Ambição x Valores

Segue um pequeno, porém útil, framework para decisão sobre pessoas, baseado em Jack Welch – o lendário CEO que revolucionou a General Electric.

  • Pessoas com grande ambição e poucos valores são perigosas. Devem ser identificadas rapidamente e retiradas da companhia
  • Pessoas com grande ambição e altos valores são estrelas, que devem ser desenvolvidas e promovidas
  • Pessoas com pouca ambição e poucos valores não causam dano, mas também não chegarão a lugar nenhum
  • Pessoas com pouca ambição e altos valores podem ser interessantes, podem ser desenvolvidas

Por fim, uma frase do mestre, para pensar: “Se você escolhe as pessoas corretas, dá a elas a oportunidade para espalhar as asas e coloca compensações na carreira, você quase não terá que gerenciá-las”.

Veja também:

Competência x Persuasão

Numa grande empresa, é difícil avaliar diretamente a competência dos colaboradores, porque normalmente há muitos degraus de comando.

A capacidade de persuadir torna-se importante para transmitir ideias e fazer trabalhos acontecerem.

Quando a pessoa tem alta capacidade de persuasão e alta competência, é o melhor cenário possível – manter essas estrelas em ascenção.

Quando a pessoa tem baixa capacidade de persuasão e alta competência, tipo um técnico muito bom que baixa a cabeça e entrega muito, deve-se cuidar dessas pessoas. Elas não vão reclamar, até o dia em que simplesmente sairão e deixarão um vácuo difícil de ser preenchido.

Quando a pessoa tem alta persuasão e baixa competência, é o caso mais difícil de identificar. Exemplo são pessoas políticas, que sabem falar exatamente o que a chefia quer ouvir. Se essas forem competentes ou se cercarem de outras que são, ótimo, senão, cuidado, elas podem causar estragos.

Quando a pessoa tem baixa persuasão e baixa competência, é relativamente fácil de identificar.

Segue a figura dos quadrantes Competência x Persuasão.

Veja também:

Ray Dalio sobre a Nova Ordem Mundial, a China e Previsões para o Futuro

Ray Dalio é o gestor do maior fundo de investimentos do mundo, a Bridgewater, tendo começado do zero. Ele é considerado o “Steve Jobs das finanças”.

Dalio publicou no final de 2021 o livro “Principles for Dealing with the Changing World Order”, sobre ciclos econômicos e a nova ordem mundial que está surgindo, incluindo alguns forecasts para o futuro.


Ele começa estudando a história econômica dos últimos 500 anos, em especial impérios como China, Grã-Bretanha, Holanda e EUA – o livro é também um amplo trabalho de pesquisa histórica.

Link da Amazon: https://amzn.to/3332jMQ

É com certeza o melhor livro publicado em 2021, obrigatório para quem lida com economia e finanças. É fantástico para entender em que pontos estamos no mundo e para onde provavelmente estamos indo.

Seguem alguns highlights, anotações minhas sobre poucos pontos, dentre o calhamaço de mais de 500 páginas. Para a visão completa, comprar o livro, que é repleto de gráficos e tabelas com suporte quantitativo às afirmações feitas no texto.

Sobre ciclos

Os grandes ciclos oscilam entre 1) períodos prósperos de grande produtividade e 2) depressões, revoluções, guerras. Os períodos de paz duram muito mais do que os de guerra, tipicamente uma razão de 5:1, por isso é possível dizer que os períodos de guerra são uma transição entre períodos de paz e criatividade.

Três grandes forças que modelam ciclos econômicos:

  1. O ciclo do débito de longo prazo e mercado de capitais. Em nenhum momento de nossas vidas as taxas de juros estiveram tão baixas ou negativas. Em 2021, mais de 16 trilhões de dólares de débito estavam em taxas de juros negativas e uma quantidade unusualmente alta de novo débito adicional será vendido para financiar déficits. Isso pode ser novo para nossas vidas, mas já aconteceu em outras ocasiões da história. O país que tem o poder de imprimir a reserva de moeda do mundo tem uma posição privilegiada. Atualmente, os EUA ocupam este posto, mas já isso já mudou várias vezes ao longo da história.
  1. O ciclo de ordem e desordem interna. Desigualdades de riqueza e valores estão no maior ponto, durante a minha vida. Estudando os anos 1930s e outras eras, a polarização alta e a economia em baixa antecendem conflitos de como dividir o bolo.
  2. O ciclo de ordem e desordem externa. Pela primeira vez na minha vida, os EUA encontram um rival de poder equivalente de verdade. A China se tornou um poder rival aos EUA e está se tornando mais forte e a um ritmo mais acelerado. Se a tendência continuar, a China se tornará mais forte nos aspectos que tornam um império dominante.

O débito é grande demais para ser pago em hard money, haverá impressão de dinheiro.

