca próprio, o turco mecânico, o Kindle.

Um exemplo interessante é o Amazon Prime. Devido ao requerimento de uma logística altamente sofisticada, o Prime passou muitos anos dando prejuízo. Bezos bancou o Prime, até este crescer da forma que conhecemos hoje: eficiente, barato ao consumidor final e agregando outros serviços, como o Prime Video.

4. AliBaba: The house that Jack Ma built

É um livro bastante surpreendente.

Jack Ma, o lendário fundador do AliBaba, é uma pessoa simples. Não tem educação formal. Fez a carreira toda sendo subestimado.

Ele é alguém esperto, não inteligente. Ele mesmo diz que não entende uma linha de código, nem sabe os detalhes da tecnologia que permite a internet.

Por isso mesmo, Jack utiliza uma linguagem fácil, recheada de exemplos da cultura pop chinesa e americana.

Um exemplo. Jack viu o filme Forrest Gump e adorou o filme. “Sempre que estou frustrado, assisto àquele filme”, diz. Forrest Gump é alguém que nunca se deu bem na escola, mesmo assim conseguiu empreender. E nunca deixou de ser ele mesmo, o mesmo Forrest apaixonado pela mesma garota da adolescência.

“Ora, você é bobo? O Forrest Gump nem existe de verdade”, já disseram a Jack, cuja resposta foi algo como: “Não importa, o exemplo é válido assim mesmo”.

O livro conta como Jack Ma aperfeiçoou o inglês, ao ser guia turístico voluntário de turistas estrangeiros. Além do inglês, o esforço rendeu vários contatos.

Ao visitar os EUA, ele conheceu e se fascinou pela internet. Ele também notou que não havia nenhuma página chinesa na internet da época.

Ele foi um dos primeiros a querer trazer a internet para China. Primeiro, o China Pages, que construía páginas para os negócios chineses. Depois, o AliBaba. O livro também mostra a interação dele com Jerry Yang, do Yahoo, e Masatoshi Son, do fundo Softbank.

Frases:

“Hoje é brutal, amanhã será brutal, depois de amanhã será bonito. Muitos não sobreviverão.”

“O curto prazo não importa.”


Deixar sugestões de outras biografias interessantes nos comentários.

Vide também:

https://ideiasesquecidas.com/2020/04/11/winston-churchill-o-destino-de-uma-nacao/

https://ideiasesquecidas.com/2018/05/26/steve-jobs-em-40-frases/

https://ideiasesquecidas.com/2019/04/10/einstein-era-um-matematico-mediocre/

https://ideiasesquecidas.com/2020/03/15/como-saber-ingles-ajudou-jack-ma/

Napoleão em 40 frases

Napoleão Bonaparte foi um dos maiores gênios militares da história, um mestre da Arte da Guerra. Conquistou quase toda a Europa, sendo descrito como “um gigante com seus saltos esmagando muito as flores inocentes, destruindo pela força muitas coisas, indiferente ao sofrimento que causava”.

Segue um pouco de seus pensamentos, em (mais ou menos) 40 frases:

É muito melhor ter inimigos declarados do que amigos velados.

Ou abatemos o outro ou o outro nos abate.

Um ato de clemência do rei é como um jogo numa loteria, é raríssimo que ganhemos qualquer coisa.

A aristocracia tem a vantagem de concentrar a ação do governo nas mãos menos perigosas e menos inaptas do que a de um povo ignorante.

A verdadeira felicidade social consiste na harmonia e no uso pacífico das satisfações de cada indivíduo.

Um rei é às vezes forçado a cometer crimes; são crimes de sua posição.

Não há subordinação nem temor que prevaleça nos estômagos vazios.

A sorte é uma mulher, se a deixar fugir hoje, não espere encontrar amanhã.

Quando um príncipe está resolvido a punir, deve punir muitos ao mesmo tempo.

Os mais fortes não negociam, mas sim ditam as condições e são obedecidos.

Não há nada mais tirânico do que um governo que pretende ser paternal.

A glória e o bem do cidadão devem ser silenciados quando assim o requerem o interesse do Estado e o bem comum.

A liberdade civil depende da segurança da propriedade.

As revoluções são como o mais repugnante estrume que favorece o crescimento dos mais belos vegetais.

Em todos os países a religião é útil ao governo, e precisa fazer uso dela para agir sobre os homens.

Não pode existir rei sem finanças, sem meios seguros de recrutar o seu exército e sem frota.

O trono é um pedaço de madeira coberto com veludo.

É muito mais fácil fazer bravatas e ameaçar do que vencer.

Toda árvore produz o seu fruto e só se colhe o que foi plantado.

Não me ofendo quando me contradizem, mas procuro que me esclareçam.

É preciso aceitar as coisas como elas são, e não como gostaríamos que fosse.

Os discursos passam, as ações ficam.

A consciência é o refúgio inviolável da liberdade humana.

Homens superiores são crianças tantas vezes ao dia.

Os homens são tão maus que precisamos estar vigilantes em tudo.

Grandes homens são parecidos com meteoros que resplandecem e se consomem para clarear a terra.

Somos fortes quando estamos decididos e prontos para morrer.

A sabedoria requer prudência.

