Sobre descontos

Nesta época de começo de ano, há várias liquidações para renovação de estoque. É muito tentador comprar algo com um belo desconto. 

Mas, para quê comprar algo desnecessário por um preço baixo? Para ficar jogado em algum canto? É melhor deixar para comprar apenas o que for necessário, apenas quando necessário. 
Isto lembra o conselho do investidor Warren Buffet: “Prefiro comprar algo excelente a um preço razoável, do que algo razoável a um preço excelente”.

Não é à toa que o cara é bilionário…

Dois Erros

Dois Erros

Deixar de gastar quando é necessário é um erro, porque o dinheiro existe para isso, para ser gasto quando precisa. Se não usar quando precisa, vai usar quando?

Já usar sem necessidade não é bom. É a situação inversa da versão acima.

Free Lunch

Free Lunch

O recurso é escasso e sempre vai ser. Sempre vai haver muito mais demanda do que oferta por produtos e serviços de qualidade. Se é de graça, ou é apenas uma amostra para chamar a sua atenção, ou é algo que você não pagar com dinheiro, vai pagar com TEMPO e PRODUÇÃO. Vai esperar em longas filas, para conseguir pouco produto. Além disso, não vai remunerar corretamente o talento que gera a oferta escassa, vai desestimular a concorrência saudável ou incentivar práticas ilegais das empresas para baixar o custo (trabalho sub remunerado, sonegação de impostos, jeitinhos contábeis).
É mais fácil e mais justo com todo mundo sempre tentar pagar um preço razoável pelo que você consome, nem demais nem de menos.

Se dar bem

Frase sábia do Bastter*

“A pior coisa que pode acontecer é você se dar bem fazendo algo errado”

Realmente, você fazer algo errado e se dar mal logo de cara é uma bênção. Porque o sujeito vai aprender a lição. Mas, se fizer coisas erradas e se der bem, vai continuar fazendo, até chegar num ponto em que realmente vai quebrar a cara.

“Coisa errada” pode ser entrar em pirâmides, entrar em operações financeiras esquisitas, querer se dar bem com transações ilícitas, dar “jeitinho brasileiro” no cotidiano, entre outros.

 

*O Bastter é o melhor educador financeiro da atualidade, e mantém o site bastter.com.

A Grande Tacada

Muitos ficam na vida à espera de uma “grande tacada” financeira. Seria algo como ganhar na loteria, ou entrar num negócio que dará retornos gigantescos, ou entrar na bolsa para ficar bilionário igual ao Warren Buffet.

A imprensa e as pessoas, de uma forma geral, alimentam este tipo de devaneio com histórias do fulano que fundou a empresa na garagem, do outro que acumulou milhões em trade, etc. Mas a imprensa esquece de entrevistar aquele sujeito que tentou e não ganhou, o empreendedor que começou e faliu.

Infelizmente, a imensa maioria das pessoas nunca vai conseguir chegar lá deste modo. Muito pelo contrário, só vão acumular tentativas frustradas e entrar em pirâmides “infalíveis” do tipo boi gordo e avestruz master.

O único método que funciona para a pessoa comum, para o não-gênio, o não-predestinado, é o método tradicional: trabalhar duro, economizar, deixar de comprar marcas caras, ir acumulando patrimônio pouco a pouco. É também o método que demora mais, e que exige muito, muito sacrifício.

Todos têm o direito de achar de podem vencer. É um viés do ser humano se achar invencível. Mas a estatística está contra a maioria neste caso. E nunca é bom entrar em algo quando as probabilidades estão contra você. Quem ganha na loteria é um só. Se todo mundo ganhasse, o prêmio seria de centavos. É pura e simples probabilidade. Se você não tem o bilhete premiado, não ganha.

A mensagem final é: tenha cuidado com métodos infalíveis e promessas de grandes tacadas. O intermediário que propõe isso vai ganhar, mas você vai perder.

Recomendação n. -1 da bolsa

A bolsa está cheia de histórias de vencedores. O fulano que comprou o carro no day trade, o outro que ficou rico lidando com opções da Vale, o cunhado que parou de trabalhar para viver da bolsa.

Regra básica para o iniciante: não se iluda com essas histórias. Uma ou outra pode até ser verdadeira, mas isto não quer dizer que vai acontecer com você. E também ninguém conta a história completa. Se fulano ganhou alto, é porque assumiu um grande risco, e ou já perdeu alto ou vai perder.

O verdadeiro vencedor não fica mostrando as penas que nem um pavão. O vendadeiro vencedor fica na dele.

Portanto, ignore todas essas histórias maravilhosas, porque não passam de ilusões.

Nota: número 1 negativo porque é uma regra anterior à entrada no mercado de renda variável.

Recomendaçao n. 0 da bolsa

O mercado de renda variável é extremamente difícil para o ser humano comum.

A recomendação preliminar é: junte 24 meses de rendimento em investimentos de renda fixa, antes de se aventurar nesses mares revoltos da renda variável.

Arrume a sua situação financeira. Tenha o básico necessário de forma equilibrada. Pague suas dívidas e tenha mais receita do que despesas.

Somente depois de tudo isso, dá para pensar em começar a estudar renda viariável, com o excedente de capital que sobrar do seu trabalho, e numa quantidade que não vai te abalar.

A renda variável é um instrumento excelente de remuneração a longo prazo. Além disso, o investimento em ativos reais diversifica o capital em casos de grandes riscos sistêmicos. Mas entrar sem saber o que está fazendo é suicídio.

Como diz o Bastter, “Não queira ir direto ao final, porque você vai encontrar é a porta da saída”

Recomendação: http://www.Bastter.com

Viés de coisas úteis x inúteis

O ser humano tem o viés de pagar caro para comprar coisas inúteis e economizar em mixarias que podem ser muito importantes.

Se é um óculos de marca, uma roupa cara, uma TV nova, o ser humano paga caro com prazer, parcela no cartão e se enrosca até não poder mais. E, no final das contas, você precisa disto mesmo?

Mas se é para comprar uma gafarrinha de água num dia quente, um guarda chuva num dia chuvoso, um presentinho para a esposa, um brinquedinho para o filho, ou qualquer coisa útil de pouco valor, o ser humano tende a desprezar. Mas, e no dia em que você precisar do copinho de água a mais?

Como diria o Bastter: para que pagar caro para comprar coisas de marca para impressionar pessoas que não gostam de você?

Não seria melhor comprar coisas baratas e úteis para você e para as pessoas que gostam de você?