Doze conselhos para um infarto feliz!

Repassando…

 


Dr. Ernesto Artur – Cardiologista

Quando publiquei estes conselhos ‘amigos-da-onça’ em meu site, recebi uma enxurrada de e-mails, até mesmo do exterior, dizendo que isto lhes serviu de alerta, pois muitos estavam adotando esse tipo de vida inconscientemente.

1. Cuide de seu trabalho antes de tudo.  As necessidades pessoais e familiares são secundárias.

2 Trabalhe aos sábados o dia inteiro e, se puder também aos domingos.

3. Se não puder permanecer no escritório à noite, leve trabalho para casa e trabalhe até tarde.

4.. Ao invés de dizer não, diga sempre sim a tudo que lhe solicitarem.

5. Procure fazer parte de todas as comissões, comitês, diretorias, conselhos e aceite todos os convites para conferências, seminários, encontros, reuniões, simpósios etc.

6. Não se dê ao luxo de um café da manhã ou uma refeição tranqüila. Pelo contrário, não perca tempo e aproveite o horário das refeições para fechar negócios ou fazer reuniões importantes.

7. Não perca tempo fazendo ginástica, nadando, pescando, jogando bola ou tênis. Afinal, tempo é dinheiro.

8. Nunca tire férias, você não precisa disso. Lembre-se que você é de ferro. (e ferro , enferruja!!. .rs)

9.. Centralize todo o trabalho em você, controle e examine tudo para ver se nada está errado.. Delegar é pura bobagem; é tudo com você mesmo.

10. Se sentir que está perdendo o ritmo, o fôlego e pintar aquela dor de estômago, tome logo estimulantes, energéticos e anti-ácidos.. Eles vão te deixar tinindo.

11. Se tiver dificuldades em dormir não perca tempo: tome calmantes e sedativos de todos os tipos. Agem rápido e são baratos.

12. E por último, o mais importante: não se permita ter momentos de oração, meditação, audição de uma boa música e reflexão sobre sua vida. Isto é para crédulos e tolos sensíveis.

Repita para si: Eu não perco tempo com bobagens.


OS ATAQUES DE CORAÇÃO


Uma nota importante sobre os ataques cardíacos..
Há outros sintomas de ataques cardíacos, além da dor no braço esquerdo(direito). Há também, como sintomas vulgares, uma dor intensa no queixo, assim como náuseas e suores abundantes.

Pode-se não sentir nunca uma primeira dor no peito, durante um ataque cardíaco. 60% das pessoas que tiveram um ataque cardíaco enquanto dormiam, não se levantaram… Mas a dor no peito, pode acordá-lo dum sono profundo.

Se assim for, dissolva imediatamente duas Aspirinas na boca e engula-as com um bocadinho de água. Ligue para Emergência (193 ou 190) e diga ”ataque cardíaco” e que tomou 2 Aspirinas. Sente-se  numa cadeira ou sofá e force uma tosse, sim forçar a tosse pois ela fará o coração pegar no tranco; tussa de dois em dois segundos, até chegar o socorro.. NÃO SE DEITE !!!!

Um cardiologista disse que, se cada pessoa que receber este e-mail, o enviar a 10 pessoas, pode ter a certeza de que se salvará pelo menos uma vida !

 

Cálculo em quadrinhos? Bioquímica em quadrinhos?

Quando se fala em histórias em quadrinhos, há algumas imagens que vêm à cabeça: super-heróis com roupas coloridas, ou a Turma da Mônica.

 

Entretanto, há a possibilidade de aprender temas tão distintos quanto Cálculo, Álgebra Linear, Química e Computação, com o apoio de quadrinhos.

A grande vantagem dos quadrinhos é que são totalmente visuais, o que facilita e muito a transmissão da informação. Se este poder de visualização puder ser aliado a um tema, como matemática, teríamos uma forma poderosa de entender o assunto.


O Guia Mangá 
O guia mangá é uma ótima introdução a diversos assuntos interessantes.
GuiaMangaCalculo
Há dez temas diferentes, indo de Cálculo, Estatística e Álgebra Linear até Bioquímica e Biologia molecular, passando por Física e Teoria da Relatividade.
GuiaMangaEstatisticia
O enredo da história normalmente é de um aluno com dificuldades em aprender, que encontra algum professor que se propõe a ensinar o assunto (de sexos opostos, para dar um clima de romance), desde os passos mais básicos até alguns conceitos mais elaborados. Há um resumo teórico bem sério no final de cada capítulo.
GuiaMangaBiologiaMolecular
Veja nas notas de rodapé alguns links.

