Os médicos atenciosos

Um grupo de médicos recém formados estava lutando por seu lugar ao sol, na cidade de New York.

Diferentemente de seus pares mais experientes, eles não tinham clientela, nem capital para investir em marketing ou consultoria.

Eles resolveram o problema de forma criativa: passando mais tempo com o paciente, verificando se eles realmente entenderam as recomendações, fazendo uma ligação na semana seguinte para acompanhar o tratamento.

Os médicos normais tratam os pacientes como se fossem uma linha de produção: quanto mais rápido o giro, maior o ganho. Já esses recém-formados, traduziram o maior tempo livre em cuidado, gerando valor aos pacientes.

Não é preciso dizer que, pouco tempo depois, eles já tinham a sua clientela fiel.

Case contado no livro “Leap – how to thrive in a world where everything can be copied”.

No posto próximo à minha casa, os frentistas adotaram uma estratégia semelhante. Diante do menor movimento na pandemia, ao invés de dispensar pessoal, eles aumentaram os serviços: um abastece e verifica pneus, óleo, outro limpa os vidros dianteiros e traseiros, e, de vez em quando, um terceiro vem limpar o espelho retrovisor! No mínimo, ganham uma gorjeta um pouco maior.

O mundo é cíclico: gerando valor primeiro, as recompensas vêm depois.

Veja também:

𝗦𝗮𝗯𝗲𝗿 𝘂𝘀𝗮𝗿 𝗼 𝗰𝗼𝗻𝘁𝗿𝗼𝗹𝗲 𝗿𝗲𝗺𝗼𝘁𝗼 é 𝘂𝗺𝗮 𝗶𝗻𝗼𝘃𝗮çã𝗼? (ideiasesquecidas.com)

O seu maior crítico se torna seu maior aliado (ideiasesquecidas.com)

Mitologia Nórdica

Mais algumas recomendações de leitura: Mitologia Nórdica, de Neil Gaiman, e várias histórias do Thor, de Walter Simonson.


  1. Mitologia Nórdica

Hoje em dia, temos os filmes da Marvel, porém, milênios antes de existirem telas de cinema e histórias em quadrinhos, os antigos povos escandinavos contavam histórias, ao redor de fogueiras, sobre as incríveis façanhas de Thor, o Deus do Trovão; Odin, o pai de todos os deuses; Loki, o traiçoeiro, e tantos outros.

As lendas nórdicas antigas são recontadas pelo maior tecedor de histórias da atualidade: Neil Gaiman, da série Sandman, também autor de Deuses Americanos, Stardust e Good Omens.

As histórias incluem:

  • Como o muro de Asgard foi construído? (Loki enganou um gigante do gelo para isso)
  • Por que o martelo de Thor tem um cabo tão curto? (também tem manipulação do Loki na história)
  • O casamento de Freya (a mais bela das asgardianas) com um gigante do gelo. Essa história é especialmente cômica, porque Thor se disfarça de Freya (a contragosto, plano de Loki, óbvio), e Loki vai passando a conversa no gigante até o dia do casamento.

O próprio Neil Gaiman narra trechos deste conto, em (71) Neil Gaiman reads “Freya’s Unusual Wedding” – YouTube.

  • Como Odin perdeu o seu olho?
  • A morte de Balder. O personagem Balder não aparece em nenhum dos filmes da Marvel, mas nos quadrinhos, sim, e eu gostava muito dele: um deus nobre, bastante querido por todos. Um deus diferente dos demais.
  • A história de Fenris, o terrível cão com poder de causar o Ragnarok. Na mitologia, Fenris é filho de Loki. Hela também é filha de Loki (só coisa ruim vem dele). O conto mostra como os deuses enganaram o cão, prendendo-o até o fim dos tempos (spoiler: um dos deuses teve que ceder o braço por isso). Fenris aparece em um dos filmes do Thor, porém o original da mitologia é infinitamente mais perigoso.

Gaiman sempre incorporou inúmeros elementos da mitologia nórdica (e também egípcia, grega, japonesa e de diversas outras culturas) em suas histórias. Este compilado de contos, apesar de não serem originais (afinal, são lendas de milênios), tem a pitada do gênio do autor: história bem narrada do início ao fim, linguagem contemporânea, com muito humor e drama.


