Digital Minds – A Década Quântica

Participei da série Digital Minds, da IBM, com a participação de alguns dos maiores especialistas do Brasil. Uma mesa-redonda sobre computação quântica e aplicações.

Alguns dos tópicos:

  • Que sugestões você daria para CEOs e CIOs que pretendam implementar uma estratégia de computação quântica nos negócios?
  • Quais aplicações com maior potencial?
  • Quais os maiores riscos e qual o status atual da tecnologia?

Confira no link a seguir.

Os titãs dos quadrinhos

Recomendação de livros para o final de semana: as biografias em quadrinhos de Stan Lee e Jack Kirby, duas lendas que revolucionaram os quadrinhos nos anos 60 e 70!

Devemos à eles a criação de personagens como o Quarteto Fantástico, os Vingadores, os X-Men, o Homem-Aranha, Homem de Ferro, Dr. Estranho, os Vingadores e muitos outros.

Stan Lee é figura mais conhecida, devido às aparições frequentes em filmes do Universo Cinemático Marvel. É o velhinho simpático da foto, e de certa forma, o rosto da Marvel nos últimos quarenta anos.

Stan Lee, Incrível, Fantástico, Inacreditável. Link da Amazon: https://amzn.to/3Ia17GK

Já Jack Kirby é o gênio criativo por trás dos fantásticos desenhos que enchiam os olhos de milhões de crianças e adolescentes, este escriba incluso.

Jack Kirby. Link da Amazon: https://amzn.to/3A0Feae

Porém, a história real nunca é tão perfeita quanto na nossa imaginação. A “casa das ideias” da Marvel teve uma série de problemas. Listando rapidamente algumas curiosidades.

  • Jack Kirby criou o Capitão América, nos anos 40, com Joe Simon, em outra editora. Posteriormente, o Capitão foi incorporado à Marvel.
  • Os heróis de Stan Lee tinham a característica de serem humanos, falíveis e com pontos fracos. O Homem-Aranha, por exemplo, é um garoto franzino, azarado e que precisa trabalhar de fotógrafo freelancer para fechar as contas. Outra característica de Stan é muito humor.
  • Os heróis da geração anterior, sendo o Superman o mais emblemático, eram superhumanos beirando a perfeição. É reflexo do zeitgeist da época, que vai mudando com o tempo.
  • A Marvel ganhou uma fatia enorme de mercado nas décadas seguintes, mas o mercado é cíclico – concorrentes copiam a fórmula, outras mídias ganham espaço, etc…
  • Jack Kirby e Stan Lee tiveram a primeira grande contribuição juntos no Quarteto Fantástico.
  • Kirby, com o passar dos anos e com o sucesso dos personagens, começou a se incomodar com o método de Stan Lee. Ambos discutiam brevemente o enredo, Kirby idealizava e desenhava tudo, e Stan preenchia os diálogos. Kirby ficava com uma porção enorme do trabalho, mas os créditos eram sempre para Stan como escritor e ele como desenhista. Quanto ao pagamento, ele recebia apenas como desenhista, embora tivesse feito grande parte do roteiro.
  • Steve Ditko, o criador do Homem-Aranha junto com Stan, também ficava incomodado em estar fazendo quase todo o trabalho e levando pouco crédito. Ditko chegou a nem falar mais com Stan, e saiu da Marvel na primeira oportunidade que teve.
  • No começo, Kirby era uma explosão de criatividade, propondo personagens fantásticos e cenários os mais criativos possíveis. Exemplo: ele criou sozinho o Surfista Prateado, mas como sempre, o crédito foi para Lee indiretamente. Chegou uma hora que ele continuou criando, mas guardando os melhores para si mesmo, para usar em outra ocasião.
  • Finalmente, Kirby saiu para a rival DC, onde utilizou parte do material guardado anos antes para criar Os Novos Deuses, Darkseid e outros. Porém, Kirby passou poucos anos na DC e retornou à Marvel, em seu retorno criou Os Eternos (que virou filme recentemente).
  • O material de Jack Kirby sozinho é visualmente muito bonito, porém, nitidamente as histórias eram inferiores ao trabalho junto com Stan Lee – mostrando que realmente a amálgama entre ambos é que criava uma magia incomum.
  • Jack Kirby morreu em 1994, não chegou a ver suas criações nas telonas. Ele não tinha nenhuma porcentagem de royalties sobre os personagens, era amargurado por isso e chegou a passar mal ao ver brinquedos do Capitão América à venda. Kirby é relativamente desconhecido do grande público, ao contrário de Stan Lee, que tem até versões de si em action figure.

