Faça menos, viva mais

Diagnosticado com uma doença crônica, agora ele só conseguia ser produtivo 1 hora por dia. Como ser o máximo efetivo possível, em tão pouco tempo?

Less doing, more living, do autor Ari Meisel

As dicas se tornaram livro, palestras, e assim ele vem ajudando as pessoas a salvarem tempo.

Direto para algumas boas dicas:

  1. Otimizar
  2. Automatizar
  3. Terceirizar

Registrar: Registre o que você faz. Lei de Pareto. Foque nos 20% relevantes. Registrar a sua vida vai ajudar a otimizar depois.


Algumas dicas para rastrear. Há aplicativos como o Rescue Time, que ajudam a rastrear o uso da vida online.

Para saúde, o velho e bom bloco de notas. (Dica minha, Arnaldo: uma planilha Excel 365 em cloud). Anote o peso, o número de passos por dia (smartwatches ajudam), pressão arterial.

Depois, otimizar. Exemplo é a Ikea, onde cada manual é totalmente otimizado.

Cérebro externo, como One Note, Evernote (Dica Arnaldo: como sou muito desorganizado, tenho este blog como um grande bloco de notas).

Qual o melhor horário de trabalho? No que você é melhor? Quais os gargalos? Uma excelente ideia é ter rotinas, como responder e-mails somente na segunda metade da hora, ao invés de ficar respondendo toda hora.

Quanto a finanças, também tenha rastreado e em ordem. Há ferramentas como o True Bill e Bill Shark, que ajuda a fazer esse tracking.

Terceirizar trabalhos, desde pequenos até maiores. Exemplo do autor. Ele teve a ideia de criar um suporte personalizado para o Macintosh. Pagou um designer para projetar a peça, e pagou uma empresa para imprimir. Além de ter o produto final, ele usou a internet para vender a peça, tendo um modesto lucro no final.

Mensagem final do livro: Não se esqueça, o aplicativo final é a sua saúde.


Um “segredo”: nunca comprei este livro. Este é um resumo de um resumo. “Less doing, more living” é o livro grátis do dia de hoje, do Blinklist, serviço de audiolivros.

https://www.blinkist.com/

Link do livro na Amazon: https://amzn.to/3AzrEta

Veja também:

Dicas para classificar e ordenar tabelas

Post do meu blog sobre Excel-VBA. Quem quiser acompanhar, o endereço é https://ferramentasexcelvba.wordpress.com/

Ferramentas em Excel-Vba

O Excel permite classificar e ordenar tabelas de diversas formas, desde as mais básicas até mais complexas, como por cores.

Alguns exemplos.

Digamos que eu tenha a tabela a seguir.

A primeira ação a fazer é clicar na tabela e ir em Dados -> Filtro, para poder filtrar (tecla atalho ALT-csf)

O filtro permite classificar por valor, do maior para menor, do menor para o maior, ou em ordem alfabética se for uma coluna de texto.

Existem opções mais avançadas, como classificar por cor:

Em “Personalizar classificação”, é possível inserir diversos critérios simultaneamente:

Resultando em:

Outro exemplo.

É possível personalizar mais ainda a lista.

A lista “Dom – Seg – Ter – Qua – Qui – Sex – Sáb” não fica na ordem nem crescente nem decrescente, é uma ordenação arbitrária.

Vá em “Lista personalizada” e insira a ordenação desejada.

E aí teremos os dias da semana na ordem correta.

Ver o post original 3 mais palavras

Os fracassos de Papanicolau até o exame que leva o seu nome

Poucos cientistas estudaram a fase inicial do câncer tão intensivamente quanto George Papanicolau.
Ele era um médico grego, quando chegou aos EUA em 1913, sem um centavo no bolso.

Papanicolau foi levando a vida como vendedor de carpetes, antes de conseguir uma posição na Universidade de Cornell, NY.

Mas mesmo em Cornell, era para uma tarefa menor. Estudar ciclo menstrual de porquinhos da Índia, uma espécie que não sangra nem apresenta outros sinais evidentes na menstruação.

Ele aprendeu a extrair células uterinas e analisar as suas formas. Sabendo a morfologia das células, ele conseguia dizer a posição do ciclo menstrual.

A seguir, ele expandiu o estudo para pacientes humanos. O método também funcionava em seres humanos, porém era uma invenção inútil. Faz séculos que mulheres sabem os seus ciclos, sem ajuda do método de Papanicolau.

