Sobre o MuZero


A Deepmind é a empresa que criou o AlphaGo, a inteligência artificial que derrotou Lee Seidel, mestre do jogo Go, em 2016. É um dos marcos da evolução da IA na história, pelo Go ser ordens de grandeza mais complexo do que o xadrez.


A evolução do AlphaGo inclui o AlphaGoZero (que derrotou o anterior por 100 x 0) e o AlphaZero (este também inclui Xadrez e Shogi, e bateu o AlphaGoZero por 60 x 40).


A última evolução da família é o MuZero, capaz de aprender a jogar Go, Xadrez, Shogi (um xadrez japonês) e Atari, com desempenho top level, e sem ter as regras explicitamente ensinadas.

https://deepmind.com/blog/article/muzero-mastering-go-chess-shogi-and-atari-without-rules

Fonte: Blog do DeepMind

Seria como aprender a jogar xadrez sem ninguém ensinar. Aprender a jogar jogando, deduzindo as regras e perdendo milhares de partidas até entender as boas jogadas e desenvolver por si só a estratégia de jogo!

O DeepMind é uma empresa que dá prejuízo de uns 600 milhões de dólares por ano. Os custos incluem os computadores e o time de pesquisadores, pessoas caras, de altíssimo nível e bastante cobiçadas pela indústria.
A receita do DeepMind tende a zero, já que os projetos são em nível de pesquisa aplicada. A empresa só sobrevive por ser bancada pelo Google.


A inovação, nesse nível de liderança mundial, é assim. Bilhões de dólares investidos, muitos anos e os melhores cérebros. Além do alto risco.

Porém, são essas as empresas que constroem o futuro.


Daqui a alguns anos, estaremos utilizando ferramentas derivadas deste tipo de pesquisa aplicada. E vamos ficar pensando, “por que o Brasil não consegue chegar nesse nível?”

Veja também:

AlphaFold, dobramento de proteínas e origami (ideiasesquecidas.com)

𝗗𝗲𝗲𝗽𝗠𝗶𝗻𝗱 (ideiasesquecidas.com)

O presente é digital. O futuro será analógico.

Muito se fala do mundo digital de hoje, mas, se o presente é digital, o futuro será analógico.

Primeiro. a Computação quântica utiliza as propriedades quânticas dos átomos, como superposição e emaranhamento. Esta tem o potencial de quebrar toda a criptografia do mundo atual.

É como se eu pegasse todas as alternativas de um problema, computasse cada uma delas em paralelo e viesse apenas com a resposta correta.

Analógico x Digital (Fonte: Wikipedia)

Segundo: computação neuromórfica. Hoje em dia, temos um software digital imitando redes neurais humanas. A nova técnica procura ir direto ao ponto, criar um hardware, o memristor, que imita um neurônio biológico.

As vantagens seriam em consumo de energia e tamanho várias ordens de grandeza menores.

Todas essas pesquisas estão engatinhando, porém, o futuro é promissor.


E a terceira e melhor tecnologia analógica de todas: Cérebro humano.

Somos capazes de projetar coisas, criar as mais belas músicas, imaginar histórias, ensinar outras pessoas.

E fazer o futuro tecnológico, porém humano, acontecer.

Trilha sonora:

(98) Pink Floyd – Wish You Were Here – YouTube

De onde vêm as boas ideias – Steven Johnson

Um breve resumo do livro “De onde vêm as boas ideias”, de Steven Johnson. Este é um clássico no tema “Inovação”, popularizando termos como “possível adjacente” e “slow hunch”.

Temas:

  • Possível adjacente
  • Intuição lenta
  • Redes líquidas
  • Serendipidade
  • Ecossistema

Possível adjacente: a evolução ocorre passo a passo. De uma molécula simples que se junta à outra, formando células e depois organismos, até chegar nos seres vivos.

