Decorar muito é mais fácil do que decorar pouco

É impressionante como funciona a memória humana. É mais fácil decorar 10 fatos interligados de forma coerente, do que apenas 2 fatos.

Vejamos um exemplo. Por algum motivo, quero decorar as datas em que as bombas atômicas caíram no final da Segunda Grande Guerra.

Foram nos dias 06 e 09/08/1945.

Método decoreba pura: ficar repetindo as datas. Cinco minutos depois, não sei mais se é em seis do oito ou oito do seis.

Método do todo: Para mim, faz mais sentido pensar no todo, visualizar, correlacionar.

06 e 09 são múltiplos de 03. Aliás, 3, 6, 9 é uma progressão aritmética.
6 em Hiroshima, 9 em Nagasaki.

3 – 6 – 9

 

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Por algum motivo, minha esposa fala que agosto é o mês do desgosto, do cachorro louco. Um mês ruim, e uma coisa ruim, a bomba.

1945 é o ano do fim da Segunda Guerra, que durou de 1939 a 1945. A Alemanha tinha se entregue alguns meses antes.

A primeira bomba foi chamada de Little Boy. A segunda, de Fat Man.
Duas bombas diferentes porque duas tecnologias estavam sendo testadas, uma com urânio, outra com plutônio, substâncias radioativas.
Urano é o deus do céu na mitologia grega, Plutão, o deus do Inferno. Céu e Inferno. Algo caindo do céu e indo para o inferno.

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Plutão
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Urano

Urânio tem número atômico menor, 92, por isso, “garoto pequeno” Little Boy. Plutônio, um pouco mais pesado, “Homem gordo”, com número 94.

Talvez com uma bomba apenas o Japão não se rendesse. Materiais como urânio e plutônio eram extremamente difíceis de obter, enriquecer. Portanto, os EUA queriam mostrar que tinham mais do que uma bomba. Um “não se metam comigo”. Portanto, lançaram duas bombas.

Talvez porque decorar vários fatos obriguem o cérebro a fazer conexões cruzadas. E também, a memória é auto-reflexiva. Decorando X e correlacionando com Y, ajuda a decorar Y e correlacionar com X.

E também, mesmo esquecendo alguma dessas coisas, pelo menos ainda tenho um monte de coisas para contar.

 

https://en.wikipedia.org/wiki/Little_Boy

https://en.wikipedia.org/wiki/Fat_Man

 

​ E o Nobel vai para… Bob Dylan

Sempre achei o prêmio Nobel chato, totalmente fora da realidade, às vezes utópico, outras totalmente inútil. Por exemplo. Alguém se lembra de quem ganhou o prêmio de Economia ano passado? E quem ganhou o da Paz? O Obama? Não, ele ganhou em 2009.
Mas, este ano, vou citar o Nobel duas vezes. Um para o de Economia, que merece um post à parte. E o outro, é o de Literatura.

O prêmio de Literatura
Este post é sobre Bob Dylan, prêmio Nobel de Literatura. Sou grande fã de suas músicas.
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Costumo ouvir suas músicas quando tenho que fazer algum trabalho altamente criativo. Ao ouvir, me sinto numa viagem alucinante num mundo psicodélico. Pode-se dizer que 50% dos posts daqui foram escritos ao som de Dylan.
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Não tenho ideia do que ele escreveu em Literatura, nem a qualidade do que escreveu. Muito menos se merece um prêmio desses, que é de Literatura.

 

Mas tenho certeza que prêmio para Dylan vai trazer o mundo do Nobel para mais perto da realidade das pessoas comuns. O Nobel, até hoje, dava a impressão de ser um comitê de velhotes acadêmicos que faziam trabalhos sem sentido. O Nobel parecia premiar somente cientistas malucos que pesquisaram a bactéria do nariz da barata tropical. Mas um prêmio desses deve ser muito mais que isso, deve ser algo que inspire as pessoas e seja útil no cotidiano.

O objeto afere a régua
Um régua serve para medir o tamanho de um objeto. Mas, como diz o filósofo / economista Nassim Taleb, às vezes o objeto pode servir para avaliar a qualidade da régua.

