Shakespeare em Quadrinhos

Seguem algumas recomendações para o fim de semana: As obras imortais de William Shakespeare, em quadrinhos!

Eu tenho várias dessas revistas. São leituras rápidas e divertidas.

Um primeiro grupo de adaptações é no formato mangá. É a coleção Mangá Shakespeare.

A Tempestade:

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Ricardo III – Outro clássico, com um personagem prá lá de maldoso e sinistro.

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Outro grupo de adaptações é a Coleção Shakespeare, pela Editora Nemo:

Romeu e Julieta, todo mundo conhece essa história.
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MacBeth é uma história sensacional. Tenho até medo de pensar que podem existir pessoas como os MacBeth.

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Fora esses, tem muitos outros títulos. O Mercador de Veneza, mais um clássico. O Rei Lear é muito bom também, inclusive aproveito para recomendar o filme Ran, de Akira Kurosawa, baseado na obra de Shakespeare.

É claro que Shakespeare original é muito mais profundo, mas o objetivo é só introduzir um pouco deste universo. São histórias clássicas num formato bastante atrativo para uma leitura simples.

Veja também:

Resumos

O Timoneiro, de Franz Kafka

O Timoneiro é um conto curto de Franz Kafka, metafórico e poderoso como outros contos do autor.

Reproduzo o mesmo aqui, uma tradução do mesmo em https://en.wikisource.org/wiki/Translation:The_Helmsman.


O Timoneiro

“Eu não sou o timoneiro?” Eu gritei.

“Você?” perguntou um homem alto e moreno e passou a mão sobre os olhos, como se para banir um sonho.

Eu estava de pé no leme na noite escura, a lanterna fraca acesa sobre minha cabeça e agora esse homem tinha vindo e queria me empurrar para o lado.

E como eu não quis desistir, ele colocou o pé no meu peito e me pisoteou lentamente, enquanto eu continuava a me agarrar aos raios do timão do navio e caindo, puxei-o completamente. Mas o homem o agarrou e o trouxe de volta; mim, no entanto, ele se afastou.

Logo me recuperei, caminhei até a escotilha que dava para a cabana e gritei: “Homens! Camaradas! Venham depressa! Um estranho me tirou do leme!”

Eles vieram lentamente, subindo a escada do navio, figuras cambaleantes poderosas e cansadas.

“Eu sou o timoneiro?” Eu perguntei.

Eles acenaram com a cabeça, mas só tinham olhos para o estranho, ficaram em um semicírculo em torno dele e quando ele disse ordenadamente” Não me perturbe “, eles se recompuseram, acenaram para mim e desceram novamente a escada do navio.

Que tipo de pessoas são essas? Elas pensam afinal, ou simplesmente se arrastam sem pensar pela Terra?


Recomendação de leitura. Uma interpretação em quadrinhos dos conto de Kafka, por Peter Kuper:

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Veja também:

Batman no Japão medieval

Aproveitando o post anterior, sobre a época dos grandes samurais, segue uma história muito maluca. A série “Batman no Túnel do Tempo” mostra o homem morcego em contextos históricos diversos.

A edição “Batman – o Ninja” ocorre após a morte de Toyotomi Hideyoshi. O rival Tokugawa Ieyasu assume o poder, em detrimento de Toyotomi Hideyori, filho de Hideyoshi, que tinha uns 5 anos à época.

Batman é Bat-ninja, uma espécie de ronin – samurai sem mestre. Ele fica sem mestre após a morte de Hideyoshi. Robin é Tengu, discípulo do Bat-ninja, e que promete proteger o clã Hideyoshi.

A história se ambienta num contexto histórico real, o cerco do Castelo de Osaka. Uns 15 anos depois de Tokugawa Ieyasu assumir o poder de fato, forças opostas ao shogun unem-se a Hideyori, um postulante legítimo à posição de líder de todo o Japão. Tokugawa resolve acabar de vez com a ameaça ao seu posto, reúne aliados e, após uma série de batalhas, encurrala e aniquila Hideyori no Castelo de Osaka.

Na história em quadrinhos, Robin é um filho oculto de Hideyoshi, o cerco de Osaka está ocorrendo, mas antes disso, Hideyori quer se livrar do irmão Robin. Ambos lutam, e é Robin que assassina Hideyori, para depois, cometer hara-kiri.

Não creio que seja possível comprar essa edição hoje em dia.

É muito raro a cultura popular ocidental referenciar um fato tão distante, ocorrido na época do Japão medieval. Parabéns aos autores Chuck Dixon e Enrique Villagran pela história.