Por acaso o próprio Sol não tem as suas manchas?

Assim como as conspirações, as surpresas devem surgir como um raio.

Não se deve julgar um homem pela fisionomia, mas colocando-o à prova.

A coragem e a virtude conservam os Estados, os vícios o arruínam.

A vida de um cidadão pertence à pátria.

É muito melhor para o povo ter uma ordem insatisfatória do que não ter ordem nenhuma.

Os homens têm um coração, as leis, não.

Na vida tudo é sujeito a cálculo. É preciso fazer o balanço entre o bem e o mal.

Não sou feito para meia-medidas.

Com os especialistas, as coisas mais simples do mundo se tornam as mais difíceis.

Na guerra como na política, o mal só se justifica quando absolutamente necessário.

Fonte: Napoleão, Aforismos, máximas e pensamentos. Uma curiosidade: é um livrinho fino, impresso em papel jornal barato. Comprei num sebo de S. José dos Campos, por R$ 2,00, há uns 20 anos atrás.

Outros links:

https://ideiasesquecidas.com/2018/06/03/o-anticristo-de-nietzsche-em-40-frases/

https://ideiasesquecidas.com/2018/05/26/steve-jobs-em-40-frases/

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Como saber inglês ajudou Jack Ma

Jack Ma, o fundador do AliBaba, tem inglês fluente. Vide qualquer vídeo dele.

Sendo de família pobre, vivendo na pior época da China, como pode ter conseguido a fluência?

Jack conta que, aos 9 anos, ficava na frente de um hotel internacional, e se oferecia gratuitamente para guiar turistas. Nessas interações, ele conheceu muita gente. Teve um casal australiano que o ajudou a pagar os estudos e a fazer uma viagem à Austrália.

Na China, era ensinado que ali era o melhor lugar do mundo. Ir à Austrália o fez compreender que ele deveria ter suas próprias crenças e não acreditar em tudo que é dito.

Jack, anos depois, trabalhou como professor de inglês. Uma viagem (como tradutor) aos EUA, o fez conhecer a internet.

Anos depois, ele foi escalado para falar com Jerry Yang, co-fundador do Yahoo. Jack guiou Yang à Grande Muralha da China, e fazia perguntas incessantes sobre a Internet.

Pouco depois, Jack fundou o AliBaba. Yang, ao saber que aquele guia cheio de energia tinha fundado uma companhia, foi um dos primeiros investidores.

É claro que só saber inglês não basta, porém, é uma barreira a menos no que realmente interessa, o networking.

Tem muita gente que diz, “ah, não preciso de inglês no meu trabalho”. Se o objetivo for fazer a mesma coisa sempre, sim, realmente não interessa.

Se for para desbravar o mundo, conhecer outras pessoas e criar novas realidades, o inglês é essencial.

Alguns links:

https://ideiasesquecidas.com/2020/02/25/recomendacao-ai-superpowers/

https://ideiasesquecidas.com/2020/02/29/como-ficar-rico-sem-ter-sorte/

Como ficar rico (sem ter sorte)

Este artigo é baseado em uma série de tweets de Naval Ravikant, CEO da AngelList, uma plataforma para conectar startups e investidores-anjo. Eu (Arnaldo Gunzi) acredito que Naval conseguiu compilar pontos extremamente importantes, e que estão em linha com toda a filosofia que é ensinada neste espaço. Eu traduzi e editei o conteúdo, tirando alguns pontos para simplificar e explicando outros, mas a essência é a mesma.

Este é um artigo importante e estou mantendo como um brinde exclusivo aos leitores deste sítio, sem divulgar amplamente o mesmo.

1) Busque riqueza, não dinheiro ou status. A riqueza é ter ativos que rendem enquanto você dorme. Dinheiro é como transferimos tempo e riqueza. Status é seu lugar na hierarquia social.

2) Você não vai ficar rico alugando seu tempo. Você deve possuir equities – um pedaço de um negócio – para ganhar sua liberdade financeira.

3) Você vai ficar rico dando à sociedade o que ela quer, mas ainda não sabe como conseguir. Ou seja, agregando valor de verdade. Em escala.

4) Escolha uma indústria onde você pode jogar jogos de longo prazo com pessoas de longo prazo.

5) A Internet ampliou maciçamente o possível espaço de carreiras. A maioria das pessoas ainda não descobriu isso.

6) Jogue jogos iterados. Todos os retornos na vida, seja em riqueza, relacionamentos ou conhecimento, vêm de juros compostos.

7) Escolha parceiros de negócios com alta inteligência, energia e, acima de tudo, integridade.

8) Não faça parceria com cínicos e pessimistas. Suas crenças são profecias autorrealizáveis.

9) Aprenda a vender. Aprenda a construir. Se você pode fazer as duas coisas, você será imbatível.

10) Não há esquemas ricos rápido. É só outra pessoa ficando rica usando você.

11) Não há uma habilidade chamada “negócios”. Evite revistas de negócios e aulas de negócios.

12) Conhecimentos específicos são muitas vezes altamente técnicos ou criativos. São aqueles que não podem ser terceirizados ou automatizados.

13) Alavancagem é um multiplicador de forças. A alavancagem dos negócios vem de capital, pessoas e produtos sem custo marginal de reprodução (ex. código e mídia).

