Exploit x Explore

Eis um conceito bem legal, porém difícil de traduzir para o português.

  • O “Explore” seria explorar, no sentido de desbravar novos horizontes, testar novos caminhos. Seria algo horizontal, ver coisas diferentes, descobrir.
  • O “Exploit” seria explorar, no sentido de aproveitar, usar a fundo algum recurso. Seria algo vertical, usar a mesma coisa o máximo possível.

Imagine um jantar em restaurantes como exemplo. Podemos procurar novos restaurantes, sob o risco de dar o azar de escolher um lugar ruim. Ou podemos ir no conhecido e garantido, sob o risco de perder a chance de conhecer algum melhor.

Quando usar o “explore” ou o “exploit”? Há um claro tradeoff.

Uma forma de decidir é conhecendo os recursos disponíveis.

Se queremos conhecer uma cidade nova, temos muito tempo à disposição, o “explore” é interessante para obter conhecimento.

Já numa situação oposta, onde não podemos errar, ou nos últimos dias da viagem, é melhor usar o “exploit”, colher os frutos do conhecimento obtido.

Intuitivamente, já fazemos isso.

O problema é fazer o oposto: não explorar quando temos recursos à disposição, ou arriscar quando temos menos margem de erro.

Aí eu lembro uma vez que fui ao Canadá, em 2006, e estava louco para explorar aleatoriamente a bela cidade de Quebec. Porém, o colega que foi comigo (e era o líder da missão), resolveu almoçar no… McDonalds! Zero espírito aventureiro.

O Almanaque de Naval Ravikant – versão áudio

Naval Ravikant é empreendedor e investidor no Vale do Silício.

Recentemente, saiu uma versão áudio de sua coletânea de frases, compiladas por um seguidor.

Naval tem uma habilidade imensa para condensar conceitos em poucas palavras e gerar uma pérola de pensamento.

Podcast no Spotify – https://open.spotify.com/episode/4QOuLcq4zJzTH7AgHEOATX

Versão Audible: https://www.audible.com/pd/The-Almanack-of-Naval-Ravikant-Audiobook/1544517882

Dica: Leia o livro, ouça o áudio, coloque em prática, releia o livro, reouça o áudio, coloque em prática, quantas vezes quanto necessário.

Uma seleção de frases de Naval

Não é realmente sobre trabalho duro. Você pode trabalhar num restaurante 80 horas por semana, e não ficará rico. Ficar rico é sobre saber o que fazer, com quem fazer junto, e quando. É mais sobre entender do que puramente trabalho pesado.

Se você ainda não sabe no que deveria trabalhar, o mais importante é descobrir. Você não deveria fazer um monte de trabalho duro se não souber.


Fuja da competição através da autenticidade.

Basicamente, quando você está competindo com outros, é porque você os está copiando, está tentando fazer o mesmo. Porém, todo ser humano é diferente. Não copie.

O pior resultado desse mundo é não ter autoestima. Se você não se ama, quem irá fazê-lo?

Não se leve tão a sério. Você é apenas um macaco com um plano.

Para mim, a felicidade não é sobre pensamentos positivos. Também não é sobre pensamentos negativos. É sobre a ausência de desejo, especialmente a ausência de desejos externos.

O mundo apenas reflete seus próprios sentimentos de volta para você. A realidade é neutra. A realidade não faz julgamentos.

Sobre startups

Há demanda global ilimitada pela mentalidade de fundador.

As startups não morrem quando acaba o dinheiro, mas quando acaba a energia dos fundadores.

Na corrida olímpica das startups, o primeiro lugar consegue o monopólio, o segundo consegue uma medalha, e não há terceiro lugar.

Antes de procurar um produto ideal para o mercado, assegure que tem paixão pelo produto. É uma longa jornada.

Empreendedores procuram pela “ideia”, a isca que os prendem pelos próximos 5 anos. Em que prisão você gostaria de estar? O que você ama fazer?

Quando construindo uma startup, a microeconomia é fundamental e macroeconomia é entretenimento.

A realidade é que a vida é um jogo de um único jogador. Você nasceu sozinho. Você vai morrer sozinho. Todas as suas interpretações estão sozinhas. Todas as suas memórias estão sozinhas. Em três gerações, você e as lembranças de você se vão e ninguém se importa. Antes de você aparecer, ninguém se importou.

Sobre paz e felicidade

Cada segundo seu neste planeta é muito precioso, e é sua responsabilidade ter certeza de que você está feliz e interpretar tudo da melhor maneira possível.

Eu não ando com pessoas infelizes. Eu realmente dou valor ao meu tempo nesta Terra. Eu leio filosofia. Eu medito. Eu ando com pessoas felizes.

Se você não se vê trabalhando com alguém para a vida toda, não trabalhe com eles por um dia.

Não há legado. Não há nada para deixar. Todos nós vamos embora. Nossos filhos terão ido embora. Nossos trabalhos serão pó.

“Não tenho tempo” é apenas outra maneira de dizer “Não é prioridade”.

Para ter paz de espírito, você tem que ter paz de corpo primeiro.

Seja impaciente com ações, paciente com resultados.

Se há algo que você quer fazer mais tarde, faça agora. Não há “mais tarde”.

