Sobre o gestor eficaz

A seguir, 5 pensamentos do grande Peter Drucker, em seu livro “O gestor eficaz”.

Sobre o tempo

Ninguém pode contratar, alugar, comprar ou obter mais tempo. O suprimento de tempo é totalmente inelástico. Seja qual for a quantidade da demanda, o suprimento não crescerá… E mais, o tempo é totalmente perecível e não pode ser armazenado. O tempo de ontem está perdido para sempre, e não voltará jamais.

O perigo do carisma

Hoje em dia, fala-se de carisma com ênfase exagerada, e dá-se pouca importância à eficácia. A única coisa que você pode falar sobre um líder é que ele é alguém que possui seguidores. Os líderes mais carismáticos do século passado foram Hitler, Stalin, Mao e Mussolini. Mas eram líderes às avessas!

Um dos presidentes norte-americanos mais eficazes dos últimos 100 anos foi Harry Truman, que não tinha um pingo de carisma. Truman era tão monótono quanto um peixe morto. Ele era venerado por todos que trabalhavam para ele por ser digno de confiança. Quando Truman dizia não, era não, e quando dizia sim, era sim.

Remoção de pessoas com desempenho fraco

Há um ditado militar antigo que diz: “o soldado tem direito a um comandante competente”.

Aquele que é incompetente ou apresenta um desempenho fraco, quando é deixado sozinho para realizar sua tarefa, penaliza as outras pessoas e desmoraliza a empresa inteira. Não é um favor manter pessoas com desempenho fraco em uma função à qual não se adaptam. Elas sabem que não estão se saindo bem.

Plano de ação

O conhecimento é inútil para gerentes até ser convertido em ações. Mas antes de entrar em ação o gerente precisa planejar sua forma de ação. Ele precisa pensar sobre resultados desejados, prováveis restrições, futuras revisões, pontos de verificação e implicações da forma como ele utilizará o próprio tempo.

Pontos fortes

O gerente eficaz torna os pontos fortes produtivos. Sabe que nada se constrói sobre a fraqueza. Para conseguir resultados, temos de usar todas as forças disponíveis – dos associados, do superior e a nossa própria. Nesses pontos fortes estão as verdadeiras oportunidades.

Ninguém é forte em todas as áreas. Comparado ao universo do conhecimento humano, experiência e habilidades, até o maior dos gênios precisaria ser classificado como um total fracasso.

Veja também:

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https://ideiasesquecidas.com/2019/02/20/peter-drucker-sobre-as-fontes-de-inovacao/

https://ideiasesquecidas.com/2016/07/17/uma-fabula-de-esopo-e-uma-historia-de-drucker/

https://ideiasesquecidas.com/2016/07/21/peter-drucker-em-40-frases/

Nietzsche em quadrinhos

O explosivo filósofo alemão Friedrich Nietzsche é amado e odiado por suas ideias polêmicas e linguagem poética.

“Deus está morto”,

“Moral é apenas uma interpretação equivocada de certos fenômenos”

“É do caos que nasce uma estrela”

“Quando se olha muito tempo para o abismo, o abismo olha para você.”

“Aqueles que veem a dança são considerados insanos por quem não está ouvindo a música”

A seguir, três recomendações de quadrinhos sobre o filósofo.

1 – Assim falava Zaratustra. Baseado no livro homônimo. Tem uma bela arte, é um resumo e ao mesmo tempo uma interpretação artística do livro.

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2 – Nietzsche Nº 1. É uma biografia do filósofo, narrando um pouco de seus pensamentos e sua vida. A arte do desenho é extremamente bonita aos olhos.

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3 – Assim falou Zaratustra. É uma história num formato mangá. É apenas inspirado no livro. Narra uma história imaginada pelo autor, com algumas citações e personagens de sua vida (como Lou Salomé), mas não é nem um pouco fiel ao livro homônimo, e a história nem é muito legal.

Esta indicação só está aqui porque tem uma referência ao ultraviolento filme “Laranja Mecânica”.

A cena em que Alex DeLarge e sua gangue de “drugues” espancam um mendigo num córrego é adaptada para o mangá: o delinquente Zaratustra e sua gangue fazem o mesmo.

Ou seja, o mangá consegue unir dois trabalhos icônicos, de duas cabeças brilhantes (Nietzsche e Kubrick) e transformar numa história ruim… por isso mesmo, é imperdível.

Veja também.

https://ideiasesquecidas.com/2018/06/03/o-anticristo-de-nietzsche-em-40-frases/

https://ideiasesquecidas.com/2017/12/13/o-crepusculo-dos-idolos-em-40-frases/

Eliminar o desnecessário, mesmo que seja a própria posição

Um colega meu foi contratado para uma posição de planejamento operacional. Após seis meses, a sua conclusão era de que a própria cadeira era dispensável! Uma parte do trabalho poderia ser feita pelo horizonte de planejamento superior, outra parte poderia ser automatizada.