Nos próximos anos, o business cycle (períodos de bancos centrais estimulando e esfriando a economia) será a dinâmica mais importante.

O próximo problema econômico grande deve em menos tempo, uns 5 anos.

O desconhecido é muito maior do que o conhecido.

Sobre o futuro

Olhar para o passado ajuda a:

  • Estimar o que provavelmente vai acontecer
  • Proteger a mim e aqueles de que sou responsável no caso de eu estar errado

Sobre mexer com futuro, deve-se:

  • Perceber e adaptar
  • Definir probabilidades
  • Saber o suficiente para se proteger

Verificar situações similares, mesmo que não perfeitamente iguais.

Extrapolando o passados dos últimos 100 anos, por exemplo, é razoável estimar que nos próximos 10 anos:

  • população mundial 10% ~15% maior do que hoje
  • produtividade por pessoa 20% maior
  • riqueza por pessoa 30% maior
  • expectativa de vida 7.5% maior

Em 20 anos:

  • população mundial 20%~25% maior
  • produtividade por pessoa 45% maior
  • riqueza por pessoa 70% maior
  • expectativa de vida 15% maior

Processar tanta informação é muito para uma boa mente humana, mas não para humanos + computadores.

Existe forecasts que não dão certo, há mudanças de paradigma que ocorrem. Mesmo assim, pode ser útil para distinguir uma mudança de verdade ou apenas uma moda.

Sobre EUA X China

Todos impérios declinam e surgem outros para sucedê-lo.

Há 5 tipos de guerra:

  • Econômica / comercial
  • Tecnológica
  • Capital
  • Geopolítica
  • Militar

A maior rivalidade atual é entre EUA X China, utilizando os parâmetros acima. Ambos estão claramente nas 4 primeiras guerras listadas acima. Ainda não estão em guerra militar. Pelos estudo do passado, conflitos dessa natureza precedem guerras militares em 5 ~10 anos.
Uma guerra militar entre essas duas potências seria devastadora.

Por enquanto, EUA são mais poderosos, com a China crescendo. Para a China, qualquer movimento nesse sentido é melhor em momento futuro. A doutrina da Destruição Mútua Assegurada preveniu grandes conflitos entre potências nas últimas décadas, e deve demorar muito tempo para que a China tenha vantagem tão grande a ponto de não ser destruída também num conflito. Uma guera militar é devastadora tanto para perdedores quanto vencedores.

China é uma força irredutível em relação à Taiwan e EUA irredutível também em relação à Taiwan. É o maior ponto de risco entre ambos, olhando para 10 anos.

A tendência é a China intensificar desenvolvimentos econômico / comercial, tecnológico, capital e geopolítica. Gastos militares vem aumentando.

Risco de grande guerra militar é de 35% nos próximos 10 anos, segundo cálculo de Dalio.

Como colocar apostas nesse contexto?

Sucesso vem de saber lidar com o imprevisto, ao invés do que já conhece.

  1. De todas as possibilidades, conhecer o pior cenário e verificar formas de eliminar o intolerável.
    Não ser nocauteado em caso de problemas. Calcular as necessidades básicas, de forma a saber o quanto seria necessário. Como se proteger para garantir esse mínimo?
  1. Diversificar. É possível reduzir riscos em 80% sem reduzir retorno, com diversificação correta. É uma estratégia de vida, ter opções a adotar em caso de necessidade. Outra é colocar gratificação futura mais relevante do que gratificação presente. Outra é testar discussões de ideias com as pessoas mais inteligentes possíveis.

Sobre tecnologia e computadores

A tecnologia atualmente ajuda o homem a pensar.

Combinação entre computadores e humanos pode gerar melhorias em todas as áreas da vida.

Não ser capaz de ler código de computador vai ser equivalente a não saber ler e escrever.

Avanços e aumento de aplicações em computação quântica e inteligência artificial levarão a avanços inimagináveis em taxas de aprendizado e melhorias e trarão mudanças de riqueza global e poder. Serão mudanças em taxas diferentes nos próximos 5 a 20 anos, e serão uma das maiores fontes de mudança em riqueza e poder que o mundo já viu.

Computação quântica e inteligência artificial serão superiores aos computadores tradicionais tal como o computador é em relação ao ábaco.

Sobre outras tecnologias promissoras:

  • AI e Robótica
  • Health care
  • Edição de genes
  • Vacinas de RNA
  • Nutrição e remédios

Bastante otimista quanto ao futuro.

EUA no topo de métricas de inovação, seguido de perto pela China, que vem avançando a passos rápidos. Quem vencer corrida tecnológica também vence a corrida econômica e militar.

Segue link do livro na Amazon:
https://amzn.to/3332jMQ

Veja também:

https://ideiasesquecidas.com/

As 5 joias do Infinito do Poder

Que tal ter a capacidade de persuadir outras pessoas? Impor sua vontade? Quais são as formas de Poder?