 

Paradoxalmente, o Nobel para Dylan vai ser melhor para o Nobel do que para Dylan (que já ganhou tudo o que é possível em música).

 

Já que o comitê do Nobel abriu a cabeça, sugiro dois nomes para o de Literatura do ano que vem:

 

  • Neil Gaiman, pela série Sandman

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  • Alan Moore, pela série Watchmen

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Detalhe: ambas são histórias em quadrinhos.

Um novo paradigma de aprendizado: aprender por osmose

Um dia, há muito tempo atrás, eu estava ensinando matemática a uma pessoa que tinha passado pelo método de ensino Kumon.

Para quem não conhece, o método Kumon consiste em repetir as operações básicas (digamos 5 x 7) infinitas vezes, por inúmeras horas, e ir aumentando a dificuldade gradativamente. A pessoa, de tanto olhar para os números, acaba virando uma calculadora humana.

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E o meu aluno era literalmente uma calculadora humana. Fazia contas de cabeça num piscar de olhos, mais rápido do que se eu digitasse numa calculadora eletrônica.

 

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Entretanto, ele não sabia o mais importante de tudo: qual a conta a fazer. Ele sabia apenas a mecânica das operações, mas não dominava os conceitos do que tinha que ser feito para chegar na resposta correta.

Por isso, sempre fui muito crítico ao método Kumon, que se baseia na memorização e repetição. Preferia que a pessoa aprendesse a pensar, aprendesse a racionar por si só, ao invés de decorar um método de solução.

Mas hoje, mudei de ideia, ao ler o excelente artigo de Bárbara Oakley, na revista Nautil.us.

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Aprender por osmose

Bárbara Oakley conta que nunca gostou da área de exatas. Ela tinha uma dificuldade enorme com matemática no ensino básico. Por isso, ela fez letras – russo – em sua graduação. Mas um dia chegou à conclusão de que saber russo não era o que ela realmente queria, e decidiu seguir o caminho da Engenharia.

Sendo alguém que não tinha a menor capacidade de entender o raciocínio das derivadas e integrais de um curso pesado de engenharia (engenharia de produção não conta, rs), ela usou as únicas armas que tinha: memorização e repetição. Memorização e repetição. Memorização e repetição. Memorização e repetição…

Digamos que cada pedacinho de conhecimento matemático que ela conseguia dominar separadamente fosse um “bloco de informação”.

Pouco a pouco, a partir do arsenal de “blocos de informação” que ela tinha, ela foi unindo o quebra-cabeça destes pedaços e começando a compreender o todo.

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Repetindo este mesmo processo arduamente, em alguns anos ela conseguiu remodelar o cérebro para a área de exatas.

A explicação de Oakley faz muito sentido para mim. Pensando bem, nem tudo o que aprendi estudando foi puramente raciocínio logo de início. Teve muita coisa que guardei para mim, sem entender direito o significado, e só depois de muito tempo consegui sacar a lógica deste “bloco de conhecimento”.

O cérebro humano não é um computador eletrônico, em que a informação é colocada e não muda mais. O cérebro precisa de prática, muita prática. Precisa de tempo para processar a informação. Precisa de memorização, mesmo sem saber direito para que serve. Precisa de repetição para internalizar conceitos. Precisa entender o raciocínio, mas também precisa exercitar, senão esquece.


Síntese

Como tudo na vida, não há paradigma eterno.

O filósofo alemão George Hegel (1770 – 1831) afirmava que o processo de evolução do conhecimento, a dialética, era formada da tríade Tese – Antítese – Síntese.

A minha Tese era a de que devemos entender o raciocínio, a lógica do conhecimento.

A Antítese, de Bárbara Oakley, mostrou que memorização e repetição são igualmente importantes para o aprendizado.

A Síntese é que para o aprendizado ser efetivo, devemos entender o raciocínio, mas também treinar, memorizar, e repetir este ciclo inúmeras vezes até internalizar o conhecimento.

Aprender por osmose não é tão ruim assim. Na verdade, talvez o cérebro humano só aprenda mesmo por osmose…

 

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Um sonho de mil gatos

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O gato jovem chega a uma conferência de gatos, onde estava a discursar o seu avô, o “gato sonhador”.