A sua função poderia ser eliminada. E ele, faria o que?

Ora, alguém com visão e iniciativa de se autogerir a esse ponto tem uma valor inestimável em qualquer organização! Ele rapidamente começou a tocar outros projetos.

O trabalho agrega valor? Pode ser automatizado? Pode ser terceirizado para alguém que faz melhor e mais barato? É mesmo necessário?

Como diz uma frase antiga, uma máquina pode fazer o trabalho de 50 pessoas comuns. Máquina alguma pode fazer o trabalho de uma pessoa incomum.

Veja também: https://ideiasesquecidas.com/2015/05/30/muri-mura-muda/

A revista de 125 anos

Em 1895, um produtor de equipamentos agrícolas lançou a revista “The Furrow”. O conteúdo: novas técnicas agrícolas, dicas úteis, cases interessantes ao fazendeiro.

The Furrow

A revista foi um sucesso. Em meados de 1900, já tinha 4 milhões de leitores.

O nome da empresa: John Deere. Uma dos maiores do mundo no setor. E a publicação, “O sulco” em português, existe até hoje.

A revista não era um catálogo de produtos nem tinha conteúdo viesado para a empresa. Não era egoísta. O objetivo era agregar valor ao produtor rural. Daí o seu sucesso.

Quanto mais uma empresa colabora com a sociedade ao seu redor, melhor o resultado para ela mesma e para todos.

Alguns links:

https://www.deere.com.br/pt/publica%C3%A7%C3%B5es/o-sulco/

Grupo – Quantum Computing

Estou criando um grupo de estudos sobre “computação quântica”, no link a seguir. O objetivo é trocar ideias, notícias sobre eventos e cursos.   https://www.facebook.com/groups/1013309389112487

Pelas reações e comentários, há bastante interesse sobre o assunto.

Favor divulgar apenas para quem pode contribuir com o tema.

Dica de inovação: eliminar a parte chata

Aqueles um pouquinho mais velhos lembram-se da Blockbuster.

Era uma experiência boa pegar o carro e ir à loja, sempre bonita, com a namorada, escolher um filme para o fim de semana. Tinha até pipoca para microondas e doces, como uma sala de cinema.

A parte ruim era devolver o DVD no dia seguinte. Desviar o rumo do trabalho ou da escola, perder meia hora de um dia cheio só para entregar o filme de volta…

Assistir o DVD é legal, devolver o DVD é chato.

Tem uma empresa americana que atacou a parte chata do problema. Que tal só devolver quando fosse pegar outro? E se a cobrança fosse por mensalidade?

A empresa é a Netflix, a mesma que hoje é onipresente. Ela demorou muitos anos para dar certo, porém, a mentalidade inovadora existia desde o começo.

Fazer compras é legal. Ficar numa fila enorme, para pagar, é chato. Que tal acabar com as filas? A Apple Store não tem fila. Qualquer atendente pode finalizar a compra.

Ficar entrando em diversos sites de companhias aéreas e hotéis para combinar opções de voos, horários e tarifas é chato. Os sites do tipo Decolar.com, que aglomeram informações, atacam este problema.

No cotidiano: Tarefas repetitivas são chatas. Hoje em dia, há softwares de automação de processos (RPA) que podem fazer a mesma tarefa em segundos.

Tarefas burocráticas são chatas. Que tal perguntar se são mesmo necessárias, ou sugerir mudança de procedimento?

Reuniões são chatas. Todas elas realmente precisam da sua presença?

Receber um e-mail com textão mal escrito é chato. Que tal caprichar na comunicação?

Todas as vezes que você se deparar com algo chato, lembre-se: eis uma grande oportunidade!

Um poeminha para fechar: Opportunity, de Berton Braley
https://www.poemhunter.com/poem/opportunity-43/

Sobre a história da Netflix:

https://www.bbc.com/portuguese/geral-38348864

Coma não-comida para salvar o mundo da aniquilação total*

Hoje fiz um teste com o Not Milk. Pedi para as minhas filhas experimentarem, falando que era leite com chocolate normal…

O Not Milk é um leite feito à base de plantas, com o propósito de ser muito parecido com o leite normal.

Com o mesmo espírito, há um punhado de startups desenvolvendo carne, frango, sorvete, maionese, tudo à base de vegetais.

Pergunta: Como alimentar um planeta com quase 8 bilhões de pessoas, sujeito à mudanças climáticas e fatores socioeconômicos imprevisíveis?