Uma ideia muito à frente do seu tempo não funciona. Se o Youtube tivesse surgido em 1995, não teria dado certo, já que nem internet de banda larga existia. Outro exemplo é o computador mecânico de Charles Babbage, 100 anos à frente dos computadores eletrônicos: não funcionou, por não ter os elementos necessários para tal.

Por outro lado, ocorrem múltiplas descobertas simultâneas,quando a invenção está no seu momento. Quem inventou o avião, Santos Dumont ou os Irmãos Wright? A relatividade geral é trabalho de Einstein, porém outros como Henri Poincaré também estavam chegando à mesma conclusão. Quando a inovação está “madura” para surgir, ela vai surgir.

Palpite lento. Não há momento “Eureka”. Ideias demoram tempo para amadurecer. Charles Darwin ficou décadas elaborando sua teoria da evolução.

Serendipidade para cruzar com outras ideias. Tentativa e erros, reciclagem e combinação de ideias antigas. Grandes palpites surgem à partir da colisão de pequenas ideias.

Por isso, a necessidade de redes líquidas. Redes de colaboração, lugares para ideias fluírem livremente.

Cidades são boas nisso. Os cafés e salões no iluminismo são um ótimo exemplo de espaço para ideias cruzarem e incubarem.

Ecossistema. Por fim, uma plataforma completa de inovação. Empresas, universidades formando mão-de-obra especializadas, regulação, capital de risco, tudo influencia de forma direta ou indireta.

Recifes de corais são o grande exemplo de ecossistema de inovação. Os corais envolvem dezenas de milhares de formas de vida diferentes. Cada forma de vida modifica o ambiente e possibilita que outras formas de vida surjam, nas suas cascas vazias ou consumindo os seus subprodutos.

Não dá para competir individualmente. A competição tem que ser sistêmica, como um ecossistema competindo com outro. Neste quesito, o Brasil está muito atrás.

Veja também:

Link da Amazon: https://amzn.to/3rd12dO

https://ideiasesquecidas.com/2020/07/12/6-livros-sobre-inovacao/

https://ideiasesquecidas.com/2018/09/16/por-que-segredo-da-inovacao-esta-no-ecossistema/

https://ideiasesquecidas.com/2018/03/25/algumas-palavras-sobre-inovacao/

Shark Tank – tubarões engolindo peixinhos

Assisti a alguns episódios de Shark Tank Brasil. O meu amigo Cláudio Galuchi já tinha recomendado faz tempo, mas eu nunca tinha assistido.

Tem coisa ali que não faz sentido para mim. A principal, é ter os “sharks” comprando 50% das startups.

Num dos episódios, um dos “tubarões” barganha agressivamente, dizendo que vai colocar o marketing, o conhecimento, e por isso, não entra por menos de 50%. Em pelo menos duas ocasiões, os tubarões se uniram para ter 60% da empresa!

Baby shark…

Pior ainda, isso numa rodada “seed”. Não sobra nada para uma próxima rodada de investimentos, virtualmente limitando o crescimento de algo que deveria escalar tremendamente ao longo do tempo. Ou o negócio não era escalável mesmo, contrariando a própria definição de startup dada pelo programa.

Ter mais de 50% do negócio transforma o empreendedor em um empregado. Uma coisa é eu ter um negócio, a pele no jogo de fazer isso acontecer. Outra coisa é ter o “tiburón” ganhando mais do que eu, e podendo tomar todas as decisões. Essa atitude mata o “olho do dono”.

Ainda mais, para o “tubarão”, a startup é só um negócio pequeno. Não vai sobrar tempo, paixão e recursos para tomar conta do negócio, não com a mesma intensidade dos fundadores originais. É a armadilha do “dilema do inovador”.

Na verdade, parece que o objetivo dos “sharks” ali é outro: engolir as “sardinhas” que aparecem, eliminando a concorrência…

Veja também:

O Dilema do Inovador (ideiasesquecidas.com)

Algumas palavras sobre Inovação (ideiasesquecidas.com)

Tony Hsieh – Satisfação Garantida

O mundo dos empreendedores lamenta a perda de Tony Hsieh, fundador da Zappos, negócio de venda de sapatos e roupas pela internet. A Zappos foi vendida à Amazon por $ 1 bi.