Funko Stan Lee

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  • Stan Lee virou editor, contratou uma série de novos roteiristas e desenhista, e em meados dos anos 80 dedicou muito tempo a ser a “cara” da Marvel, em palestras por todo o país. Um sujeito energético, engraçado, capaz de contar histórias que entretém multidões, e com um ego de alguém que gosta de aparecer.
  • Os X-Men originais nunca foram muito bem, e até tiveram a revista cancelada. Nos anos 70, com a internacionalização forte dos quadrinhos, os editores queriam um grupo com personagens de várias nacionalidades. O escritor Len Wein então reformulou os X-Men, com novos integrantes como o Noturno (Alemanha), Colossus (Rússia), Wolverine (Canadá) e Tempestade (África). Pouco após, foi com o escritor Chris Claremont que os X-Men ganharam histórias de altíssima qualidade, aumento expressivo de vendas e as características que conhecemos hoje e foram inspiração para o cinema.
  • Stan Lee continuou trabalhando em projetos diversos até o fim da vida, incluindo um com a DC Comics. Ele conseguiu fama e fortuna, ao contrário de Kirby e da imensa maioria dos roteiristas e desenhistas com quem trabalhou.
  • A Marvel Comics foi sendo comprada por inúmeras editoras, e estava perto de um beco sem saída, quando os filmes de seus superheróis começaram a fazer sucesso no cinema, notadamente o Homem-Aranha e os X-Men de meados do ano 2000. Após o sucesso inicial, filmes diversos começaram a surgir na sequência.

Um enorme OBRIGADO ao gênio criativo de Stan Lee, Jack Kirby e tantos outros, e vejamos as cenas dos próximos capítulos.

Teoria dos Números Visual – Divisão

Vou começar uma série de artigos, explicando a bela Teoria dos Números a partir de uma abordagem visual, que chamei de “álgebra de pedrinhas”.

A motivação é que os livros comuns de matemática exploram pouco os recursos visuais, e a matemática fica mais intuitiva com objetos do mundo real.

Vamos começar com a divisão.

Definição. Se a e b são inteiros, dizemos que a divide b, denotando por a|b, se existir um inteiro c tal que b = a*c.

Por exemplo, 12 dividido por 4 = 3, pode ser interpretado por 12 bolinhas, dispostas em 4 colunas, cada coluna com 3 bolinhas de altura.

Convido o leitor a experimentar o algoritmo em:

https://asgunzi.github.io/TeoriaNumeros01_Divisao/Index.html

Definição: O algoritmo da divisão.

Dados dois inteiros a e b, b>0, existe um único par de inteiros q e r tais que:

a = q*b+r,

com 0<= r < b

q é chamado de quociente e r de resto da divisão de a por b.

Outro exemplo: 8 dividido por 2 = 2 colunas com 4 bolinhas de altura (o quociente). No caso, o resto da divisão é zero.

Vejamos um caso com resto na divisão.

Para o caso 13 / 4, não consigo arrumar 13 bolinhas em 4 colunas. Consigo arrumar 4 colunas com 3 bolinhas de altura (quociente), e vai “sobrar” uma linha com uma bolinha. Essa “sobra” é o resto da divisão.

13 = 4*3 + 1

(numerador = denominador*quociente + resto)

Neste caso, é dito que 13 não é divisível por 4.

Um último exemplo: 22 não é divisível por 5, porque vai restar uma linha com 2 pedrinhas “sobrando” (resto da divisão).

O algoritmo da divisão é base de todo o resto do livro, e dá para chegar à conclusões bastante complexas construindo o raciocínio, pouco a pouco.

Rodar algoritmos de apoio em:

https://asgunzi.github.io/TeoriaNumeros01_Divisao/Index.html

Referência: Introdução à Teoria dos Números, José Plínio de Oliveira Santos, Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada.

Veja também:

Ambição x Valores

Segue um pequeno, porém útil, framework para decisão sobre pessoas, baseado em Jack Welch – o lendário CEO que revolucionou a General Electric.

  • Pessoas com grande ambição e poucos valores são perigosas. Devem ser identificadas rapidamente e retiradas da companhia
  • Pessoas com grande ambição e altos valores são estrelas, que devem ser desenvolvidas e promovidas
  • Pessoas com pouca ambição e poucos valores não causam dano, mas também não chegarão a lugar nenhum
  • Pessoas com pouca ambição e altos valores podem ser interessantes, podem ser desenvolvidas

Por fim, uma frase do mestre, para pensar: “Se você escolhe as pessoas corretas, dá a elas a oportunidade para espalhar as asas e coloca compensações na carreira, você quase não terá que gerenciá-las”.

Veja também:

E-Book “O Quadro do Inferno”

A fim de experimentação, revisei um dos meus artigos favoritos e coloquei no formato e-book, para vendas na plataforma Hotmart.

A ideia é começar a publicar manuais e temas mais complexos, futuramente.

Para quem quiser visitar, segue link.

https://go.hotmart.com/R64800193G?dp=1

Competência x Persuasão

Numa grande empresa, é difícil avaliar diretamente a competência dos colaboradores, porque normalmente há muitos degraus de comando.

A capacidade de persuadir torna-se importante para transmitir ideias e fazer trabalhos acontecerem.