Na verdade, não há nada além deste momento. Ninguém nunca voltou no tempo, e ninguém nunca foi capaz de prever o futuro com sucesso de qualquer maneira que importa.

Valorize seu tempo. É tudo o que você tem. É mais importante que seu dinheiro. É mais importante que seus amigos.

Não gaste seu tempo fazendo outras pessoas felizes. Outras pessoas sendo felizes é problema delas.

Sobre riqueza

1) Busque riqueza, não dinheiro ou status. A riqueza é ter ativos que rendem enquanto você dorme. Dinheiro é como transferimos tempo e riqueza. Status é seu lugar na hierarquia social.

2) Você não vai ficar rico alugando seu tempo. Você deve possuir equities – um pedaço de um negócio – para ganhar sua liberdade financeira.

3) Você vai ficar rico dando à sociedade o que ela quer, mas ainda não sabe como conseguir. Ou seja, agregando valor de verdade. Em escala.

4) Escolha uma indústria onde você pode jogar jogos de longo prazo com pessoas de longo prazo.

5) A Internet ampliou maciçamente o possível espaço de carreiras. A maioria das pessoas ainda não descobriu isso.

6) Jogue jogos iterados. Todos os retornos na vida, seja em riqueza, relacionamentos ou conhecimento, vêm de juros compostos.

7) Escolha parceiros de negócios com alta inteligência, energia e, acima de tudo, integridade.

8) Não faça parceria com cínicos e pessimistas. Suas crenças são profecias autorrealizáveis.

9) Aprenda a vender. Aprenda a construir. Se você pode fazer as duas coisas, você será imbatível.

10) Não há esquemas ricos rápido. É só outra pessoa ficando rica usando você.

11) Não há uma habilidade chamada “negócios”. Evite revistas de negócios e aulas de negócios.

12) Conhecimentos específicos são muitas vezes altamente técnicos ou criativos. São aqueles que não podem ser terceirizados ou automatizados.

13) Alavancagem é um multiplicador de forças. A alavancagem dos negócios vem de capital, pessoas e produtos sem custo marginal de reprodução (ex. código e mídia).

14) Abrace a responsabilidade e arrisque os negócios com seu próprio nome. A sociedade irá recompensá-lo.

15) Trabalhe o máximo que puder. Com quem você trabalha e no que trabalha são mais importantes do que apenas trabalhar duro.

16) Defina um custo da hora do seu trabalho. Se um problema economizará menos do que seu custo horário, ignore-o. Se terceirizar uma tarefa custará menos do que sua taxa horária, terceirize-a.

17) A criação de riqueza ética é possível. Se você secretamente desprezar a riqueza, isso vai iludi-lo.

18) Torne-se o melhor do mundo no que você faz. Continue redefinindo o que você faz até que isso seja verdade.

19) Quando você finalmente for rico, você vai perceber que não era o que você estava procurando em primeiro lugar. Mas isso é para outro dia.

Veja também:

“Lições da história” – Will e Ariel Durant

“Lições da história”, de Will e Ariel Durant, é um dos meus livros favoritos. É pequeno, com cerca de 100 páginas, porém apresenta uma série de ideias contundentes e afirmações fortes.

Link da Amazon: https://amzn.to/3qq5SEG

Este livro é um resumo das principais conclusões dos autores, analisando 100 séculos de história da humanidade. Eles escreveram uma das coleções mais aclamadas do mundo: A história da civilização, com 11 volumes e mais de 10 mil páginas!

Fiz um resumo no formato “cheat sheet”, uma planilha bizurada. Está disponível para download no link a seguir.

https://1drv.ms/x/s!Aumr1P3FaK7jnwzI1R3zqHUzUZGp

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Recomendações de livros para um jovem em início de carreira (ideiasesquecidas.com)

​Recomendações de livros para recém-formados (ideiasesquecidas.com)

Pirâmide demográfica

Um dos sites mais interessantes que conheço é o Population Pyramid, sobre demografia mundial:

Population of WORLD 2019 – PopulationPyramid.net

Seguem alguns dos gráficos.

A superpopulosa China está envelhecendo, em parte devido à política do filho único iniciada 40 anos atrás (observe o “dente” na faixa dos 40 anos do gráfico).

O pico populacional será por volta de 2030, com aproximadamente 1,5 bilhão de pessoas.

A Índia, outro gigante mundial, ainda tem a pirâmide populacional parecendo levemente uma pirâmide, mas o número de filhos vem diminuindo. O pico ocorrerá por volta de 2055, com 1,6 bi de habitantes! Ou seja, a Índia será mais populosa do que a China, em futuro próximo.

E o Brasil?

Pelo gráfico, vem envelhecendo, aos poucos. Vai manter por bastante tempo em torno de 200 milhões de habitantes.

Os EUA têm um perfil esbelto, e vai continuar crescendo segundo as projeções.

A África tem o gráfico parecido com um pirâmide. Populações com menor desenvolvimento econômico apresentam perfil semelhante.

Já a Europa, envelhecida:

O site também permite voltar para o passado e ir para o futuro. Vejamos o BR. Nota-se claramente o efeito de envelhecimento da população.

Muito estranho é o caso de países asiáticos, como o Japão, onde as pessoas estão tendo menos filhos do que o número mínimo de reposição. Ou seja, a tendência é de envelhecimento e diminuição da população!

