O que é uma conjectura?

Uma conjectura é uma afirmação que se suspeita ser verdadeira, mas que ainda não se sabe se é verdadeira ou falsa.

Ex. A Conjectura de Goldbach.

Forgotten Math

Uma conjectura é uma afirmação que se suspeita ser verdadeira, mas que ainda não se sabe se é verdadeira ou falsa.

A conjectura tem que ser provada matematicamente, para
termos certeza.

O exemplo mais famoso talvez seja o da Conjectura de Goldbach,
enunciada da seguinte forma:

“Qualquer número par maior do que 2 é formado pela soma de
dois números primos”

Exemplos:

4 = 2+2

6 = 3+3

8 = 3+5

10 = 3+7

E assim sucessivamente. Até hoje, ninguém provou a conjectura…

Computacionalmente, todos os números até a ordem de 10^18 já
foram testados, e nenhum contraexemplo foi encontrado.

Observe a assimetria: um único contraexemplo seria suficiente
para provar a conjectura falsa, porém, na matemática, 10^18 exemplos positivos
não bastam para provar a conjectura verdadeira.

E se existir algum número imenso não satisfaz a conjectura?

Por isso, as conjecturas devem ser demonstradas
matematicamente para terem validade.

Aliás, tem um…

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Navegadores antigos

Transcrevendo abaixo um dos poemas que mais gosto, “Navegar é preciso”, de Fernando Pessoa.

Este também é mais ou menos o meu lema de vida: viver não é necessário; o que é necessário é criar… e quero criar obras que impactem positivamente a vida das pessoas, em nível nacional.

“Navegar é preciso; viver não é preciso”.

Navegadores antigos tinham uma frase gloriosa:

“Navegar é preciso; viver não é preciso”.

Quero para mim o espírito [d]esta frase,
transformada a forma para a casar como eu sou:

Viver não é necessário; o que é necessário é criar.
Não conto gozar a minha vida; nem em gozá-la penso.
Só quero torná-la grande,
ainda que para isso tenha de ser o meu corpo e a (minha alma) a lenha desse fogo.

Só quero torná-la de toda a humanidade;
ainda que para isso tenha de a perder como minha.
Cada vez mais assim penso.

Cada vez mais ponho da essência anímica do meu sangue
o propósito impessoal de engrandecer a pátria e contribuir
para a evolução da humanidade.

É a forma que em mim tomou o misticismo da nossa Raça.

Nota :
“Navigare necesse; vivere non est necesse” – latim, frase de Pompeu, general romano, 106-48 aC., dita aos marinheiros, amedrontados, que recusavam viajar durante a guerra

Imitar e aprender

Tenho três filhas de idades diferentes. Um padrão é que a do meio imita a maior, digamos em desenhos, brincadeiras, e a caçula imita a do meio. Outro padrão é que as maiores não gostam de serem imitadas pelas menores.

A palavra em japonês para “aprender”, manabu, veio originalmente da palavra para “imitar”, maneru. Aprender começa com o ato de imitar um modelo.

É claro que imitar é o começo. Uma vez que a técnica foi aprendida, começamos a criar asas e inventar as nossas próprias variações.

O Japão pós-guerra fez muitos produtos americanos falsificados de baixa qualidade, até que conseguiu aprender a manufaturar bons produtos, competir e superar os EUA em algumas áreas.

Há um trecho do filme “De volta para o futuro” que ilustra isto. Marty McFly vem do ano 1985, e encontra o Dr. Brown nos anos 1960.

Doc Brown: “É claro que o circuito falhou, aqui diz ‘Feito no Japão'”
Marty: “O que você quer dizer, Doc? Tudo que é bom é feito no Japão.

A China atual está seguindo os mesmos passos: produz produtos com 80% da qualidade a 60% do preço, ao mesmo tempo em que investe caminhões de dinheiro em P&D e na importação de conhecimento (chegando a políticas agressivas de propriedade intelectual). Um dia eles vão competir igual para igual com os EUA.