The Cartoon Guide
Larry Gonick é uma espécie de cartunista-gênio: tem graduação em mais de uma faculdade, e aliado a seu interesse natural por desenhos, produziu obras extremamente bem humoradas e divertidas dos assuntos.
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Eu particularmente gosto muito do Cartoon Guide to Genetics, me ensinou muitos conceitos que não estavam claros nas chatissimas aulas que tive do ensino médio.
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Alguns destes livros foram traduzidos para o português, mas são poucos. O negócio é aperfeiçoar o inglês mesmo.
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Não dá para aprender Cálculo profundamente com um guia desses, mas dá para ter uma boa noção dos conceitos envolvidos. Aprender os conceitos facilita muito o aprendizado mais profundo. Este é um dos problemas das escolas universitárias, muitas vezes nem conseguem passar o conceito principal direito…

Cartoon Introduction to Economics
Economia é um assunto que pouca gente entende, mas que na verdade tem suas raízes em conceitos comuns, compreensíveis para qualquer pessoa. À medida em que novos vocabulários vão sendo atribuídos e novos marcos de resultados vão sendo alcançados, a Economia passa a ficar mais distante do leigo comum.
O Cartoon Introduction explica algumas das ideias principais, atreladas a grandes economistas e história.
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Além da edição sobre Micro-Economia, há uma sobre Macro-Economia. Há também outros dois Cartoons Introductions, sobre Mudanças climáticas e Psicologia.
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Economix

O Economix também trata do assunto “Economia”, que é tão vasto e complexo que poderiam ter mais 100 livros deste tipo sobre o assunto. Este livro é mais denso, e tem várias referências à economistas famosos.

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Dom João Carioca
E História? Não tem nada melhor que uma história em quadrinhos para contar uma história. A do desembarque da família imperial no Brasil, e os desdobramentos disto, são um ótimo exemplo.
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Literatura brasileira em quadrinhos

A série Literatura brasileira em quadrinhos é uma introdução bastante interessante a diversos livros da nossa literatura. Há vários sobre Machado de Assis. Na minha época, todo ano indicavam 10 livros diferentes para ler na Fuvest. Óbvio que não dava para ler todos eles em um ano e ainda estudar todas as outras matérias, então fiquei com os resumos das aulas de literatura. Se tivesse este tipo de publicação na época, os resumos seriam de muito melhor qualidade.

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Capitu traiu ou não Bentinho?

Relatos históricos

PyongYang é sobre a vida na Coreia do Norte, a partir da visão de um desenhista que morou lá por um tempo. Há fatos assustadores sobre o quão bizarro e prejudicial pode ser viver sob uma ditadura.
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Uma vida chinesa é um relato de alguém que sofreu os efeitos nefastos do “Grande Salto para Frente” e da “Revolução Cultural” – fome, morte de parentes, fuga para outras cidades, miséria e dor. Foram dois dos episódios mais ilógicos da história da humanidade. É incrível que ainda existam pessoas que defendam o comunismo, mesmo diante de fatos históricos como este.
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Shakespeare em mangá e em quadrinhos
Algumas das histórias mais famosas da humanidade, e alguns do vilões mais malvados que já existiram, vieram de Shakespeare. (Sabe o malvado tio de Simba, no filme Rei Leão? É Hamlet com leões ao invés de pessoas).
O maior de todos os contadores de história já teve seus trabalhos em teatros, livros, filmes, adaptações diversas. Com os quadrinhos não é diferente, há várias versões de suas obras em diversos formatos (quadrinhos, mangás, livros ilustrados).
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Portanto, há uma ampla gama de trabalhos sobre diversos assuntos, aliando o conhecimento com diversão – unindo o útil ao agradável.
Ficam as dicas.

Links
Pode-se procurar em sua livraria favorita pelas palavras chave descritas acima. Mas segue uma pequena lista, para facilitar.
Guia Mangá
Cartoon Guide
Cartoon Introduction
Economix
Dom João Carioca
Literatura brasileira em quadrinhos
PyongYang
Shakespeare

Pavimentos de Concreto e Estruturas de Dados

Há principalmente dois tipos de pavimentos usados em ruas e pátios de estacionamento: o de concreto e o de asfalto.
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Estrada de concreto
O pavimento de concreto é chamado de “pavimento rígido”, porque este é muito duro, não “dobra”. Quando passa um caminhão em cima do piso, por exemplo, ele distribui igualmente toda a tensão na placa de concreto.
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Pavimento asfáltico
Já o pavimento asfáltico é dito flexível, porque ele se deforma ao suportar o peso de um caminhão.
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Pavimentos rígidos constumam ser muito bons, pela sua resistência. Uma vez feitos, duram muito mais que os pavimentos flexíveis, que em poucos anos têm que ser restaurados.
Note que todos os pátios de aeroportos são de placas de concreto. Se fossem de asfalto, um Boing 747 iria afundar no mesmo.
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Placas de concreto são fantásticas, mas têm um ponto fraco. Elas dilatam com o calor e encolhem com o frio.
Se a placa for muito grande, a dilatação – contração vai causar rachaduras aleatórias na placa de concreto. As rachaduras são péssimas, porque vai entrar água pela rachadura e com o tempo vai quebrar o pavimento.