No Japão de hoje, já existem situações de escolas vazias por falta de alunos.

O mesmo ocorre com a Coreia do Sul, envelhecendo e decrescendo populacionalmente.

O grande Peter Drucker dizia que demografia o futuro que já aconteceu, é como uma bomba-relógio!

Quase todo o mundo desenvolvido terá que conviver com populações envelhecidas e poucos filhos.

E, por fim, o mundo como um todo deve continuar crescendo continuamente, até estabilizar perto de 10 bilhões de pessoas em 2100!

O gráfico do sucesso e o gráfico da felicidade

Um professor que tive, há muito tempo, relatou o encontro de 20 anos de formado da sua turma. A conversa era sempre algo do tipo: “E aí, há quanto tempo! Olha só, quanto você está ganhando?”

Hoje, na minha vez de ter quase tanto tempo de formado, vejo que o comentário do professor estava correto. A pergunta não é tão explícita assim, mas envolve de alguma forma status e comparações sociais.

Lembra bastante o “Gráfico do sucesso” abaixo. Para cada faixa de idade, existem as “conquistas” desejadas, e para a faixa da meia-idade, dinheiro e status social são destaque.

Porém, mais importante do que o “Gráfico do sucesso”, é o “Gráfico da felicidade”. É basicamente a mesma curva, porém ao contrário.

Ironicamente, somos mais felizes quanto mais jovens ou mais velhos, quando não temos expectativa de nada. Quanto mais conseguimos, mais infelizes somos.

Justamente o ponto mais baixo da felicidade é quando temos tudo de tudo: ainda jovem o suficiente, com família, economicamente ativo, já em posição madura em sua ocupação…

O desafio é fazer justamente o oposto do que todo mundo faz. Quando no auge do gráfico do sucesso, não buscar mais dinheiro ou status, e sim, desfrutar do que tem, aproveitar a família e amigos, ler e viajar (difícil atualmente), e, principalmente, dedicar esforços em alguma contribuição legal a deixar como legado para as pessoas, seja um blog com ideias espertas, seja trabalho voluntário, ou alguma outra contribuição. Pelo menos, é assim que penso.

Trilha sonora: The Beatles – Money

Veja também:

Clubhouse para Android

A rede social de áudio, ClubHouse, acabou de ser lançada para Android.

Eu estava na lista de espera, e o mesmo baixou automaticamente de ontem para hoje.

Eu gosto de ver o mesmo como uma plataforma de conferências em áudio, sobre temas bastante especialistas. Seja Blockchain, Startups, Economia, sempre tem algum grupo interessante para acompanhar.

É puramente áudio, o que para mim é sensacional – não aguento mais reuniões por Zoom ou Teams.

Tenho uns 5 convites, para quem quiser experimentar. Update: não tenho mais convites, acabaram rapidinho.

Conheça o maior proprietário de terras agrícolas dos EUA

Em janeiro, a revista americana The Land Report, maior publicação sobre o mercado das terras nos Estados Unidos, revelou que Bill e Melinda Gates acumularam o maior portfólio de terras agrícolas privadas dos Estados Unidos.

Link: https://revistapegn.globo.com/Administracao-de-empresas/noticia/2021/04/bill-gates-explica-motivo-de-ser-o-maior-proprietario-de-terras-agricolas-nos-eua.html

Segundo Gates, o motivo foi a ciência de sementes e biocombustíveis, em linha com suas iniciativas de sustentabilidade ecológica.


Uma reflexão. Bill Gates pode até ter comprado terras para desenvolver sementes  superprodutivas, como afirma. Porém, assim, ele também maximiza o impacto do próprio nome. Daqui a 100 anos, talvez 200 anos, ainda vamos estar ouvindo sobre a fundação Bill Gates.

Fosse a preocupação só desenvolver sementes, ele poderia ter arrendado terras, por exemplo.

Propriedade de terras é como a força da gravidade. Em curta distância, perde facilmente para força elétrica. Mas, a longas distâncias, a gravidade continua atuando, regendo o movimento das estrelas e galáxias.

Com terras, a mesma coisa. A curto prazo, investimentos outros ganham, a longo prazo, você vai estar podendo plantar em cima da terra daqui a 100 anos.

Análise de risco, do jeito que a gente faz, só funciona a curto prazo. A médio e longo prazo, fica cada vez mais impossível prever. Essas análises passam a ser mais qualitativas do que quantitativas.

E o pior, a curto prazo, fazendo as contas, vai dar que temos que vender a terra para ficar com o dinheiro.

Uma empresa movida a EBITDA trimestral nunca vai conseguir justificar um investimento que vai demorar dezenas ou centenas de anos para se pagar, embora seja exatamente essa a chave para sobreviver dezenas ou centenas de anos.

Ser movido a curto prazo vai dar certo por um bom tempo, até chegar o dia em que vai dar errado…

Como diz o ditado, “Quem compra terra, não erra”.

Veja também:

Recomendações: o Estado independente e o Lápis

Duas recomendações de mídia.

  1. A incrível história da Ilha das Rosas

É a história de um engenheiro excêntrico (para não dizer totalmente maluco), que criou uma plataforma de 400 m² no mar, a 12 Km da cidade de Rimini, alguns metros além do limite territorial italiano.