Para concluir: a filha maior imita os pais… portanto, é bom tomar cuidado com as suas próprias atitudes.

Referências:

Kiyoyuku Higuchi, Are the Japanese blind imitators? Revista PHP, Jan 1976

https://ideiasesquecidas.com/2018/08/01/10-topicos-para-entender-a-china/

Neon Genesis Evangelion

Está disponível, na Netflix, o anime Neon Genesis Evangelion.

É um anime muito bom. História intrigante, enredo divertido com personagens carismáticos. Continua sendo um dos melhores de todos os tempos.

Lembro de ter visto partes deste lá pelo ano 2000. Para conseguir, era muito trabalhoso…

Alguns colegas tinham alguns episódios na intranet. Alguns episódios tinham que ser baixados via torrent, conexão discada. Era esperar até meia-noite (para cobrar um pulso telefônico), deixar baixando até as seis da manhã, e, quem sabe, conseguir assistir a um capítulo.

A resolução do vídeo também era um problema: quase sempre, numa resolução muito baixa. A legenda, às vezes em inglês, às vezes português, quando tinha…

Outra forma de ver era comprando, digamos no Mercado Livre, um cd com alguns episódios gravados, de alguém que tinha uma internet melhor.

Ou seja, antigamente eram episódios pulados, em qualidade ruim, demandando muito tempo e esforço para obter os vídeos. Hoje, os episódios em alta resolução, na ordem certinha, estão a um clique de distância por um custo muito baixo.

Porém, a contrapartida é que justamente devido ao esforço empregado, a gente dava muito valor aos poucos episódios obtidos. Hoje, é muito fácil começar a ver algo, enjoar e largar.

Os mangás (revista em quadrinhos) do Evangelion também não eram fáceis de obter. Uma curiosidade é que o autor do mangá publicava uma revista por ano (de vez em quando, nenhuma). Ele começou em 1995 e só terminou em 2014.


Outras recomendações de anime ou live action. A plataforma Crunchyroll (https://www.crunchyroll.com) é tipo um Netflix de animes.

Em especial, alguns desenhos viraram séries interpretadas por atores reais, e isto dá uma dimensão a mais ao seriado.

Duas recomendações:

Liar Game: Uma menina ingênua de dar dó acaba se envolvendo num jogo, onde o objetivo é enganar os outros. Ela consegue a ajuda de um geniozinho em psicologia, e enfrentam desafios cada vez maiores. Curiosamente, o que desequilibra o jogo é justamente a honestidade da moça.

Death Note: Um caderno que mata qualquer que tenha o nome escrito nele, nas mãos de um gênio do crime. O misterioso detetive L, deduzindo os próximos passos. Um jogo de gato-rato bastante elaborado. Quem vence?

As 7 fontes de inovação

O grande Peter Drucker destacou 7 fontes de inovação.

Alguns exemplos práticos:

O inesperado. Para mim, era apenas mais um post, porém teve um que gerou muitos bons feedbacks. Analisando, o assunto tinha o foco bem específico para um nicho. Aprendi o poder do foco.

A incongruência. Numa fábrica, notei que o operador enviava metade da informação pelo sistema, e outra metade ele imprimia em papel e entregava em mãos. Ora, pedi para a equipe inserir um campo a mais no sistema, e a papelada nunca mais circulou.

Novo conhecimento. Há uns dois anos, a nossa TI propôs um programa de visualização de dados (como Tableau, Qlik, no caso Spotfire). Ajudei a abraçar e divulgar a ideia. O novo software pegou muito forte e virou padrão.

Portanto, fique atento ao inesperado, incongruências e outras fontes de inovação.

Só o gagá salva!

Testei o LinkedIn Learning e algumas outras plataformas de EAD nas últimas semanas, e a ideia aqui é fazer uma breve comparação.

O IN Learning adquiriu a plataforma chamada Lynda.com, e é nele que os cursos se baseiam.

São vídeos, muito bem produzidos, com foco em áreas: business, creative and technology.