Descendente de taiwaneses nos EUA, os valores da família o obrigavam a perseguir nota 10 na escola, uma carreira reconhecida ou o domínio de um instrumento musical. Apesar de tirar notas altas e de ter trabalhado na Oracle, ele queria mesmo era a liberdade de empreender.

Um de seus primeiros negócios, ainda adolescente, foi criar um serviço de transformar fotos em broches. Era tudo pelos correios. O serviço foi sendo passado para os irmãos mais novos, e durou muitos anos.

Na faculdade, começou um negócio de pizzas. Tinha um colega que sempre encomendava muitas pizzas, em quantidade sobre-humana: duas, três pizzas grandes de pepperoni. Tempos depois, Tony descobriu que o rapaz (Alfred Lin) revendia as pizzas, por pedaço, no alojamento, ganhando uma grande margem sobre o produto. Alfred acabou virando CFO da Zappos, anos depois.

Tony fundou o LinkExchange, vendido à Microsoft por $ 265 mi, antes de fundar a Zappos.

Na Zappos, ele não estava preocupado com a eficiência, e sim, em gerar o melhor valor possível ao cliente. Ex. nos sites comuns, é extremamente difícil encontrar um telefone para ligar. Na Zappos, o número estava sempre visível. A tecnologia revolucionária era o velho telefone, o atendimento ao cliente.

Não por acaso, o seu livro tem o título “Delivering happiness”. Na versão em português, “Satisfação garantida”.

Tony faleceu devido a um incêndio em sua casa, aos 46 anos.

“Eu decidi parar de perseguir o dinheiro, e comecei a perseguir a paixão” – Tony Hsieh.

Livro “Satisfação garantida” na Amazon:

https://amzn.to/3fOMImr

Links:

Tony Hsieh, criador e ex-CEO da Zappos, morre aos 46 anos | Mundo | G1 (globo.com)

Tony Hsieh, dead at the age of 46, after injured in house fire | Las Vegas Review-Journal

Os médicos atenciosos

Um grupo de médicos recém formados estava lutando por seu lugar ao sol, na cidade de New York.

Diferentemente de seus pares mais experientes, eles não tinham clientela, nem capital para investir em marketing ou consultoria.

Eles resolveram o problema de forma criativa: passando mais tempo com o paciente, verificando se eles realmente entenderam as recomendações, fazendo uma ligação na semana seguinte para acompanhar o tratamento.

Os médicos normais tratam os pacientes como se fossem uma linha de produção: quanto mais rápido o giro, maior o ganho. Já esses recém-formados, traduziram o maior tempo livre em cuidado, gerando valor aos pacientes.

Não é preciso dizer que, pouco tempo depois, eles já tinham a sua clientela fiel.

Case contado no livro “Leap – how to thrive in a world where everything can be copied”.

No posto próximo à minha casa, os frentistas adotaram uma estratégia semelhante. Diante do menor movimento na pandemia, ao invés de dispensar pessoal, eles aumentaram os serviços: um abastece e verifica pneus, óleo, outro limpa os vidros dianteiros e traseiros, e, de vez em quando, um terceiro vem limpar o espelho retrovisor! No mínimo, ganham uma gorjeta um pouco maior.

O mundo é cíclico: gerando valor primeiro, as recompensas vêm depois.

Veja também:

𝗦𝗮𝗯𝗲𝗿 𝘂𝘀𝗮𝗿 𝗼 𝗰𝗼𝗻𝘁𝗿𝗼𝗹𝗲 𝗿𝗲𝗺𝗼𝘁𝗼 é 𝘂𝗺𝗮 𝗶𝗻𝗼𝘃𝗮çã𝗼? (ideiasesquecidas.com)

O seu maior crítico se torna seu maior aliado (ideiasesquecidas.com)

O Ecossistema faz toda a diferença

Ecossistema é uma palavra misteriosa, porque é o somatório de indivíduos, espécies, ambiente.