Um framework extremamente útil é o de John French e Bertram Raven, cientistas sociais que estudaram o assunto e publicaram sobre os 5 tipos de poder, em 1959.

As bases de poder são:

  1. Legitimidade: direito formal de ocupar a posição e tomar decisões a serem cumpridas. Este poder é delegado pela empresa ou pela sociedade. O juiz responsável pelo julgamento. O chefe na hierarquia da empresa. O árbitro do esporte. É um poder que vem do cargo, e quando a pessoa é substituída do mesmo, perde o poder.
  2. Recompensa: capacidade de oferecer recompensas, benefícios, compensações por conformidade.
  3. Punição: capacidade de punir outras por não-conformidade.

Recompensas e punições são dois lados da mesma moeda. Já dizia o general chinês Sun Tzu,

“Qual exército administra recompensas e punições de forma justa?

Quando recompensas teus homens com os benefícios que ostentavam os adversários eles lutarão com iniciativa própria, e assim poderás tomar o poder e a influência que antes tinha o inimigo. É por isto que se diz que onde há grandes recompensas, há homens valentes.

Por conseguinte, em batalha de carros, recompensa primeiro o que tomar ao menos dez carros.

Se recompensas a todo mundo, não haverá suficiente para todos; assim pois, oferece uma recompensa a um soldado para animar a todos os demais.

Se o exército não tem disciplina, isto quer dizer que o general não é levado a sério.”

  1. Especialista: origina-se da habilidade, conhecimento técnico avançado, experiência profunda em algum tema de difícil domínio. É um poder pessoal, que pode ser adquirido através de estudos e prática no tema. Independente de posição, força ou riqueza.
  2. Referencial: advém da relação, da referência a algum grupo que possa influenciar outros. Igreja, maçonaria, grupos em comum. Também pode referir à capacidade de fazer associações, relações.

Interessante notar que há pessoas com poder legítimo, mas que não detém poder real, em termos de informação ou de relações. Digamos, um gerente de uma grande empresa que faz apenas a política, mas depende do seu grande especialista para entregar de fato as melhorias prometidas. Acredite ou não, isso é muito comum. Também é bem comum o líder oculto, capaz de fazer associações entre diversas áreas e assim garantir alinhamento para o bem comum. Procure sempre quem detém o poder real, e não o título.

Há inúmeros estudos sobre o poder, e há outras “joias do infinito” não consideradas nesses 5 itens, porém, o framework de French e Raven é pequeno e efetivo para ter em mente.

Ação para hoje: Qual a forma de poder que você tem hoje? Como fazer o bem com o poder atual?

Veja também:

Trilha sonora: Iron Man – Black Sabbath

Balanço sobre o forecast de 2021, da revista “The Economist”

No começo de 2021, a revista “The Economist” fez uma previsão de tendências para o ano.

Era um perído repleto de incertezas, com a Covid no pico, e as primeiras vacinas ainda chegando.

Em geral, o forecast sugeriu mudanças de comportamento maiores do que realmente ocorreram. Algumas das tendências realmente estão ocorrendo, porém, deve levar mais do que o ano de 2021 para se concretizarem.

Segue uma reflexão sobre o artigo “O que está por vir em 2021, em 20 pontos da revista The Economist”.

1 – Os humanos querem se socializar novamente, mas o trabalho remoto basicamente permanecerá o mesmo. Vamos continuar a trabalhar online a partir de nossas casas cada vez mais adaptadas e com reuniões em lugares diferentes todos os meses para socializar e conectar.

Balanço: Com o arrefecimento da propagação da Covid, a tendência atual é um modelo híbrido. Retorno gradual aos escritórios, trabalho remoto em alguns dias da semana. Alguns setores nunca pararam, por serem presenciais por natureza. Já a socialização tende a retornar aos patamares anteriores, com ajuda de tecnologia – afinal, socializar ao vivo é extremamente melhor do que socializar remotamente!

2 – Escritórios vão fechar com uma porcentagem muito alta e esse modelo retrógrado será tomado por tecnologias disruptivas. As grandes corporações serão sempre lembradas como os enormes mamutes de 1980-2020 em extinção.

Balanço: Algumas tecnologias disruptivas, de comunicação remota, ganharam força durante o ano, mas ainda estamos longe de um metaverso, e grande parte dos “mamutes em extinção” ainda não foram extintos. Deve levar mais tempo e novas ondas de mudança para o forecast se concretizar.

3 – Os hotéis de trabalho desaparecem em pelo menos 50%. Viagens, congressos ou reuniões de trabalho nunca voltam a ser como eram, se puderem ser feitos online.

Balanço: Hotéis e todo o setor ligado ao turismo foram fortemente afetados durante a pandemia. Com o retorno gradual às atividades alguns movimentos contrabalançearam, como o trabalho nômade. Eventos e congressos online permitiram a participação de pessoas do mundo todo, a contrapartida é o overflow de convites e banalização de eventos online. Alguns eventos voltaram ao ser no formato presencial, embora ainda não com força total.