– Havia um tempo onde os gatos eram os mestres, e os humanos eram os nossos bichinhos de estimação. Tínhamos tudo: casa, comida, amigos. Cada um de nós ia trabalhar duro durante o dia, e a noite voltávamos para a nossa família, para cuidar de nossas esposas e filhotes. Muitas das casas tinham um humano, porque alguns de nós achávamos esses seres engraçados e inofensivos.

(Um dos gatos da plateia)
– Besteira. Pare de falar bobagem, velho gagá!

(Gato sonhador)
– Mas, um dia, mudou tudo. As nossas casas passaram a ser deles. As nossas ruas passaram a ser deles. Eles se tornaram os mestres, e nós é que viramos os bichinhos de estimação.

(Os gatos da plateia vão embora)
– Chega disto para mim. Esta história é absurda.
– Eu também vou embora. Tem uma tigela de leite quentinha e um pote de ração me esperando.


O gato jovem pergunta ao avô sonhador:
– Vovô, por que você continua a repetir a mesma história, se no final nunca te dão ouvidos?
– Pequeno, um sonho isolado não é nada. Mas o sonho de um número suficiente de gatos pode se tornar realidade. Se 1.000 gatos sonharem a mesma coisa ao mesmo tempo, podemos voltar a ser os Mestres.

 
(recontado a partir de uma história do Sandman, de Neil Gaiman)

Bicicletas motorizadas e que se dane a crise!

Um dia, ouvi uma história sobre dois velhinhos.

 

Os dois tinham sofrido com uma doença grave. Mas o primeiro, depois de alguns anos, estava alegre e saudável. Ele tinha encarado a superação da doença como uma nova oportunidade para fazer muito mais coisas boas em sua vida.

 

Enquanto isso, o segundo velhinho estava a se amargurar pelo que tinha perdido com a doença. Estava sempre a reclamar da vida, de sua saúde e das outras pessoas que não o ajudavam.

 
O Brasil atual vive uma crise econômica, política e moral. Mas a melhor postura para a crise é pensar que não há crise. A crise existe sim, mas não vou me deixar abater por ela. Vou procurar soluções ainda melhores, mais criativas, mais baratas, mais efetivas. E que se dane a crise!
 

crise

 

Toda ameaça também guarda inúmeras oportunidades.

Motos Honda

Hoje em dia, quem vê um carrão bonito da Honda não tem nem ideia de como tudo começou.

 

Soichiro Honda, o fundador da fábrica de carros Honda, teve duas fábricas destruídas pelos bombardeiros americanos na Segunda Grande Guerra (ele fazia peças de guerra para aviões e máquinas japonesas).  Com o fim da guerra, passou a fabricar motos. Na verdade, ele não começou com motos, mas sim com bicicletas motorizadas. Por que bicicletas motorizadas? Porque não não havia muita gasolina disponível, e as pessoas tinham que continuar a se locomover de alguma forma.

 

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Criar bicicletas motorizadas foi uma solução de custo muito baixo, que atendia a uma população carente de um país completamente destruído.

 

De um ponto de vista muito prático, há situações em que podemos fazer pouco, e outras em que podemos fazer muito. O meu poder é pequeno para acabar com uma crise governamental. Mas o meu poder é grande para buscar novas soluções, novas tecnologias, novas ideias, ajudar os outros e a mim mesmo, e assim, indiretamente, ajudar a passar por uma crise.

 


Nota: a lenda de que o ideograma chinês de crise significa “ameaça + oportunidade”, não é exatamente  verdadeira. Mas mesmo assim a ideia é válida.

 

Fonte: O trecho da história do Honda e a foto das bicicletas motorizadas é do livro “Honda por Honda”, Ed. Sigla, uma das raridades de minha biblioteca.

 

A Mini-Encubadora do Abraço

Esta é uma das ideias mais legais que já vi na minha vida.

Imagine um grupo de estudantes, muito jovens, num curso de inovação. O produto que saiu deste curso é uma mini-encubadora, projetada para ser utilizada em lugares pobres e remotos, como Índia, Bangladesh, Somália. Esta mini-encubadora é o “Embrace Infant Warmer”, que já foi utilizada para salvar mais de 50 mil crianças no mundo todo.

