O mundo é regido pelos fracos

Como uma introdução ao pensamento do filósofo Friedrich Nietzsche, gosto desta aula do prof. Clóvis de Barros Filho.

Pinçando alguns comentários, mas claramente a aula é muito mais poderosa na forma, no conteúdo e no humor.

O mundo é regido pelos fracos, pelas forças reativas.

Deus é o universal saciador, aquele que recompensará todas as mazelas do mundo. Quanto pior aqui neste mundo, melhor no próximo.

“Mais fácil um camelo passar no buraco da agulha do que um rico entrar no céu” é um pensamento para aqueles que não se dão bem neste mundo – porque quem se dá bem não está nem aí com isso.

Como quase todo mundo se ferra, quase todo mundo se volta a este pensamento transcendental.

As pessoas sempre falaram em Deus, isto não é prova de que Deus existe, e sim que as pessoas sempre foram tristes.

Quem é forte no mundo da vida não precisa desta ajuda transcendental. Não a vida ascética de virgens no céu, mas a vida aqui, neste mundo.

Forte ativa é a que age, e reativa é a que se contrapõe à ativa.

Ex. O caso Sócrates. Sócrates é o baixinho, corcunda, feio, que fica criticando os sofistas.

A vitória é das forças reativas, porque há um número maior destes. A força ativa é o tesão, gigantes geniais, contra as forças reativas, um monte de “cagadinhos” – um exemplo da vitória deles é a democracia.

Um tango na bela e decadente Buenos Aires

Dizem que um tango é um pensamento triste que pode dançar.

Estive alguns dias na Argentina. Buenos Aires é uma cidade lindíssima, com uma cultura fantástica. Com certeza é um destino turístico que vale a pena.

Foto: Teatro Colón

É uma cidade com ar nobre, porém, decadente… É como uma bela senhora rica e culta, mas que perdeu a sua fortuna. (O oposto da China, que seria um novo-rico com hábitos da época de escassez, como lutar com unhas e dentes por cada centavo).

A foto ao fundo é a El Ateneo, uma antiga ópera transformada em livraria. Mais ou menos como a livraria Cultura do Cine Vitória, no Rio de Janeiro (que já fechou, diga-se de passagem). Buenos Aires tem diversas livrarias, teatros, espetáculos de tango.

Foto: El Ateneo

O Porto Madero é uma região nova e bela, repleto de restaurantes. O Teatro Colón é uma réplica de um teatro europeu, imponente, construído com muita plata, como disse o taxista. A região da Florida, para fazer compras etc.

A cidade tem edifícios imponentes, monumentos, uma bela arquitetura, porém, ao mesmo tempo, são prédios nitidamente velhos, marcados pelo tempo. Também é comum ver mendigos na rua, mais ou menos como nas grandes metrópoles brasileiras.


Foto: Porto Madero

Tentei trocar reais por pesos argentinos no Brasil. Não encontrei casa de câmbio, no Aeroporto de Guarulhos, que tivesse pesos. É moeda fraca. Moeda fraca queima nas mãos, você deve passar para frente o quanto antes. É prejuízo na certa, por conta da inflação.

Na Argentina, o preço de referência de itens caros, como imóveis, é dolarizado. E, no comércio, eles aceitam dólares, o dólar vale ouro – turistas devem ficar atentos à taxa de câmbio, é normal darem uma roubadinha.

O meu cartão de crédito não passou em vários lugares. Nem todo mundo lá aceita cartão com chip. O sistema bancário brasileiro é avançado, no mundo.



Foto: Restaurante & Gala en el Tango

Carne e vinho e alfajores são o melhor da cidade. O argentino come muito, come bem, bebe muito, bebe do melhor vinho, nos melhores restaurantes e nas mais belas cafeterias que uma cidade pode oferecer. Eles têm alfajores espetaculares. Qualquer outra coisa, produtos industriais, roupas, tudo é mais caro e em menor variedade do que teríamos no Brasil.