4 – As casas tornam-se mais tecnológicas e adaptadas ao trabalho diário. Muitas empresas se dedicarão a resolver as necessidades de trabalhar em casa. Hoje você pode morar fora de uma cidade grande, trabalhar da mesma forma e gerar o mesmo valor.

5 – A produtividade não depende mais de um chefe que te vê, agora é por meio de plataformas que te ajudam a medir resultados, KPIs e tempos eficientes. Contratar os melhores do mundo hoje é mais fácil, barato e eficiente.

Balanço: Mesmo antes do trabalho remoto, KPIs e medições objetivas deveriam complementar ou substituir o “chefe que te vê”. Sobre contratação, boa parte das empresas brasileiras ainda não se adaptou, não permitindo jornada 100% remota. Quem o fizer terá um diferencial competitivo interessante.

6 – Tudo o que é repetitivo torna-se virtual e em regime de assinatura. Igrejas, arte, academias, cinemas, entretenimento. Poucos lugares podem manter estruturas físicas como antigamente.

Balanço: Este forecast parece estar na direção correta, mas ainda vão alguns anos ou outro choque para se concretizar.

7 – Empresas que não investem pelo menos 10% em novas tecnologias irão desaparecer. A empresa tradicional chegou ao fim em 2020. Resta esperar sua morte final.

Balanço: As empresas tradicionais ainda não morreram, e algumas ainda vão sobreviver por um bom tempo. Mamutes também se adaptam!

8 – O turismo para entretenimento retorna plenamente fortalecido no segundo semestre de 2021, sempre acompanhado de muita tecnologia na sua operação, desde a compra, a operação e as experiências a serem recebidas.

Balanço: Devido a outras ondas e repique da Covid, o turismo para entretenimento ainda está prejudicado, embora tenha retornado no segundo semestre de 2021.

9 – O tratamento de dados pessoais torna-se mais delicado e as grandes plataformas vão mudar. As pessoas voltam a pagar assinaturas devido ao senso de transparência que isso envolve. Eles preferem pagar a doar seus dados. As grandes marcas hoje valem sua credibilidade. Tudo pode ser copiado ou replicado, exceto prestígio.

Balanço: A tentação de fonte gratuita de dados, e o enorme número de assinaturas necessárias para cobrir diversas fontes de informação fossem esses pagos, ainda fazem com que as pessoas se preocupem menos com os seus dados pessoais do que com o seu bolso, em geral.

10 – A força de trabalho será drasticamente reduzida e muitas operações simples serão fornecidas por IA. Em 2024, a IA já lidará com operações complicadas em milhões de locais. Uma grande temporada global de demissões está chegando.

11 – A educação nunca mais será igual. Cada um pode estudar o que precisar. Estudar offline e online será normal. Escolas e universidades são transformadas em um esquema híbrido para sempre.

12 – O sistema médico será adaptado com tecnologia remota para sempre. Uma consulta médica por teleconferência será normal. As pessoas ficam menos doentes com vírus, bactérias e doenças devido ao manuseio inadequado dos alimentos, graças à limpeza recorrente do indivíduo comum.

13 – A economia pessoal se contrai, novas formas de gerar transações comerciais são utilizadas e as pessoas economizam mais. Uma alta porcentagem dos gastos da família vai para atividades que antes não tinham demanda e vice-versa.

Balanço: Não é necessariamente verdade que as pessoas economizam mais. Sobre oferta e demanda, tendem a um novo equilíbrio, como sempre ocorreu na história.

14 – E-commerce continua a crescer, players como Facebook, Tik-Tok e YouTube entram para competir com a Amazon. Fechamento de 50% das lojas físicas globais. As lojas sobrevivem graças ao fato de serem experiências e showrooms, mas o comércio real no final de 2024 será maior online do que presencial em muitas áreas. Os grandes shoppings ficarão presos no tempo. Poucos sobreviverão a longo prazo.

15 – Mudanças climáticas serão um tópico muito discutido e apoiado. As grandes indústrias continuarão a se transformar com apoio da IA. Vamos passar da questão Covid para a Mudança Climática como a questão principal.

Balanço: O tema “Covid” continua forte, devido à variantes inúmeras e ao trauma causado nos últimos dois anos.

16 – Novos modelos de informações e notícias por assinatura com mais transparência ajudarão a disponibilizar conteúdo sem tantas fake news. Credibilidade e transparência serão a pedra angular de todas as empresas. As pessoas estão cansadas de tanta informação e preferem interagir com alguns seletos provedores de informação.

Balanço: Ao invés de credibilidade e transparência, boa parte das pessoas, para não dizer todas, prefere o viés confirmatório de notícias que vão ao encontro de sua visão de mundo, formando bolhas de pensamento.

