Assuma a responsabilidade por sua carreira

Dica do pai da administração moderna, o grande Peter Drucker: “Assuma a responsabilidade por sua carreira”.

 

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“Liste suas forças e fraquezas. Quais as atribuições você está preparado a assumir? Prepare-se para assumir tais atribuições, dentro ou fora de sua organização atual.”

Comentário meu:

Não é o setor de RH da empresa que deve te direcionar. Não é o seu superior, nem o diretor da empresa que devem te dar oportunidades. Ninguém te deve nada.

Você é o único que pode assumir a responsabilidade por sua carreira.

O cavaleiro da armadura enferrujada – o retorno

O cavaleiro da armadura enferrujada teve um dia cheio. Acordou de madrugada, por insônia. Fez um café, comeu uma fruta e leu uns e-mails. Ficou um tempo no facebook, como é de costume. Depois, ficou navegando na internet.
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Saiu de casa cedo e enfrentou um rotineiro trânsito pesado. No horário que saiu, esposa e duas filhas estavam dormindo.  Chegou no trabalho uma hora depois, onde respondeu mais e-mails, trabalhou bastante por algumas horas. Depois, foram 5 reuniões em sequência. Reuniões importantes, porque é a fase final de escolha de um novo fornecedor para um projeto muito aguardado. Reuniões importantes, mas nem sempre produtivas, e sempre exaustivas por precisar de muito foco e energia. Precisou defender algumas ideias, e para isto, teve que acrescentar mais um reforço de aço em sua armadura, que já estava muito pesada.

 

No meio da tarde, as reuniões do dia terminaram. Ele disparou uns telefonemas e e-mails cobrando alguns trabalhos, alinhou entendimento de outros trabalhos, e permaneceu fazendo uma série de coisas até a hora de ir embora.

 

O trânsito, na volta, é quase uma Odisseia. Ainda mais por estar chovendo forte na cidade. É muita energia perdida com o transporte.

 

Chegando em casa, a esposa contou um monte de coisas que ocorreram no dia, mas ele estava tão cansado, e lendo e-mails e whatsapp, que não deu muita atenção.

 

Brincou um pouco com a filha mais nova, jantou, e depois da janta, sua energia acabou de vez.

 

Tentou montar um quebra-cabeças com a filha mais velha. Depois foi deitar um pouco no sofá para relaxar e ler e-mails, mexer no facebook, e quando percebeu, estava dormindo com armadura e tudo. Acordou de madrugada, e as filhas e a esposa estavam dormindo.

 

Das 24 h do dia, passou no máximo 2 com a família. E isto ainda é muito, comparado com alguns outros colegas que conhece.

 

O dia de hoje foi igual ao de ontem que foi igual ao de anteontem. Foi um  dia a mais em que o cavaleiro não conseguiu tirar a armadura, apenas deixou-a mais pesada e mais enferrujada…

 

https://ideiasesquecidas.wordpress.com/2015/07/05/armadura-enferrujada/

E-readers e a importância de um Steve Jobs

 

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Ganho de produtividade

Comprei um e-reader novo, o Kobo Aura HD.
 

Sou completamente fissurado em livros, artigos e ideias, das quais me baseio na minha vida profissional.

 

Antes dos e-readers, eu tinha que adquirir livros em papel, ou imprimir (dá ler na tela de computador um livro de 10 páginas, mas não um de 500 páginas). Livros são caros, pesados, e limitados à oferta das livrarias locais – ou a importar um livro e ficar 3 meses esperando. Dava para ler no máximo uns 20 livros por ano.

 

Tenho um Kindle DX desde 2009. O Kindle permitiu que eu tivesse acesso on-line à uma quantidade quase ilimitada de livros. Um título como “Computational Complexity” poderia ser comprado e baixado pela internet. Com o Kindle, consegui dar um salto de produtividade para uns 50 livros por ano.