Os sindicatos são muito fortes, e os próprios trabalhadores costumam se mobilizar quando não acham a situação justa. O noticiário estava falando de greve do metrô (chamado de Subte). O Uber também enfrenta problemas, por conta da resistência dos taxistas. Já o Cabify funciona normal, eles conseguiram autorização para operar.

Há cidades industriais que têm economia, mas não tem cultura (ex. Cubatão, quem tem dinheiro vai para Santos). Buenos Aires é o oposto, tem cultura, mas não tem economia.

A Argentina é um país enorme, com grande criação de gado, soja, trigo, recursos naturais, população alfabetizada e culta. Já foi a sexta maior economia do mundo, com padrão de vida comparável à Europa.

Muitas são as causas do declínio argentino: descontrole de gastos estatais, déficit da previdência, inchaço do setor público, pouca produtividade da indústria, populismo exacerbado, problemas que também conhecemos de perto. Outra razão é que industrialmente foi superada por outros países, como o próprio Brasil e a China (esta desindustrializou o mundo todo).

Com o país em recessão há 3 anos, Macri certamente vai perder, e a Kirchner, retornar ao poder. Provavelmente, ela vai adotar medidas de curto prazo, anestésicos que não vão resolver os problemas estruturais do país, e médio prazo os problemas voltarão à tona novamente.

Fica o alerta para o Brasil: gerar riqueza real, controlar gastos, proteger a sua moeda, criar um futuro para as próximas gerações.

Trilha cinematográfica: Perfume de mulher, tango “Por una cabeza”

Um perdido entre mundos

Eu não consegui responder a uma pergunta simples do meu amigo Bruno Magro: Você se sente brasileiro ou japonês?

Sou da terceira geração de imigrantes japoneses no Brasil. Os meus avôs vieram para cá há uns 100 anos atrás. Meus pais nasceram no Brasil, porém num Brasil extremamente diferente do atual.

Eu gostaria de falar que sou brasileiro, mas não dá. A resposta é difícil – não me sinto completamente em nenhum dos mundos. Para o brasileiro, sou japonês – isto é notório, via piadinhas e apelidos principalmente na escola primária. Semana passada, até um mendigo na rua me zuou: “O japa, me dá um sushi aí”.

Foto: Kasato Maru, o primeiro navio de imigrantes japoneses no Brasil

Para o japonês (do Japão), sou brasileiro, os laços culturais que tenho são poucos e descendem de uma tradição de 100 anos atrás que não existe mais – aliás, paradoxalmente no Japão é melhor ser um estrangeiro completo do que um descendente de japonês que mal sabe falar “bom dia” na língua nativa.

O Bruno, descendente da terceira geração de italianos, tem os mesmos sentimentos… imagino que muitos descendentes de imigrantes no Brasil também passem por isso.

Este conflito começa com os primeiros imigrantes de 100 anos atrás. Eles saíram dos países de origem em crise econômica, passando fome em muitos casos, em busca da terra prometida, a terra que tudo dá, a cornucópia de fortunas. A propaganda prometia fartura e riqueza nas terras tropicais do Brasil…

Foto: Monumento em homenagem aos 80 anos da Imigração Japonesa no Brasil, na Av. 23 de maio, em São Paulo – obra de Tomie Ohtake

No Brasil, no começo dos anos 1900, as grandes fazendas estavam em busca de substitutos aos escravos, libertos oficialmente alguns anos antes, porém com o tráfico já restrito e proibido há muitas décadas.

Os primeiros imigrantes japoneses chegaram em 1908, com muitas levas posteriores.

A assimetria de informação e de interesses foi um verdadeiro choque de realidade para os imigrantes pioneiros. A realidade era extremamente mais dura do que a esperança. Domar a terra, cuidar do plantio e colher era tão extenuante quanto em qualquer lugar do mundo.

Os senhores das terras, acostumados com escravos, arrumavam formas de deixar os trabalhadores com o mínimo possível, normalmente via dívidas de alimento, moradia, roupas e equipamentos.