É maior do que eu, ou a minha empresa. É o TODO.

Porém, ao mesmo tempo, o ecossistema é NADA: é cada indivíduo, cada organização, são as empresas, o governo, a academia.

O melhor exemplo de ecossistema são os recifes de corais.

Uma conchinha vive a sua vida, e depois serve de abrigo a um pequeno peixe, que faz parte de uma cadeia maior, e assim sucessivamente.

Um grande ecossistema depende de todos, mas também, de cada um de nós: fazer bem o nosso trabalho, entregar valor para sociedade, e a sociedade retornar valor para nós, num eterno ciclo virtuoso…


Ideias técnicas com uma pitada de filosofia

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Regra: não ter regras!

Para mim, a melhor coisa que aconteceu nos últimos anos foi a chegada da Netflix. O catálogo de filmes, as séries, o conteúdo original, colocou em nossas mãos um catálogo infindável de opções.

A Blockbuster teve a oportunidade de comprar a Netflix, por uma mixaria, no ano 2000.

Reed Hastings, o fundador da empresa, conta no recém lançado “A Regra é não ter Regras”.

A Blockbuster tinha 9 mil locadoras em todo o mundo, faturando US$ 6 bi.

A Netflix, na época um serviço de envio de DVDs pelo serviço postal, tinha 100 funcionários, 300 mil assinantes, e perdas anuais de US$ 57 mi!

A Blockbuster sabia que o negócio seria afetado por uma internet rápida no futuro. A proposta: ela compraria a Netflix, que criaria seu braço de aluguel e vídeos online.

Porém, a Blockbuster recusou categoricamente, após ouvir o preço de US$ 57 mi.

Hoje, a Netflix é o maior serviço de streaming do mundo, com mais de 180 milhões de assinantes em 190 países. A Blockbuster, está nos livros empoeirados de história.

Por que uma gigante como a Blockbuster não conseguiu criar o próprio serviço de streaming, sabendo que isso seria importante?

Uma das respostas: a cultura da empresa. A Netflix destaca: densidade de talentos, feedback sinceros e poucos controles. Regra: não ter regras. Inovação na veia.

Para entender a cultura da Netflix, recomendo o recém lançado livro de Hastings:


Ideias técnicas com uma pitada de filosofia

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𝗦𝗮𝗯𝗲𝗿 𝘂𝘀𝗮𝗿 𝗼 𝗰𝗼𝗻𝘁𝗿𝗼𝗹𝗲 𝗿𝗲𝗺𝗼𝘁𝗼 é 𝘂𝗺𝗮 𝗶𝗻𝗼𝘃𝗮çã𝗼?

Quando falamos de inovação, logo vem à cabeça empresas como a Apple ou o Google. O problema é que essas estão muito longe de nossa realidade. O que eu posso fazer?

Resposta: Há muito a ser feito. A inovação está nos olhos de quem vê.

Usar um simples controle remoto pode ser uma inovação.

Há mais ou menos um ano, quando eu estava saindo, vi a porta da vizinha aberta. Uma senhora, deve ter quase 80 anos. Ela estava esperando o zelador, e me vendo, pediu ajuda.

Ela tinha mexido em algo, e a entrada da televisão tinha saído da antena para HDMI…

Para todos nós, é banal usar o controle. Para ela, foi uma grande descoberta saber quais os botões a apertar. Agregou valor à sua vida.

Não precisamos mudar o mundo. Basta melhorar a vida de uma única pessoa. Melhorar um único processo, aperfeiçoar um único produto. Rapidamente, a solução escala, e, quando a gente percebe, estamos mudando o mundo.