Quando a pessoa tem alta capacidade de persuasão e alta competência, é o melhor cenário possível – manter essas estrelas em ascenção.

Quando a pessoa tem baixa capacidade de persuasão e alta competência, tipo um técnico muito bom que baixa a cabeça e entrega muito, deve-se cuidar dessas pessoas. Elas não vão reclamar, até o dia em que simplesmente sairão e deixarão um vácuo difícil de ser preenchido.

Quando a pessoa tem alta persuasão e baixa competência, é o caso mais difícil de identificar. Exemplo são pessoas políticas, que sabem falar exatamente o que a chefia quer ouvir. Se essas forem competentes ou se cercarem de outras que são, ótimo, senão, cuidado, elas podem causar estragos.

Quando a pessoa tem baixa persuasão e baixa competência, é relativamente fácil de identificar.

Segue a figura dos quadrantes Competência x Persuasão.

Veja também:

O que é o efeito Urashima Taro?

A história de Urashima Taro é um dos contos populares mais famosos do Japão. É uma história para crianças, contada e recontada, de geração em geração, por mais de mil anos segundo a Wikipedia*.

Urashima Taro é um garoto, um pescador, que estava voltando para casa após um dia de pesca.

No caminho, ele notou um grupo de moleques, judiando de uma tartaruga gigante. Após algumas tentativas mal sucedidas de impedir o bulling, eles chegaram num acordo: Urashima Taro deu os peixes que ele havia pescado para os moleques, e estes foram embora.

Agradecida, a tartaruga voltou para o mar.

Alguns dias depois, quando Urashima estava pescando no mar, ele reencontrou a mesma tartaruga.

A tartaruga disse: “A princesa do mar Otohime está extremamente agradecida com a sua ação. Venha visitar o Castelo do Dragão, no fundo do mar, para que possamos retribuir”.

A tartaruga deu uma pílula para que o rapaz pudesse respirar dentro da água e o levou até o Castelo do Dragão.

A princesa Otohime e as suas belas serviçais receberam Urashima com muita pompa: ofereceram os melhores banquetes, mostraram os melhores lugares do reino submarino.

A vida de sonho do garoto estava tão boa que ele acabou ficando um ano como hóspede da princesa Otohime, no Castelo do Dragão.

Um dia, porém, ele ficou com saudades de casa e decidiu retornar. A princesa deu-lhe uma caixa de madeira com adornos de ouro, falou que a caixa o protegeria, e para ele nunca abrir.

Urashima retornou para a superfície terrestre, mas tudo estava estranho demais. As casas da vila tinham mudado, ele não encontrava mais ninguém que conhecia. A sua antiga casa já nem existia. Desesperado, ele questionou os moradores sobre o que estava acontecendo, até descobrir que mais de 100 anos tinham se passado!

Após chegar à conclusão de que 1 ano no fundo do mar tinham lhe custado 100 anos de vida, ele se lembrou da bela caixa dada pela princesa, que não era para abrir. É claro, ele abriu a caixa, da onde saiu uma fumaça branca e… puf, Urashima Taro não era mais um garoto, agora ele tinha se transformado num idoso de mais de 100 anos.

Videozinho sobre o conto:
https://www.youtube.com/watch?v=9pGT-CdThQ4

Moral da história?

Uma das primeiras perguntas que surgem é “Qual a moral da história?”

O rapaz foi recompensado por ser bom com a tartaruga, mas depois castigado por ter aproveitado a recompensa?

Na minha opinião, o problema está na pergunta. Na nossa cabeça ocidental, histórias para crianças devem ter uma “moral da história”, a julgar por fábulas de Esopo e contos do tipo. Contudo, nem todas as culturas são iguais à que temos. Para mim, o conto de Urashima Taro não tem uma “moral da história”. É um conto, cheio de imaginação, só isso, sem lição de moral.

Talvez seja na verdade uma lição de física moderna, não de moral, o que leva ao tópico seguinte.

A Teoria da Relatividade

Um dos resultados mais interessantes da Teoria da Relatividade de Einstein é o “Paradoxo dos gêmeos”. Um dos gêmeos fica na Terra, enquanto outro viaja num espaçonave, a uma velocidade próxima à da luz.

Relembrando um pouco da teoria, a velocidade da luz é constante para todos os observadores, enquanto o tempo e o espaço se curvam. No caso dos gêmeos, o tempo passa de forma diferente para ambos.

O efeito final é o seguinte: quando o gêmeo astronauta retorna para casa com quase a mesma idade da partida, o seu irmão terrestre já vai ser idoso, digamos 100 anos a mais!

Essa teoria, apesar de parecer nada intuitiva, já foi comprovada inúmeras vezes. Uma forma de comprovar é com relógios atômicos. Um fica em terra, o outro embarca num avião por algumas horas. Quando são colocados novamente um do lado do outro, o que ficou em terra vai indicar mais tempo do que o seu par que viajou em velocidade maior.