Não foram poucos os imigrantes que esperavam ficar 5 anos no Brasil, enriquecer e retornar ao país de origem. De 5 anos, ficaram 7, 10, 15, casaram, tiveram filhos, que tiveram outros filhos, e acabaram ficando 80 anos, até o fim da vida, sem acumular fortuna alguma, na terra prometida em que plantando tudo dá.

O detalhe é que eles ficaram todo este tempo sempre de malas prontas para voltar ao país de origem, quando surgisse alguma oportunidade.

Ao invés de oportunidades, o que houve na época foi muita turbulência. A Primeira Grande Guerra, 1914 – 1918. A grande depressão, 1929, afundou a economia mundial. A ascensão do nazismo e Segunda Grande Guerra, de 1939 a 1945, em que alemães, italianos e japoneses faziam parte do “eixo do mal”. Depois disso, era tarde demais para retornar, além do que os países envolvidos estavam devastados.

Um efeito é que poucos dos imigrantes originais abraçaram completamente a cultura nativa. Na cabeça destes, o bom mesmo era o país de origem, a nação-mãe, não este lugar inóspito (e transitório) que os tratara tão mal. Este sentimento passou para os filhos, junto com todas as dificuldades de adaptação, e, com menor intensidade, para os netos.

Foto: São Paulo Shimbun. Jornal em japonês, para os japoneses que aqui viviam. Circulou até 2018

Demorei 30 anos para entender a intersecção de mundos em que vivo. Dois exemplos: linguagem e culinária.

Sobre a linguagem. Meus parentes falam um dialeto esquisito de japonês de 100 anos atrás misturado com português. É uma mistureba com elementos culturais de ambos os mundos. “Kono toalha wa sugoi encardido desu” = “Esta toalha está muito encardida”. As línguas evoluem com os povos, a língua japonesa de hoje não é a mesma dos imigrantes. Ninguém é capaz de compreender tal dialeto, apenas os descendentes.

Culinária. Minha mãe fazia, todos os dias, arroz japonês (aquele do sushi, do oniguiri) com feijão carioca. Sempre achei extremamente normal, até começar a perceber que arroz japonês não faz parte da cultura brasileira, e que feijão não faz parte da cultura japonesa.

Comentário do Bruno. A nonna dele costumava fazer macarrão com feijão, na mesma linha de mistureba de culturas.

E outro comentário do Bruno: o macarrão com feijão é bom demais, é de dar água na boca, a melhor coisa do mundo!

E é verdade, o arroz japonês com feijão é melhor coisa do mundo! É bom demais.

Eu sou o que sou. Não dá para mudar. O meu mundo é este, ambos os mundos, não um ou outro. O que devemos fazer é abraçar o melhor da cultura em que estamos, sem esquecer das tradições que fizeram o que somos hoje.

Somos as únicas pessoas no planeta inteiro com o privilégio de apreciar o macarrão com feijão e achar delicioso, somos a transição entre mundos diferentes e entre gerações tão distintas.

Para fechar, uma frase do grande astrônomo e escritor Carl Sagan:

“Na imensidão do espaço e na vastidão do tempo, é um prazer te encontrar neste local  e nesta época”.

Trilha sonora: Kon-Nichi Wa Akachan

Alguns links:

Base de dados para procurar o navio em que os antepassados chegaram: http://www.museubunkyo.org.br/ashiato/web2/imigrantes.asp

Museu histórico da imigração japonesa.

http://www.museubunkyo.org.br/acervo/index.html

Uma visita ao Museu da Matemática Prandiano, em São Paulo

Pouca gente sabe, mas existe um Museu da Matemática em São Paulo.

O detalhe é que não é um museu público, mas sim um acervo particular do prof. Ricieri Prandiano.

Este fica num casarão enorme, na Ana Rosa, e só está aberto à visitação em dias e horários específicos.

Na visita realizada, havia uma palestra introdutória do prof. Prandiano, que durou a tarde inteira.