2. Thor, de Walter Simonson

O meu contato com Mitologia Nórdica foi com os quadrinhos do Thor, da Marvel, nos anos 90. Foi uma fase muito boa, porque tais histórias foram escritas por Walter Simonson, um dos melhores escritores e desenhistas de quadrinhos de todos os tempos.

Ouso a dizer que, sem Simonson, o Thor da Marvel seria um personagem tão sem graça quanto o Homem Formiga.

Algumas histórias do Thor de Simonson, abaixo. Hoje em dia, não sei como encontrar no formato HQ de anos atrás, porém segue a indicação assim mesmo:

A Saga de Surtur: Originalmente, o Thor era só um ser humano que se transformava em Thor – tipo um Clark Kent que vira Superman. Foi Simonson que fez com que ele fosse realmente o Thor da mitologia, e começou a introduzir vários elementos das antigas histórias, como Surtur e outros personagens das lendas.

Bill Raio Beta: Um alienígena digno de levantar o martelo de Thor! É um arco de histórias tão interessante que pode facilmente ser adaptado ao cinema ou à alguma minissérie.

Simonson é responsável por uma das cenas mais icônicas desta fase.

O Executor, Skurge, sempre foi um personagem de segunda linha, eternamente apaixonado (e usado como capacho) pela bela Encantor.

Thor, Balder e o exército asgardiano tiveram que descer ao Hel (Inferno), a fim de resgatar algumas almas presas injustamente. Na fuga, estavam todos encrencados com as hordas do Hel.

Skurge se ofereceu para ficar para trás, sacrificando-se para segurar as hordas por tempo suficiente para a fuga de seus companheiros. Com isso, ele ganhou o respeito de todos, inclusive de Hela, a deusa do Inferno.

Por fim, uma história sem noção, mas divertida: Simonson transformou o Deus do Trovão em sapo!

A mitologia é muito divertida, quando aliada à outros elementos lúdicos e numa linguagem contemporânea.

Boa leitura!

Veja também:

​O olho da sabedoria (ideiasesquecidas.com)

O índice X-Men de Inflação (ideiasesquecidas.com)

Códigos, genética e puzzles

Algumas recomendações de livros, para quem gosta da parte de exatas.

  1. O livro dos códigos, Simon Singh.

Conta a história da criptografia, desde os primórdios até os dias de hoje.

Especialmente interessante é uma descrição detalhada de como o Enigma funcionava. O Enigma era o dispositivo de criptografia dos alemães, na Segunda Grande Guerra, e era considerado indecifrável.

Um grupo de cientistas ingleses, incluindo Alan Turing, conseguiu decifrar o Enigma, dando aos aliados uma vantagem estratégica enorme (eles conseguiram ter a confiança de que o Dia D ocorreria sem grandes problemas, por exemplo)

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  1. Genética e DNA em Quadrinhos, Mark Schultz.

Eu gosto bastante do poder de simplificação e visualização de temas complexos em quadrinhos.

O livro é uma introdução divertida à genética, incluindo Gregor Mendel, Charles Darwin e a famosa dupla hélice do DNA, descoberta pela dupla Watson e Crick.

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Aproveitando, na mesma linha, Química em Quadrinhos, de Larry Gonick:
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  1. Mania de Matemática, Ian Stewart.

O matemático Ian Stewart é autor de vários livros populares sobre matemática.


Neste livro, ele descreve com bastante detalhe alguns puzzles. O nível é bem alto, são puzzles difíceis.

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Um exemplo é a “Quadratura do Quadrado”: como cobrir um quadrado com quadrados menores, de tamanhos diferentes?

Como a “quadratura do quadrado” é um problema difícil demais, ataquei a “quadratura do retângulo” no link a seguir.

https://ideiasesquecidas.com/2019/11/15/quadraturas-do-retangulo/

Na mesma linha, tem o Mania de Matemática II:

Link da Amazon: https://amzn.to/2KnT8gF

Boa diversão!

Veja também:

https://ideiasesquecidas.com/2016/06/19/calculo-em-quadrinhos-bioquimica-em-quadrinhos/

https://ideiasesquecidas.com/2020/09/18/nietzsche-em-quadrinhos/

Para que servem os autovetores?