O filme “Interstellar” mostra esse efeito também. O protagonista encara as proximidades de um buraco negro, e quando retorna ao lar, a sua filha já é uma idosa, enquanto ele ainda é jovial.

Será que o Castelo do Dragão viaja na velocidade da luz? Ou o mesmo é um buraco negro? Acho que não, quando o conto foi criado, há mil anos, a teoria nem existia.

O Efeito Urashima Taro

Um último tópico.

Sabe a história da caixa dourada, com uma fumaça que envelhece a pessoa? Podemos usar a analogia, o “Efeito Urashima Taro”, para descrever algo que envelheça as pessoas a um ritmo acelerado.

Os últimos dois anos, de pandemia, incertezas e problemas em geral foram um “Efeito Urashima Taro” para muita gente.

Mas isso só acontece se abrirmos a caixa de preocupações. Se a deixarmos lá, quietinha, pouco seremos afetados!

Veja também:

*https://en.wikipedia.org/wiki/Urashima_Tar%C5%8D

Ray Dalio sobre a Nova Ordem Mundial, a China e Previsões para o Futuro

Ray Dalio é o gestor do maior fundo de investimentos do mundo, a Bridgewater, tendo começado do zero. Ele é considerado o “Steve Jobs das finanças”.

Dalio publicou no final de 2021 o livro “Principles for Dealing with the Changing World Order”, sobre ciclos econômicos e a nova ordem mundial que está surgindo, incluindo alguns forecasts para o futuro.


Ele começa estudando a história econômica dos últimos 500 anos, em especial impérios como China, Grã-Bretanha, Holanda e EUA – o livro é também um amplo trabalho de pesquisa histórica.

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É com certeza o melhor livro publicado em 2021, obrigatório para quem lida com economia e finanças. É fantástico para entender em que pontos estamos no mundo e para onde provavelmente estamos indo.

Seguem alguns highlights, anotações minhas sobre poucos pontos, dentre o calhamaço de mais de 500 páginas. Para a visão completa, comprar o livro, que é repleto de gráficos e tabelas com suporte quantitativo às afirmações feitas no texto.

Sobre ciclos

Os grandes ciclos oscilam entre 1) períodos prósperos de grande produtividade e 2) depressões, revoluções, guerras. Os períodos de paz duram muito mais do que os de guerra, tipicamente uma razão de 5:1, por isso é possível dizer que os períodos de guerra são uma transição entre períodos de paz e criatividade.

Três grandes forças que modelam ciclos econômicos:

  1. O ciclo do débito de longo prazo e mercado de capitais. Em nenhum momento de nossas vidas as taxas de juros estiveram tão baixas ou negativas. Em 2021, mais de 16 trilhões de dólares de débito estavam em taxas de juros negativas e uma quantidade unusualmente alta de novo débito adicional será vendido para financiar déficits. Isso pode ser novo para nossas vidas, mas já aconteceu em outras ocasiões da história. O país que tem o poder de imprimir a reserva de moeda do mundo tem uma posição privilegiada. Atualmente, os EUA ocupam este posto, mas já isso já mudou várias vezes ao longo da história.
  1. O ciclo de ordem e desordem interna. Desigualdades de riqueza e valores estão no maior ponto, durante a minha vida. Estudando os anos 1930s e outras eras, a polarização alta e a economia em baixa antecendem conflitos de como dividir o bolo.
  2. O ciclo de ordem e desordem externa. Pela primeira vez na minha vida, os EUA encontram um rival de poder equivalente de verdade. A China se tornou um poder rival aos EUA e está se tornando mais forte e a um ritmo mais acelerado. Se a tendência continuar, a China se tornará mais forte nos aspectos que tornam um império dominante.

O débito é grande demais para ser pago em hard money, haverá impressão de dinheiro.

Nos próximos anos, o business cycle (períodos de bancos centrais estimulando e esfriando a economia) será a dinâmica mais importante.

O próximo problema econômico grande deve em menos tempo, uns 5 anos.

O desconhecido é muito maior do que o conhecido.

Sobre o futuro

Olhar para o passado ajuda a:

  • Estimar o que provavelmente vai acontecer
  • Proteger a mim e aqueles de que sou responsável no caso de eu estar errado

Sobre mexer com futuro, deve-se:

  • Perceber e adaptar
  • Definir probabilidades
  • Saber o suficiente para se proteger

Verificar situações similares, mesmo que não perfeitamente iguais.

Extrapolando o passados dos últimos 100 anos, por exemplo, é razoável estimar que nos próximos 10 anos:

  • população mundial 10% ~15% maior do que hoje
  • produtividade por pessoa 20% maior
  • riqueza por pessoa 30% maior
  • expectativa de vida 7.5% maior

Em 20 anos:

  • população mundial 20%~25% maior
  • produtividade por pessoa 45% maior
  • riqueza por pessoa 70% maior
  • expectativa de vida 15% maior

Processar tanta informação é muito para uma boa mente humana, mas não para humanos + computadores.

