Embalagens ecológicas e luta contra o plástico

Visitei a região de S. Francisco, Vale do Silício, e há uma série de iniciativas de conscientização ambiental.

Nos McDonald’s, a embalagem do sanduíche é um papelão ondulado simples, embalagem marrom, com um uma porcentagem de papel reciclado (no caso específico do McDonalds, já é assim nos EUA inteiro).

Os guardanapos também são papel marrom. E daí? Daí que a madeira de uma árvore é marrom, e para fazer o branqueamento é preciso de um processo químico adicional, o que gasta recursos e energia.

Essas iniciativas não se limitam ao McDonalds, em geral há esta tendência em muitos outros restaurantes e comércio.

Os banheiros também utilizam papel marrom para secar as mãos.

Em todo o comércio, perguntam se você quer sacola ou não. Pedi algumas poucas vezes, e sempre que o fiz, recebi sacolas de papel, aquelas com uma alça de papel.

Também não se vê canudos ou copos descartáveis de plástico.

Quanto às startups, há uma série de ideias vindo com essa pegada sustentável: plástico reciclável, bioplástico, embalagens com produto concentrado, etc. Este tipo de solução, porém, ainda não está amplamente difundido no mercado.

O plástico pode demorar 400 anos para se decompor. Há estimativas de que em 2050, haverá um quilo de plástico para cada quilo de peixe nos oceanos. Temos que encontrar soluções sustentáveis.

O planeta agradece.

Links:

https://www.ecycle.com.br/component/content/article/35/1259-os-oceanos-estao-virando-plastico.html

O que é “Antifrágil”?

Tenho visto o uso do termo “antifrágil” por aí. Ainda são poucas as pessoas que a usam, porém, a frequência vem aumentando, o que é legal. O único problema é que a conotação está completamente errada…

Em termos simples, “Antifrágil” é o contrário de “frágil”.

Mas o contrário de “frágil” não é “robusto”? Ou “resiliente”, algo assim?

Não, porque os termos “robusto” ou “resiliente” denotam algo que resiste, sem melhorar ou piorar. O Antifrágil melhora ante a estresses, dentro de um certo limite.

  • Quando algo é frágil, ele quebra, há um impacto negativo.
  • Quando algo é robusto, ele não quebra, o impacto é nulo.
  • E quando algo fica mais forte quando atacado? Este é o antifrágil, o oposto exato do frágil.

O termo Antifrágil foi criado pelo pensador libanês Nassim Taleb, autor dos livros “A lógica do Cisne Negro”, “Antifrágil – coisas que se beneficiam com o caos” e “Pele no Jogo”.


Qual a interpretação errada?

Muita gente está utilizando antifrágil como um termo de autoajuda, e isto está errado, muito errado.

Exemplo: você deve ser antifrágil, ficar mais forte a cada pancada que recebe. Sua empresa deve aprender a ser antifrágil, crescer quando todo mundo está na crise…

Só que este tipo de frase vazia não representa o conceito real por trás do termo. Se o Mike Tyson vier me bater, eu não vou ficar mais forte, e sim parar no hospital…

A ideia principal da antifragilidade é a exposição a riscos. Por um lado, proteger-se de riscos catastróficos, e por outro, expor-se a riscos positivos, que geram um impacto benéfico. Acima de tudo, assumir as consequências dos riscos assumidos.

Cisnes Negros

Um Cisne Negro é um evento de baixíssima probabilidade, porém, impacto devastador. Os Cisnes Negros são o tema central dos trabalhos de Nassim Taleb, que argumenta que estes são subestimados pelo ser humano. Não há modelo matemático que consiga prever um Cisne Negro, por eles serem tão raros – como tirar informação da onde não existe?

Um Cisne Negro é uma não-linearidade. Um atentado de 11 de setembro, uma crise mundial de 2008, um rompimento de barragem (no caso do BR, dois) – algo que muda fortemente a direção da história.

Taleb argumenta que o mundo atual está cada vez mais propenso ao surgimento de Cisnes Negros. O mundo tem empresas cada vez maiores, com foco em otimização a curto prazo. Essas otimizações reduzem as instabilidades pequenas, porém aumentam o risco de uma grande instabilidade (quanto mais alto, maior a queda).

Um elefante é toneladas maior do que formigas, porém experimente jogar um elefante do primeiro andar de um prédio. Ele vai quebrar a perna. Em termos evolutivos, o elefante está muito mais propenso à extinção do que as formigas.

Too big to fail

Taleb faz duras críticas ao sistema financeiro, que cria bancos e outras instituições “too big to fail”. Elas cresceram consolidando bancos menores, são otimizadas para gerar ganho atrás de ganho, varrendo para debaixo do tapete os riscos. Enquanto dá tudo certo, os executivos recebem bônus milionários. Quando ocorre algum problema grande, e todos os riscos ocultos vêm à tona cobrando o seu preço com juros e correção monetária, eles gritam “foi um Cisne Negro” e passam a conta para o Estado pagar. São antifrágeis à custa dos outros – à custa dos pagadores de impostos, de toda a grande massa de pessoas mais pobres, de todos nós.