14) Abrace a responsabilidade e arrisque os negócios com seu próprio nome. A sociedade irá recompensá-lo.

15) Trabalhe o máximo que puder. Com quem você trabalha e no que trabalha são mais importantes do que apenas trabalhar duro.

16) Defina um custo da hora do seu trabalho. Se um problema economizará menos do que seu custo horário, ignore-o. Se terceirizar uma tarefa custará menos do que sua taxa horária, terceirize-a.

17) A criação de riqueza ética é possível. Se você secretamente desprezar a riqueza, isso vai iludi-lo.

18) Torne-se o melhor do mundo no que você faz. Continue redefinindo o que você faz até que isso seja verdade.

19) Quando você finalmente for rico, você vai perceber que não era o que você estava procurando em primeiro lugar. Mas isso é para outro dia.

(https://twitter.com/naval/status/1002103360646823936)


Meus comentários:

1. Busque riqueza, não dinheiro ou status. A riqueza é ter ativos que rendem enquanto você dorme. Dinheiro é como transferimos tempo e riqueza. Status é seu lugar na hierarquia social.

Diz o educador financeiro Bastter, que “Patrimônio não se gira, se acumula”.

O patrimônio que rende quando você dorme pode ser aluguel de imóveis, dividendos de ações, capital rendendo, dividendo de trabalhos como publicação de livros, remuneração de sites como Youtube, e outras tantas coisas a mais.

É como uma galinha dos ovos de ouro – ter a galinha é mais importante do que ter um pouco de ouro.


2) Você não vai ficar rico alugando seu tempo. Você deve possuir equities – um pedaço de um negócio – para ganhar sua liberdade financeira.

Vender o seu tempo significa ser empregado. Trocar riscos por uma taxa fixa.

Riscos do negócio podem ser positivos ou negativos – quando a empresa vai excelentemente bem, o retorno é o mesmo (ou próximo) a quando a empresa vai excelentemente mal.

É claro que nem todos conseguem assumir riscos, então a remuneração por ser empregado é o caminho mais simples.

Porém, para haver um salto, para você realmente possuir o upside positivo, é necessário ter uma boa parte da propriedade (e riscos) de um negócio.


3) Você vai ficar rico dando à sociedade o que ela quer, mas ainda não sabe como conseguir. Ou seja, agregando valor de verdade. Em escala.

Uma palavra-chave é agregar valor de verdade. Resolver um problema que facilite a vida das pessoas, diminua custos das empresas, ajude-as a evoluir.

Outra palavra-chave é escala. Se a cada vez que a solução for aplicada for necessário o mesmo esforço por sua parte, não é uma solução escalável. Se cada nova solução exigir esforço decrescente, é escalável. Um livro, que demanda apenas uma cópia adicional, é escalável. Uma música, idem, software, idem.

Note que não é nada fácil. Soluções escaláveis têm o efeito “winner takes it all”. Poucos vencedores para muitos perdedores. Ex. dos milhares de apps na Apple Store, temos apenas um punhado, e sempre os mesmos: Whatsapp, Facebook, Twitter, Google maps…


4) Escolha uma indústria onde você pode jogar jogos de longo prazo com pessoas de longo prazo.

O longo prazo inevitavelmente chega. Soluções de curto prazo e pessoas que pensam a curto prazo vão causar distorções, empurrar a conta com a barriga. E a conta sempre chega no final. É melhor construir certo desde o início, tomar o remédio amargo, a farrear no presente e sofrer uma cirurgia no futuro.


5) A Internet ampliou maciçamente o possível espaço de carreiras. A maioria das pessoas ainda não descobriu isso.

A internet e novas tecnologias (mobile, automação, globalização, novos materiais, big data, AI) estão mudando radicalmente a forma de trabalho, interação entre pessoas, capacidade de geração de valor e a lógica do emprego.

Qual o emprego do futuro?

Poucas pessoas vão conseguir, de fato, explorar o potencial deste novo mundo. Com certeza, haverá mais perdedores do que ganhadores.


6) Jogue jogos iterados. Todos os retornos na vida, seja em riqueza, relacionamentos ou conhecimento, vêm de juros compostos.

Os juros compostos têm o poder de multiplicar exponencialmente os investimentos colocados.

Juros compostos = tempo, paciência e disciplina para semear todos os dias alguma coisa, trabalhar para cultivar bons relacionamentos, trabalhar para estar sempre agregando valor. É melhor ser um burro esforçado do que um gênio preguiçoso.

Este é outro ponto que não é nada fácil de atingir.


7) Escolha parceiros de negócios com alta inteligência, energia e, acima de tudo, integridade.

Sozinho, é impossível chegar longe. Parcerias, bons contatos, são vitais.

Integridade e ética são essenciais, ainda mais quando pensamos em longo prazo e retornos compostos.


8) Não faça parceria com cínicos e pessimistas. Suas crenças são profecias autorrealizáveis.

Tanto a pessoa que acha que pode quanto a que acha que não pode estão corretos.

O cínico nunca vai interpretar uma pergunta ou comportamento de uma forma positiva, ele vai achar uma forma de interpretar como um ataque a ele, uma derrota sua, algo negativo.