A seguir, ele se autoproclamou presidente deste estado independente, e tentou conseguir reconhecimento das Nações Unidas. Em pouco tempo, centenas de pessoas começaram a visitar a ilha, e até a pedir cidadania neste país sem leis! O engenheiro acabou causando uma confusão enorme com as autoridades italianas… Vejam o filme para saber o final da história.

Apesar de completamente surreal, o filme é baseado numa história verdadeira!

Trailer:

Disponível na Netflix.

Imagem da plataforma real da Ilha das Rosas. Fonte: Mar sem Fim

Aventuras na História · Micro-nação no mar: a verdadeira saga por trás de ‘A Incrível História da Ilha das Rosas’, da Netflix (uol.com.br)

2) Eu, Lápis.

Nenhuma pessoa sozinha é capaz de fazer um lápis.

Para fazer um simples lápis, necessitamos de diversos materiais: madeira, grafite, borracha, metal.

“Imagine um cedro nascido da semente que cresce no nordeste da Califórnia e no estado do Oregon. Agora visualize todas as serras e caminhões e cordas e outros incontáveis instrumentos usados para cortar e carregar os troncos de cedro até a beira da ferrovia. Pense em todas as pessoas e suas inumeráveis capacidades que concorreram para minha fabricação: a escavação de minerais, a fabricação do aço e seu refinamento em serras, machados, motores: todo o trabalho que faz com que as plantas passem por vários estágios até se tornarem cordas fortes e pesadas; os campos de exploração de madeira com suas camas e refeitórios, a cozinha e a produção de toda a comida para os lenhadores. Milhares de pessoas têm participação em cada copo de café que os lenhadores bebem.”

Eu, Lápis, é um pequeno conto de Leonard Read. A animação abaixo tem 6 minutos e resume bem o texto, destacando a enorme especialização do trabalho dos dias atuais, e a não-existência de uma entidade central coordenando tudo.

https://www.mises.org.br/article/810/economia-em-um-unico-artigo%E2%80%94eu-o-lapis

Ficam as dicas, para esse recesso de fim de ano!

Como ler 300 resumos por ano (de graça e de forma legal)

Bom, na verdade, o correto é “como ouvir” 300 resumos de livro por ano (de graça e de forma legal).

O segredo são serviços comerciais de resumos de livros. Conheço três: o 12 min, Blinklist e o Instalivros.

Todos os três serviços dão uma amostra grátis por dia. Um livro diferente a cada 24h, variando o assunto aleatoriamente: negócios, biografia, economia, finanças.

Os resumos são muito bons, capturando pontos principais dos livros. Em geral, são resumos que cabem em 12 min, mas alguns chegam a quase 30 minutos. Não é nada em grande profundidade, porém, é o suficiente para ter uma boa ideia dos temas discutidos, relembrar livros já lidos e avaliar se vale uma leitura mais profunda.

Gosto mais dos americanos 12 min e Brinklist. O acervo é maior e os resumos melhores do que o brasileiro Instalivros (que também é bom, sem dúvida).

Ou seja, tendo a disciplina para ouvir um resumo de cada por dia, já são 3 no dia. Nesses tempos de pandemia e home-office, assumi o hábito de ouvir esses resumos logo pela manhã, no intervalo de descanso entre tarefas.

Tento fazer essa rotina todos os dias, mas nem sempre é possível, e de vez em quando o livro é de um assunto que não interessa. Calculo que, em média, devo ter ouvido o equivalente a 300 resumos/ano, adotando a técnica citada. Nada mau.

Lembrando que resumos têm uma utilidade resumida. Eles são apenas uma boa introdução.

Para ninguém me chamar de pão-duro (o que é verdade de certa forma), em período de férias, eu assino um desses serviços, afinal, tenho mais tempo.

Eis aí uma boa dica de produtividade. Aproveitem.

Veja também:

Produtividade (ideiasesquecidas.com)

Produtividade em áudio (ideiasesquecidas.com)

O que aprendi vendendo livros pela Amazon

Vender livros e itens usados é uma forma interessante de conseguir uma pequena receita a partir de itens já depreciados.

Confira algumas reflexões neste post.

Sobre livros físicos

As antigas livrarias já morreram faz tempo. Só faltam alguns pregos no caixão. Apenas algumas voltadas a nicho e e-commerce estarão vivas no futuro.

Os livros físicos também perderam muito do valor que um dia já tiveram. Se, antigamente, eram a única forma de transmitir informação, hoje em dia há inúmeras alternativas: livros digitais, resumos feitos em blogs, análises em podcasts e youtube, áudiolivros… Embora livros físicos ainda tenham algumas vantagens, são em geral mais caros, e perdem em conveniência para as alternativas.

Tenho uma biblioteca particular com cerca de 700 livros, fruto de algumas décadas de leitura voraz sobre inúmeros tópicos.

Parte da minha biblioteca, junto com cubos mágicos e figuras de ação

Diante da situação exposta, decidi: 1) Zerar a compra de novos livros físicos, optando pelas alternativas; 2) Vender metade do acervo que tenho, enquanto ainda têm valor e para liberar espaço em casa.

Em geral, penso em ficar somente com livros técnicos (matemática, algoritmos), de filosofia, e alguns que minhas filhas possam utilizar no futuro.