Por outro lado, em sistemas orgânicos, o caos controlado e pequenos estresses geram o efeito da via negativa. Os muitos erros têm o efeito de eliminar do sistema os bancos e instituições que não sabem controlar os seus riscos, ao invés de bonificá-los pelo arranjo atual. O sistema não aprende acertando, e sim, eliminando. A evolução se dá por agressiva tentativa e erro, sendo o erro o aprendizado.

Os empreendedores são os heróis ocultos da nação. São os que passam anos tendo rendimento muito abaixo da média para, talvez um dia, alguns poucos conseguirem sucesso. A grande maioria fracassa, sentindo os efeitos na própria pele, sendo eliminados no cenário econômico e esquecidos para sempre nos anais da história.

Note a assimetria. O empreendedor individual é frágil, podendo facilmente fracassar, entretanto, o sistema como um todo aprende, torna-se antifrágil com o sacrifício destes. Já no caso dos bancos “too big to fail”, a instituição é invulnerável, às custas do sistema como um todo ser frágil.

Conclusão

A antifragilidade não é uma frase de motivação. Muito pelo contrário. É um convite a abraçar o caos, a empreender, é um convite ao sacrifício de arriscar e assumir as consequências dos erros na própria pele.


Veja também:

https://www.livrariacultura.com.br/p/livros/administracao/antifragil-42272607

https://ideiasesquecidas.com/2017/08/09/a-teoria-dos-cisnes-negros/

https://ideiasesquecidas.com/2019/01/25/cisnes-negros-e-gestao-de-riscos/

https://ideiasesquecidas.com/2018/03/02/%e2%80%8bskin-in-the-game-pele-no-jogo-de-nassim-taleb/

A Rappi vai concorrer com o Itaú

A placa abaixo, numa Starbucks da Av. Paulista, chamou a minha atenção.

É um pagamento pelo celular, utilizando um e-wallet. Serviço dentro do aplicativo da Rappi, o RappiPay.

Por que chamou a atenção? Porque já vi isto antes, na China, o país que não aceita cartão de crédito.

Na China, tudo quanto é pagamento é por QR code. Restaurante, paga com WeChat. Táxi, WeChat. Até os mendigos aceitam WeChat.

Qual a vantagem de um e-wallet sobre o cartão de crédito? Essas soluções tendem a ser bem mais baratas do que os cartões tradicionais. A transferência entre pessoas físicas no RappiPay, por exemplo, é gratuita.

O problema é virar hábito. Na China, as pessoas não tinham cartão, mas tinham celular. No Brasil, todo mundo usa cartão de débito ou crédito. Toda loja tem uma maquininha de cartão. Como é que um WeChatPay vai pegar no Brasil?

Esta é uma belíssima tentativa de responder a esta pergunta. A Rappi já é um sucesso, para entrega do almoço. Ao aplicativo normal, eles adicionaram vários outros serviços, como o patinete elétrico da Grin, passeio de cachorros, supermercado, etc…  Com o pagamento incluso no ecossistema, quem segura?

O WeChat é gigante na China. Fintechs abocanharam um fatia importante dos lucros dos bancos.

Te cuida, Itaú.


Ideias técnicas com uma pitada de filosofia

https://ideiasesquecidas.com/

Vide também:

https://ideiasesquecidas.com/2018/10/29/testamos-o-servico-do-rappi-o-servico-de-entregas/

Jornal para cachorro

Presenciei uma cena dos tempos modernos, hoje, numa banca de jornais na Av. Paulista:

  • Oi, você tem jornal?
  • É para cachorro? Tenho sim.

Hoje em dia, o papel do jornal tem mais demanda do que o jornal em si…

Eu mesmo, faz uns três anos que não compro um jornal. Eu estava lá na banca para recarregar o Bilhete Único de transportes.

Outrora, há não tanto tempo atrás, jornais eram uma fonte importante de informação. Quem controlava o jornal controlava a informação.

Vários impérios se formaram em torno de jornais.

Assis Chateubriand, com o extinto Diário de São Paulo e outros, dominava a cena nos anos 1940.

Adolpho Bloch, da revista Manchete.

Roberto Civita, que controlava o grupo Abril, hoje vendido por valor simbólico e dívidas bilionárias.

A família Frias, da Folha de S.Paulo, e a família Mesquita, de O Estado de S. Paulo, jornais também sofrendo fortes golpes da realidade .

No mundo, a mesma coisa. Um exemplo cultural: o filme Cidadão Kane, de 1941, gira em torno de Charles Kane, um poderoso magnata das comunicações.