9) Aprenda a vender. Aprenda a construir. Se você pode fazer as duas coisas, você será imbatível.

Saber criar sem saber vender tem alcance limitado. Todos somos vendedores de nossas ideias e nossos serviços. Temos que aprender a comunicar e a negociar.

Saber vender sem saber criar é vazio, tão falso quanto uma nota de 3 reais.

Saber fazer ambos é muito difícil, e quem o consegue, é potencialmente imparável.


10) Não há esquemas ricos rápido. É só outra pessoa ficando rica usando você.

Um conselho que dou a todos, especialmente em pessoas jovens em início de carreira: não existem atalhos. Tome o caminho mais longo, o mais difícil, que dá mais trabalho.

Não porque não existam atalhos de verdade, e sim porque para dominar os atalhos, é necessário conhecer o caminho completo.

O mais provável é que os atalhos fáceis sejam armadilhas, algumas delas com potencial de destruir o futuro da pessoa irremediavelmente.


11) Não há uma habilidade chamada “negócios”. Evite revistas de negócios e aulas de negócios.

1 kg de ação = 1000 kg de teoria.

Professor de empreendedorismo não faz sentido. Ninguém nunca vai empreender seguindo um manual. Os manuais ajudam a pessoa a evitar erros, no máximo.

Pessoas práticas dificilmente teorizam. E teóricos dificilmente fazem algo na prática.

Outro dia, perguntaram qual o livro o Paulo Guedes tinha escrito. Resposta: nenhum livro. Daí, as críticas: “Ain, se ele não escreveu nenhum livro, não é bom”. Muito pelo contrário. O Paulo Guedes é um homem prático, que manja muito e faz acontecer. Teorizar é uma habilidade diferente de agir.


12) Conhecimentos específicos são muitas vezes altamente técnicos ou criativos. São aqueles que não podem ser terceirizados ou automatizados.

Conhecimentos especializados são encontrados perseguindo sua curiosidade genuína e paixão ao invés do que está na moda agora. Construir conhecimentos específicos será como brincar para você, mas vai parecer trabalho para os outros.

Daqui a uns 10 anos, a automação, a IA e métodos computacionais ocuparão uma fatia importante dos empregos atuais.

O seu conhecimento deve ser superior ao que é possível automatizar, para jogar este jogo. Ou deve ser altamente específico, digamos, um encanador, um enfermeiro.

Vira e mexe, alguém faz perguntas como “é melhor fazer administração ou economia para o mercado hoje? Ciências da computação está demandando gente? Engenharia civil está bombando?”

A resposta correta é que não interessa o que está bombando ou não, porque, quando a pessoa se formar, serão outras profissões que estarão na moda. E, mesmo que ela acerte qual é, isso não interessa. Porque o que vale não é o rótulo “engenheiro” ou “administrador”, mas sim, o que ela entrega de valor na prática. As pessoas devem buscar aquilo que elas fazem de melhor.

Vejo como um erro subestimarem profissões técnicas como marceneiro, soldador, encanador. Estes exigem habilidades manuais, anos de aprendizado, e teoricamente seriam menos remunerados que cargos de nível superior. Porém, o que está acontecendo hoje é que muitos jovens recém formados estão trabalhando como assistentes administrativos, gerando pouco valor em ocupações que serão esmagadas com o avanço de processos e sistemas.

É a armadilha da complexidade atuando em nosso cotidiano.


13) Alavancagem é um multiplicador de forças. A alavancagem dos negócios vem de capital, pessoas e produtos sem custo marginal de reprodução (ex. código e mídia).

Um exemplo para ilustrar.

Tenho uma aplicação de R$ 10 mil. Mesmo que, por um golpe de sorte, eu consiga dobrar este valor, terei apenas R$ 20 mil – é bom, mas não muda nada.

Já dobrar uma aplicação de R$ 500 mil para 1 milhão faz uma diferença significativa. Como estou supondo que não tenho os 500 mil, estes teriam que vir de outras pessoas, na forma de empréstimo, investimento, parcerias – isto é a alavancagem.

A alavancagem também traz riscos alavancados – um upside enorme e um downside enorme.

Capital e mão-de-obra podem ser alavancados. Há um exército de robôs e servidores que podem ajudar a alavancar um negócio.

Fazer tudo sozinho, sem alavancagem, é possível e desejável numa escala menor. Para escalar de verdade, não dá, tem que haver alavancagem.

Não falta capital no mundo. Faltam projetos bons, know-how e know-who para fazer com que esses projetos encontrem os investidores e comecem a gerar frutos.


14) Abrace a responsabilidade e arrisque os negócios com seu próprio nome. A sociedade irá recompensá-lo.

Assumir responsabilidades, assumir riscos, empreender. Fazer acontecer é muito difícil, é um trabalho árduo e que pode não dar certo.

Mais fácil é ficar sentado reclamando que ninguém faz nada, ou que o governo deveria fazer.

Todas as vezes que o governo faz algo, tende a ser ineficiente – ou ele gasta o dobro ou mais do que poderia ser gasto, ou a ação tomada causa consequências de segunda ordem indesejadas – isso tudo porque burocratas do Estado não têm a pele no jogo.