 

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Para evitar isto, os engenheiros fazem as suas próprias rachaduras: as juntas de dilatação.

O pavimento de concreto é feito de placas, que não podem ser muito grandes. Entre as placas, há um espaço para dilatação. Mas não é um espaço vazio, mas sim um espaço preenchido com um material impermeável, evitando assim que a água estrague o piso.

Estrutura de dados
As grandes companhias de hoje têm uma quantidade monstruosa de informação a respeito de tudo: volumes de compras, níveis de estoque, consumo de materiais, produção de cada produto, percentual de rejeição, custos, etc.
E estas também costumam possuir um ERP para conter tal informação, e um setor de tecnologia para tomar conta disto.
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Esta combinação ERP, estrutura de dados gigante parece muito com o piso de concreto: grande, pesado, duro. Certamente a informação vai ser consistente do início ao fim, certamente será muito forte.
Mas certamente também ocorrerão rachaduras. Justamente por ser grande, pesado e inflexível, o ERP não consegue calcular facilmente novos produtos, novos indicadores, novas ideas, ajustes de processo, inovação.
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Essas rachaduras se traduzem em números paralelos, normalmente em planilhas de Excel. Os profissionais de tecnologia costumam odiar planilhas de Excel, que geram uma infinitude de números, indicadores, controles, fora do sistema principal: dois números diferentes para o mesmo indicador, números sem rastreabilidade, etc. Entretanto, não é possível inovar sem agilidade, sem testes, sem amadurecimento de conceitos.
Para se ter uma grande empresa, é necessário um ERP, da mesma forma que um Boing precisa de um pavimento rígido. Mas por maior que seja a empresa, ela precisa de juntas flexíveis: precisa dar poder ao usuário para ele gerar os próprios indicadores, amadurecer e controlar os próprios processos, inovar em sua forma de gerenciar, tudo isso num famigerado e onipresente Excel.
Arnaldo Gunzi

Audiolivros, livros e epistemologia

 

Muita gente me pergunta como consigo escrever sobre tantas coisas. O segredo é simples, estudar muito, ler muito, conversar com pessoas qualificadas.

Mas como ler muito, estudar muito se passo a maior parte do tempo trabalhando ou cuidando da família?

Algumas dicas são o uso de audiobooks, livros digitais e ensinar outras pessoas.

 


 

Audiolivros

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Audiolivros são livros lidos e gravados em áudio digital. O Audible (ww.audible.com) tem um catálogo grande sobre diversos assuntos. Ouço quando estou indo trabalhar de transporte público (e por outro lado me forço a andar de transporte público para estudar), andando na rua ou quando estou sem paciência para ler. Os audiobooks são em inglês, e isto é melhor ainda, para treinar o idioma.

 


Livros digitais

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Livros digitais, via Kindle, Kobo reader ou qualquer outro, baixaram o custo de comprar um livro pela metade ou menos do custo do livro em papel. Uso e abuso de livros digitais, carregando comigo uma verdadeira biblioteca nele. Tudo em inglês, é claro. Leio numa fila de espera do consultório médico, no aeroporto, no avião, em casa. É claro que o livro em papel ainda é superior, mas o digital tem evoluído demais.

 


Ensinar

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Mas a mais poderosa dica é a de ensinar. A melhor forma de aprender é ensinando. Porque quem ensina tem que saber o que está fazendo. Vejo diversos erros em argumentos quando estou explicando ideias para outras pessoas. E este espaço é basicamente isto, estou ensinando muitas coisas, mas também estou aprendendo muito. E, quanto mais qualificada é a pessoa com quem dialogo, mais eu ganho.

Numa fórmula, ficaria assim:

Ensinar = Aprender^2

 

Leitura e estudo são a base de conhecimento, sobre a qual acrescento ideias próprias baseadas em vivência e teste das ideias apresentadas, aceitando ou rejeitando ideias e gerando novo conhecimento. Esta é a minha epistemologia.
O mundo é um ciclo. Quanto mais conheço, mais fácil fica conhecer ainda mais. Quanto mais tenho ideias próprias, mais capacidade tenho de gerar novas ideias. Vide post relacionado.

 
Tudo o que escrevi é simples de se explicar, mas muito difícil de fazer. Que tal começar a praticar agora?

 

Uma ideia sua = 1000 ideias de outros

Ter ideias próprias é muito difícil.

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Normalmente, as pessoas “Originais” criam as ideias, e as pessoas “Refletoras”, que são a grande maioria da população, apenas as repetem.