Cena do filme “Cidadão Kane”

Hoje em dia, a informação não precisa mais do papel para ser transmitida. Ela é sem fio, na nuvem, escrita com zeros e uns. E o jornal? Talvez o cachorro use!


Ideias técnicas com uma pitada de filosofia:

https://ideiasesquecidas.com/

https://www.valor.com.br/empresas/6034021/familia-civita-vende-abril-e-da-calote-de-r-16-bilhao

https://en.wikipedia.org/wiki/O_Estado_de_S._Paulo

https://pt.wikipedia.org/wiki/Di%C3%A1rios_Associados

https://www.bbc.com/portuguese/noticias/2011/07/110718_magnatas_bg_cc

https://en.wikipedia.org/wiki/Citizen_Kane

Giro um simples compasso com todos os aviões do mundo

O aplicativo Flight Radar é bastante útil, para quem viaja de avião frequentemente.

Este apresenta todos os aviões do mundo em tempo real, na palma do seu celular. Numa folha qualquer eu desenho um avião de partida…

Por exemplo, a figura mostra um avião partindo do Aeroporto de Guarulhos, em SP. Entre as nuvens vem surgindo um lindo avião rosa e grená..

A grande utilidade para o usuário é que dá para ver quais aviões estão realmente chegando no seu aeroporto. Isso é uma informação excelente, porque a companhia aérea nem sempre é transparente com a informação dos voos (principalmente se vai atrasar muito).


É lúdico dar um menos zoom e olhar o Brasil todo. Mesmo sendo muito cedo (7 da manhã de sábado, momento do print), há muito movimento aéreo no eixo Rio-SP, Brasília, e outros estados como MG, PR, SC, alguns no nordeste, etc.

Focando na Venezuela, nota-se nenhum voo indo para Caracas, sua capital, o que demonstra o “sucesso” do socialismo do séc. XXI.

Passando de uma América a outra num segundo, a do Norte parece um formigueiro, tão repleta de aviões.

Voando, contornando a imensa curva norte-sul, viajando Havaí, Pequim ou Istambul, passamos pela África e pela Europa. A discrepância econômica entre tais continentes é notória.

Giro um simples compasso e num círculo chegamos ao leste asiático, com intenso movimento no eixo Oriente Médio – Índia – Indonésia – China – Japão, e menos movimento na Ásia Central e arredores.

Um zoom nas Coreias do Sul e do Norte. A do Sul é um dos países mais desenvolvidos do mundo, o que reflete no intenso tráfego aéreo com a China, Japão, Taiwan e arredores.

A do Norte é o espaço vazio entre a Coreia do Sul e a China. Nem um único avião, o que demonstra o “sucesso” do socialismo do séc. XX.

Chegamos ao fim de nossa volta ao mundo num segundo. E o trecho da música que eu mais gosto mesmo é o seguinte:

“Numa folha qualquer
Eu desenho um navio de partida
Com alguns bons amigos
Bebendo de bem com a vida”

Trecho de Aquarela – Toquinho e Vinícius



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Forgotten Math: https://forgottenmath.home.blog/

Cisnes Negros e gestão de riscos

Cisnes Negros são eventos de baixíssima probabilidade, porém impacto extremamente elevado.

O evento ocorrido em Brumadinho, Minas Gerais, é um Cisne Negro.

https://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/agencia-estado/2019/01/25/barragem-em-brumadinho-tem-volume-de-1-milhao-de-m-de-rejeito-de-mineracao.htm

O termo “Cisne Negro” foi popularizado pelo pensador libanês Nassim Taleb, um trader, filósofo autor de livros como “Black Swan” e “Antifrágil”.

A premissa da teoria é que Vivemos num mundo em que não conhecemos. Mas não é isso que parece. Economistas que têm todas as respostas, Intelectuais que dão pitaco em tudo na nossa vida, Inteligência Artificial se aproximando da singularidade, Machine Learning, supercomputadores quânticos, dão a impressão de que é só apertar um botão e tudo se resolverá. Porém, isto nunca ocorrerá, por um simples motivo: eventos extremos não têm histórico, eles são inesperados justamente porque nunca ocorreram no passado. É impossível extrair informação de onde não existe, por mais inteligente que seja a pessoa, por mais avançada que seja a nossa tecnologia. Devemos respeitar esta premissa. Vivemos num mundo que não conhecemos.

Outra questão colocada por Taleb é que o mundo atual está cada vez mais otimizado. Empresas cada dia mais globalizadas, consolidadas mundialmente, ganhando sinergia de processos e otimizando operações. Tudo ótimo, porém, quanto maior a escala, maior o Black Swan: mais riscos mascarados dentro da complexidade destas operações, mais indireta é a relação entre o administrador da empresa e os clientes, menos “pele no jogo”.