Existe forecasts que não dão certo, há mudanças de paradigma que ocorrem. Mesmo assim, pode ser útil para distinguir uma mudança de verdade ou apenas uma moda.

Sobre EUA X China

Todos impérios declinam e surgem outros para sucedê-lo.

Há 5 tipos de guerra:

  • Econômica / comercial
  • Tecnológica
  • Capital
  • Geopolítica
  • Militar

A maior rivalidade atual é entre EUA X China, utilizando os parâmetros acima. Ambos estão claramente nas 4 primeiras guerras listadas acima. Ainda não estão em guerra militar. Pelos estudo do passado, conflitos dessa natureza precedem guerras militares em 5 ~10 anos.
Uma guerra militar entre essas duas potências seria devastadora.

Por enquanto, EUA são mais poderosos, com a China crescendo. Para a China, qualquer movimento nesse sentido é melhor em momento futuro. A doutrina da Destruição Mútua Assegurada preveniu grandes conflitos entre potências nas últimas décadas, e deve demorar muito tempo para que a China tenha vantagem tão grande a ponto de não ser destruída também num conflito. Uma guera militar é devastadora tanto para perdedores quanto vencedores.

China é uma força irredutível em relação à Taiwan e EUA irredutível também em relação à Taiwan. É o maior ponto de risco entre ambos, olhando para 10 anos.

A tendência é a China intensificar desenvolvimentos econômico / comercial, tecnológico, capital e geopolítica. Gastos militares vem aumentando.

Risco de grande guerra militar é de 35% nos próximos 10 anos, segundo cálculo de Dalio.

Como colocar apostas nesse contexto?

Sucesso vem de saber lidar com o imprevisto, ao invés do que já conhece.

  1. De todas as possibilidades, conhecer o pior cenário e verificar formas de eliminar o intolerável.
    Não ser nocauteado em caso de problemas. Calcular as necessidades básicas, de forma a saber o quanto seria necessário. Como se proteger para garantir esse mínimo?
  1. Diversificar. É possível reduzir riscos em 80% sem reduzir retorno, com diversificação correta. É uma estratégia de vida, ter opções a adotar em caso de necessidade. Outra é colocar gratificação futura mais relevante do que gratificação presente. Outra é testar discussões de ideias com as pessoas mais inteligentes possíveis.

Sobre tecnologia e computadores

A tecnologia atualmente ajuda o homem a pensar.

Combinação entre computadores e humanos pode gerar melhorias em todas as áreas da vida.

Não ser capaz de ler código de computador vai ser equivalente a não saber ler e escrever.

Avanços e aumento de aplicações em computação quântica e inteligência artificial levarão a avanços inimagináveis em taxas de aprendizado e melhorias e trarão mudanças de riqueza global e poder. Serão mudanças em taxas diferentes nos próximos 5 a 20 anos, e serão uma das maiores fontes de mudança em riqueza e poder que o mundo já viu.

Computação quântica e inteligência artificial serão superiores aos computadores tradicionais tal como o computador é em relação ao ábaco.

Sobre outras tecnologias promissoras:

  • AI e Robótica
  • Health care
  • Edição de genes
  • Vacinas de RNA
  • Nutrição e remédios

Bastante otimista quanto ao futuro.

EUA no topo de métricas de inovação, seguido de perto pela China, que vem avançando a passos rápidos. Quem vencer corrida tecnológica também vence a corrida econômica e militar.

Segue link do livro na Amazon:
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Veja também:

https://ideiasesquecidas.com/

Por que existem anos bissextos?

Uma pergunta recorrente no início do ano é se o ano é bissexto ou não. No caso, 2022 não é um ano bissexto – o próximo será em 2024.

A segunda pergunta que vem: por que existe esse tal de ano bissexto, só para complicar a vida?

Nota: em inglês, é “leap year”, porque pula de 4 em 4 anos

A resposta é porque o ciclo da Terra ao redor do Sol não é de 365 dias exatamente, e sim, de 365 dias, 5 horas, 48 minutos (e uns segundos, que vou ignorar aqui para facilitar a conta).

Ou seja, a cada ano, contabilizamos 5h 48min a menos. Para compensar, acrescentamos um dia a mais a cada 4 anos.

Porém, um dia tem 24 horas, e 5h 48min x 4 anos = 23,2h. Ou seja, com anos bissextos, colocamos 0,8 h a mais a cada 4 anos. Pode ser pouco, porém, ao acumular muitas décadas, o problema pode ficar grande no final.

Daí, a solução. A cada 100 anos, acumulamos um crédito de 0,8*100/4 = 20h. Então, se ignorarmos o ano bissexto a cada 100 anos (em 1800, 1900), teremos um déficit de 4h a cada 100 anos.

Ora, mas ainda temos um problema. 4h é muita coisa, ao acumular por centenas de anos.

Solução: a cada 400 anos, ignoramos o cancelamento do ano bissexto.