Seguem algumas fotos e comentários.

Prova visual de (A + B)^2 = A^2 +2AB + B^2

Aproximação da circunferência por um polígono

Uma forma lúdica de provar o Teorema de Pitágoras
Não anotei o que era isto, alguém dá um help?

Como encaixar os 4 Ts num quadrado – já vi um puzzle assim em Campos do Jordão


Ilustração da função seno, girando o cilindro

Acima, um quebra-cabeça. Como arranjar as peças para caber no retângulo e, depois, no quadrado?

Qual a melhor forma de encaixar quadradinhos num quadrado maior? Ou, na vida real, caixas num palete, cargas num contêiner?
Mecanismo de Leibniz. Girando manualmente a peça da esquerda, o display vai contando em binário: 0, 1, 10, 11, …

Algumas coisas ruins é que o museu, por ser privado, não está aberto em horários definidos – tem que consultar no site ou ligar.

Outra coisa, não é permitida a entrada de crianças – imagino a minha filha menor quebrando tudo. Porém, são justamente as crianças que mais gostariam de mexer em tudo isto.

O Museu da Matemática de Nova Iorque é bem legal, e foi projetado para crianças. Um dia, resgato as fotos e posto aqui.

Outras dicas, bastante lúdicas para crianças, são o Museu Catavento, em São Paulo e o Parque Sabina, em Santo André. Ambos têm várias experiências de física (acústica, mecânica, eletricidade), é bem legal.

Depois da visita, fiquei com vontade de criar uns puzzles desses em madeira. Deve ser divertido!


Links:

Prandiano: https://www.prandiano.com.br/museu
Museu Catavento: http://www.cataventocultural.org.br/
Parque Sabina: https://bora.ai/sp/passeios/visita-ao-parque-sabinaMuseu da Matemática de Nova Iorque: https://momath.org/

Sobre o projeto dos Bonecos de Neve no Brasil

No último fim de semana, bonecos de neve pequenos, médios e um gigante invadiram a Av. Paulista, em SP. Os bonecos vieram do Japão, da província de Hokkaido, ao norte e muito frio.

A reportagem a seguir, do Fantástico, mostra desde a montagem dos bonecos até a chegada ao Brasil….

Alguns pontos:
– Nota-se o cuidado extremo ao proteger os bonecos para o transporte logístico,
– Japonês é precavido. O boneco gigante tinha um corpo e uma cabeça reservas, no caso de alguma dessas peças virem trincadas,
– Principalmente as crianças adoraram os bonecos de neve.

Eu não ajudei em nada, mas o meu primo Fábio Tagini foi um dos responsáveis pelo projeto – fica aqui registrado o parabéns pelo trabalho.

A neve derrete, a lembrança fica.

Navegadores antigos

Transcrevendo abaixo um dos poemas que mais gosto, “Navegar é preciso”, de Fernando Pessoa.

Este também é mais ou menos o meu lema de vida: viver não é necessário; o que é necessário é criar… e quero criar obras que impactem positivamente a vida das pessoas, em nível nacional.

“Navegar é preciso; viver não é preciso”.

Navegadores antigos tinham uma frase gloriosa:

“Navegar é preciso; viver não é preciso”.

Quero para mim o espírito [d]esta frase,
transformada a forma para a casar como eu sou:

Viver não é necessário; o que é necessário é criar.
Não conto gozar a minha vida; nem em gozá-la penso.
Só quero torná-la grande,
ainda que para isso tenha de ser o meu corpo e a (minha alma) a lenha desse fogo.

Só quero torná-la de toda a humanidade;
ainda que para isso tenha de a perder como minha.
Cada vez mais assim penso.

Cada vez mais ponho da essência anímica do meu sangue
o propósito impessoal de engrandecer a pátria e contribuir
para a evolução da humanidade.

É a forma que em mim tomou o misticismo da nossa Raça.