Seguem outros links sobre o tema:

https://alemdatorrez.wordpress.com/2016/03/22/batman-no-tunel-do-tempo/

https://dc.fandom.com/wiki/Tengu_(Narrow_Path)

https://en.wikipedia.org/wiki/Siege_of_Osaka

A Guerra de Canudos em Quadrinhos

Recomendação de leitura: A Saga de Canudos.

É uma história em quadrinhos bastante curta, ilustrando o episódio da Guerra de Canudos, e focada em seu ilustre protagonista, Antônio Conselheiro.

Os conflitos ocorreram entre 1896 e 1897, num período logo após a Proclamação da República do Brasil.

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Antônio Conselheiro era um pregador, que viajava o Nordeste do Brasil. Ele criticava duramente a República, dizendo ser materialização do AntiCristo, pelo Estado ser laico. Outro ponto eram os altos impostos para financiar o novo governo. O profeta foi ganhando seguidores, e se estabeleceu numa fazenda, batizada como “Belo Monte”, mas que ficou conhecida na história como “Canudos”.

A comunidade de Canudos cresceu ao ponto de ter 25 mil habitantes. Seus seguidores: ex-escravos (foi um período logo após a abolição da escravatura), vagabundos, pessoas sem esperança, sem nada a perder. Era uma comunidade onde toda a produção era compartilhada entre os moradores.

Canudos começou a incomodar, por ser abertamente contra a República, e também por estar crescendo.

Foram 4 ataques militares, crescentes em termos de soldados e armamento, até finalmente Canudos ser completamente destruída.

“O sertão vai virar mar e o mar vai virar sertão” – Antônio Conselheiro

“Os Sertões”, de Euclides da Cunha, é uma das maiores obras da literatura brasileira, e narra o episódio. Lembro porque caía no vestibular, e o livro era bem difícil de entender.

“E surgia na bahia o anacoreta sombrio, os cabelos crescidos até os ombros,​ barba inculta e longa; face acaveirada; olhar fulgurante” – Euclides da Cunha.

Até hoje não sei o que significa “Anacoreta”…

Ironicamente, o sertão de Canudos realmente virou mar. O açude de Cocorobó colocou as ruínas da cidade debaixo da água.

Vale a pena conhecer um pouco mais deste episódio da cultura brasileira.

https://www.correio24horas.com.br/noticia/nid/com-a-estiagem-cidade-de-canudos-volta-a-aparecer-apos-17-anos/

A Marcha – John Lewis e Martin Luther King

Recomendação de quadrinhos históricos para o fim de semana.

A Marcha, sobre a luta do senador americano John Lewis pela igualdade racial, nos turbulentos anos 60.

Link da Amazon:

A Marcha: Livro 1 – John Lewis e Martin Luther King em uma história de luta pela liberdade

Lewis, desde pequeno, demonstrava extremo interesse em estudar.

Na época da colheita, o pai dele não deixava os filhos irem à escola. Lewis, inconformado, um dia se escondeu do pai e pegou o ônibus assim mesmo. Tomou uma surra na volta; nos dias seguintes fez o mesmo, até que o pai desistiu.

A primeira vez que ele ouvira falar de Martin Luther King foi no rádio. Lewis era um garoto de 14 anos, e Luther, um pastor que lutava pela igualdade de direitos civis.

Um dos episódios que desencadeou inúmeros protestos foi quando uma mulher negra chamada Rosa Parks se recusou a dar seu lugar para um homem branco, no ônibus.

Anos mais tarde, Lewis foi um dos líderes do movimento, em sua cidade de Nashville.

Uma das características mais notáveis do grupo foi a não-violência, inspirado em atos similares promovidos por Gandhi, na Índia.

Eles tinham até oficinas de não violência. Treinavam para ver o comportamento da pessoa. Os candidatos eram sujeitos a xingamentos, ofensas raciais, cusparadas e tudo mais, para testar os limites. Era necessário suportar tudo isso sem revidar, para estar à frente das ações.

O primeiro alvo foram restaurantes que não serviam pessoas de cor.

O movimento pedia para comprar algo, o pedido era negado, e iam embora. Só isso.

A seguir, passaram a pedir para chamar o gerente e tentar dialogar. O restaurante se recusava, e o serviço era encerrado. O grupo ficava o resto do dia ali, sentado às mesas, sem ação.

À medida que ganhavam notoriedade na imprensa, mais e mais pessoas se juntava ao grupo. Chegaram e ter mais de 200 integrantes.

A sociedade branca revidou, com ofensas, insultos, agressões.

Teve um momento em que as prisões ficaram cheias de manifestantes. Era tanta gente, que o juiz estabeleceu uma fiança pequena, a fim de que todos fossem embora, porém, o grupo se recusou a deixar a prisão – ou seriam inocentados, ou continuariam ali.