O fator risco muda tudo. Se não houver bom gerenciamento, a empresa quebra. Se o produto ou serviço não funcionarem, a empresa está fora.

Nassim Taleb diz que empreendedores são heróis invisíveis. Graças a centenas de milhares de empreendedores que assumiram riscos e quebraram, temos o padrão de vida que temos hoje. Somos antifrágeis à custa da fragilidade desses inúmeros anônimos, e, como sociedade, precisamos de mais gente assim.


15) Trabalhe o máximo que puder. Com quem você trabalha e no que trabalha são mais importantes do que apenas trabalhar duro.

Temos uma quantidade limitada de tempo e recursos neste planeta.

Numa empresa, fala-se bastante em maximizar a utilização de seu maquinário mais caro. Como indivíduos de alto nível, o maquinário mais caro que temos é o nosso talento, nosso cérebro, nosso potencial produtivo.

Se você está subutilizando o seu talento, deve tentar de alguma forma maximizá-lo.

O trabalho tem que ser algo recompensador, algo que tenha os três eixos do Ikigai: ser algo que você tenha talento para fazer, que você goste, e que o mundo reconheça (remunere) proporcionalmente.

Aumento de salário, ou aumento de receita são consequência. Não é garantia que estes venham, com a maximização do potencial. Entretanto, sem o trabalho equivalente, os aumentos nunca virão.


16) Defina um custo da hora do seu trabalho. Se um problema economizará menos do que seu custo horário, ignore-o. Se terceirizar uma tarefa custará menos do que sua taxa horária, terceirize-a.

É um erro assumir todo o trabalho para si. Vale mais ensinar outros a fazerem, ou pagar para que outros façam quando o valor agregado é menor. Assim, é possível escalar o resultado.

Outra grande parte do trabalho é dizer “não”. Um trabalho mal desenhado pode gerar mais dor de cabeça do que benefícios. Um trabalho de baixo valor só vai desperdiçar tempo.


17) A criação de riqueza ética é possível. Se você secretamente desprezar a riqueza, isso vai iludi-lo.

No mundo cotidiano, criou-se a imagem de que riqueza é ruim, ou que é necessário ser corrupto para conseguir riquezas.

Há maneiras éticas de obter riquezas, sem atalhos. Vai demorar, vai ser necessário muito trabalho, mas é possível.

Riqueza não significa necessariamente ser bilionário, mas riqueza suficiente para viver bem, cuidar bem da família, viajar de vez em quando e ter tranquilidade para o futuro, dormindo em paz pelo trabalho entregue ser ético.

Acima de um certo nível, não há correlação entre riqueza e felicidade.

O que existe é correlação no sentido oposto: a falta de riqueza abaixo de certo nível causa falta de felicidade: porque a pessoa não consegue pagar o ensino básico dos filhos, porque ela tem que viver longe, por não ter acesso a saúde, etc…


18) Torne-se o melhor do mundo no que você faz. Continue redefinindo o que você faz até que isso seja verdade.

Me vem à mente o livro Marketing de guerra. Ele diz que a cabeça das pessoas é como uma montanha a ser tomada numa batalha. Só há espaço para um nome, na montanha. Digamos, qual o nome vem à mente quando pensamos em sabão em pó? Omo, é claro.

A segunda regra do marketing de guerra diz para redefinirmos as categorias, abrindo nichos, explorando montanhas desocupadas. Digamos, quem é o maior especialista em trabalhos de otimização matemática dentro da empresa?

É muito, muito difícil bater o melhor do mundo em algum job específico.


19) Quando você finalmente for rico, você vai perceber que não era o que você estava procurando em primeiro lugar. Mas isso é para outro dia.

Gosto de pensar em riqueza num sentido mais amplo. Não apenas riqueza monetária, mas a riqueza de estar em equilíbrio com outras facetas da vida.

Uma dica: todo mundo deveria estudar filosofia, pelo menos uma vez na vida, perto dos 40 anos (porque ela tem que ter uma certa vivência).

Realmente é complexo, e fica para outro dia.


Conclusão

Todos os itens descritos são difíceis de atingir. E, talvez, o timing de buscá-los dependa do momento pessoal – assumir mais ou menos riscos, buscar aprender o básico ou ser o melhor.

Entretanto, acredito firmemente que, a longo prazo, estas sejam reflexões importantes para o desenvolvimento de qualquer pessoa.

Favor não compartilhar este texto com qualquer pessoa, mas somente com quem tem potencial para compreender o conteúdo.

Arnaldo Gunzi.


Links:

Tweets de Naval: https://twitter.com/naval/status/1002103360646823936

O colapso das civilizações complexas

A Associação dos Burros Esforçados

Cisnes negros e Nassim Taleb

Um desconhecido analista júnior chamado Einstein

Albert Einstein (1879 – 1955) é o cientista mais pop de todos os tempos. Ele estampa pôsteres, camisetas, canecas e uma infinidade de produtos mundo afora. Sua foto e suas ideias aparecem com frequência em revistas de ciência popular. Vira e mexe, Einstein é tema de filmes e documentários.

 

Até a sua famosa equação, E=MC², aparece em todo lugar, embora pouquíssimos a compreendam de fato.