Para te deixar multi-milionário? É verdade, pelo menos para os criadores do Google. O algoritmo PageRank basicamente encontra autovalores e autovetores.

No curso de Álgebra Linear, os professores ensinam autovetores conforme a equação da figura.

A grande interpretação da equação é que são a solução de problemas que referenciam a si mesmos.

A ideia básica do Google é simples. Ao invés de rankear os inúmeros sites da internet manualmente (como eram outros engines da época), ela recorre ao número de citações.

Se tiver muitos sites importantes com link para o meu site, o meu site também se torna importante.

Então é só contar os links, correto?

Não. Porque um site porcaria pode estar gerando um monte de links para enganar o sistema.

Como eu sei que o site é importante, sendo que ele é importante porque outros sites dizem que ele é importante?

Quem avalia os avaliadores?

É um problema autorrefenciável… exatamente o problema dos autovalores e autovetores.

O PageRank mostrou-se inúmeras vezes superior aos demais buscadores da época, e foi o primeiro passo para a empresa de Sergei Brin e Larry Page (o Page do PageRank, além de significar página) se tornar o que é hoje.

E eu, demorei 20 anos para entender a importância dos autovetores… tarde demais para criar um Google.

Veja também:

https://ideiasesquecidas.com/2015/08/15/logaritmos-neperianos/

https://ideiasesquecidas.com/2016/05/15/negativo-x-negativo-positivo-por-que/

O seu maior crítico se torna seu maior aliado

Pouca gente sabe, mas o físico Albert Einstein ganhou o Prêmio Nobel de Física pelo Efeito Fotoelétrico, e não pela famosa Teoria da Relatividade.

Ele teve uma ajuda incomum. Robert Millikan, físico americano, era o maior crítico às ideias de Einstein, tanto que ele bolou uma série de experimentos detalhados, a fim de provar que o “quanta de luz” não existia.

Entretanto, após anos de experimentos minuciosos, Millikan chegou à conclusão de que… Einstein estava correto!

A confirmação de Millikan contribuiu para o Nobel de Einstein. Anos depois, o próprio Millikan ganhou um Nobel, por suas contribuições à física.

As grandes rivalidades elevam o nível de ambos competidores. Messi x Cristiano Ronaldo, Ayrton Senna x Alain Proust, Kasparov x Karpov.

Moral da história: tenha rivais do porte de Millikan e Einstein.

Robert Millikan: “Passei 10 anos da minha vida testando a equação de Einstein de 1905, e ao contrário de todas as minhas expectativas, cheguei à conclusão inequívoca de que o experimento concorda com a teoria, por mais desarrazoada que ela seja, já que ela parece violar tudo que sabemos sobre a interferência da luz”.

Veja também:

https://jornal.usp.br/atualidades/vencedor-do-nobel-robert-millikan-questionava-teoria-de-einstein-sobre-fotons/

https://www.bbvaopenmind.com/en/science/physics/millikan-the-first-physicist-to-see-the-electron/

https://ideiasesquecidas.com/2020/08/19/qual-a-utilidade-de-uma-inovacao/

https://ideiasesquecidas.com/2018/06/29/sobre-atomos-e-vazio/

A mente deve ser cultivada como um jardim

Este texto é inspirado no livro, “O homem é aquilo que pensa”, do escritor britânico James Allen, publicado originalmente em 1903.

O homem é aquilo que pensa.

A mente é como um jardim. E, como todo jardim, pode ser cultivado ou abandonado.

Um jardim abandonado terá proliferação de ervas daninhas.

Um jardim cultivado dará flores e frutos.

Devemos eliminar pensamentos inúteis, perigosos, e cultivar pensamentos bons, úteis.

Nossos pensamentos se tornarão padrões e hábitos, que se transformarão em nossa personalidade. Por fim, isso influenciará nosso destino.

Mudando os nossos pensamentos, o nosso destino também mudará.

O mundo é mudado por nós, e não o oposto.

Temos a total responsabilidade por nossas vidas.

O homem é limitado apenas pelos pensamentos que escolhe.