A vitória veio tempos depois, quando as leis que permitiam a segregação foram abolidas.

Há um volume 2 do livro, que ainda não li completamente. Há também um terceiro volume da série, porém ainda não foi lançado no Brasil.

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A Marcha – Livro 2

A série venceu ganhou um prêmio Eisner de melhor história em quadrinhos baseada em fatos reais.

O senador Lewis faleceu em 2020, e Martin Luther King Jr, em 1968, assassinado.

Bônus: o discurso “I have a dream”, de Martin Luther King, é um dos mais famosos e poderosos da história. Vale a pena ouvir.

Recomendações sobre Palestina e Jerusalém

Seguem algumas recomendações para entender um pouco mais sobre o conflito árabe-judaico, no meu formato de mídia favorito: histórias em quadrinhos.

Sendo o tema polêmico, é quase impossível ter algum relato isento de opiniões – então seguem fontes de cada lado da história.

Joe Sacco é um repórter gráfico, especializado em cobrir guerras – Iraque, Sarajevo e outras.

Na obra “Palestina”, ele entrevista e convive com famílias árabes na região do conflito. Diversas histórias extremamente tristes são narradas.

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O autor ganhou o American Book Award em 1996, pela obra.

Do mesmo autor, Notas sobre Gaza

Crônicas de Jerusalém – O autor, Guy Deslile, acompanha a esposa – voluntária do programa Médico sem Fronteiras – em Jerusalém.

Não é diretamente sobre o conflito, mas este permeia tudo o que acontece na narrativa.

Crônicas de Jerusalém ganhou o Prêmio Fauve D’Or 2012 de melhor álbum no Festival International de la Bande Dessinée de Angoulême, na França.

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A História dos judeus, de Stan Mack, é uma narrativa gráfica de 4000 anos de história dos judeus.

Conta desde os primórdios, das histórias bíblicas, até a formação do estado de Israel. Não é focado no conflito moderno, mas é uma visão importante para conhecer as raízes do mesmo.

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Todas essas obras contam a história de forma séria, e com uma arte belíssima.

Boa leitura!

Genghis Khan – mangá

A fim de fechar o tema do império mongol, uma indicação de mangá, sobre o conquistador Genghis Khan: Chinggis Khan, por Yokoyama Mitsuteru.

Não há muitas formas de comprar um mangá antigo no Brasil (este é de 1991), então praticamente o único jeito de ler é por sites que scaneiam mangás.

http://fanfox.net/manga/chinggis_khan/

O mangá conta a história de Temujin (o nome de nascimento do grande Khan) nas estepes mongóis, as inúmeras intrigas, batalhas, assassinatos e rapto de mulheres e crianças que ocorriam neste época.

Com o passar do tempo, e o crescimento da tribo de Genghis, foram diversas as guerras com outras tribos das estepes, com todos os elementos possíveis: alianças, casamentos, acordos de sangue, brigas, e, é claro, traições.

Há uma série de livros e alguns filmes sobre o grande Khan, mas o formato história em quadrinhos é o meu favorito.

É possível ver imagens fascinantes como a seguinte.

O autor, Yokoyama Mitsuteru, é certamente um dos meus favoritos, por ter adaptado em mangá também a fantástica história dos Três Reinos. Ele teve o auge do seu trabalho na segunda metade do século passado, e faleceu em 2004.

Após consolidar o poder na Mongólia, os exércitos de Genghis passaram a utilizar a sua máquina de guerra contra países vizinhos, devastando quem não se submetia a eles, destruindo a Bagdá dos sonhos, quase chegando à Europa, e conquistando a China (este post é sobre Kublai Khan).

Veja também:

Apache Kafka x Franz Kafka

O pessoal de TI veio esses dias falar de uma plataforma chamada Kafka. Para dar uma zoada neles, eu sempre digo que só conheço o original, e que é muito melhor: o escritor húngaro Franz Kafka.

Ele é um dos maiores escritores do século passado, e o autor de contos que variam do sombrio ao existencialista.

Algumas recomendações abaixo.

A Metamorfose: é a história mais famosa dele. Popularmente, é conhecido como o conto de uma pessoa que vira uma barata, da noite para o dia. Entretanto, no livro, ele não cita nenhuma vez no que o protagonista se transformou.