Faz uns quatro meses que estou utilizando o Mercado Livre e a Amazon, já tendo vendido uns 50 livros no total.

Sobre lucro

São livros que comprei como novos, já li e estão sofrendo o efeito do tempo. Estou vendendo como usados, portanto existe um deságio justo. Digamos, se comprei a R$ 80,00, no máximo dá para vender a R$ 70,00, se estiver em bom estado.

Alguns poucos livros raros eu cobrei até mais caro do que o valor de compra, mas são exceção. O mercado é quem manda. Se houver muita oferta, o preço vai cair, inevitavelmente. Se só eu estiver vendendo, o que é muito incomum, dá para subir o preço.

Gosto de pensar que o lucro é zero. Em geral, o preço de venda é menor do que o preço que paguei. O ganho real é o conhecimento adquirido, que ajudou a formar quem sou hoje.

O meu objetivo é repassar os livros para alguém que vai utilizá-los bem. É melhor do que simplesmente jogar fora. Outra boa opção é doar para algum sebo ou instituição.

Exemplo. Anúncio meu do livro “Os botões de Napoleão”, em https://www.amazon.com.br/gp/offer-listing/8571109249/ref=tmm_pap_used_olp_0?ie=UTF8&condition=used

Para ter algum lucro, é necessário obter o produto a um preço baixo (comprando por atacado ou direto da fábrica, ou importando, ou produzindo). O preço de venda vai ser oferta e demanda puros, capitalismo selvagem. Preço baixo aumenta a tendência de vender, preço mais alto que concorrência é quase certo que não vai vender.

Sobre usabilidade

Para incluir um novo livro, é muito mais simples utilizar a Amazon do que o Mercado Livre. Pela Amazon, basta procurar o livro, preencher o estado do mesmo (novo, usado em boas condições, etc), e estabelecer o preço.

Ilustração das informações a preencher

Pelo Mercado Livre, tenho que preencher todas as características do livro, colocar uma foto e outras descrições.

São uns 6 cliques para cadastrar um livro pela Amazon, enquanto são uns 20 cliques, foto e descrições pelo Mercado Livre.

A taxa do Mercado Livre é menor, uns 10%, enquanto a Amazon cobra mais caro, uns 20%. Porém, devido à facilidade, e como o meu foco não é ter lucro, acabo usando mais a Amazon que o Mercado Livre.

Também tenho a impressão que o marketplace da Amazon é mais poderoso que o do Mercado Livre, mas é só percepção, não um experimento robusto.

Sobre o trabalho

Demoro uns 2 min para cadastrar um produto, que fica exposto no site da Amazon.

Recebo um e-mail sempre que algum livro é vendido.

Embalar e enviar pelo correio, terceirizo com a minha esposa, mas não é nada complicado.

Como já tenho os produtos, é só pegar na biblioteca, mas no caso geral, também tem o trabalho de comprar e gerenciar o inventário.

Sobre os compradores

Já enviei os livros para pessoas de todos os cantos do Brasil. Campinas, Feira de Santana, Porto Alegre. Teve um que era a alguns quarteirões de casa.

Esse tipo de match nunca iria ocorrer sem um marketplace. Como eu saberia que exatamente aquela pessoa de Piracicaba iria comprar um livro sobre “O poder do Mito” que eu tinha em estoque? Nunca.

Sobre avaliações e reclamações

Como confiar numa pessoa desconhecida? Esse foi um dos grandes desafios do comércio eletrônico no passado. Uma forma eficaz de trabalhar isso é através de avaliações.

Os compradores avaliam o serviço dos vendedores. Quem tem melhor avaliação é mais confiável, menor o risco.

Hoje, as pessoas estão muito mais acostumadas a fazer transações pela internet.

Um efeito dessa segurança é que quase ninguém faz avaliações. Se a compra é boa, ok, simplesmente o comprador não faz nada, porque ele gastaria muito tempo avaliando todas as compras que fez. Eu mesmo, só avalio de vez em quando algum pedido no iFood, por exemplo.

Desse tanto de vendas realizadas, tive apenas uma avaliação positiva pela Amazon, e uma pelo Mercado Livre.

Confira a minha reputação em: https://www.amazon.com.br/sp?encoding=UTF8&asin=0201896842&isAmazonFulfilled=0&ref=olp_merch_name_1&seller=A1QM1NE4FRBJ5N

De reclamação, só um que reclamou da demora do pedido (culpa dos Correios, que estavam em greve). Em geral, as pessoas são justas e entendem os problemas.

Poder do marketplace

A margem da Amazon é alta, porém, o sistema é muito bom, olhando como usuário. O site lida com a divulgação, pagamento, reembolso, e deposita o valor na minha conta. Tem um sistema de inventário simples mas efetivo, e relatórios diversos. As regras são transparentes, o que é bom.

A Amazon concorre consigo mesma, porque ela também vende livros. Ao colocar livros de diferentes vendedores para concorrer com ela mesma, ela quer dar opções e agregar o máximo valor possível ao usuário.