Em resumo: a cada 4 anos acrescentamos 1 dia a mais em fevereiro, exceto nos anos múltiplos de 100 que não são múltiplos de 400).

Ex. 1904, 2016, 2020, bissextos.

1900, 1800, 2100, não bissextos.

1600, 2000, 2400 bissextos.

Baita confusão. É uma conta de arredondamento: coloca 1 a cada 4 anos, não coloca 1 a cada 100 anos, coloca a cada 400 anos… Mesmo assim, não resolve o problema, talvez precisemos fazer outra reforma de calendário daqui a alguns milênios.

Esse tira-põe eterno ocorre porque a rotação da Terra ao redor de si mesma não é múltiplo da rotação da Terra ao redor do Sol.

Ou seja, apesar de nossos poderosos relógios atômicos atuais, ainda estamos presos aos ciclos da Terra e do Sol, como os romanos antigos.

Obs. Esta não é uma explicação científica, é um resumo didático.

Veja também:

Mundo VUCA, BANI? Esqueça. O mundo é FATO.

Está na moda criar acrônimos de 4 letras para representar tudo de ruim no mundo moderno. VUCA (Volatilidade, Incerteza, Complexidade, Ambiguidade). Em 2020, no pico da pandemia, criaram um tal de BANI (Frágil [Brittle], Ansioso, Não-linear, Incompreensível), com a mensagem implícita de que o mundo era pior do que VUCA.

Tal como num programa tipo o do Datena, parece que ativar o medo e a insegurança das pessoas vende mais cursos, palestras e livros.

Esse pessoal acima está completamente errado.

Gostaria de desejar, para você, que o ano de 2022 seja completamente oposto.

Gostaria de desejar um mundo FATO.

  • Forte: Força para ir além do possível, Boas Energia para o ano
  • Alegre: Alegria é a melhor coisa que existe, é assim como a luz no coração, já dizia Vinícius de Moraes
  • Tolerante: Que você e as pessoas ao seu redor sejam tolerantes a erros e problemas, clemência e paciência
  • Otimista: Por fim, confiança e esperança no futuro, que o mundo a vir seja apreciado pelo lado bom

Este são os votos deste espaço para 2022,

Arnaldo Gunzi

01/01/2022

As 5 joias do Infinito do Poder

Que tal ter a capacidade de persuadir outras pessoas? Impor sua vontade? Quais são as formas de Poder?

Um framework extremamente útil é o de John French e Bertram Raven, cientistas sociais que estudaram o assunto e publicaram sobre os 5 tipos de poder, em 1959.

As bases de poder são:

  1. Legitimidade: direito formal de ocupar a posição e tomar decisões a serem cumpridas. Este poder é delegado pela empresa ou pela sociedade. O juiz responsável pelo julgamento. O chefe na hierarquia da empresa. O árbitro do esporte. É um poder que vem do cargo, e quando a pessoa é substituída do mesmo, perde o poder.
  2. Recompensa: capacidade de oferecer recompensas, benefícios, compensações por conformidade.
  3. Punição: capacidade de punir outras por não-conformidade.

Recompensas e punições são dois lados da mesma moeda. Já dizia o general chinês Sun Tzu,

“Qual exército administra recompensas e punições de forma justa?

Quando recompensas teus homens com os benefícios que ostentavam os adversários eles lutarão com iniciativa própria, e assim poderás tomar o poder e a influência que antes tinha o inimigo. É por isto que se diz que onde há grandes recompensas, há homens valentes.

Por conseguinte, em batalha de carros, recompensa primeiro o que tomar ao menos dez carros.

Se recompensas a todo mundo, não haverá suficiente para todos; assim pois, oferece uma recompensa a um soldado para animar a todos os demais.

Se o exército não tem disciplina, isto quer dizer que o general não é levado a sério.”

  1. Especialista: origina-se da habilidade, conhecimento técnico avançado, experiência profunda em algum tema de difícil domínio. É um poder pessoal, que pode ser adquirido através de estudos e prática no tema. Independente de posição, força ou riqueza.
  2. Referencial: advém da relação, da referência a algum grupo que possa influenciar outros. Igreja, maçonaria, grupos em comum. Também pode referir à capacidade de fazer associações, relações.

Interessante notar que há pessoas com poder legítimo, mas que não detém poder real, em termos de informação ou de relações. Digamos, um gerente de uma grande empresa que faz apenas a política, mas depende do seu grande especialista para entregar de fato as melhorias prometidas. Acredite ou não, isso é muito comum. Também é bem comum o líder oculto, capaz de fazer associações entre diversas áreas e assim garantir alinhamento para o bem comum. Procure sempre quem detém o poder real, e não o título.

Há inúmeros estudos sobre o poder, e há outras “joias do infinito” não consideradas nesses 5 itens, porém, o framework de French e Raven é pequeno e efetivo para ter em mente.

Ação para hoje: Qual a forma de poder que você tem hoje? Como fazer o bem com o poder atual?