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Os seus contos, por terem um viés expressionista, são excelente para adaptações em obras gráficas. Seguem várias recomendações kafkanianas em quadrinhos:

O Processo


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O Castelo


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Kafka, de Crumb


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Veja também:

https://ideiasesquecidas.com/2014/04/07/before-the-law/

https://ideiasesquecidas.com/resumos/

Trilha sonora: Uma barata chamada Kafka

Sapiens – O nascimento da humanidade

Li a primeira parte da adaptação em quadrinhos de Sapiens.

A obra colossal do historiador israelense Yuval Harari conta a aventura da humanidade desde os primórdios até os dias de hoje.

A transcrição para os quadrinhos é igualmente colossal. Só essa primeira parte tem 240 páginas. E há 5 partes previstas, no total!

Os desenhos são num estilo clean, agradável, ajudando a narrativa ficar fluída e engraçada.

Há uma gama gigante de temas discutidos. Pincelando um ou outro:

Homo Sapiens

Somos da espécie Homo Sapiens, porém existiram outras espécies de seres parecidos conosco: Neandertais, Homo Erectus, o Homem de Flores, e outros.

Cada qual ocupou uma região do mundo. Alguns sobreviveram cerca de 2 milhões de anos, outros, uns 300 mil anos, mas todos deixaram de existir há uns 50 mil anos atrás.

Somente o Sapiens sobreviveu. O que teria acontecido?

Há duas teorias: 1 – As outras espécies hominídeas foram assimiladas pelo Sapiens. 2 – As outras espécies foram aniquiladas, direta ou indiretamente.

Não é tão preto no branco assim. Há uma zona cinzenta, e talvez um pouco de cada tenha ocorrido. Mapeamento genético mostra que seres humanos atuais têm cerca de 2% de genes neandertais, e 6% de homo erectus.

Cérebro

O cérebro dos seres humanos é o grande diferencial, porém, este é caro em termos energéticos: uma massa equivalente a 2% do corpo e consome 20% da energia, como uma fornalha.

O custo de ter um cérebro enorme é tirar energia de músculos e do intestino. Além disso, um cabeção torna o parto arriscado para a mãe. A solução foi a mulher afinar a cintura e alongar o quadril, e o bebê nascer prematuro, necessitando de muitos mais meses de cuidado.

Essa vantagem evolutiva demorou vários milhões de anos para se pagar. O livro mostra uma cena, na qual os leões se fartam de uma presa, depois chacais e abutres, e por último, o ser humano chega para quebrar os ossos que sobraram e sugar o tutano desses. Nosso lugar na cadeia alimentar era depois de todo mundo.

Fogo

Uma das primeiras e mais poderosas ferramentas foi o fogo.

Este poderia ser utilizado para aquecimento, proteção contra predadores, e até como armadilha, ao queimar uma região florestal.

Vantagens de cozer o alimento: eliminar parasitas, facilitar a digestão.

Harari compara o domínio do fogo como o primeiro passo para a bomba atômica.

Curiosidade: Harari no Rio de Janeiro

Há uma cena que ocorre no Rio de Janeiro. Harari desembarca no Santos Dumont, toma a ponte Rio-Niterói, e chega ao Teatro Popular de Niterói para dar uma palestra.

Ficção

O verdadeiro superpoder do ser humano é se unir em bandos e coordenar ações. Isso só é possível por conta do poder da ficção.

Exemplo. A empresa Peugeot não existe de verdade. Não é o fundador original (que já morreu), nem é a composição de funcionários (que vem e vão), nem é a instalação física (muda de tempos em tempos). A Peugeot é uma entidade fictícia. Existe de verdade apenas em nossa cabeça coletiva, mas é capaz de produzir carros de verdade e mudar a vida de pessoas de verdade.

O dinheiro também é uma ficção coletiva. É apenas um pedaço de pedaço de papel, e hoje em dia, nem papel é mais, é um número no banco.

A Sociedade Anônima foi uma das grandes invenções da humanidade.


Além disso, toda a noção de normas jurídicas, países, valores, são convenções entre grupos de seres humanos, fictícios neste sentido.

Megafauna

Temos a impressão de que o ser humano caçador coletor vivia em harmonia com a natureza. Porém, nada mais longe da realidade. Desde que o ser humano moderno começou a migrar pelo mundo, uns 50 mil anos atrás, ele deixou uma trilha de animais extintos por onde passou.

Havia pelo mundo cangurus gigantes, mastodontes, preguiças gigantes, coalas que pareciam ursos, tigres dentes-de-sabre, vombates enormes. Estes sobreviveram à diversas eras do gelo, porém não sobreviveram à passagem do ser humano.

Desde sempre, o Sapiens é um devastador em série continental.

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Nietzsche em quadrinhos

O explosivo filósofo alemão Friedrich Nietzsche é amado e odiado por suas ideias polêmicas e linguagem poética.