Sem se abalar com as críticas, o médico continuou pesquisando, coletando tudo quanto era amostra de doenças ginecológicas – fibróides, cistos, tubérculos, inflamações.

O câncer, ele descobriu, tinha tendência de criar formas anormais, aberrantes.

Entusiasmado, ele publicou o artigo com a descoberta em 1928, apenas para sofrer mais críticas. O método não era muito acurado nem sensitivo. E havia outras formas de detectar câncer cervical.

Após duas invenções inúteis em 20 anos, ele desapareceu por um tempo.

Entre 1928 e 1950, Papanicolau voltou ao tema com ferocidade.

Será que o câncer também não muda a morfologia com o tempo?

Ele e colaboradores adaptaram o método não para detectar o câncer, mas sim, o pré-câncer.

Em 1952, ele conseguiu convencer o Instituto Nacional do Câncer a realizar o maior teste da história, utilizando o seu método. 150 mil mulheres fizeram o teste de Papanicolau. Encontraram câncer invasivo em 555 casos. Se não tivessem sido testadas, não teriam sabido, pois não havia sintomas. E as mulheres testadas estavam numa idade 20 anos a menos que a idade média de casos.

Papanicolau transformou um caso de câncer virtualmente incurável em curável, e o seu teste é o padrão mundial utilizado até hoje.

Lição da história. Não desistir após resultados negativos.

Fonte: “O imperador de todos os males”, Siddhartha Mukherjee.

Link da Amazon: https://amzn.to/3i1WWSM

Divulgando iniciativa dos amigos da BR Quantum

O time de 1 bilhão de euros e o funil estreito

Pep Guardiola é o técnico do Manchester City, time avaliado em 1 bilhão de euros. (Obs. 1 libra = 1,17 euros).

https://www.uol.com.br/esporte/futebol/ultimas-noticias/2021/08/17/city-lidera-lista-de-clubes-com-os-elencos-mais-valiosos-psg-e-o-3.htm

Já ouvi comentários do tipo: “com 1 bilhão de euros, até eu sou técnico”. Isso pode até ser verdade, um time desses joga praticamente sozinho. Porém, a pergunta de verdade a se fazer é exatamente a contrária.

Imagine o grupo de acionistas de um patrimônio tão enorme. A quem eles confiaram o comando do time? A um aventureiro qualquer? Ao Joel Santana? Ou ao Guardiola? Obviamente, o escolhido será quem já provou entregar resultados em alto nível.

É o mesmo para CEO de grandes empresas, posições importantes, etc…

Porém, isso cria um funil estreito: só tem a posição quem já entregou resultados, porém, para entregar resultados é preciso ter a posição.

Como o funil é estreito, salários e atenção da mídia tendem a focar nesses superstars, embora sempre haja uma equipe grande e talentosa “jogando sozinha”. Quanto mais estreito o funil, maior o destaque, é um efeito do tipo power law, o vencedor-leva-tudo.

É por isso que Guardiola é o técnico do time mais valioso do mundo, e não um aventureiro qualquer.

Veja também:

WD40 e persistência

O extremamente eficaz WD40, utilizado para lubrificar e desingripar peças, tem uma história interessante. A sigla de seu nome significa “water displacement 40”, onde o número indica a quadragésima tentativa de criar algo útil.

Ou seja, foram 39 tentativas fracassadas… porém, a que deu certo, continua com a mesma fórmula (secreta) até hoje.

Não desista na primeira tentativa, nem na segunda. Às vezes, são necessárias mais de 40.

Gancho: Todas as vezes que você utilizar o WD-40, lembre-se da história acima.

Veja também:

Pensamento linear, mundo exponencial

Muito feliz ao saber que um dos meus posts, sobre a história do xadrez e o número de grãos de arroz em suas casas, está sendo usada pelos amigos da Negociarte (https://negociarte.com.br/), para ilustrar a diferença entre pensamento linear x exponencial.

https://www.linkedin.com/pulse/pensamento-linear-mundo-exponencial-td-mentoria/?trackingId=fMuF6ndgTXOnlTTOuA5qSQ%3D%3D

Já assisti a aulas de comunicação e negociação do prof. Carlos Viveiro, e tem posts aqui a respeito. Espero que essa troca saudável continue por muito tempo.

4 dicas de produtividade

Seguem algumas técnicas que utilizo. Longe de serem as únicas, mas funcionam, pelo menos para mim.

1. Energia

Uma estratégia de produtividade que uso: fazer a tarefa mais difícil, que exige maior criatividade, no momento em que tenho mais energia (das 5 às 7 da manhã). Cada um tem o sua período mais produtivo. Para alguns é mais à noite, outros, de manhã.