17 – A saúde mental torna-se um tema recorrente. Grandes plataformas ajudam as pessoas a enfrentar as situações de agressividade, solidão e angústia que vivenciaram durante o isolamento. Há muito a repensar. As crises de liderança nas empresas serão mais comuns a cada dia.

Balanço: Saúde mental realmente tornou-se um tema de enorme importância, principalmente na fase mais aguda de Covid e medidas de distanciamento.

18 – Os grandes problemas como educação, saúde, energia, segurança, política, destruição da classe média, ganham destaque. Grande capital é investido para fazer o bem, enquanto os problemas globais são resolvidos.

Balanço: O mundo não parece ter mudado tanto a ponto de priorizar os temas citados.

19 – Tudo vai para o natural e saudável. Alimentos, experiências e forma de interação. 100% natural, produzir a própria comida, meditar e se exercitar, passa a fazer parte do dia a dia. Ser mais saudável é o “novo luxo”.

Balanço: O natural e saudável é uma tendência que continua ganhando força.

20 – O mundo está vendo este ano como um novo começo. Um renascimento. As pessoas vão repensar seus objetivos pessoais, de trabalho, saúde, dinheiro e espirituais. Grandes oportunidades estão surgindo para satisfazer todos esses requisitos e mudanças de pensamento. Acumular, consumir e viver pelo material vai para o lado negativo. A inovação, a tecnologia, o pensamento natural e lateral são a base da nova realidade. Todos estão a tempo de encontrar novos caminhos.

Balanço: O mundo não parece ter mudado tanto a ponto de fazer a humanidade repensar os seus grandes caminhos e buscar iluminação espiritual. Com o gradual retorno à normalidade, também retornamos às mesmas preocupações mundanas de sempre.

Conclusão

O começo de 2021 era de extrema ansiedade, refletido em projeções mais ousadas do que realmente ocorreram. O mundo mudou, mas menos do que o previsto.

As tendências apontadas continuam válidas para os próximos anos. E-commerce, rearranjo de oferta e demanda, preocupações com saúde mental e novas epidemias; mudanças climáticas e alimentação saudável.

Educação remota e trabalho remoto, até medicina remota, equilibrados com uma parte híbrida.

Inovação, inteligência artificial e automação, além da própria digitalização de quase tudo, podem levar a reequilíbrio de alocação de trabalho e pessoas, em geral aumentando a concentração de renda dos vencedores num mundo cada vez mais globalizado.

Uma palavra para 2022: Esperança. Esperança de deixarmos para trás a terra arrasada pela pandemia, e termos anos mais estáveis pela frente.

Post original

Trilha sonora:
U2 – I Still Haven’t Found What I’m Looking For

Princípios Para O Sucesso – Ray Dalio

Os Princípios, do legendário Ray Dalio, é sempre uma leitura a ser recomendada.

Ray Dalio é, literalmente, um homem de 20 bilhões de dólares, que é o montante gerido pela sua empresa, a Bridgewater. Então, nós pobres mortais, podemos tirar algum aprendizado útil de sua visão de mundo.

Divulgando aqui. A versão ilustrada está em promoção, pela Amazon, por apenas R$ 20,00. É uma simplificação da versão full, e comprei para as minhas filhas lerem futuramente.

Nesta, é como se Dalio, do alto dos seus 70 anos, estivesse no topo de uma montanha, olhando para o caminho, e dizendo: tome cuidado aqui; espera-se alguns percalços acolá e alívio logo a seguir, etc.

Fica a dica.

Versão ilustrada:

https://amzn.to/31XDFwA

Versão full:

https://amzn.to/3s2rmdl

O Quadro Branco do Office

Um post da minha lista de Excel.

Ferramentas em Excel-Vba

Na época do trabalho presencial, uma boa forma de comunicação era utilizar o quadro branco para ilustrar os conceitos. Como fazer o mesmo no Teams?

Na era do trabalho híbrido, uma dica é utilizar o MS Whiteboard, que vem com o Office 365.

Ir em office.com -> apps

Todos os aplicativos | Microsoft Office

Clicar no whiteboard da lista

Vai abrir um quadro branco, com opções de caneta, borracha, etc.

É possível inserir texto, formas, imagens, tudo de modo bem amigável.

Fica a dica.

Ideias técnicas com uma pitada de filosofia.

https://ideiasesquecidas.com/

Ver o post original

4 segredos para uma newsletter de sucesso

Administro uma newsletter com mais de 300 usuários, além de escrever um blog há mais de 5 anos.

Separando quatro boas dicas para quem quer começar:


1 – Agregar valor e foco no usuário

O conteúdo da newsletter deve ser relevante para quem vai utilizar. Dicas, tutoriais, novas ideias. Conteúdo é rei.

O foco não é mostrar o quanto você é bom. O foco deve ser o leitor. Ele é o herói. Quanto mais você der, mais receberá em retorno.