“Deus está morto”,

“Moral é apenas uma interpretação equivocada de certos fenômenos”

“É do caos que nasce uma estrela”

“Quando se olha muito tempo para o abismo, o abismo olha para você.”

“Aqueles que veem a dança são considerados insanos por quem não está ouvindo a música”

A seguir, três recomendações de quadrinhos sobre o filósofo.

1 – Assim falava Zaratustra. Baseado no livro homônimo. Tem uma bela arte, é um resumo e ao mesmo tempo uma interpretação artística do livro.

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2 – Nietzsche Nº 1. É uma biografia do filósofo, narrando um pouco de seus pensamentos e sua vida. A arte do desenho é extremamente bonita aos olhos.

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3 – Assim falou Zaratustra. É uma história num formato mangá. É apenas inspirado no livro. Narra uma história imaginada pelo autor, com algumas citações e personagens de sua vida (como Lou Salomé), mas não é nem um pouco fiel ao livro homônimo, e a história nem é muito legal.

Esta indicação só está aqui porque tem uma referência ao ultraviolento filme “Laranja Mecânica”.

A cena em que Alex DeLarge e sua gangue de “drugues” espancam um mendigo num córrego é adaptada para o mangá: o delinquente Zaratustra e sua gangue fazem o mesmo.

Ou seja, o mangá consegue unir dois trabalhos icônicos, de duas cabeças brilhantes (Nietzsche e Kubrick) e transformar numa história ruim… por isso mesmo, é imperdível.

Veja também.

https://ideiasesquecidas.com/2018/06/03/o-anticristo-de-nietzsche-em-40-frases/

https://ideiasesquecidas.com/2017/12/13/o-crepusculo-dos-idolos-em-40-frases/

Steve Jobs em quadrinhos

O brilhante fundador da Apple foi um dos responsáveis pelo mundo que vivemos atualmente: foi um dos primeiros a comercializar o computador pessoal, revolucionou a indústria da música, da animação para o cinema, os telefones celulares, o tablet…

Há algumas dezenas de livros diversos, filmes e vídeos no Youtube.

A seguir, algumas adaptações no formato de quadrinhos.

Steve Jobs – Gênio do Design

Da lista apresentada, é o que mais gosto: desenhos simples e bonitos, um bom resumo de sua história.

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Steve Jobs – Insanamente genial

É uma adaptação um pouco mais simples.

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O Zen de Steve Jobs – focado em uma faceta de sua vida, a interação com um mestre Zen que ele conhecera em sua adolescência.

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A versão a seguir, em mangá, é a única que não tenho.

A autora é Mari Yamazaki.

Pelo que pesquisei e conversei com amigos, não há scans, nem versão Kindle. Só a versão física, em papel, e em japonês!

Não compensa pagar com a cotação do real valendo nada e esperar quase meio ano para ver um mangá em japonês… Quem tiver sugestões, favor colocar nos comentários.

Dá para ler um pouquinho aqui:

https://www.tecmundo.com.br/steve-jobs/37943-leia-o-primeiro-capitulo-do-manga-inspirado-na-vida-de-steve-jobs.htm

O Super-Homem é uma mala sem alça

Ele é o mais forte do mundo, voa à velocidade da luz, tem visão de raios-X, é bonitão, namorada perfeita, nenhuma falha de caráter. Não há um único traço que o desabone. Ou seja, é insosso, boring, almofadinha, chato para dedéu.

Mais interessante é o Wolverine. Tosco, baixinho, tem um lado sombrio e tomou vários foras da Jean Grey.

Todos queremos nos vender como super homens – capazes de entregar os trabalhos mais difíceis, através de esforço sobre-humano, sem contrapartidas. Entretanto, não há nada mais humano do que assumir os seus pontos fracos – isto, pelo contrário, destaca as poucas qualidades que realmente temos em relação à média.

Aristóteles já dizia, em sua Poética, que o herói deve ter uma falha, cometer um erro e sobrepujar as dificuldades, para a história ser memorável.

O próprio Super-Homem é assim. Para a história ficar interessante, os roteiristas inventaram um ponto fraco, a Kriptonita.

Na verdade, é o contrário. A Kriptonita não é o ponto fraco do Super-Homem, e sim, o que o torna humano.

Porque super homens não existem.

Música tema – Superman – por John Williams.

Veja também:

A entrevista do jovem Fênix

Bônus: Sun Tzu, A Arte da Guerra. “Se o inimigo se defender à direita, ele estará vulnerável à esquerda, se ele se defender à esquerda, estará vulnerável à direita. Se ele se defender em todos os pontos, estará vulnerável em todos os pontos”.