Algumas respostas: aumentando a produtividade das plantações. Melhorando a logística de distribuição. Trocando a matriz de alimentação.

Trocar a matriz de alimentação é especialmente interessante. Uma vaca tem que viver uns 3 anos para o abate. Ou o gado ocupa uma área de pastagem gigantesca, ou é alimentado com ração, sendo soja o principal componente. Para produzir a soja, o produtor deve ocupar largas extensões de um terreno fértil, num lugar que tenha sol e chova bastante. Basta um passeio de carro no Paraná para visualizar centenas de quilômetros de plantações de soja.

E se as pessoas consumirem diretamente a soja, ao invés da carne do gado que consumiu a soja?

O problema é que carne de soja é ruim. Horrível. Enquanto o churrasco é unanimidade nacional, não conheço uma pessoa que seja fã de carne de soja.

É aí que entram startups como a NotCo, Fazenda do futuro, Impossible Foods… Desafio: produzir carne de vegetais indistinguível de carne normal. Leite de plantas indistinguível de leite de vaca. Tudo isso a custo acessível.

A carne vegetal apresenta 90% a menos de emissão de gases, consumo de água e ocupação de terra, segundo a fonte https://www.labcriativo.com.br/creative-life/analise-compara-o-impacto-ecologico-da-carne-vegetal-com-o-da-carne-bovina/

Hoje, em 2020, elas já deram um avanço impressionante. O Not-Milk é fabricado no Brasil, e encontrei a caixinha num supermercado perto de casa.

O preço do not-milk: R$ 16,00 o litro, contra R$ 4,00, o leite comum. Ainda caro, 4 vezes o preço da solução tradicional.

As não-comidas hoje ocupam um espaço de nicho. Potenciais consumidores hoje são pessoas alérgicas, defensores dos animais ou quem está numa dieta específica.


Resultado do teste do Not Milk

  • Minha filha mais nova (3 anos), gostou e até pediu mais (talvez por ter paladar menos apurado nessa idade)
  • As filhas de 5 e 9 anos odiaram

O Not Milk tem um gosto meio leite de soja, meio alguma coisa aguada. É esquisito ainda.

Provei um burguer vegetal há uns meses atrás. Tinha gosto de um hambúrguer ruim. Fosse um teste cego, não daria para dizer que é vegetal, mas não chega perto de um bom sanduíche do Madero, por exemplo.

Ainda há muito a evoluir.

Algum evento extremo (frio, calor, pragas, meteoro) futuro pode mudar o equilíbrio do balanço alimentar atual, e acelerar a adoção de não-comidas como uma alternativa.

Potencialmente, as não-comidas podem ganhar uma escala gigantesca, abocanhar uma fatia bilionária do mercado alimentício, serem mais baratas e ainda ajudar a preservar os recursos de nosso planeta. Vamos torcer para que eles realmente consigam atingir esses objetivos!

*Desculpe o título dramático. É só para chamar atenção, click-bait total.

Viagem ao fundo do mar

Uma bela notícia esta semana: HC transforma sala de ressonância para crianças em ‘viagem ao fundo do mar’.

(vide https://jovempan.com.br/programas/jornal-da-manha/hc-transforma-sala-ressonancia-criancas-viagem-fundo-mar.html)

Uma vez fiz ressonância. Tive que refazer mais duas vezes, porque eu tinha me mexido no procedimento. Agora, imagine uma criança ficar imóvel, dentro de um aparelho frio, escuro e assustador?

Com a viagem ao fundo do mar, a tarefa fica um pouco mais lúdica.


A ideia é baseada em uma iniciativa de alguns anos atrás, de um pessoal de Design Thinking:

https://ideiasesquecidas.com/2015/02/15/ressonancia-magnetica-divertida/

gepirata

“Doug Dietz era designer de produtos da General Eletric.

Ele tinha orgulho das máquinas de ressonância magnética que ele tinha projetado, eram as mais avançadas do mundo. Mas, acompanhando alguns procedimentos reais, ele notou que as crianças ficavam aterrorizadas com o equipamento. Era um túnel frio, sombrio, estranho. 80% das crianças tinham que ser sedadas para fazer os exames.

Doug resolveu testar outra solução. Procurou pessoas da área educacional, e transformou a máquina de ressonância magnética em uma aventura na ilha pirata, conforme as fotos acima.

Funcionou. A taxa de crianças sedadas passou a ser de 10%. Algumas até achavam a aventura divertida, e queriam voltar outro dia.”

Parabéns aos hospitais pelas iniciativas!

Qiskit Summer School 2020

Postagem sobre o summer school do Qiskit.

https://www.linkedin.com/posts/arnaldogunzi_ibm-qiskit-quantumcomputing-activity-6706320160816435201-EOMD

Quantum computing is a emerging field of knowledge. What was only theory years ago now is becoming reality.