O resto do dia, sob reuniões, distrações diversas, utilizo para as tarefas mais burocráticas ou trabalhosas, menos criativas.

É impressionante como essas duas horas produzem mais do que o resto do dia inteiro.

2. Andar

Uma das maiores fontes de criatividade é andar.

Diversos pensadores gostavam de andar e ter ideias no processo. Albert Einstein era famoso por caminhar com Kurt Godel e discutir física. Steve Jobs fazia inúmeras “reuniões andantes”. Friedrich Nietzsche teve algumas de suas maiores inspirações (como o “Eterno Retorno”) enquanto caminhava.

Somente o ser humano anda habitualmente em duas pernas. Parece tão simples, mas o ato de andar envolve uma capacidade mental enorme: balanço, orientação, centro de gravidade… Estima-se que seja necessário fazer um bilhão de cálculos para andar. Vide https://antoniamalchik.medium.com/walking-is-central-to-human-evolution-but-nobody-knows-why-aa2577b937be.

Aliado a isso, tem um caderno de notas para escrever. Thomas Edison tinha centenas de cadernos de notas. De centenas de notas, algum coisa útil vai sair. Este post é resultado de notas antigas compiladas, por exemplo.

3. Audiobooks

Eu gosto bastante de áudio-livros. Ou andando, ou no transporte, pode ser uma alternativa muito boa, e hoje em dia, é muito fácil encontrar títulos (ex. Audible) e também tocar (qualquer celular + fone).

Outra alternativa é a de resumo de livros. Notavelmente três: Blinklist, 12 min e Instalivros. Todos eles liberam um resumo grátis por dia. Resumos têm o seu limite. Um livro profundo e complexo dificilmente será bem resumido. Mesmo assim, é uma ferramenta boa, para entender um pouco mais de algum tema e para relembrar pontos principais.

Podcasts hoje em dia substituem livros. O TED talks daily tem temas diversos. Há também conteúdo de nicho específico – gosto do Lex Fridman, que fala de tecnologias. Não ouço tanto podcasts, porque prefiro as alternativas acima.

É possível mudar a velocidade de reprodução. Qual a ideal? 2x? 1,5x?

Para mim, tem que ser compatível com a velocidade que a cabeça está girando. Se estou a mil por hora, cheio de energia, dá para colocar em 2x, concentrar e aproveitar o conteúdo. Se a cabeça está devagar, também a reprodução tem que ser mais lenta. Caso contrário, não adianta se enganar, achando que está aproveitando o conteúdo.

4. Google Alerts

Uso o Google Alerts (https://www.google.com/alerts) para cadastrar palavras-chave de temas específicos e receber e-mails diários.

Exemplo: Gosto de acompanhar o que a empresa DeepMind faz, então tem um alerta específico para ela.

Dá para especificar a língua desejada, região, frequência de e-mails (semanal, diário).

Ficam as dicas.

Conjectura de Collatz — visualizações utilizando Python

Algumas belas visualizações da conjectura de Collatz.

Forgotten Math

A Conjectura de Collatz é o problema não resolvido de matemática mais simples da história.

Pegue um número qualquer n.

  • Se n for par, divida por 2
  • Se n for ímpar, calcule 3*n+1

E continue fazendo essa conta.

A conjectura diz que a sequência sempre vai convergir para 1.

Exemplo: número inicial 5

5 -> 16 -> 8 -> 4 -> 2 -> 1

Foram 5 passos para convergir para 1.

Exemplo: número inicial 6

6 -> 3 -> 10 -> 5 -> 16 -> 8 -> 4 -> 2 -> 1

Foram 8 passos para convergir para 1.

Criando uma função em Python (vide código emhttps://github.com/asgunzi/Collatz-Pytho)para retornar o número de passos, esses são os primeiros 100 valores.

[1, 7, 2, 5, 8, 16, 3, 19, 6, 14, 9, 9, 17, 17, 4, 12, 20, 20, 7, 7, 15, 15, 10, 23, 10, 111, 18, 18, 18, 106…

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Livros e Olimpíadas

Aproveitando a onda das Olimpíadas, aproveito para divulgar que também fui medalha de bronze. Foi nas Olimpíadas Brasileiras de Matemática de 1997.

O livro acima é da SBM (Sociedade Brasileira de Matemática), e contém enunciados e resoluções de provas antigas da OBM. Além disso, no final do livro, tem uma listagem com os premiados de cada olimpíada da coletânea – e confesso que comprei o livro só para ver se meu nome estava lá!