Notas finais:

De forma similar à Allen, há outros pensadores que também citam o tema.

Há uma frase de Buda, que diz “Somos aquilo que pensamos”.

Ou Shakespeare, através de seu personagem Próspero, na obra Tempestade: “Somos feitos da matéria de nossos sonhos”.

Vejo muita gente que adora cultivar o corpo em academias, crossfit e similares. Ou em dietas, salões de beleza. Porque tanta gente cultiva o corpo e e tão poucos cultivam a mente?

Veja também:

Link do livro na Amazon https://amzn.to/3ng6BFr

https://ideiasesquecidas.com/2020/10/15/o-ecossistema-faz-toda-a-diferenca/

https://ideiasesquecidas.com/2019/10/27/o-que-e-sucesso-meme/

https://ideiasesquecidas.com/2018/07/16/o-que-e-felicidade-para-mim/

O caminho do Carpinteiro

O General entende a medida do império, o calibre de seu clã e gerencia o seu exército.

Nesse aspecto, o Mestre Carpinteiro e o General são iguais.

Para construir uma casa, há o problema da seleção da madeira.

Madeira reta, sem nós e com boa aparência será usada nos pilares da frente.

Madeira com poucos nós, mas reta e forte será usada nos pilares do fundo.

Madeira um pouco mais fraca, mas sem nós e bonita aos olhos será usada no rodapé, nas portas.

Madeira com nós e torta, porém forte, pode ser utilizada, após um exame cuidadoso, em locais que precisem de reforço na casa.

Além disso, madeira com nós, torta e fraca, pode ser usada como andaime e lenha.

O Mestre deve avaliar a habilidade dos seus subordinados e os colocar nas posições que vão performar melhor.

Assim são os princípios das Artes Marciais.

Trecho de “O livro dos cinco anéis”, Miyamoto Musashi.

https://amzn.to/3n8nNgb

Veja também:

https://ideiasesquecidas.com/2018/03/23/as-36-estrategias-secretas-chinesas/

https://ideiasesquecidas.com/2019/01/02/o-tao-da-guerra-do-general-er-hu/

Como criar uma foto pixelada no Excel

Eis um projeto que achei divertido fazer: criar uma foto pixelada no Excel.

Ferramentas em Excel-Vba

A ideia deste tutorial é pegar uma imagem qualquer e pintar as células do Excel de forma correspondente.

Uma imagem é apenas um retângulo dividido em quadriculados (o pixel), e cada pixel é pintado de uma cor.

Imagine que cada célula é pintada de uma combinação de Vermelho, Verde e Azul, as cores primárias.

Cada célula terá um tom de Red, Green e Blue, e essa tonalidade varia de 0 a 255.

Infelizmente, o VBA não tem uma boa biblioteca de manipulação de imagens. Recomendo instalar o OpenCV (open computer vision), no Python.

https://pypi.org/project/opencv-python/

A rotina tem dois passos:

1 – ler a imagem e salvar a matriz de dados (Python)

2 – ler a matriz de dados e colorir o Excel

Passo 1) Rodar o arquivo “OpenCVReadFile.py”, no Python.

Indicar a localização do arquivo de imagem a desenhar

Mudar o local do arquivo CSV de destino.

Essa rotina lê…

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P, NP, PSPACE e BQP

Um breve resumo dessa sopa de letrinhas da complexidade computacional.

P –  Problemas que podem ser RESOLVIDOS em tempo polinomial.

NP – Problemas que podem ser VERIFICADOS em tempo polinomial.

NP complete – Os problemas mais difíceis da classe NP.

PSPACE – Problemas que necessitam de uma quantidade polinomial de memória.

BQP – Problemas de podem ser resolvidos eficientemente num computador quântico.

Uma explicação mais elaborada.

P – São os problemas “fáceis” de serem resolvidos.

NP – São os problemas “fáceis” de serem verificados. Ou seja, dada uma resposta, é fácil verificar se ela atende ou não o problema. Porém, não é necessariamente fácil chegar à solução.

Portanto, podem existir problemas que são fáceis de verificar, porém difíceis de resolver.

Exemplo simples. Rearrumar a palavra a seguir:

lrsdhreeaaamb

É bem mais difícil encontrar a solução do que verificar que “desembaralhar” é a resposta.