O outro lado da moeda é que a Amazon fica com todo o poder.
Isso se traduz em alguns pontos:

  • Eu não tenho uma loja no site da Amazon
  • Não tenho informação sobre a demanda e concorrentes
  • Tenho pouquíssimo contato com os clientes. Dá para trocar algumas mensagens, mas sem acesso ao e-mail ou celular do comprador, e sempre com a Amazon de olho para ver se a gente não passa a perna nela

Ou seja, a fidelidade do cliente é com a Amazon, que lhe permitiu fazer uma boa compra a um bom preço. A fidelidade não é entre o comprador e o vendedor. Na próxima compra, ele vai procurar a Amazon, não a mim. Isso não faz a menor diferença, no meu caso, mas é um fator importante para uma loja comercial de verdade, por exemplo.

Para o comprador, o vendedor é tão commodity quanto o produto.

E se eu montar um marketplace?

Ser apenas um vendedor não escala, já sendo o marketplace, sim. Cada comprador e cada vendedor a mais aumentam o poder do mercado, exponencialmente.

Se o poder está todo com o marketplace, porque não montar um?
Um site que envolva compradores e vendedores, sobre um tema, digamos, livros para crianças?

Primeiro, tem as barreiras técnicas: como montar o site, como lidar com pagamentos, segurança da informação, etc.

Mas o mais pesado é o efeito Winner-takes-all. Somente alguns poucos marketplaces vão vencer, e todos os outros serão perdedores. Essencialmente, o meu marketplace iria concorrer com a Amazon, que faz promoções, tem o Prime Video, Prime Music, oferece inúmeras outras vantagens porque sabe que vencer a guerra do marketplace é muito mais importante do que vencer a batalha de uma pequena venda.

É briga de cachorro grande. Além do próprio Mercado Livre, há o Magazine Luiza, as Americanas e muitos outros grandes surgindo. Não cheguei a testar esses outros, mas em geral a concorrência entre marketplaces devolve um pouco do poder aos vendedores.

Como se cadastrar como vendedor?

Procurar instruções nas páginas seguintes:

https://sellercentral.amazon.com.br

https://www.mercadolivre.com.br/

Obs. O programa de associados da Amazon é uma forma de remunerar recomendações e não tem relação alguma com o mercado de vendas.

Conclusão

É relativamente fácil vender produtos pela internet hoje em dia. Marketplaces como a Amazon e o Mercado Livre são poderosos. E há uma boa probabilidade de fechar negócios, se o preço não for muito mais alto que a concorrência, e se houver demanda.

Este é um bom método para se livrar de produtos que não queremos mais (e que estão em boa condição), e até para criar um pequeno negócio, por que não?

Outras ideias, favor deixar nos comentários.


Ideias técnicas com uma pitada de filosofia

https://ideiasesquecidas.com/

Nassim Taleb na Expert XP 2020

Highlights:

A convexidade é mais importante do que o conhecimento. Convexidade: quando estou certo, tenho lucro maior do que o prejuízo quando estou errado. 

A ciência guia a tecnologia? Não. É o oposto, a tecnologia guia a ciência.

O melhor indicador de uma futura falência é ter receita estável.

Se você quer diminuir a fome do mundo, não vá para uma ONG, com salários fixos, funde uma empresa. 

Sobre honrarias

Honrarias são um jogo de soma zero. Para todo mundo que recebe um prêmio, alguém não recebe.

Em contraste, quando se trata de dinheiro, business, é um jogo de soma positiva. Gera valor para o todo.

Pandemia é um Cisne Negro?

Resposta de Taleb: não.

O que é esperado não é um Cisne Negro.

Nós sabíamos há anos do poder de pandemias. A história é repleta de casos de pandemias e quarentenas. Há relatos, livros e até filmes sobre o tema.

Ser Cisne Negro ou não depende do observador. Para o peru, o dia do Natal é um evento imprevisível. Para o açougueiro, não.

O ambiente hoje é muito mais suscetível a uma pandemia. É fácil pessoas de todo lugar virem em São Paulo, num evento de 30 mil pessoas, e depois numa churrascaria. Na semana seguinte, uma pandemia pode estar no mundo todo.

Uma distribuição Fat Tail é aquela em que uma única observação domina todas as outras. Algo fat tail tem probabilidades completamente imprevisíveis localmente.

Temos mecanismos para lidar com pandemias.

Máscaras faciais têm propriedades convexas. Se reduzir uma probabilidade ao meio, globalmente reduz 99%. Máscaras têm efeitos compostos.

Quanto maior a escala burocrática, maior a incompetência. A OMS é a mais incompetente de todas.

A convexidade é mais importante do que o conhecimento

Convexidade: quando estou certo, tenho lucro maior do que o prejuízo quando estou errado. 

É o mesmo com opções. Existem assimetrias.

A ciência guia a tecnologia? Não

É o oposto, a tecnologia guia a ciência.

Um exemplo. Cozinhar. Como fazer a melhor feijoada do mundo?

Digamos que haja duas alternativas: contratar os 50 melhores químicos do mundo para criar uma fórmula com a composição química ideal, ou pegar aleatoriamente, 50 gordinhos para criarem pratos.

Se está bom, mantém, se estiver ruim, joga fora.

A inteligência da tentativa e erro é 10x melhor.

A indústria farmacêutica não veio dos químicos, veio de inúmeros testes, onde alguns deram resultado.

Muita coisa que parece que veio de pesquisa, veio de convexidade e tentativa e erro. 99% dos remédios são de descobertas aleatórias.