Embrace1


O Desafio

Existe um curso em Stanford, da Escola de Design Thinking, que se chama Extreme Affordability. O Design Thinking é uma metologia poderosa de inovação, e a finalidade deste curso é a de construir protótipos de soluções que ajudem pessoas em países em desenvolvimento. O protótipo tem que ser feito em algumas semanas, deve ser efetivo e de custo baixo.

O desafio da equipe do Embrace (Jane Chen, Rahul Panicker, Linus Liang, Naganand Murty, Razmig Hovaghimian)
era construir uma encubadora que custasse 1% do custo de uma encubadora tradicional. Eles não entendiam absolutamente nada de medicina ou das condições de vida de lugares pobres, mas correram atrás para entender.


Encubadoras
Encubadoras são utilizadas para aquecer e proteger bebês prematuros ou que nasceram muito magros.

Um bebê recém-nascido é extremamente frágil e requer muitos cuidados. Um bebê prematuro, ou que nasceu muito magro (o normal é nascer de 3 a 4 quilos, mas tem bebês que nascem com 2 quilos!) é tão pequenino que não consegue produzir calor suficiente para se aquecer. Uma das principais causas da mortalidade destes é hipotermia. Ficar à temperatura ambiente do ar para estes pequenos é como estar mergulhado num balde de água gelada.

encubadora

Figura: encubadora tradicional

A encubadora é um equipamento que mantém o bebê aquecido aos 37 graus. Em lugares pobres e distantes, sem encubadoras, a chance de sobrevivência diminui muito.


Abordagem

Portanto, se o desafio era construir uma encubadora de baixo custo, era só pesquisar materiais mais baratos e tecnologias mais eficientes, correto?

Errado.

Um dos pilares do Design Thinking é a Empatia, que significa fazer exatamente o que o usuário precisa. Para isto, um dos alunos do curso comprou uma viagem ao Nepal, para fazer uma pesquisa de campo sobre o assunto. E ele descobriu o seguinte: Vários hospitais da região tinham encubadoras, e estas estavam ociosas. Mas, por outro lado, os problemas da mortalidade infantil existiam.

Algumas causas desta discrepância

  • Falta de conhecimento dos pais sobre a importância de se ter cuidados especiais com crianças prematuras
  • O hospital ficava longe, digamos 50 km, do vilarejo. E os pais não conseguiam ir ao hospital e deixar a criança lá por várias semanas

Portanto, apenas uma encubadora mais barata não resolvia o problema de forma efetiva. Era necessário mudar o próprio conceito de encubadora – não era o bebê ir à encubadora, mas a encubadora ir ao bebê.


O Embrace Infant Warmer

O Embrace é como se fosse um saco de dormir muito pequeno. Na base do Embrace, tem uma sacola com um gel à base de parafina. Há um equipamento elétrico que aquece o gel aos 37 graus. O gel fica aquecido por 4 horas. O custo de um Embrace é irrisório, 25 dólares. Outra vantagem é a de que permite o contato direto entre mãe e filho.

Outro pilar do Design Thinking é a prototipagem rápida, a fim de testar e evoluir o conceito. Os primeiros protótipos foram feitos, e o grupo terminou o curso de inovação com um protótipo funcional. Mas a ideia era tão legal que eles não poderiam parar por aí. Eles partiram para implementar de verdade e aperfeiçoar a solução proposta.

EmbraceWarmer
Eles fizeram parcerias com governos indianos e ONGs, e passaram a utilizar o Embrace em vilarejos distantes destes locais.
Outro passo, tão ou mais importante quanto, foi criar formas de conscientizar as mães sobre as causas da mortalidade infantil, ensinar sobre as posições corretas para aquecer o bebê com o corpo e ensinar a usar o Embrace. Ou seja, se fosse numa empresa, diria-se que eles trabalharam o produto e o processo.

O resultado é que até 2015 mais de 50 mil crianças foram ajudadas com o auxílio do Embrace, tendo potencial para ajudar milhões de outras crianças, nos lugares mais carentes do mundo.


O que eu posso fazer para ajudar?