 
Mas o Kindle DX tem limites tecnológicos. Para arquivos pdf, cada página demora muito para carregar (uns 20 s). Parece pouco, mas isto inviabiliza uma leitura dinâmica. Além disso, o recurso de zoom era tosco – dava tanto trabalho e tanto tempo dar zoom que simplesmente não conseguia ler muitos arquivos. A formatação de páginas salvas pela internet também ficava pouco legível, e o zoom não ajudava.

 
Hoje, em 2015, o Kobo HD é supostamente o melhor e-reader do mundo. É mais rápido que o e-reader antigo, mas mesmo assim demora uns 7 segundos para carregar (ou mais se o arquivo for pesado). Ele tem um recurso de zoom excelente – o que permite que eu leia artigos científicos. E tem recursos espertos, como o Pocket, que permite que eu marque uma página da internet (no computador, ipad, qualquer browser) e esta é automaticamente baixada no e-reader. Com tudo isto, é possível ler por volta de 80 livros e uns 200 artigos por ano, algo completamente impossível na era do papel impresso.

 


 

Sinto falta de Steve Jobs
 
O Kobo Aura HD tem uma peculiaridade que lembra Steve Jobs: tem só um botão, o de ligar. Toda a navegação é por touch screen. E este é o principal defeito dele.
 
Certamente o design bonito e os inúmeros truques de navegação do iPhone inspiraram o Kobo HD. Mas pegar um conceito de uma área e colocar em outra pode não ser a melhor solução.
 
No caso de e-readers, o touch screen não funciona bem, porque há um delay (de 5 a 10 segundos). Imagine um tablet onde a cada toque, ele trave por 5 segundos.
 
Na leitura de arquivos baseados em texto (epub, txt, mobi), a solução cheia de botões do antigo Kindle DX é muito mais eficiente do que o touch screen do Kobo – porque neste caso, a leitura é sequencial, não tem fórmulas matemáticas, a formatação não importa muito.
 
Resolver um problema não é copiar e colar uma solução, é encontrar a solução que melhor se adeque às condições de contorno.
 
Fico imaginando como seria se a Apple de Steve Jobs lançasse um e-reader. A velocidade ainda é boa, então poderiam melhorar este aspecto. Se não fosse possível, então colocar botões a mais e funcionalidades que permitissem navegação rápida de conteúdo. Atalhos configuráveis para opções da tela. Também poderiam lançar uma mega loja de livros no itunes, com o dobro do tamanho da Amazon e metade do preço. Outra ideia seria a de universidades terem a sua própria página no itunes, onde poderiam disponibilizar apostilas dos cursos. Há infinitas possibilidades não exploradas.

 


Ganho de Produtividade e custo dos produtos
 
Paguei caro pelos e-readers que tenho – mais de R$ 1000 pelo DX que não existia no Brasil, e R$ 700 pelo Kobo. Além disso, tinha um Sony PRC (que era horrível) e um Kindle 3 (modelo barato e pior).
 
Eu pagaria o triplo por um e-reader muito melhor, um e-reader nível Apple que ajudasse a dar um salto de produtividade maior ainda.
 
Acredito fortemente que o recurso escasso do ser humano é o Tempo, e não o dinheiro. Se eu puder usar o dinheiro para aumentar exponencialmente a minha produtividade, não vou poupar esforços para isto.
 
Sinto falta de um Steve Jobs, para iluminar o caminho dos e-readers. O resto da história se repetiria: alguns anos depois do sucesso do iReader, os concorrentes começariam a copiar as funcionalidades, lançando aparelhos genéricos, mais baratos e de arquitetura livre. Depois de mais alguns anos (e nadando a favor da lei de Moore), esses concorrentes conseguem chegar no nível da Apple, que passa a ficar cara, o que a obriga a se reinventar. Mas a contribuição de um Steve Jobs adiantaria em 10 anos a evolução dos readers eletrônicos, e triplicaria a minha produtividade na área.

 

Arnaldo Gunzi.