Posso ser péssimo em forecast, mas se estiver num ambiente convexo, dá para ganhar mesmo estando errado.

Se estiver num ambiente côncavo, o forecast tem que ser na mosca para ganhar. Exceto no caso de bancos ou setores com auxílio estatal.

Bons negócios são convexos. Você deve procurar oportunidades convexas. Opções, estratégia barbell (balancear a maior parte do patrimônio em ativos seguros, e o restante em ativos que podem dar retornos extraordinários).

Em 10 mil companhias listadas em bolsa, entre 100 e 200 representam metade da capitalização. As coisas estão muito concentradas.

Outro exemplo é o de livros. De um milhão de romances, tem entre 5 e 25 mil que fazem metade dos lucros.

Nunca tinha entendido por que editoras compram outras. A razão é que a editora tem que ter 20% de tudo o que é publicado, senão não vai ter renda estável. Eles têm que ser superdiversificados. É a regra 1/n, também vale para ações.

Dois irmãos gêmeos, um taxista e outro num trabalho convencional estável num banco. Qual tem mais risco?

Um irmão, com renda muito estável, trabalha num banco.

Outro, um taxista, cuja renda oscila enormemente. Na média, digamos que os valores sejam iguais.

Ambos com 55 anos. É uma história real.

Se perguntar para qualquer um, um economista, ele dirá que o taxista é mais volátil, então o de maior risco.

Mas digamos que ambos sejam demitidos. Qual dos dois tem mais condições de fazer alguma coisa nova?

O primeiro trabalhou para o mesmo empregador por 35 anos, e isso matou a sua capacidade de adaptação.

O taxista passou a vida toda se adaptando constantemente, via estressores. A cada dia ruim, ele teve que pensar em formas de fazer diferente. Se fosse nos dias de hoje, talvez ele se especializasse em delivery e fizesse o dobro do dinheiro.

Quem se adapta constantemente a estresses resiste a longo prazo. O mesmo vale para companhias.

Em biologia, os organismos respondem a estressores.

Digamos que eu tome sol e o organismo tenha uma super-reação, deixando o rosto vermelho. A queimadura do sol gera proteção.

O melhor indicador de uma futura falência é ter receita estável.

Exemplo, uma empresa que tem contrato com governo, e quando muda o governo acaba a fonte.

Coloque alguém num ambiente super protegido, por um ano. Ele não vai ficar doente.

Depois, coloque a pessoa no metrô de Nova Iorque pré-Covid, quanto tempo ele aguenta?

Um ruído de fundo me faz ouvir melhor. A volatidade moderada é boa. Pular 1m da janela, OK, se pular 10m eu morro.

Dicas para o trader. Não se preocupe com volatilidade de preços, em sim em sobreviver. Se preocupe em não quebrar, o resto está OK.

Sobre empreendedorismo

Temos que tratar empreendedores como soldados, como a pessoa deu a vida por uma causa. Somos antifrágeis como sociedade à custa da fragilidade deles.

O empreendedorismo não pode ser ensinado. É da pessoa.

Uma pessoa como eu (Taleb) não tem como ter um chefe. Posso ter parceiros, mas não um chefe.

Os governos têm que deixar os empreendedores fazerem o seu trabalho, não atrapalhar.

Qual o país com a maior taxa de falências? Os EUA, e dentro dos EUA, o Vale do Silício. Quanto mais tentativas e fracassos, maior a prosperidade do país.

A falência não é ruim.

Na Índia, os avós não querem que os netos vão para boas escolas. Eles preferem que fundem uma empresa. Abrir uma empresa ajuda os outros.

Tem que ter apetite a riscos. E a pele no jogo. Errar e fracassar cedo.

A estrutura social nos EUA ajuda. É socialmente aceitável fracassar. Em alguns países asiáticos, o fracasso é um estigma.

Alguém já fracassou para produzir tudo que você usa hoje, seja um simples copo.

Universidades, serviço público, é um jogo de soma zero.

O governo não pode atrapalhar. Tem que encorajar, proteger quando falhar.

Se você quer diminuir a fome do mundo, não vá para uma ONG, com salários fixos. Funde uma empresa.  

Veja também:

https://ideiasesquecidas.com/2017/08/09/a-teoria-dos-cisnes-negros/

https://ideiasesquecidas.com/2015/03/07/o-problema-do-peru/

Resumo da entrevista de Paulo Guedes, na Expert XP 2020

Highlights

Reforma tributária:

– imposto sobre transação: estudando base ampla

– imposto dividendos: sim

– imposto renda pessoa jurídica: vai diminuir

Retomada à vista

Renda Brasil ao final do auxílio emergencial

Acelerar programa de privatizações

Fica até o final do mandato? Só sai abatido à bala.

Reforma tributária

Está pronta. O plano era entrar no começo do ano, o COVID atrapalhou.

Tem imposto sobre valor agregado – IVA.

O esforço na calamidade pública do COVID foi do tamanho de 10% do PIB.

A democracia brasileira andou. Talvez um pouco lenta, mas andou. Recursos foram disponibilizados. Não faltaram recursos para a saúde.