2 – Consistência
É comum a pessoa começar uma newletter e enviar muitos e-mails no início. Depois de algumas semanas, escassear e finalmente abandonar a ideia.

Muito melhor é ser consistente. Disciplina é tudo. Frequência constante de envios por semana, devagar e sempre como a tartaruga de Esopo.

Não é uma corrida de 100 m, é uma maratona.


3 – Usar a “armadilha da leitura”

Qual o objetivo do título? Atrair o leitor a ver o sub-título.

E o sub-título? Deve levar o leitor a ler a primeira linha do texto.

E assim sucessivamente, até a última linha.

O texto deve ser agradável, curioso e atrativo o suficiente para conduzir o leitor à linha seguinte, até chegar ao final. Esta é a “armadilha da leitura”.


  1. Treinar, treinar e treinar

A teoria é boa, mas o que interessa é a prática.

O único jeito de escrever bons textos é… escrevendo de verdade. No início, os textos podem não ficar muito bons. Depois de tempo e esforço, certamente bons resultados virão.

Por fim, uma dica extra do Neil Gaiman: Sempre deixe um “gostinho de quero mais” no final!

E o que você está esperando? Manda bala.

Veja também:

Kaizen e a arte do pensamento criativo de Shigeo Shingo

Uma das minhas maiores inspirações, em 15 anos de trabalho em engenharia industrial, é Shigeo Shingo, do Sistema Toyota de Produção.

Questionar o porquê inúmeras vezes, verificar assimetrias, trocar a ordem de produção, paralelizar. O mestre Shingo ensina estes e outros princípios, no livro Kaizen e a arte do pensamento criativo.

O livro original é dos anos 1960, mas os princípios continuam válidos até hoje.

Seguem alguns cases.

Sobre comunicação precisa

Numa fábrica de discos de vinil (os mais novos nem sabem o que é isso), ele indagou ao operador sobre o que ele estava inspecionando.

“Várias coisas”, disse ele.

Shingo continuou indagando. Após mais uma rodada de respostas evasivas, o operador finalmente respondeu:

“Verifico se há poeira nos discos”. Após a resposta, o consultor prosseguiu: “E o que mais?”

“Também vejo se há algum arranhão”.

Ou seja, “várias coisas” na verdade se traduzia em apenas duas, poeira e arranhões. É importante ter clareza e transparência para efetiva comunicação.

Separar por diferença de propriedades

Em outro caso, a peça vinha carregada de limalhas de ferro, que se acumulavam. O projeto foi reformulado com uma calha feita com tela, para que a limalha fosse separada durante o processo de transporte da peça. Para tal, a pergunta foi “qual a diferença entre propriedades da peça e da limalha?” A resposta: peso, dimensões. Com isso, ficou fácil imaginar uma forma simples de fazer a separação.

Otimizar o fluxo de trabalho

Shingo, durante uma visita a seu médico, verificou que a maca, armário e instrumentos de desinfecção estavam em lados opostos da sala. Sua sugestão foi reconfigurar o layout, de modo a otimizar o fluxo de trabalho.

Serial x Paralelo

Uma peça era produzida de forma sequencial: furo na parte de cima, depois furos laterais, etc.

Cada furo era independente dos demais, de modo que seria possível paralelizar o trabalho e ganhar tempo com isso.

A forma encontrada de operacionalizar de forma eficiente foi utilizar uma mesa giratória, como a da foto.

O livro mostra uma série de princípios, com casos ilustrativos como os citados.

Outro conceito genial desenvolvido por Shingo foi o Poka-Yoke: sistema à prova de falhas. É para evitar erros humanos, como enfermeira injetar o vaselina ao invés de soro. O método consiste em fazer com que peças só encaixem se forem as corretas, digamos, o bico do pacote de vaselinatriangular, e o do soro comum, em formato de estrela.

Shigeo Shingo, Kaizen e a arte do pensamento criativo

Link da Amazon: https://amzn.to/3woTkjR

Veja também:

https://ideiasesquecidas.com/2014/06/21/eng-industrial-em-uma-fabrica-de-salsichas/

Faça o Excel cantar em Português

Um post do meu blog de Excel.

Ferramentas em Excel-Vba

O Excel apresenta, de forma nativa, funções do tipo “Text to Speech”.

Esta função pode ser útil para pessoas com dificuldade visual, ou checar via áudio se um texto está correto entre outros.

Há duas formas de habilitar, uma através de comandos do Excel, e outra por macro.

1 – Ir em “Personalizar barra de ferramentas de acesso rápido” -> Mais comandos…

Escolher “Todos os comandos” -> Células de Fala -> Adicionar

Vai aparecer um ícone novo.

Escolher a célula a falar, e clicar no ícone, indicando que esta é uma célula de fala. Ao pressionar Enter, o Excel vai ler o conteúdo, na língua que está configurada.