Veja também:

Trilha sonora: Iron Man – Black Sabbath

Balanço sobre o forecast de 2021, da revista “The Economist”

No começo de 2021, a revista “The Economist” fez uma previsão de tendências para o ano.

Era um perído repleto de incertezas, com a Covid no pico, e as primeiras vacinas ainda chegando.

Em geral, o forecast sugeriu mudanças de comportamento maiores do que realmente ocorreram. Algumas das tendências realmente estão ocorrendo, porém, deve levar mais do que o ano de 2021 para se concretizarem.

Segue uma reflexão sobre o artigo “O que está por vir em 2021, em 20 pontos da revista The Economist”.

1 – Os humanos querem se socializar novamente, mas o trabalho remoto basicamente permanecerá o mesmo. Vamos continuar a trabalhar online a partir de nossas casas cada vez mais adaptadas e com reuniões em lugares diferentes todos os meses para socializar e conectar.

Balanço: Com o arrefecimento da propagação da Covid, a tendência atual é um modelo híbrido. Retorno gradual aos escritórios, trabalho remoto em alguns dias da semana. Alguns setores nunca pararam, por serem presenciais por natureza. Já a socialização tende a retornar aos patamares anteriores, com ajuda de tecnologia – afinal, socializar ao vivo é extremamente melhor do que socializar remotamente!

2 – Escritórios vão fechar com uma porcentagem muito alta e esse modelo retrógrado será tomado por tecnologias disruptivas. As grandes corporações serão sempre lembradas como os enormes mamutes de 1980-2020 em extinção.

Balanço: Algumas tecnologias disruptivas, de comunicação remota, ganharam força durante o ano, mas ainda estamos longe de um metaverso, e grande parte dos “mamutes em extinção” ainda não foram extintos. Deve levar mais tempo e novas ondas de mudança para o forecast se concretizar.

3 – Os hotéis de trabalho desaparecem em pelo menos 50%. Viagens, congressos ou reuniões de trabalho nunca voltam a ser como eram, se puderem ser feitos online.

Balanço: Hotéis e todo o setor ligado ao turismo foram fortemente afetados durante a pandemia. Com o retorno gradual às atividades alguns movimentos contrabalançearam, como o trabalho nômade. Eventos e congressos online permitiram a participação de pessoas do mundo todo, a contrapartida é o overflow de convites e banalização de eventos online. Alguns eventos voltaram ao ser no formato presencial, embora ainda não com força total.

4 – As casas tornam-se mais tecnológicas e adaptadas ao trabalho diário. Muitas empresas se dedicarão a resolver as necessidades de trabalhar em casa. Hoje você pode morar fora de uma cidade grande, trabalhar da mesma forma e gerar o mesmo valor.

5 – A produtividade não depende mais de um chefe que te vê, agora é por meio de plataformas que te ajudam a medir resultados, KPIs e tempos eficientes. Contratar os melhores do mundo hoje é mais fácil, barato e eficiente.

Balanço: Mesmo antes do trabalho remoto, KPIs e medições objetivas deveriam complementar ou substituir o “chefe que te vê”. Sobre contratação, boa parte das empresas brasileiras ainda não se adaptou, não permitindo jornada 100% remota. Quem o fizer terá um diferencial competitivo interessante.

6 – Tudo o que é repetitivo torna-se virtual e em regime de assinatura. Igrejas, arte, academias, cinemas, entretenimento. Poucos lugares podem manter estruturas físicas como antigamente.

Balanço: Este forecast parece estar na direção correta, mas ainda vão alguns anos ou outro choque para se concretizar.

7 – Empresas que não investem pelo menos 10% em novas tecnologias irão desaparecer. A empresa tradicional chegou ao fim em 2020. Resta esperar sua morte final.

Balanço: As empresas tradicionais ainda não morreram, e algumas ainda vão sobreviver por um bom tempo. Mamutes também se adaptam!

8 – O turismo para entretenimento retorna plenamente fortalecido no segundo semestre de 2021, sempre acompanhado de muita tecnologia na sua operação, desde a compra, a operação e as experiências a serem recebidas.

Balanço: Devido a outras ondas e repique da Covid, o turismo para entretenimento ainda está prejudicado, embora tenha retornado no segundo semestre de 2021.

9 – O tratamento de dados pessoais torna-se mais delicado e as grandes plataformas vão mudar. As pessoas voltam a pagar assinaturas devido ao senso de transparência que isso envolve. Eles preferem pagar a doar seus dados. As grandes marcas hoje valem sua credibilidade. Tudo pode ser copiado ou replicado, exceto prestígio.

Balanço: A tentação de fonte gratuita de dados, e o enorme número de assinaturas necessárias para cobrir diversas fontes de informação fossem esses pagos, ainda fazem com que as pessoas se preocupem menos com os seus dados pessoais do que com o seu bolso, em geral.