Sobre Retomada

Há sinais interessantes:

– consumo de energia elétrica só 4% abaixo de junho do ano passado

– notas fiscais eletrônicas 70% acima de junho do ano passado

– exportações praticamente iguais no primeiro semestre

– construção civil contratando 5.000 pessoas

– deve vir boom imobiliário de uns 10 anos, por conta de baixos juros. Outro efeito é o alongamento de prazos, atualmente 20, 30 anos para financiar imóvel, pode subir para 40, 50 anos

– melhor mês para Caixa Econômica Federal, em liberar recursos para construção

– o consumo em geral, bens duráveis, voltando

Sobre velocidade de recuperação

É muito cedo para ser pessimista.

Com COVID, caiu rápido, mas deve ter retomada constante, um pouco mais lenta. Um símbolo como o da Nike, V da vitória.

Ele vê crédito finalmente chegando e destravamento de investimentos.

O programa social de R$ 600 deve diminuir, até se consolidar no programa Renda Brasil.

Pergunta sobre impostos de transação

Na reforma política, existe a economia e a política. Os tempos são diferentes para cada.

Tem que começar sobre o que une a política, e não sobre o que desune.

Os impostos atuais são terríveis, mal formulados, regressivos. Ele quer imposto sobre valor adicionado.

Impostos sobre transações eletrônicas: é o setor que mais cresce, é interessante.

Pergunta: qual a sustentabilidade da dívida?

É um tema muito importante. Compromisso com controle de gastos. O descontrole levou à desindustrialização, juros enormes, corrompeu e estagnou a economia.

Este foi um ano excepcional por conta do combate à pandemia.

Ano que vem volta ao normal.

As três principais despesas foram derrubadas: privilégios da previdência, os juros da dívida, salários do funcionalismo congelados por dois anos.

Historicamente, a parte fiscal era frouxa, levando Brasil a se endividar como uma bola de neve.

Também foi feita uma desalavancagem dos bancos públicos.

Tudo isso levou os juros a desabarem.

A relação dívida PIB reduziu de 76,5% para 75,8% no primeiro ano.

Os gastos ano que vem estão relativamente contidos.

Tem que mostrar ano que vem. O que vai destravar a economia é o investimento privado.

Sobre Renda Brasil

A ajuda da pandemia atinge 38 milhões de pessoas.

No máximo 10 milhões serão incluídos no Renda Brasil.

Este vai pegar vários programas e focalizar num só. Atualmente o Bolsa Família é de R$ 30 MM, o Renda Brasil já encontrou recursos para R$ 50 MM.

Ex. de programas canalizados para o Renda Brasil: isenção para gastos de classes alta, desonerações.

Tem muito ralo em Brasília, escapa muito dinheiro em programas duplicados e defasados.

O congresso quer fazer, extremistas são minoria.

Tributação de dividendos? Mudança no imposto de renda PJ?

Desce imposto de renda pessoa jurídica, sobe imposto de dividendos.

O imposto de renda pessoa jurídica chega a 34%. As empresas desistem de criar empresas e vão para fora do BR. O país cresce quando há acumulação de capital e educação.

– imposto transação: estamos estudando ampla base

– imposto dividendo: sim

– imposto renda pessoa jurídica: vai cair

Sobre teto de gastos

Fizeram o teto e não fizeram as paredes.

Várias despesas indexadas: salários, benefícios da previdência, gastos de alguns ministérios.

O piso sobe todo ano. Com o teto fixo, vamos ser esmagados entre o piso e teto.

Duas alternativas. Ou sobe o teto ou não sobe o piso.

Se sobe o teto, causa inflação descontrolada, conforme já vimos antes.

Ou quebra o piso. E é bom, porque alocação de recursos é a essência da atividade política.

Atualmente, 96% estão carimbados, os políticos só decidem sobre 4%.

Brasil é gerido por um software, que somente corrige as despesas todos os anos.

As paredes são a reforma da previdência, administrativa, controlar trajetórias futuras e funcionalismo público.

É difícil, ministros e parlamentares querem manter recursos, tem gente defendendo furar o teto.

Sobre privatizações

Não basta apenas a vontade econômica, tem o lado político.

Vai acelerar nos próximos 90 dias, para não desmoralizar o programa de privatizações. O objetivo é aprovar 3 ou 4 grandes privatizações.

Se puder pegar o dinheiro das privatizações, vender reservas, isso ajuda a quebrar a dinâmica, a bola de neve de dívidas.

Não tem essa de toma lá dá cá, aparelhamento do centro. É uma agenda de reformas. A crise exige reformas.

Paulo Guedes fica até o final do governo?

Só sai a bala, abatido à força. Ele tem uma missão a cumprir.

A agenda da centro direita é liberal democrata. Não quer aumentar impostos, prefere regular os gastos.

Ampliar a base para mais gente pagar, porém, pagar menos.

Hoje em dia, há R$ 300 MM em desonerações. Quem tem poder político consegue ser desonerado.

Quem tem poder econômico vai para o contencioso: prefere pagar R$ 100 MM para advogados do que R$ 1 BI de impostos.

O BR historicamente é o paraíso dos burocratas, contenciosos, rentistas, e isso tem que acabar.

Enquanto tiver a agenda, ele continua.

Se o Presidente e o Congresso não quiserem a agenda, não tem o que fazer, aí ele vai para casa.