2- Via macro, é só utilizar a função Application.Speech.Speak.

Sub testeFalar()

Dim str1 As String

str1 = Range(“c3”)

Application.Speech.Speak (str1)

End Sub

Vide planilha aqui: https://1drv.ms/x/s!Aumr1P3FaK7jn13e5NRv09YnSA0U

Obs. A mesma dica é válida para todo o pacote Office.

O Excel não é…

Ver o post original 7 mais palavras

Ruído: Uma falha no julgamento humano

Daniel Kahneman é o economista comportamental mais respeitado do mundo, conhecido pelo grande público principalmente pelo livro “Rápido e Devagar – Duas Formas de Pensar”.

“Ruído: Uma falha no julgamento humano” é o seu novo livro, escrito com Olivier Sibony e Cass Sunstein, este último coautor de Nudge, outro best-seller do tema.


Há uma série de falhas no julgamento humano.

Um juiz cansado (digamos, no final do expediente) é mais rigoroso do que ele mesmo descansado.

Uma moça jovem e bonita tem mais chance de sofrer sanções leves do que um homem, nas mesmas situações.

Humor, stress, fatiga, tudo isso influencia em nossos julgamentos, no dia-a-dia.


Tendência e Ruído

Porém, nem todos os erros de julgamento são iguais. Os autores distinguem dois tipos principais: Tendência e Ruído (Bias and Noise).

O primeiro é um erro sistemático. Digamos, um preconceito, uma mulher não contratada por ser mulher.

O segundo é um erro não sistemático, aleatório. Variações de um julgamento pelo humor do juiz. Sentenças muito diferentes para a mesma situação.

O erro tipo ruído não é tão fácil de identificar, mas existe e afeta a vida de todos nós.

Onde há julgamento humano, há ruído.

O livro mostra uma série de falhas devido ao ruído. Juízes falham, médicos falham, especialistas falham.


Impressões digitais

Um caso que achei extremo. Nós achamos que análise de impressão digital em crimes é bastante científica, mas mesmo nesse caso, há uma parte de julgamento humano. Os autores citam um experimento, em que a mesma amostra foi apresentada ao mesmo especialista, diversos meses depois, e cerca de 15% dos veredictos mudaram!

Há maior tendência de erros em casos mais difíceis. E também há o efeito do “Viés confirmatório”, para adequar a impressão ao contexto do crime cometido.

O mesmo vale para exame de sangue, ossadas e até DNA. Sempre há ruído.


Especialistas

Os especialistas erram previsões. O pesquisador Philip Tetlock, após duas décadas de estudo, concluiu que especialistas não são melhores do que chimpanzés ao fazer forecast.

Prever futuro é difícil. O principal problema não é errar, mas achar que é possível predizer.

Há elite dos especialistas, os superforecasters. Estes conseguem performance consistentemente melhor, mas não muito, e apenas no curto prazo.

Um problema de forecast é que a intuição do ser humano cria histórias narrativas coerentes, consistentes com a sua visão de mundo e com os fatos que conhece.

E uma análise puramente baseada em dados, se sairia melhor?


Sobre modelos numéricos

Segundo estudos citados no livro, algoritmos numéricos superam opiniões de médicos, consistentemente.

Um dos casos citados, forecast de performance de executivos na contratação, teve desempenho 77 por cento melhor do que avaliação subjetiva do RH.

Regressões simples e múltiplas são alguns dos métodos citados.

Entretanto, mesmo tais modelos têm limites. Modelos complexos demais, digamos não-lineares e com milhares de variáveis, não levam a ganho em previsão. O gap entre modelos complexos e simples é pequeno, de forma que não há ganho em complicar demais.

Os modelos também não conseguem pegar casos excepcionais.

Princípio do perna quebrada. Em análise de dados, há eventos causais que um modelo pode não capturar. Ex. Quando alguém vai ao hospital, diminui chance de ir ao cinema. Neste caso, é possível intervir manualmente no modelo e forçar a relação.

Um dos sucessos da Inteligência Artificial moderna é descobrir, naturalmente esses “broken legs”. É a “Ignorância Objetiva”.


A Ilusão da Validade

Imagine um jornalista fazendo uma entrevista sobre problemas políticos no Brasil. O primeiro entrevistado é um analista político bem articulado, e o segundo, um analista bastante tímido. Quem terá mais credibilidade aos olhos do espectador?

Agora, imagine que, ao invés de problema político, a TV está passando um jogo de xadrez. Por que o analista bem articulado teria alguma relevância maior do que o analista tímido, somente pela forma de se expressar?


E o que podemos fazer para mitigar os efeitos do ruído?

Algumas dicas:

  • Chamar outras pessoas para opinar.

  • Colocar a própria decisão de lado por um tempo e repensar. Você não é o mesmo em todo momento. Reavalie.