Para estudar para esta prova, em 1997, um livro que ajudou muito foi o Olimpíadas Brasileiras de Matemática, de 1o a 8o (ou seja, a primeira versão da coletânea). Naquela época pré-internet era bem difícil encontrar material bom, no nível alto desse tipo de prova.

Hoje em dia, é bem mais simples. Para quem gosta de matemática, a loja da SBM é um prato cheio.

https://loja.sbm.org.br/

Outra recomendação de livro de matemática é o abaixo: 12 na matemática e na vida. Conta algumas histórias sobre números e matemática, de forma simples e didática.

O motivo da recomendação é que o autor, Sinésio, é amigo e colega de empresa meu.

Este livro foi publicado há anos atrás e só é possível encontrar em sebos.

Ficam as dicas.

Veja também:

Resumos

Exploit x Explore

Eis um conceito bem legal, porém difícil de traduzir para o português.

  • O “Explore” seria explorar, no sentido de desbravar novos horizontes, testar novos caminhos. Seria algo horizontal, ver coisas diferentes, descobrir.
  • O “Exploit” seria explorar, no sentido de aproveitar, usar a fundo algum recurso. Seria algo vertical, usar a mesma coisa o máximo possível.

Imagine um jantar em restaurantes como exemplo. Podemos procurar novos restaurantes, sob o risco de dar o azar de escolher um lugar ruim. Ou podemos ir no conhecido e garantido, sob o risco de perder a chance de conhecer algum melhor.

Quando usar o “explore” ou o “exploit”? Há um claro tradeoff.

Uma forma de decidir é conhecendo os recursos disponíveis.

Se queremos conhecer uma cidade nova, temos muito tempo à disposição, o “explore” é interessante para obter conhecimento.

Já numa situação oposta, onde não podemos errar, ou nos últimos dias da viagem, é melhor usar o “exploit”, colher os frutos do conhecimento obtido.

Intuitivamente, já fazemos isso.

O problema é fazer o oposto: não explorar quando temos recursos à disposição, ou arriscar quando temos menos margem de erro.

Aí eu lembro uma vez que fui ao Canadá, em 2006, e estava louco para explorar aleatoriamente a bela cidade de Quebec. Porém, o colega que foi comigo (e era o líder da missão), resolveu almoçar no… McDonalds! Zero espírito aventureiro.

O declínio do Clubhouse

Ué, o negócio mal começou e já está em declínio?

Sim, tão rápido quanto subiu, este vem caindo.

Posso falar do ponto de vista de usuário (não-frequente).

O conteúdo é tudo.

Atualmente, a maioria dos grupos que vejo são do tipo caça-níquel: como ficar rico, café da manhã com campeões. Os âncoras falam um pouco, para logo a seguir mandar um “dê uma olhada no meu instagram, tem um link para um curso que é gratuito para quem fizer isso nos próximos 30 minutos…”. Odeio esse tipo de bait.

Alguns grupos interessantes, como os puxados por Lex Fridman, não vejo mais. Ou de matemática diferencial, que já cheguei a ver no passado. Por ser tudo ao vivo e não ficar gravado, não dá nem para pesquisar e ver conteúdo passado.

Algumas causas do declínio:

  • Concorrência (Twitter spaces, Spotify copiou também).
  • Talvez os bons produtores de conteúdo tenham achado que não vale a pena fazer algo que não vai ficar gravado e não vai ser dele, perdendo assim o poder de escala. É melhor fazer um podcast mesmo…
  • Reabertura do mundo, sobrando menos tempo para o on-line.

Ainda assim, há discussões bastante interessantes.

  • Há alguns meses, no conflito Israel x Palestina, havia uma sala onde árabes e israelenses do mundo todo falavam de suas experiências. Exemplo de caso: um árabe egípcio disse que fora criado a vida inteira odiando judeus, mas nos EUA estes foram os que mais abriram as portas para a sua carreira…
  • Tem um “plantão médico” de manhã e um “giro de notícias”, ambos muito bons – mas como o meu horário é errático, só de vez em quando consigo pegar algum deles.
  • Vi uma notícia de que o Clubhouse fez uma parceria com o TED. Não sei como vai ficar, mas é promissor. Conteúdo bom não surge do nada, tem que ser criado, curado e remunerado.

Vejamos os próximos capítulos dessa guerra de áudios, e que vença o melhor!