Canivetes suíços são inúteis

Sempre achei canivetes suíços muito interessantes, até que comprei um. Carreguei o mesmo por um ano, sem o utilizar uma vez sequer, e cheguei à conclusão que são inúteis! Ao invés de virar um MacGyver, não mudou em nada a minha vida... Um canivete suíço é a imagem de algo multifuncional. Serve para tudo: faca, …

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Resposta ao enigma na teoria da evolução

Ou balde de Lego x balde de tinta! A questão colocada em post anterior, perguntava por que não somos todos iguais após várias gerações. Um indivíduo passa seu material genético aos filhos. Cada filho terá 50% dos genes. Os netos terão 50% dos genes dos filhos, diluindo o ancestral original a 25%. Na décima geração, …

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Faça boa arte!

Callíope, a musa grega inspiradora de romances épicos como a Ilíada, foi mantida refém numa garrafa. O seu raptor virou um grande romancista. O sucesso perdurou por décadas. Quando ficou velho, ele a vendeu para um ambicioso e medíocre escritor mais jovem. O preço: um tricobezoar. Robert Gadling encontra Sandman uma vez a cada 100 …

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A tartaruga do longo prazo e a lebre do curto prazo (Ou de burst em burst até o burnout)

O fluxo inexorável do longo prazo é como se fosse a tartaruga, enquanto a rápida e saltitante lebre é como se fosse o curto prazo. A fábula clássica de Esopo mostra a lebre pulando rapidamente, depois cochilando para descansar. Enquanto isso, a tartaruga vai avançando, com o seu passinho ritmado e contínuo, passo a passo... …

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Um enigma na teoria da evolução

Qual o erro no raciocínio abaixo? A Teoria da Evolução, de Darwin, é a da seleção natural. Aqueles mais aptos a sobreviver numa determinada condição ecológica têm maior probabilidade de gerar descendentes do que os menos aptos, que são eliminados. Imagine que numa população surja um ser com uma mutação que lhe dê vantagem competitiva. …

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O fardo que carregamos

Este conto é do folclore do Oriente Médio. As histórias do mulá Nasrudin combinam sabedoria e muito humor. "Mulá" significa "mestre". Este é sobre os fardos que carregamos na nossa mente. Um dia, Nasrudin, em sua peregrinação, encontrou um rio enorme que o impedia de continuar o caminho. Dado o tamanho do rio e agitação …

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Estratégias do xadrez para a vida

Algumas estratégias do xadrez para aplicação na vida.

De tempos em tempos, o algoritmo PageRank do Google muda, e algumas postagens deste espaço passam a ter mais relevância. Esta, sobre estratégias de xadrez, atualmente é uma das que mais recebe visitas.

Autor: Bruce Pandolfini, um dos professores de xadrez mais conceituados do mundo.

Você nunca deve jogar o primeiro bom lance que lhe vem à mente. Pergunte a você mesmo se há algum lance melhor. Já vi Garry Kasparov praticamente sentar-se sobre as mãos para conter sua vontade de fazer um movimento.

A maioria das pessoas acha que a estratégia dos grandes enxadristas consiste em pensar muito adiante, prevendo 10 ou 15 lances futuros. Não é verdade. Os enxadristas pensam apenas até onde é preciso. Pensar longe demais é perda de tempo, as informações são incertas. Jogar xadrez significa controlar a situação que se tem pela frente. Você precisa de clareza, não de clarividência.

Anatoly Karpov, chamado de jiboia constritora, é um excelente exemplo de jogador posicional. Não dava nada ao adversário. Não arriscava. Não cedia. Era um lutador de trincheiras, que mantinha o jogo se movendo um centímetro por vez.

Se um lance do adversário não faz sentido, continue procurando a razão. Se tudo indicar que seu adversário cometeu um erro, tome a peça dele!

Para ser um bom enxadrista, é preciso saber ler a mente das pessoas. E isso começa com saber ler seus olhos. Jogar contra o adversário, e não contra suas peças.

Eu me recordo de uma partida disputada por dois russos, Anatoly Karpov e Viktor Korchnoi. Korchnoi tinha abandonado a União Soviética e pedido asilo no Ocidente, e esse fato fez a partida ser ainda mais intensa. Karpov tinha em sua equipe um “psicólogo” chamado Vladimir Zukhar. Na realidade, Zukhar era pouco mais do que um especialista em ficar olhando as pessoas fixamente, com os olhos arregalados. Durante todo o tempo da partida, seu papel era olhar fixamente para Korchnoi, e isso o deixou tremendamente nervoso. Karpov acabou vencendo a partida por uma margem muito estreita.

Mais detalhes no link a seguir.

Forgotten Lore

Bruce Pandolfini é um dos professores de xadrez mais conceituados do mundo. Apresento a seguir um resumo de algumas ideias interessantes, publicadas originalmente na revista Fast Company e também na Exame.

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Foto: Bruce Pandolfini


Clareza no presente x clarividência do futuro

A maioria das pessoas acha que a estratégia dos grandes enxadristas consiste em pensar muito adiante, prevendo 10 ou 15 lances futuros. Não é verdade. Os enxadristas pensam apenas até onde é preciso, e isso significa pensar apenas alguns poucos lances à frente. Pensar longe demais é perda de tempo, na medida em que as informações são incertas.

Jogar xadrez significa controlar a situação que se tem pela frente. Você precisa de clareza, não de clarividência. O X da questão não é saber até onde os grandes pensam adiante, mas como eles pensam no momento presente.

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Não se contente com a primeira boa ideia. Procure uma…

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