Cada mini-curso desses tem quizzes, não muito difíceis, e emitem um certificado de conclusão ao final – certificados esses que podem ser colocados no perfil do LinkedIn.

Há algumas modalidades de assinatura premium do LinkedIn, que fornecem acesso aos cursos desta plataforma – o mais barato era de R$ 40,00 mensais. Há uma opção de trial por um mês, podendo ser cancelado a qualquer momento.

Dos cursos que fiz, não achei os temas profundos e também não há uma prova ou trabalho de conclusão ao final. Os cursos são, em geral, uma introdução.

Em comparação, a Udemy também tem cursos com vídeos apenas (vide review).

A Coursera apresenta vídeos, quizzes e testes, em cursos um pouco mais longos (vide review).

A Udacity, na modalidade nanodegree, tem cursos bem pesados e profundos, com projetos bastante demandantes (vide relatório). Outras, como a própria Coursera e EDX também têm programas mais profundos.

Em geral, os cursos mais simples são mais baratos (algumas dezenas de reais e poucos dias). Os cursos com testes são um pouco mais caros, centenas de reais e algumas semanas. Os nanodegrees, milhares de reais e alguns meses – investimento proporcional ao tempo e profundidade abordadas.

Para falar a verdade, os cursos on-line são um apoio, mas o melhor meio de aprender é pela forma tradicional: meter a cara nos livros (hoje em dia, muito fáceis de conseguir), ficar sábados, domingos e madrugadas numa mesa, estudando para valer.

E não é o certificado que conta, mas a capacidade de fazer alguma coisa útil no mundo real com a capacidade adquirida.

Não é o professor que tem que ensinar, não é a beleza do vídeo produzido que vai fazer alguma diferença. É o aluno que tem que aprender, seja vendo vídeo no Youtube, conversando com outros feras do assunto ou devorando livros. É a capacidade da pessoa aprender que conta, no final do dia.

No célebre Instituto Tecnológico de Aeronáutica, há um termo que expressa de forma única este sentimento: Só o gagá salva!

Review – curso online da Coursera

Fiz um curso na plataforma Coursera (https://www.coursera.org/), sobre Quantum Computing. Foi um curso pago, 100 e poucos reais, a fim de ter o compromisso de terminar o mesmo. É possível fazer o mesmo curso de graça, só não tem o certificado no final.

O instrutor era um professor da universidade de S. Petersburgo.

O curso era dividido em 5 semanas, com quizzes rápidos entre os vídeos e um teste ao final de cada semana.

Em termos da estrutura da Coursera, achei muito bom. O certificado é dado somente a quem assistir os vídeos e passar nos testes. É um pouco mais caro, porém bem mais exigente do que o curso da Udemy (que era apenas ver os vídeos).

Não gostei da parte didática. O instrutor não era muito claro, e resolvi muitas das tarefas mencionadas não com as instruções dadas pelo curso, mas através de outras fontes. Parece (e é) um professor normal, daqueles de sala de aula, só que ao invés de escrever na lousa, escrevia num tablet.

Há um fórum de discussão, mas aparentemente este curso tem poucos interessados, então somente o instrutor respondia depois de alguns dias (e, de novo, não era uma resposta muito didática).

Conclusão:

Gostei do esquema de vídeos e testes da Coursera, mas não deste curso em específico.

Outro item interessante é que dá para linkar o certificado de conclusão no LinkedIn. Se alguém quiser me adicionar no mesmo: https://www.linkedin.com/in/arnaldogunzi

Sempre achei isso uma bobagem, porque o que vale é o que a pessoa sabe e não o que está descrito no currículo. Porém, vi que várias pessoas se motivam a fazer cursos vendo que um conhecido o fez, e isto cria um feedback positivo.

Nota: O nanodegree da Udacity é muito mais completo, pesado em termos de carga horário e projetos a fazer, além de muito mais caro. Porém, não dá para comparar com um curso isolado, o programa da Udacity é, como o nome diz, um nanodegree. O próprio Coursera tem programas neste estilo (chama de bachelor degree), e o EDX também.