I’m very proud and honoured to have attended the Qiskit Summer School 2020.

This course covered hot topics as quantum algorithms, error correction, superconducting devices and quantum chemistry, as well as labs to test our knowledge.

Thanks to Abraham Asfaw, James Wooton, Elisa Bäumer, Zlatko Minev and all the other members of #IBM.

Super Square One

O cubo Super Square One é o da foto:

É primo do Square One, já mostrado anteriormente aqui (https://ideiasesquecidas.com/2020/08/06/como-resolver-o-square-one-parte-1/)

O método de resolução é bastante similar ao Square One.

Se eu pegar a camada de cima e a de baixo, vou ter o Square One. Se considerar apenas as camadas do meio, também. Doravante, vou chamar de camadas de fora e camadas do meio.

Exemplo: este é o “movimento translado” nas camadas de fora.

E este é o “movimento translado” nas camadas do meio:

Movimento base, em todas as camadas:

A única dificuldade que encontrei foi a de reconhecer as peças das camadas do meio. Isso porque elas não têm a marcação de cor superior e inferior.

É mais ou menos simples resolver esse problema. Basta arrumar primeiro as camadas de fora, e depois, comparar a peça com a posição que ela deveria estar, na camada de fora. Assim, dá para reconhecer se ela deveria estar na camada 2 ou na camada 3.

Este cubo também pode mudar a forma, assim como o Square One.

Aqui, encontrei uma limitação. Consigo chegar na posição “chave”, mas não consigo avançar. Chega uma hora que este cubo não gira mais, talvez algum defeito de projeto. Não quis forçar, porque se ele desmontar, nunca mais consigo remontar.

Em resumo. O Super Square One é fácil de resolver, sabendo mexer no Square One. A única dificuldade é reconhecer as peças do meio, que é facilmente resolvido comparando com a camada de fora arrumada.

Veja outros cubos mágicos aqui:

https://ideiasesquecidas.com/cubos-magicos/

https://ideiasesquecidas.com/2016/01/20/dissecando-o-x-cube/

Naval sobre startups

Algumas reflexões interessantes de Naval Ravikant, empreendedor e investidor, sobre startups.

Pessoas com mentalidade de fundador não conseguem descansar quando um problema ou oportunidade é identificado.

A mentalidade de fundador significa não ligar para quem leva o crédito.

Há demanda global ilimitada pela mentalidade de fundador.

As startups não morrem quando acaba o dinheiro, mas quando acaba a energia dos fundadores.

Na corrida olímpica das startups, o primeiro lugar consegue o monopólio, o segundo consegue uma medalha, e não há terceiro lugar.

Antes de procurar um produto ideal para o mercado, assegure que tem paixão pelo produto. É uma longa jornada.

Empreendedores procuram pela “ideia”, a isca que os prendem pelos próximos 5 anos. Em que prisão você gostaria de estar? O que você ama fazer?

Quando construindo uma startup, a microeconomia é fundamental e macroeconomia é entretenimento.

Investidores têm incentivos diferentes que os fundadores.

O que um investidor procura num grande fundador é comportamento irracional, que o próprio investidor não faria. Ex. Trabalhar 80 horas por semana por 10 anos, risco de quebrar, diversificação zero.

A última frase acima me lembra um pensamento de Napoleon Hill: “Quando um homem deseja algo tão profundamente a ponto dele arriscar a sua vida inteira em um único número na roleta da vida, ele certamente vencerá”.

Veja também:
https://ideiasesquecidas.com/2020/02/29/como-ficar-rico-sem-ter-sorte/

Por que a complexidade computacional da fatoração de números inteiros é exp(raiz(N))?

Computação e Informação Quântica

Fatorar um número inteiro significa encontrar os fatores primos deste.

Exemplos: 15 = 3*5, ou 187 = 11*17

A fatoração tem duas características: é difícil de fazer, mas é fácil de checar se uma solução é válida.

Exemplo: Quais os fatores primos de 3127?

Um método possível para encontrar os fatores do número N é testar todas as alternativas até raiz(N). Ou seja, dividir 3127 por 2, 3, 5, 7, 9, até raiz(3127) ~= 55.

Com isso, chegamos que 3127 = 53*59. E é fácil checar que 59 é um dos fatores de 3127, basta fazer a divisão.

A fatoração de números inteiros (ou melhor, a dificuldade em fazê-lo) é a base de toda a criptografia moderna.

O número grande (digamos 3127) é a minha chave pública com a qual o emissor da informação faz a codificação. Para decodificar, preciso da chave privada (53 e 59). E a segurança baseia-se…

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