 

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A fascinação por ele é tanta que, depois da sua morte, o médico legista decidiu roubar o seu cérebro para descobrir o segredo da genialidade, uma história muito maluca contada no livro “Conduzindo Mr. Albert”.

 
Mas a história é não-linear, como eu gosto de explorar neste espaço.

 

No caso do nosso querido cientista alemão, há um evento que o transformou, da noite para o dia, de um obscuro analista de patentes para o maior cientista do planeta. Este evento foi a confirmação de sua teoria, por outro cientista, Arthur Eddington. Porém, há algumas pontas soltas nesta história…

 

Fosse o rumo da história um pouquinho diferente, talvez ninguém conhecesse Einstein.

 

 


Breve histórico

 
O cientista alemão Albert Einstein publicou 4 artigos em 1905, o seu ano miraculoso. Dentre os artigos, em especial uma explicação do efeito fotoelétrico (que lhe renderia o Prêmio Nobel de 1921) e um paper sobre a Teoria da Relatividade Especial.

 
Mas não foi a Teoria da Relatividade Especial que o fez famoso. O adjetivo “especial” vem de “específico”, no sentido de que a teoria valia apenas num caso restrito.

 

Einstein passaria mais 10 anos trabalhando em sua teoria, a fim de incorporar a gravidade, e aí sim, abalar as fundações do universo newtoniano.

 

Porém, como tudo na história, ele não estava sozinho nesta corrida. Um cientista como ele deve trocar informações com outros pares, a fim de ajudar e ser ajudado também. Um concorrente específico, o brilhante matemático David Hilbert (1862 – 1943), se fascinou com a Teoria da Relatividade e passou a estudá-la por conta própria.

 

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Hilbert foi um dos maiores matemáticos de todos os tempos. Eu me arriscaria a dizer que, QI contra QI, Hilbert vencia Einstein facilmente, seria proporcional a um 7 x 1. Nota – neste aspecto, o diferencial de Einstein não era a matemática, e sim a abstração física. Ele mesmo disse, um dia: “A imaginação é mais importante do que o conhecimento”.

 

 

Einstein publicou o seu artigo definitivo com a Teoria da Relatividade Geral em 1915. Hilbert também publicou artigos com dias de diferença, até incorporando ideias de Einstein no seu paper.

 

 


A confirmação da Teoria por Arthur Eddington
Sir Arthur Eddington (1882-1944) foi um magnífico astrofísico da época. Ele foi uma das primeiras (e únicas) pessoas do mundo a compreender a beleza e o impacto das equações de Einstein.

 
Eddington bolou um experimento, a fim de confirmar na prática as predições de Einstein. A ideia básica era medir a posição de algumas estrelas, em duas circunstâncias: com ou sem a presença do Sol. A grande massa do Sol faria com que a luz da estrela se curvasse, dando a impressão de ela estar em uma posição diferente em relação à posição real.

 

Porém, a luz do Sol ofusca completamente a luz das estrelas, de modo que este teste deveria ser feito num eclipse solar.

 

As medições foram realizadas em 1919, em dois locais: na cidade de Sobral, no Ceará, e em São Tomé e Príncipe, na África.

 

Após os cálculos serem divulgados, confirmando a teoria, voilá, Einstein passa a ser o cientista mais famoso do mundo. O período era o fim da Primeira Guerra, e um astrônomo inglês confirmar a teoria de um alemão em algo importante era uma manchete boa demais.

 
Porém, há controvérsias. A tecnologia de 1919 não era tão precisa assim, e muita gente afirma que o erro era maior do que a certeza da medição.

 

Além disso, o experimento de Sobral (que dava resultados próximos ao da física de Newton) foi descartado por problemas técnicos.

 

Eddington era fã de carteirinha da Teoria da Relatividade, o que dá a impressão de haver um certo viés confirmatório nisto tudo. Talvez, se a história fosse um pouquinho diferente, fossem eles menos corajosos, talvez Eddington e sua equipe chegassem que o resultados eram inconclusivos, deixando a confirmação para testes posteriores.

 

 

Um eclipse solar não ocorre todos os dias, sendo que testes subsequentes demorariam anos para ocorrer, digamos uma década depois. Talvez, nesse meio tempo, os cientistas passassem a dar mais destaque ao paper de Hilbert do que de Einstein, afinal Hilbert era o maior gênio da época, e Einstein, desconhecido (mesmo o Nobel veio anos depois que ele era famoso, em 1921, e não foi pela Relatividade, mas pelo efeito fotoelétrico).

 

 

A Teoria da Relatividade é correta, conforme medições posteriores comprovaram e vêm comprovando até hoje – vide a confirmação das ondas gravitacionais pelo LIGO. Porém, talvez o crédito fosse para Hilbert. Mesmo se o crédito fosse para Einstein uma década depois, talvez não tivesse o destaque midiático que teve, e seria alguém relativamente desconhecido. Por exemplo, a Física Quântica também revolucionou a ciência, contudo somente os mais nerds conhecem os nomes dos cientistas envolvidos.

 

 
Seja como for, Einstein inspira gerações de jovens apaixonados por matemática, física e ficção científica, e suas elegantes fórmulas até hoje reinam como corretas para explicar os mistérios do espaço-tempo.