Os problemas mais difíceis de todos os NP são chamados NP-Completos. Diversos problemas da vida real, como o da Satisfiabilidade, são NP-Completos.

Existe também o NP-Hard, que são problemas pelo menos tão difíceis quanto os NP-completo. Problemas de otimização são assim. NP-Completo é achar uma solução, o NP-Hard, achar a melhor solução. O famoso problema do Caixeiro-Viajante é um exemplo de problema de otimização.

Um grande problema não resolvido do mundo é se P = NP. Até hoje, não foi possível provar que são iguais ou não diferentes. É, inclusive, um dos desafios do milênio do Instituto Clay, valendo 1 milhão de dólares!

O BQP são problemas resolvíveis por um computador quântico. Suspeita-se que seja possível resolver problemas mais difíceis que a classe P, porém sem resolver o NP-completo.

Portanto, a figura que representa os graus de complexidade é apenas uma ideia. Se P for igual a NP, nem precisaríamos de computador quântico! Bastaria usar esse algoritmo, que resolve problemas difíceis de forma fácil.

O problema P vs NP é complicado de provar, não à toa, até hoje não foi resolvido.

Porém, até hoje os problemas difíceis continuam difíceis, o que é um forte indício de que P é diferente de NP, e que problemas difíceis continuarão difíceis – e que computadores quânticos serão muito úteis.

https://pt.wikipedia.org/wiki/BQP

https://en.wikipedia.org/wiki/P_versus_NP_problem

Ideias técnicas com uma pitada de filosofia

https://ideiasesquecidas.com/

Entre no grupo de estudos de Computação Quântica:

https://www.facebook.com/groups/1013309389112487

Artigo – Planejamento Florestal

Escrevi um artigo sobre conceitos de Planejamento Florestal, desde o longo prazo até o acompanhamento on-line via Torre de Controle.

Também consta uma breve explicação sobre os novos conceitos de S&OP e S&OE incorporados ao trabalho. O S&OP gerou uma série de questionamentos, integração maior com outros elos do sistema e definição clara de papéis e responsabilidades.

O artigo foi publicado na revista B. Forest deste mês, no link a seguir. https://revistabforest.com.br/.

Sonhe como uma máquina

Continuando a descrição de marcos da Inteligência Artificial, em 2015 o mundo conheceu o DeepDream, publicado pelo Google.

Uma foto antiga minha no algoritmo

São imagens psicodélicas geradas por uma rede neural, como se fossem sonhos. Não à toa, o algoritmo original foi batizado “Inception” (viu o filme?).

De forma mais generalizada, o método utilizado é o de Transfer Style.

Uma rede neural convencional é capaz de classificar imagens, como detectar cachorros em fotos. Modificamos essa rede que com outra métrica, para classificar o quão similar o padrão de uma parte da tela é em relação a outra. É bem complicado definir o que é padrão e o que é imagem, mas imagine que as pinceladas fortes de Van Gogh são um padrão.

Desse modo, a rede “aprende” a desenhar como Van Gogh ou outro artista.

Colocar uma foto normal na entrada, e voilá, temos uma foto estilizada.

Há alguns sites que permitem experimentos.

https://deepdreamgenerator.com/ ou https://dreamscopeapp.com

É difícil chegar a bons resultados.

Trilha sonora: Sweet Dreams – Eurythmics

Arnaldo Gunzi.

Ideias técnicas com uma pitada de filosofia

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𝗗𝗲𝗲𝗽𝗠𝗶𝗻𝗱

Quando se fala de Inteligência Artificial, vale a pena ficar de olho na empresa britânica DeepMind.

Ela alcançou notoriedade ao desenvolver o AlphaGo, programa computacional que derrotou o campeão mundial do jogo Go, em 2016. O Go é uma espécie de xadrez chinês, porém, bastante mais complexo.

A DeepMind foi adquirida pelo Google em 2014.

Atualmente, ela atua em identificação de doenças oculares, economia de energia nos servidores do Google, e a difícil área de dobramento de proteínas, entre outros.

Documentário AlphaGo x Lee Sedol

Site da empresa:

https://deepmind.com