Março/2015

 

Resoluções de Ano Novo

O Ano Novo é sempre um marco. Indica o fim de um ciclo. É a base da contagem de nossa idade. Muita gente elabora desejos para o ano que chega.
Dois tópicos para ajudar na elaboração das resoluções de Ano Novo.
1 – Objetivos devem ser SMART
GoalSetting
Mais do que apenas desejos, o ideal é que as metas do ano tornem-se realidade. E isto envolve planejamento, dedicação, trabalho. Para ajudar a elaborar as metas, há um template de auxílio chamado SMART.
S – Specific: as metas devem ser específicas. Devem ter escopo bem definido, claro. Não adianta colocar algo genérico.
M – Measurable. Devem ser mensuráveis, para conseguir estabelecer metas e
A – Achievable. Os objetivos devem ser atingiveis. Se não os forem, vão ser abandonados rapidamente.
R – Relevant. As metas têm que ser relevantes. Têm que estar em harmonia com o que a pessoa é e os objetivos de longo prazo dela.
T – Timely.  Devem ter um prazo, deadline associado.
Nem sempre é possível ter esses cinco critérios, mas quanto mais tiver, melhor. A grande ideia aqui é que lista de resoluções seja um plano de ação efetivo.
2 – Feedback Analysis
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A “Análise de Feedback” de Peter Drucker consiste em elaborar metas e checa-las a cada período de tempo, comparando quais eram suas expectativas, o que aconteceu e o que deixou de ocorrer. Desta análise, pode-se descobrir quais os seus pontos fortes e fracos. Também serve para repensar se as suas ações estão de acordo com um objetivo de longo prazo, e o que deve ser mudado.
A dica aqui é a de arquivar essas resoluções de Ano Novo num local e comparar a resolução deste ano com o que realmente ocorreu.
Parece uma dica simples e óbvia.
Mas, como diria o Mestre Drucker: se é óbvia, porque não é feita? Afinal, você se lembra da resolução de Ano Novo do ano passado? Do retrasado? De 10 anos atrás?
Conclusão 
A análise SMART ajudará a criar planos de ação, e não simples desejos.
O Feedback Analysis ajudará a analisar seus pontos fortes, fracos e alinhamento com objetivo de longo prazo.

Arnaldo Gunzi

Jan/2015

Produtividade em áudio

O tempo é o recurso mais escasso de qualquer ser humano, e deve ser bem aproveitado.
Muita gente diz que não consegue ler livros, não tem tempo, etc. Por outro lado, a quantidade de tempo que se perde no trânsito é cada vez maior. Ouvir rádio pode ser bom para notícias, mas pelo menos 50% do tempo de rádio é de propaganda e conteúdo inútil.
E se fosse possível ler um livro no trânsito? Ou ler um livro caminhando? Na academia?
Na verdade, é possível sim ler caminhando ou no trânsito. Audio books são livros lidos em voz alta. Estes podem ser em mp3 ou em outros formatos compatíveis com um ipod, celular, qualquer outro player.
Serviços como o Audible.com são pagos e de excelente qualidade. Alguns livros custam 10 dólares. Cursos do grupo The teaching company saem por 30 dólares e são de uma qualidade extraordinária.
Existe uma alternativa gratuita, o Librivox. São voluntários que lêem o livro e disponilizam o áudio para download. Infelizmente, nem sempre a qualidade do áudio é boa. Outra alternativa (ilegal) é procurar em torrents.
Além de livros, podcasts são uma fonte útil de informações. ITunes U, também podem ser baixados.
É lógico que para isto tudo funcionar, é necessário ter Internet com um mínimo de qualidade e um smartphone ou algo como um iPod. E também saber inglês. Isto tudo é pré requisito.
Imagine quantos assuntos são possíveis de aprender, 40 min por dia, durante um ano?
Quem tiver outras dicas de produtividade, favor comentar.
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Arnaldo Gunzi
Dez/2014

“Profissionais” x “Amadores”

Um “amador” tem a conotação de alguém que tem alguma outra ocupação principal, mas faz o assunto em questão por hobby, lazer, paixão. Um “profissional” vive do assunto em questão, já faz isto durante anos, portanto é de se supor que o profissional seja melhor do que o amador.