  • Auditoria do ruído. Criar forma de medir precisamente as decisões, depois submeter novamente o caso depois de tempo e em outro contexto, a fim de medir a variabilidade do experimento.

  • Higiene de decisão: ter um processo disciplinado e estruturado para tomada de decisões. Proteger decisão de fatores externos. Dividir problema em pedaços menores. Solicitar o julgamento de várias pessoas, de forma independente, de modo que a decisão de um não influencie o outro. Utilizar checklists. Diminuir velocidade da intuição (o sistema 1), deixar o racional (sistema 2) trabalhar.

  • Introduzir algoritmos de suporte, para decisão em conjunto com um especialista.

Este e demais trabalhos de Daniel Kahneman desmascaram uma série de vieses de comportamento, que são como armas para nos defender ou serem utilizadas. Um “não” não é sempre “não”, pode virar um “sim” dependendo do contexto e do ruído associado ao momento. O livro apresenta uma série de dicas práticas, para utilização imediata, a fim de chegarmos a conclusões consistentes.

Começe agora!

Este resumo apenas arranha a superfície do texto. Adquira o livro em:
https://amzn.to/3EzGZMB

Versão áudio pode ser encontrada no serviço Audible:
https://amzn.to/3wcyGn2

Veja também:
https://ideiasesquecidas.com/2018/03/02/%e2%80%8bskin-in-the-game-pele-no-jogo-de-nassim-taleb/

Mais histórias do Mulá Nasrudin

Recontando algumas histórias do Mulá Nasrudin, personagem folclórico do Oriente Médio.


O alfaiate e o desejo de Alá

O Mulá Nasrudin encomendou um terno novo ao alfaiate, que prometera o prazo de 10 dias para terminar.

Ao final do período, Nasrudin foi buscar a roupa, mas ainda não estava pronta. O alfaiate prometeu:

  • Se Alá quiser, em uma semana entrego a peça.

Uma semana depois, Nasrudin foi novamente ao alfaiate, que ainda não tinha terminado. Uma nova promessa:

  • Se Alá quiser, em mais alguns dias termino.

Dias depois, Nasrudin retornou, mas, adivinhe, a peça ainda não estava pronta.

  • Se Alá quiser, semana que vem finalizo.

Ao qual, o Mulá retrucou:

  • E qual o prazo, se tirarmos Alá?

A caçada de urso nenhum

O Mulá Nasrudin foi convencido por amigos, a contragosto, a caçar ursos na floresta.

Ao final de alguns dias, os caçadores retornaram de mãos vazias. Nasrudin comentou: “Que bom nenhum urso”.

Os colegas estranharam o comentário, ao qual Nasrudin complementou:

  • Melhor nenhum urso do que algum!

O pagamento pelo banho

Nasrudin foi ao banho público. Como ele estava sujo e maltrapilho, os atendentes praticamente o ignoraram. Ao final do banho, contudo, o Mulá deu uma moeda de ouro para cada atendente, como gorjeta.

Na semana seguinte, Nasrudin foi ao mesmo banho, impecável, trajado como um príncipe. Foi extremamente bem atendido, ganhou loções exóticas e atenção personalizada.

Ao final da experiência, ele deu a mais enferrujada das moedas de centavos como gorjeta para os atendentes, complementando:

  • A gorjeta da semana passada foi para o tratamento de hoje, a gorjeta de hoje, pelo tratamento da semana passada.

O Empréstimo pago corretamente

O Mulá Nasrudin emprestou dinheiro para um aventureiro, mesmo tendo certeza que este não honraria o pagamento.

Para a sua surpresa, o mesmo devolveu corretamente o valor emprestado, na data correta.

Tempos depois, o aventureiro pediu novamente empréstimo, um valor maior do que da primeira vez.

Desta vez, Nasrudin negou:

  • Você já me enganou da primeira vez, quando honrou um empréstimo que eu saberia que não honraria. Não vai me enganar uma segunda vez!

Hábito de comer açúcar

Quando o Mulá Nasrudin tinha a função de juiz no vilarejo, uma mãe pediu a ele que proibisse o filho de consumir açúcar.

O Mulá pensou um pouco, e pediu para a mãe retornar em duas semanas.

Na audiência seguinte, o Mulá pediu para esperar mais duas semanas, depois, mais duas.

Finalmente, depois de tanto tempo, a sentença: Nasrudin ordenou que o filho consumisse apenas metade do açúcar.

A mãe, mais intrigada pela demora do que pela sentença, perguntou pelo motivo dos adiamentos da decisão, ao qual, Nasrudin respondeu:

  • Eu não podia dar uma sentença sem saber se seria possível ou não executar. Usei esse tempo para experimentar se era possível ou não ficar sem açúcar.

(Ah, se todos os juízes fossem assim)

Veja também:
https://ideiasesquecidas.com/2020/08/15/5-contos-do-budismo/