Veja também:

https://ideiasesquecidas.com/2018/09/16/por-que-segredo-da-inovacao-esta-no-ecossistema/

https://ideiasesquecidas.com/2020/07/12/6-livros-sobre-inovacao/


Ideias técnicas com uma pitada de filosofia

https://ideiasesquecidas.com/

Eliminar o desnecessário, mesmo que seja a própria posição

Um colega meu foi contratado para uma posição de planejamento operacional. Após seis meses, a sua conclusão era de que a própria cadeira era dispensável! Uma parte do trabalho poderia ser feita pelo horizonte de planejamento superior, outra parte poderia ser automatizada.

A sua função poderia ser eliminada. E ele, faria o que?

Ora, alguém com visão e iniciativa de se autogerir a esse ponto tem uma valor inestimável em qualquer organização! Ele rapidamente começou a tocar outros projetos.

O trabalho agrega valor? Pode ser automatizado? Pode ser terceirizado para alguém que faz melhor e mais barato? É mesmo necessário?

Como diz uma frase antiga, uma máquina pode fazer o trabalho de 50 pessoas comuns. Máquina alguma pode fazer o trabalho de uma pessoa incomum.

Veja também: https://ideiasesquecidas.com/2015/05/30/muri-mura-muda/

A revista de 125 anos

Em 1895, um produtor de equipamentos agrícolas lançou a revista “The Furrow”. O conteúdo: novas técnicas agrícolas, dicas úteis, cases interessantes ao fazendeiro.

The Furrow

A revista foi um sucesso. Em meados de 1900, já tinha 4 milhões de leitores.

O nome da empresa: John Deere. Uma dos maiores do mundo no setor. E a publicação, “O sulco” em português, existe até hoje.

A revista não era um catálogo de produtos nem tinha conteúdo viesado para a empresa. Não era egoísta. O objetivo era agregar valor ao produtor rural. Daí o seu sucesso.

Quanto mais uma empresa colabora com a sociedade ao seu redor, melhor o resultado para ela mesma e para todos.

Alguns links:

https://www.deere.com.br/pt/publica%C3%A7%C3%B5es/o-sulco/

Dica de inovação: eliminar a parte chata

Aqueles um pouquinho mais velhos lembram-se da Blockbuster.

Era uma experiência boa pegar o carro e ir à loja, sempre bonita, com a namorada, escolher um filme para o fim de semana. Tinha até pipoca para microondas e doces, como uma sala de cinema.

A parte ruim era devolver o DVD no dia seguinte. Desviar o rumo do trabalho ou da escola, perder meia hora de um dia cheio só para entregar o filme de volta…

Assistir o DVD é legal, devolver o DVD é chato.

Tem uma empresa americana que atacou a parte chata do problema. Que tal só devolver quando fosse pegar outro? E se a cobrança fosse por mensalidade?

A empresa é a Netflix, a mesma que hoje é onipresente. Ela demorou muitos anos para dar certo, porém, a mentalidade inovadora existia desde o começo.

Fazer compras é legal. Ficar numa fila enorme, para pagar, é chato. Que tal acabar com as filas? A Apple Store não tem fila. Qualquer atendente pode finalizar a compra.

Ficar entrando em diversos sites de companhias aéreas e hotéis para combinar opções de voos, horários e tarifas é chato. Os sites do tipo Decolar.com, que aglomeram informações, atacam este problema.

No cotidiano: Tarefas repetitivas são chatas. Hoje em dia, há softwares de automação de processos (RPA) que podem fazer a mesma tarefa em segundos.

Tarefas burocráticas são chatas. Que tal perguntar se são mesmo necessárias, ou sugerir mudança de procedimento?

Reuniões são chatas. Todas elas realmente precisam da sua presença?

Receber um e-mail com textão mal escrito é chato. Que tal caprichar na comunicação?

Todas as vezes que você se deparar com algo chato, lembre-se: eis uma grande oportunidade!

Um poeminha para fechar: Opportunity, de Berton Braley
https://www.poemhunter.com/poem/opportunity-43/

Sobre a história da Netflix:

https://www.bbc.com/portuguese/geral-38348864