Uma das coisas mais importantes é ter a noção de que podemos sim mudar o mundo. Uma única pessoa pode fazer a diferença, com vontade, determinação, correndo atrás. O mundo precisa de criatividade, de ideias boas, pessoas que inovem em processos, produtos, e no próprio trabalho.

No caso específico do Embrace, pode-se apoiar, acompanhar e divulgar o trabalho deles http://embraceglobal.org/embrace-warmer/.

Pode-se ajudar doando Embraces. A cada 50 dólares, pode-se doar uma Embrace e um curso de instrução para a mãe. https://giving.embraceglobal.org/checkout/donation?eid=30516


Resultados

Para um pai e para uma mãe, não existe nada mais bonito no mundo do que o sorriso do filho. Estas fotos foram tiradas do blog da Embrace.

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Embrace Débora.

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Embrace Nabwami

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Embrace Roopa

Fontes:
http://embraceglobal.org/embrace-warmer/

Confiança Criativa, Tom & David Kelley

Mais Sonhos Profundos

 

 

Mais Deep Dreams, em homenagem a duas cidades fantásticas: SP e RJ.

Para criar seus próprios sonhos, uma dica é usar o site https://www.deepdreamit.com.

 

Av. Paulista

Paulista

 

Deep Av. Paulista

DeepPaulista

 

MASP

Masp

 

Deep MASP

DeepMasp

 

Pão de Açúcar

PaoAcucar

 

Deep Pão de Açúcar

DeepPaoAcucar

 

 

 

Pense diferente

Comercial da Apple de 1997.

Isto é para os loucos. Os desajustados. Os rebeldes. Os criadores de caso. Os que são peças redondas nos buracos quadrados.
Os que vêem as coisas de forma diferente. Eles não gostam de regras. E eles não têm nenhum respeito pelo status quo. Você pode citá-los, discorda-los, glorificá-los ou difamá-los.
A única coisa que você não pode fazer é ignorá-los. Porque eles mudam as coisas.
Eles inventam. Eles imaginam. Eles curam. Eles exploram. Eles criam. Eles inspiram.
Eles empurram a raça humana para frente.
Talvez eles tenham que ser loucos.

Como você pode olhar para uma tela em branco e ver uma obra de arte? Ou sentar em silêncio e ouvir uma música jamais composta? Ou olhar para um planeta vermelho e ver um laboratório sobre rodas?

Enquanto alguns os vêem como loucos, nós vemos gênios. Porque as pessoas que são loucas o suficiente para achar que podem mudar o mundo, são as que de fato, mudam.

 
Na ordem de aparição:
Albert Einstein: cientista que revolucionou a física clássica com a teoria da relatividade,
Bob Dylan: músico norte americano extremamente criativo,
Martin Luther King Jr: ativista da igualdade de direitos raciais,
Richard Branson: empresário não convencional, fundador do Grupo Virgin, que engloba mais de 400 empresas,
John Lennon: genial músico dos Beatles, autor de algumas das mais belas canções da humanidade,
Buckminster Fuller: arquiteto e inventor, conhecido pelo estudo de domos geodésicos,
Thomas Edison: inventor da lâmpada elétrica e de milhares de outras pequenas e grandes invenções,
Muhammad Ali: um dos mais lendário lutadores do história do boxe,
Ted Turner: fundador da CNN,
Maria Callas: soprano e cantora de ópera,
Mahatma Gandhi: ativista pela libertação da Índia através de métodos não violentos,
Amelia Earhart: a primeira mulher a voar atravessando o oceano Atlântico,
Alfred Hitchcock: genial cineasta dos primórdios do cinema,
Martha Graham: dançarina e coreógrafa,
Jim Henson: criador dos muppets,
Frank Lloyd Wright: um dos maiores arquitetos americanos de todos os tempos,
Pablo Picasso: pintor surrealista, capaz de mudar a realidade.

 

 

 

Links recomendados:

Discurso de Steve Jobs em Stanford

Lado criativo da tecnologia

 

 

 

 

A Zappo paga para o funcionário se demitir: encontrar a isca certa.