 

De Charles Chaplin para Einstein: As pessoas gostam de mim porque todos me compreendem. As pessoas gostam de você porque ninguém te compreende.

 


 

Links

https://www.quora.com/Whos-the-real-father-of-general-relativity-Einstein-or-David-Hilbert

 

https://pt.wikipedia.org/wiki/Albert_Einstein#Artigos_do_Ano_Miraculoso
https://www.esa.int/Our_Activities/Space_Science/Studying_the_stars_testing_relativity_Sir_Arthur_Eddington
https://www.nature.com/news/2007/070910/full/070903-20.html

https://undsci.berkeley.edu/article/natural_experiments

https://en.wikipedia.org/wiki/Arthur_Eddington

Marcos Pontes, o astronauta ministro

Conheço o Marcos Pontes de uma palestra que assisti dele, o que é pouco, mas posso falar muito da parte ITA (fiquei 5 anos), da Aeronáutica (outros 5 anos) e de vários colegas aviadores que fizeram engenharia.

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O futuro ministro da Ciência e Tecnologia é tenente-coronel aviador  e engenheiro aeronáutico, pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA).

A Academia da Força Aérea (AFA) fica em Barbacena, MG. Entrar e se tornar aviador na AFA envolve uma dedicação enorme. Disciplina militar na veia e formação acadêmica equivalente à administração. Não é para qualquer um. E, para piorar, mesmo que a pessoa seja perfeita fisicamente e perfeita intelectualmente, ser aviador significa voar. E a parte do voo reprova muita gente competente, que simplesmente não tem genética para voar.

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Ser engenheiro do ITA não é pouca coisa. Há pouquíssimas vagas por ano (umas 120). As provas são nos níveis mais elevados do Brasil. Os alunos, além de dar conta do recado,  ajudam a tornar o nível mais alto ainda. Conheci algumas pessoas brilhantes – só na minha turma, duas pessoas conseguiram o título de suma cum lauda – ou seja, nota média de 9,5 no curso. Basta dizer que a Embraer deve muito às cabeças vindas do ITA. O ITA é um oásis de excelência num país que tem uma educação bem abaixo da média mundial.

Ser aviador pela Força Aérea e depois fazer o curso de engenharia no ITA é para pouquíssimos. Todos os aviadores engenheiros que conheci eram pessoas extremamente capacitadas, tanto na parte militar quanto na parte analítica. Os filtros são muito seletivos. Não tem como a pessoa ser fraca, ou um enrolador, impossível.

No currículo dele também consta mestrado em Engenharia de Sistemas pela Naval Postgraduate School, Califórnia, EUA, entre outros.

Para ser o astronauta no processo da NASA, houve um processo seletivo, que Pontes participou junto com outros concorrentes do mesmo porte, extremamente capacitados. Pontes foi o melhor do Brasil na época em termos físicos e capacidade intelectual.

Na NASA, foram alguns anos na preparação para ser astronauta, onde ele teve que abdicar dos seguintes itens: a família, a carreira na Aeronáutica e a própria vida.

  • A família porque o treinamento envolvia dedicação total, 24h por dia e 7 dias por semana.
  • A carreira militar porque a missão era civil, e ele deveria abdicar de ambições de seguir a carreira por vias normais.
  • E a vida, porque ir para o espaço é algo potencialmente perigoso. O astronauta deve estar preparado para enfrentar (sozinho) todos os eventuais problemas que ocorrerem durante a jornada. Todo astronauta deve assinar um documento, dizendo que está ciente de que a missão talvez seja só de ida…

Se pegar um avião e ir para a China sozinho já é meio assustador, imagine entrar num foguete e ir para uma estação espacial em órbita no meio do nada?

Embora a finalidade da missão espacial seja muito contestada, não cabia a Pontes questionar os objetivos desta, e sim executá-la da melhor forma possível.

Portanto, Pontes tem uma carreira brilhante, uma formação excelente e certamente uma boa vontade enorme. A palestra e os livros dele mostram todo esse idealismo e otimismo, beirando à auto-ajuda (que não curto muito).

De toda forma, suponho que a formação dele seja melhor que a de políticos como Aldo Rebelo e Aloizio Mercadante, ex-ministros da pasta.

Se ele vai ser um bom ministro, não se sabe, por necessitar de habilidades políticas que talvez ele não tenha. Um ponto forte é que ele conhece outras tantas pessoas brilhantes como ele, e tem potencial para compor um ministério altamente competente.

Por fim, desejo boa sorte. O Brasil precisa de mais ciência e tecnologia de verdade.


Alguns links.

http://www.marcospontes.com/$SETOR/MCP/VIDA/biografia.html

Confesso que colei – sobre a inexistência de cola no ITA

A associação dos burros esforçados

Aquarela e Uma rosa em minha mão

 

Por que Vinícius de Moraes aparece nos créditos da famosa música “Aquarela”, sendo que esta já estava morto havia dois anos?
Para mim, esta indagação começou de outra forma.

 

Um dia, ouvindo playlist do poetinha Vinícius de Moraes, me deparei com esta belíssima canção:

 

 

Esta música é chamada “Uma rosa em minha mão”. E nota-se que a melodia é idêntica à “Aquarela”. É a única semelhança, porque a letra é bastante diferente, há outro tipo de arranjo e elementos musicais.
Embora bem mais simples, “Uma rosa em minha mão” é extremamente bonita, fiquei muito tempo tocando-a.