Nota :
“Navigare necesse; vivere non est necesse” – latim, frase de Pompeu, general romano, 106-48 aC., dita aos marinheiros, amedrontados, que recusavam viajar durante a guerra

Moais e moais kavakava

O colapso da Ilha de Páscoa

Estive a conversar com meu amigo Darlon Orlamunder sobre o colapso da Ilha de Páscoa, destino turístico de uma de suas férias culturais. A Ilha de Páscoa é famosa pelas suas estátuas, os moais.

Esta ilha foi do ápice até o colapso, pelo esgotamento dos recursos naturais.

Estes são trechos de um livro bacana, porém melancólico: Colapso, do excelente historiador Jared Diamond – o mesmo que escreveu o best-seller “Guns, germs and steel”.

Ele descreve o colapso de civilizações antigas e modernas, entre elas a Ilha de Páscoa, que foi de uma população de 30 mil pessoas para menos de 1500.

Os seres humanos começaram a chegar na ilha por volta de 900 d.C, e uma população se formou ali. Não há relato escrito, porém os arqueólogos se baseiam em evidências coletadas, em diários de europeus que estiveram ali e na tradição oral do povo remanescente.

Os nativos formavam 12 territórios em diferentes pedaços da ilha.

Moais com olhos (todas as imagens aqui são da internet)

As famosas estátuas gigantes têm o nome de “moai”, e as plataformas de pedra em que elas ficam têm o nome de “ahu”. Cerca de 300 ahu foram identificados, e 113 têm moais, sendo 25 especialmente largos e elaborados.

A plataforma de pedra é o ahu

O basalto da ilha é bastante adequado para esculturas, o que facilita a construção dos moais.

Mas o que causou o colapso da ilha?

Primeiro, evidências.

A análise dos restos de lixo mostram que peixes como atum começaram a sumir da dieta, assim como diversas espécies de pássaros foram extintos na ilha – pela ação humana e desmatamento.

Especialmente forte foi o desmatamento. A madeira era utilizada para cremar corpos, fazer canoas, e áreas foram limpas para plantações. Além disso, a entrada de ratos clandestinos pelas viagens marinhas ajudou a destruir as palmeiras da ilha.

Outro fator que não ajudou em nada era uma espécie de competição entre as tribos, para ver quem erigia as estátuas maiores – exigindo mais madeira, cordas e alimentos para tal empreitada.

O desmatamento começou após a chegada humana em 900 d.C., e acabou por 1700, quando a concentração humana já havia colapsado.

Os impactos ambientais geraram consequências como a fome, declínio populacional agudo, culminando no canibalismo.

A fome é graficamente confirmada pela proliferação de estátuas chamadas moai kavakava, mostrando seres humanos famintos com costelas à mostra.

Um moai kavakava

Tradições orais mostram que os habitantes eram obcecados pelo canibalismo, sendo que um xingamento comum era algo do tipo: “Tenho a carne de sua mãe nos meus dentes”.

Por que o caso de Páscoa é tão singular?

Diamond sustenta, após longa argumentação, que a ilha de Páscoa é seca e fria, longe do Equador, além do tipo de solo não ajudar.

Tudo isto, aliado à superexploração de seus recursos, levou ao colapso desta civilização.

Esta é uma grande história de alerta a nós, em termos de desmatamento e superexploração de nossos recursos naturais.

Devido à globalização, todos os países do mundo compartilham dos mesmos recursos, afetando todos nós.

A nossa ilha é o Planeta Terra inteiro, e, tal qual os habitantes de Páscoa, não temos para onde fugir em caso de necessidade. Se uns milhares de nativos com ferramentas de pedra e músculos conseguiram acabar com a Ilha de Páscoa, o que vários bilhões de pessoas com ferramentas modernas e máquinas monstruosas podem fazer?

Pense nisto nas próximas férias à Ilha de Páscoa!


Ideias técnicas com uma pitada de filosofia

https://ideiasesquecidas.com/

https://en.wikipedia.org/wiki/Moai_kavakava