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O processo de contratação de pessoas é um dos mais críticos de qualquer empresa: é custoso, demorado, e mesmo assim erra-se muito. E pessoas são o recurso mais crítico de qualquer organização.
 

O pessoal do Freakonomics conta uma história interessante sobre contratação, numa empresa extremamente não convencional: a Zappos.

 
Assim que acaba o processo de contratação, depois da primeira semana de treinamento do novo funcionário, a Zappos faz uma oferta: “te dou 2 mil dólares para você pedir demissão agora mesmo”.

 
Qual a lógica de se oferecer 2 mil dólares para alguém se demitir na primeira semana?

 
A lógica é a seguinte. É impossível haver um processo de RH perfeito, onde só se contratem as pessoas certas. Vão haver erros, muitos erros. E os erros custam caros: são alguns meses até descobrir que o novo funcionário não serve para a vaga, da onde ou ele se demite ou é demitido, e mais alguns meses até retomar o processo e contratar outro funcionário. Eles estimaram que este erro custaria em média 4 mil dólares. Daí, valeria a pena pagar 2 mil para se livrar logo de alguém que não está comprometido com a empresa.
 

E qual a taxa de aceitação desta proposta indecente? Cerca de 1%.

 


 

O processo de contratação é tão difícil, que conheço um Gerente que nunca contrata pelo RH. Ele sempre contrata por indicação das pessoas que confia. E ele só confia em algumas poucas pessoas, que já demonstraram comprometimento, capacidade de gerar resultados, etc. E ele não abre mão, de jeito nenhum, dessas pessoas. Se uma outra empresa quiser roubar o bom funcionário, ele cobre a oferta, recoloca o sujeito, promete o que ele quer, mas não deixa ele sair. Aliás, qualquer cargo mais alto numa empresa certamente é por indicação de algum conhecido.
 

Na maioria das grandes empresas, uma ideia completamente inusitada como a da Zappo nunca teria êxito: os processos são engessados demais para permitir algo assim. Mas, quem sabe, ideias como esta inspirem os RHs do mundo a pensar de outra forma…

 

Arnaldo Gunzi
Junho 2015

 

http://freakonomics.com/2011/11/21/paying-people-to-quit-what-law-schools-can-learn-from-zappos/

 

Poliedros mágicos

Qual a relação entre Platão, o Cubo Mágico e uma bola de futebol?

Poliedros são figuras geométricas em 3D. Poliedros regulares são sólidos em que todos os lados são iguais.

Os gregos antigos gostavam de perfeição, e nada poderia ser mais perfeito que um sólido com lados iguais.

É fácil construir sólidos com lados diferentes, irregulares. Mas sólidos regulares, existem 5 e apenas 5.

Os 5 poliedros regulares são conhecidos como os sólidos de Platão: a pirâmide (4 lados triangulares), o cubo (6 lados quadrados), o octaedro (8 lados triangulares), o dodecaedro (12 lados pentagonais) e o icosaedro (20 lados triangulares). Platão viveu cerca de 400 a. C.

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Euclides (cerca de 300 a. C.), no livro Elementos, provou que não existem outros sólidos regulares além destes.


Cubo Mágico

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Passados vários séculos, Erno Rubik inventou o cubo mágico, em meados do anos 1970. Um brinquedo extremamente simples para entender, mas diabolicamente difícil de resolver. Há décadas é um dos brinquedos mais famosos e vendidos do mundo.

Mas o cubo não é o único sólido possível de virar mágico. De alguns anos para cá, principalmente com a Internet, é possível haver mercado para todos os sólidos de Platão.

A pirâmide mágica é conhecida como Pyraminx.

Pyraminx

Octaedro mágico:
Octahedron

O dodecaedro mágico é o Megaminx.

Vide aqui o método de resolução do Megaminx.

https://ideiasesquecidas.wordpress.com/2015/10/18/como-resolver-o-dodecaedro-magico-introducao/

Megaminx

E o icosaedro mágico não poderia deixar de estar na lista.

Icosahedron

Uma pena que os sólidos regulares acabaram.


Sólidos semi-regulares

Mas outro grego, Arquimedes (cerca de 200 a. C.) vem ao auxílio. Ele pegou os 5 sólidos e cortou alguns dos lados, criando 13 sólidos semi-regulares, os sólidos de Arquimedes.