Mas um amador pode ser extremamente talentoso e produzir um conteúdo fora de série. Um profissional pode ser alguém que produz conteúdo de forma burocrática, preso a formalidades ou a outras regras.

Uma das belezas da internet é que ela permite que conteúdos produzidos por pequenos “amadores” sejam divulgados para todo o mundo. Num passado não muito distante, tal conteúdo só chegaria ao público após passar por filtros das redações jornalísticas, gerados por “profissionais”. Este efeito é a tal da “cauda longa” de Chris Anderson, em que milhões de pequenos indivíduos produzem trabalho que passa a ser notado pelo resto do mundo. O fato é que os “amadores” estão superando os “profissionais”, nas áreas em que a cauda longa emerge.

Dois exemplos:

Um jornalista desconhecido produziu um blog de extrema qualidade, chamado waitbutwhy. Rapidamente, o blog viralizou, tendo atualmente 75 mil seguidores.
Este post explica a história dos confrontos atuais do Iraque, de uma forma extremamente clara e concisa. Nem a Folha, nem a Globo.com tem uma linguagem nem visão semelhantes.
http://waitbutwhy.com/2014/09/muhammad-isis-iraqs-full-story.html

Este post conta a história de uma visita à Coreia do Norte. Também é um post claro, de alta qualidade, e até engraçado.
http://waitbutwhy.com/2013/09/20-things-i-learned-while-i-was-in.html
Exemplo 2: Um programador desconhecido começou a produzir vídeos sobre como programar em Java. De forma concisa, descontraída, ele explica muito bem os conceitos. Ele também destaca muito bem as pegadinhas inevitáveis que um programador vai passar. O conteúdo é gratuito no youtube, itunesU. Ele também fez um blog de apoio ao vídeo.
https://howtoprogramwithjava.com/

Para efeito de comparação, tenho um livro da coleção Schaum sobre Java, que custou uns 80 reais. É pesado, cheio de definições complicadas. Parece uma aula de Universidade, ou seja, um pé no saco. Portanto, rapidamente abandonei o “profissional” pelo “amador”.
Talvez o maior amador de todos seja Steve Jobs. Atropelando todas as regras de business, ele conduziu a empresa com pura paixão, produzindo algumas das maiores revoluções da computação. Quando ele foi colocado para fora da Apple em 1985 e substituído por um “profissional” (John Sculley), a Apple passou a ser uma empresa comum: corte de custos, aumentar EBITDA, margem, VPL, TIR, gerenciamento da rotina, análise SWOT, blá blá. E a Apple quase foi à falência, sendo salva pelo mesmo Jobs, anos depois.

A próxima revolução vai ser a dos amadores. Portanto, continue um amador, faminto e tolo.

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Arnaldo Gunzi
Dez/2014

Resumos e Reviews

Dica de produtividade.

Na Amazon.com (e também em outras livrarias on line), há a seção de “Reviews” dos leitores. Muitas vezes, há excelentes resumos, opiniões e recomendações dentro destes reviews.

Por exemplo, um livro como “On China”, de Henry Kissiger, tem mais de 500 páginas. Ler os reviews pode dar uma visão geral sobre os temas mais importantes, assim como alguns dados interessantes. Combinando isto com uma leitura dinâmica, é possível entender o livro em poucos dias.

Por exemplo, de relance dá para aprender que a China tinha 25% do PIB mundial em1500, 30% em 1800 e apenas 4% em 1950 (ultrapassado pelas potências europeias e americana). Que a cultura deles tem forte influência do confucionismo – padrão de conduta e coesão social. Sun Tzu – manobras indiretas- colocar bárbaros para lutar com bárbaros. Medo de desordem social por conta de história recente de sofrimentos.

Por fim, é importante formar o hábito de ler sempre em inglês, tanto o livro quanto os reviews. Inglês ou outra língua que se queira aprender.

Reviews

Arnaldo Gunzi.