10 – A força de trabalho será drasticamente reduzida e muitas operações simples serão fornecidas por IA. Em 2024, a IA já lidará com operações complicadas em milhões de locais. Uma grande temporada global de demissões está chegando.

11 – A educação nunca mais será igual. Cada um pode estudar o que precisar. Estudar offline e online será normal. Escolas e universidades são transformadas em um esquema híbrido para sempre.

12 – O sistema médico será adaptado com tecnologia remota para sempre. Uma consulta médica por teleconferência será normal. As pessoas ficam menos doentes com vírus, bactérias e doenças devido ao manuseio inadequado dos alimentos, graças à limpeza recorrente do indivíduo comum.

13 – A economia pessoal se contrai, novas formas de gerar transações comerciais são utilizadas e as pessoas economizam mais. Uma alta porcentagem dos gastos da família vai para atividades que antes não tinham demanda e vice-versa.

Balanço: Não é necessariamente verdade que as pessoas economizam mais. Sobre oferta e demanda, tendem a um novo equilíbrio, como sempre ocorreu na história.

14 – E-commerce continua a crescer, players como Facebook, Tik-Tok e YouTube entram para competir com a Amazon. Fechamento de 50% das lojas físicas globais. As lojas sobrevivem graças ao fato de serem experiências e showrooms, mas o comércio real no final de 2024 será maior online do que presencial em muitas áreas. Os grandes shoppings ficarão presos no tempo. Poucos sobreviverão a longo prazo.

15 – Mudanças climáticas serão um tópico muito discutido e apoiado. As grandes indústrias continuarão a se transformar com apoio da IA. Vamos passar da questão Covid para a Mudança Climática como a questão principal.

Balanço: O tema “Covid” continua forte, devido à variantes inúmeras e ao trauma causado nos últimos dois anos.

16 – Novos modelos de informações e notícias por assinatura com mais transparência ajudarão a disponibilizar conteúdo sem tantas fake news. Credibilidade e transparência serão a pedra angular de todas as empresas. As pessoas estão cansadas de tanta informação e preferem interagir com alguns seletos provedores de informação.

Balanço: Ao invés de credibilidade e transparência, boa parte das pessoas, para não dizer todas, prefere o viés confirmatório de notícias que vão ao encontro de sua visão de mundo, formando bolhas de pensamento.

17 – A saúde mental torna-se um tema recorrente. Grandes plataformas ajudam as pessoas a enfrentar as situações de agressividade, solidão e angústia que vivenciaram durante o isolamento. Há muito a repensar. As crises de liderança nas empresas serão mais comuns a cada dia.

Balanço: Saúde mental realmente tornou-se um tema de enorme importância, principalmente na fase mais aguda de Covid e medidas de distanciamento.

18 – Os grandes problemas como educação, saúde, energia, segurança, política, destruição da classe média, ganham destaque. Grande capital é investido para fazer o bem, enquanto os problemas globais são resolvidos.

Balanço: O mundo não parece ter mudado tanto a ponto de priorizar os temas citados.

19 – Tudo vai para o natural e saudável. Alimentos, experiências e forma de interação. 100% natural, produzir a própria comida, meditar e se exercitar, passa a fazer parte do dia a dia. Ser mais saudável é o “novo luxo”.

Balanço: O natural e saudável é uma tendência que continua ganhando força.

20 – O mundo está vendo este ano como um novo começo. Um renascimento. As pessoas vão repensar seus objetivos pessoais, de trabalho, saúde, dinheiro e espirituais. Grandes oportunidades estão surgindo para satisfazer todos esses requisitos e mudanças de pensamento. Acumular, consumir e viver pelo material vai para o lado negativo. A inovação, a tecnologia, o pensamento natural e lateral são a base da nova realidade. Todos estão a tempo de encontrar novos caminhos.

Balanço: O mundo não parece ter mudado tanto a ponto de fazer a humanidade repensar os seus grandes caminhos e buscar iluminação espiritual. Com o gradual retorno à normalidade, também retornamos às mesmas preocupações mundanas de sempre.

Conclusão

O começo de 2021 era de extrema ansiedade, refletido em projeções mais ousadas do que realmente ocorreram. O mundo mudou, mas menos do que o previsto.

As tendências apontadas continuam válidas para os próximos anos. E-commerce, rearranjo de oferta e demanda, preocupações com saúde mental e novas epidemias; mudanças climáticas e alimentação saudável.

Educação remota e trabalho remoto, até medicina remota, equilibrados com uma parte híbrida.

Inovação, inteligência artificial e automação, além da própria digitalização de quase tudo, podem levar a reequilíbrio de alocação de trabalho e pessoas, em geral aumentando a concentração de renda dos vencedores num mundo cada vez mais globalizado.

Uma palavra para 2022: Esperança. Esperança de deixarmos para trás a terra arrasada pela pandemia, e termos anos mais estáveis pela frente.

Post original

Trilha sonora:
U2 – I Still Haven’t Found What I’m Looking For