 

 

Já “Aquarela” remete à minha infância. Em 1983, um comercial de TV da Faber Castell usava imaginação, criatividade, lápis de cor e a canção “Aquarela”. Foi a primeira vez que ouvi esta melodia.

 

 

Numa folha qualquer
Eu desenho um sol amarelo
E com cinco ou seis retas
É fácil fazer um castelo…

Agora, qual o link entre as músicas?

 

Segundo algumas das fontes pesquisadas, o grande músico Toquinho, parceiro de longa data de Vinícius, estava trabalhando na Itália com outro músico, Maurizio Fabrizio

 

“Peguei meu violão e Maurizio foi para uma pianolinha que eu tinha em casa – uma coisinha ridícula (risos). Daí ele começou a tocar uma música. Achei chata a primeira parte. Mas quando entrou na segunda parte, eu lembrei da Uma Rosa em Minha Mão. Toquei pra o Maurizio ouvir, e assim que terminei ele atacou com a segunda parte da música dele. Tudo se encaixou logo de primeira. Gastamos nem três minutos para fazer o que seria conhecido como Acquarello.”

 

Gravei o disco e fizemos o lançamento em Sanremo – conta Toquinho. – Depois da primeira apresentação de “Acquarello”, começaram a pipocar comentários os mais maravilhosos, o disco saiu com 30 mil cópias, que se esgotaram no segundo dia. Essa música tem realmente um aspecto emocional muito forte, um apelo comercial, as pessoas ouvem e se envolvem. De repente, o Franco passou a me telefonar: “Olha, a música estourou por aqui, está nos primeiros lugares das paradas”. Voltei lá para fazer promoção, aí, ninguém segurou mais

 

Como “Aquarela” utilizou a melodia de “Rosa em minha mão”, os créditos a Vinícius deveriam ser dados pela co-criação da música. Creio que Toquinho achou a homenagem bastante justa, após inúmeros anos de parceria, e creio também que Vinícius continua a inspirar muitos de nós até hoje, tanto pela poesia quanto pelas melodias.
Há um ditado que diz “É possível reconhecer um tigre pelas suas garras”.

 

Em “Aquarela”, o trecho final é Vinícius puro, mesmo sendo escrito por Toquinho!

Vamos todos
Numa linda passarela
De uma aquarela que um dia enfim
Descolorirá

Numa folha qualquer
Eu desenho um sol amarelo
Que descolorirá

 

 

Bônus: Aquarela em italiano, Acquarello

 


Links

https://musicaemprosa.wordpress.com/2016/11/20/a-historia-da-musica-aquarela-de-toquinho/

http://barelanchestaboao.blogspot.com/2015/08/numa-folha-qualquer-eu-desenho-um-sol.html

Livro: História de Canções – Vinícius de Moraes.

 

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Um passeio com Godel e Einstein

Uma longa caminhada é uma excelente forma de ter boas ideias. Que tal uma caminhada na companhia de Albert Einstein e Kurt Godel, dois dos maiores cérebros do século passado, talvez, de todos os tempos?

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Einstein, todo mundo conhece, é O CARA da Teoria da Relatividade, que abalou as fundações da Física e modificou profundamente o nosso modo de entender o mundo.

Godel é menos conhecido do público, entretanto, é O CARA da Teoria da Incompletude, que abalou as fundações da Matemática, e pôs em xeque todo o conhecimento lógico da mais abstrata das ciências.

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Dois rebeldes, dois revolucionários que destruíram os alicerces das duas ciências mais exatas de nosso tempo, a Física e a Matemática.

Einstein e Godel faziam caminhadas diárias, quando trabalhavam juntos no Instituto de Estudos Avançados em Princeton. Caminhavam na ida ao instituto, e no fim do dia, voltando do mesmo.

Godel, nascido em 1906, era 27 anos mais jovem do que Einstein, nascido em 1879. De comum, o fato de serem geniais, terem fugido da Alemanha de Hitler, e estarem trabalhando em Princeton, nada mais. Godel era taciturno, pessimista, solitário, de hábitos esquisitos, como comer papinha de nenê e gostar do filme da Branca de Neve e dos Sete Anões. Einstein era mais gregário, gostava de violinos e de Mozart.

Sobre o que falavam? Sobre grandes viagens abstratas no espaço e o tempo? Sobre as fundações das fundações das fundações das fundações da matemática? Sobre mitologia grega clássica? Sobre política? Sobre suas esposas? Sobre outros colegas de trabalho? Sobre como os americanos eram diferentes dos alemães? Sobre futebol (difícil, os jogos do São Paulo FC não passavam nos EUA naquela época)? Ninguém nunca vai saber exatamente…

No fundo, eram apenas dois seres humanos, como quaisquer outros. Apenas bons amigos, que gostavam de trocar ideias…

(Dedicado a todos os bons amigos com quem já passei horas caminhando e trocando ideias)


“A vida é como andar de bicicleta, para manter manter o balanço você deve estar sempre se movimentando” – A. Einstein

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