Uma das respostas básicas para evitar eventos extremos é a boa, velha e simples gestão de riscos: ter seguros, opções, plano B, redundâncias, desotimizações. Porém, seguros custam caro a curto prazo e podem não ser utilizados (exemplo: aumentar estoque de segurança). Abrir opções nos processos críticos (digamos, fornecedores alternativos) também pode não fazer sentido a curto prazo e afetar negativamente o EBITDA trimestral, porém, é muito importante a longo prazo.

A natureza é cheia de redundâncias. Temos dois rins e sobreviveríamos com um. Se o corpo humano fosse uma empresa querendo cortar custos, ele veria a ociosidade do trabalho dos rins e pediria para desativar um deles. Redundância genética: temos dois genes, um do pai e um da mãe, para exatamente a mesma função (digamos, indicar a cor dos olhos). Daria para sobreviver com um só, afinal, na maioria das vezes um dos genes é o dominante, e o outro, recessivo. Afinal, para que serve o gene que está sobrando? Serve como uma reserva, para futuras gerações. É como se fôssemos bibliotecas de genes, guardando esta para o caso de ser útil a longíssimo prazo (digamos, imunidade a uma doença nova ou a alguma grande alteração do ambiente). A vida é sábia, sobrevive há centenas de milhões de anos, e é repleta de gestão de riscos.

Desconheço o case da Vale para opinar. Este texto trata de conceitos de risco de forma genérica. Desejo paz às vítimas deste acidente, e que a gestão de riscos tenha a importância que merece dentro da administração pública e das organizações privadas, a fim de evitar outras catástrofes como esta.


Ideias técnicas com uma pitada de filosofia:https://ideiasesquecidas.com/ https://ideiasesquecidas.com/

A Teoria dos Cisnes Negros:

https://ideiasesquecidas.com/2017/08/09/a-teoria-dos-cisnes-negros/

https://ideiasesquecidas.com/2019/05/10/o-que-e-antifragil/

Obrigada por economizar no Walmart (!?)


Na saída do Walmart, quando a gente coloca o tíquete que abre a cancela do estacionamento, uma voz feminina diz: “Obrigada por economizar no Walmart”.

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Sempre achei esta frase bastante hipócrita. É para agradecer ou para fazer propaganda? Se fosse para agradecer, um “Obrigada por comprar no Walmart” seria infinitamente mais sincero.

Não adianta tentar enganar. O ser humano percebe facilmente este tipo de intenção por trás de uma mensagem.

Outro exemplo são as garrafinhas de plástico com água, de 500 ml, aquelas que são tão finas que, se apertar, amassa a garrafa toda. Quando lançaram isto, há uns anos atrás, a mensagem da publicidade era proteger o meio ambiente, com menos plástico por garrafa, etc… até pode ser, mas, ao mesmo tempo, diminui custos na produção da garrafa – esta parte não é colocada na propaganda. Será que ser sincero é pedir demais? Dizer que, além de beneficiar o meio ambiente, também reduz custos?

Ou cobrar sacolas plásticas no supermercado. Ora, se o problema é que o plástico é ruim para o meio ambiente, eles que arrumem uma sacola biodegradável. Entretanto, a parte de reduzir custos para o mercado não é citada na propaganda.

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Uma das piores de todas é no avião. De um ano para cá, a bagagem despachada é cobrada (mais ou menos R$ 60 por mala), o que faz com que todo mundo prefira usar uma mala de mão. De preferência, a maior bagagem de mão possível dentro dos limites. Só que muita gente anda com a mala e também com uma mochila, para carregar o notebook de trabalho. Assim, todo mundo tende a colocar a mala e a mochila no compartimento de bagagem, para poupar o minúsculo espaço entre poltronas.

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Se todo mundo colocar mochila no bagageiro, pode faltar espaço para outras tantas malas – típico dilema do prisioneiro, quem colocar primeiro se beneficia, porém o todo fica pior.

Assim, tem uma companhia que tem a extrema cara-de-pau de dizer: “Para o seu conforto, guarde bagagens menores, como bolsas e mochilas, debaixo do assento à sua frente”.

Ora, como assim “para o meu conforto”? Este ato de boa-fé, pensando mais no coletivo do que em si mesmo, é tudo menos para o conforto de quem faz isto. Seria algo muito mais sincero um “Agradecemos a colaboração dos que puserem a mochila à sua frente”, algo assim.

Nota: a própria companhia deve ter percebido o quão ridícula era a mensagem, e a trocou. Agora, pedem para colocar a mochila debaixo do banco para não atrasar o embarque. Certamente um motivo bem melhor, sem dúvida.

Não adianta tampar o sol com a peneira. As pessoas podem ser enganadas uma vez, não mais do que isso.

Obrigado por ler este blog e obter uma sapiência além do comum ao fazê-lo!