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Por exemplo, ao pegar o cubo e truncar os lados, chega-se no “cubo truncado”.

Tem-se também vários poliedros mágicos inspirados nesses poliedros semi-regulares.


Icosaedro Truncado

O mais interessante de todos eles é o icosaedro truncado.

Ao cortar as pontas de cada triângulo, surge um hexágono. E a união dos lados truncados vira um pentágono. Tem-se assim o icosaedro truncado.

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A maioria das bolas de futebol é feita exatamente assim: hexágonos e pentágonos costurados, no padrão do icosaedro truncado.

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O Icosaedro truncado também é uma estrutura possível do carbono, o C60. O icosaedro truncado também serve de base para projetos de domos geodésicos.

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Como não poderia deixar de ser, existe uma versão icosaedro truncado mágico, o belíssimo Tuttminx, com 32 lados, e 150 peças a rearranjar.

TuttMinx

Curiosamente, embora um Tuttminx pareça ser ordens de grandeza mais complicado do que o cubo de Rubik normal, na verdade não o é. O Tuttminx é mais trabalhoso, mas não muito mais difícil. A técnica de encontrar soluções é mais ou menos parecida: encontrar “movimentos invariantes”, reconhecer e aplicar padrões. Mas isto é história para um outro post.

Arnaldo Gunzi
Maio 2015

 


Veja também

 

Dodecaedro mágico

Cubo-X


Links

Pyramin: http://www.aliexpress.com/item/2014-Brand-New-Shengshou-Triangle-Pyramid-Pyraminx-Magic-Cube-Black-Puzzle-Educational-Toy-Special-Toys/1800089897.html

Octahedron: http://www.aliexpress.com/item/2014-Brand-New-LL-8-Axis-Octahedron-Magic-Cube-Black-Puzzle-Educational-Toy-Special-Toys/1800316444.html

Megaminx: http://www.aliexpress.com/item/Neocube-Puzzle-Magic-Cube-New-Year-2015-Christmas-Megaminx-Plastic-Cubo-Magico-Training-Magnetic-Ball-Hot/32236894918.html

Icosahedron: http://www.aliexpress.com/item/MF8-Black-Eitan-s-Star-Icosahedron-Puzzle-Magic-Cube-Puzzle-20-Sided-Speed-Cube-Learning-Education/32273938184.html

Tuttminx: http://www.aliexpress.com/item/Free-shipping-Verypuzzle32-shaft-2-football-magic-cube-tuttminx-football-magic-cube/1335084946.html

Lado criativo da tecnologia

 

LadoCriativo

“Pessoas acham que tecnologia é algo que elas assinam um cheque e compram. Não entendem o lado criativo da tecnologia” – Steve Jobs.

 
Este é um erro que eu canso de ver. Pessoas acham que apenas adquirir um software (caro) ou mais poder de processamento (também pagando caro) vai resolver tudo. Não vai. Tem um elemento importante faltando, que é saber transformar tudo isto em algo útil. Aliás, é muito provável que nem precise de tanto software ou tanto hardware para resolver o problema.
 

Achar que um cheque em branco e um fornecedor de serviços do mercado bastam, é um caminho certo para se iludir. O mais assustador é que não apenas pessoas de nível de Gerência ou Diretoria pensam assim, mas inclusive, muita gente de TI!

Arnaldo Gunzi
Abril/2015

Veneno e remédio

Paracelsus disse que diferença entre o veneno e o remédio é a dose.

Estendendo o raciocínio, há coisas destrutivas que servem para construir.

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Depois que o raio X foi descoberto, notou-se que o local sujeito a uma forte exposição do mesmo sofria queimaduras, degradava.

Pesquisadores de câncer do início do século passado não tinham remédio nenhum à disposição. Mas eles notaram que, nos casos em que o câncer começa em um alguns pontos concentrados, era possível aplicar o raio X somente neste ponto, causando uma destruição controlada. Foi o início da radioterapia.

No processo de inovação, também é importante ficar atento ao que deu errado.

Dica de leitura. O imperador de todos os males. Siddhartha Mukherjee.