 


 

Uma pessoa original cria um novo tipo de sorvete, digamos a tal de paleta mexicana. Pouco tempo tempo, começam a surgir em todo lugar concorrentes desta paleta, e pululam na internet receitas do mesmo. É como um vírus, um vírus de ideias, que é criado por alguém e se espraia por todo lugar.

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O teórico de evolução Richard Dawkins chamou este pedacinho de ideia que se reproduz de “meme”, em analogia ao “gene”. O criativo marketeiro Seth Godin chamou o meme de “ideiavírus”, décadas depois.

 


 

Senso comum?

Aliás, o pessoal de marketing e de ideologia é muito bom em criar argumentos fortes que servem para influenciar os outros. O que é senso comum hoje pode ser sido formado pela opinião de meia dúzia de pessoas.

Vide o fenômeno recente que vem ocorrendo no Brasil. Um partido, que não quer deixar o poder, repete à exaustão algumas ideias, como “não vai ter golpe”, “Impeachment é golpe”. Depois, eles perceberam que não colou, porque o impeachment está na constituição. Remendaram a frase: “Impeachment sem crime de responsabilidade é golpe”, para ficar mais difícil alguém contra-argumentar. Esta é uma “Zika IdeiaVírus”.

Definição

Zika IdeiaVírus: Argumentos criados por ideologia e repetidos à exaustão, que podem ou não ter lógica.

 

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O próprio sistema de ensino induz as pessoas a não pensar. Num livro didático, há a sua resposta e a “resposta correta” no final do livro. Então, a sua resposta nunca vai ser a correta, a menos que seja igual ao que está no livro. Com o tempo, o aluno já olha direto para as respostas, sem nem questionar.

Num mestrado acadêmico, primeiro temos que ficar meses estudando a bibliografia de dezenas de pessoas antes de começar a escrever nosso próprio trabalho. Proponho que seja o contrário, primeiro desenvolvemos a ideia, e se der tempo, damos uma olhada nas respostas existentes.

A Internet piorou as coisas. Agora é muito mais fácil procurar as “respostas corretas”, sem pensar. E ficou muito mais fácil para “formadores de opinião” profissionais criarem ZikaIdeiaVíruses.


 

Dicas para forçar a criação de ideias originais:

  1. Não “Ver a resposta”. Primeiro, procurar resolver por si só.
    Ex. Todos os algoritmos dos cubos mágicos aqui deste site foram desenvolvidos por mim. Vide post: Dodecaedro mágico e X-Cube. Certamente não são os mais eficientes do mercado, mas são originais.
  2. Tente criar novas palavras e conceitos, isto é bem divertido. Há algumas novas palavras e conceitos neste texto.
  3. Criar a sua própria arte: poesia, música, desenho, um blog na internet…
  4. Fazer, ao invés de teorizar. Quanto a isto, vide post: 1 Kg ação = 1 ton de teoria

 

Megaminx

Arnaldo Gunzi

 

 

O ratinho ansioso e a ratinha persistente

Um ratinho ficou preso num barril.

 

 

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Desesperado, tentou roer a parede de madeira. Roeu, roeu, e pouco avançou.

 

O ratinho ficou irritado e tentou roer a parede em outro lugar, na esperança de encontrar um ponto fraco. Após alguns minutos de pouco avanço, trocou de lugar e recomeçou de novo. 

 

Este ciclo de tentativa – recomeço repetiu-se dezenas de vezes, até que o ratinho, esgotado, sucumbiu sem energias para fugir.

 


 

Outro dia, uma ratinha caiu num barril. Ela passou a roer uma das paredes. Só que, ao contrário do ratinho, ela insistiu em roer no mesmo lugar, progredir lenta mas constantemente, ao invés de procurar avanços extraordinários.
A ratinha ficou algumas horas roendo a parede do barril no mesmo lugar, e finalmente abriu um buraco. Enfim, conseguiu a liberdade! 

Um progresso lento, mas consistente e focado é melhor que tentativas rápidas e tresloucadas!

Confesso que colei

Confesso que já colei em provas do segundo grau. Isto era algo sistêmico. Quase todo mundo colava…
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Sempre gostei muito de estudar, e comecei o segundo grau estudando muito. Todas as matérias: português, matemática, física, química, geografia, história.
Com o passar do tempo, fui notando que os meus colegas colavam. Uns anotavam resumos em papeizinhos e escondiam. Outros escreviam na borracha e emprestavam a mesma para o colega do lado. E alguns passaram a me pedir cola.
Nestas circunstâncias, quem cola e não é pego (ninguém nunca foi pego) leva vantagem por estudar menos tempo. Não havia vantagem aparente em decorar um monte de conteúdo ao invés de escrever um resumo num papel e esconder no bolso.
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A Disciplina Consciente

Tive a sorte e competência de estudar o terceiro grau numa escola de enorme prestígio, o Instituto Tecnológico de Aeronáutica, em São José dos Campos.
 ITA
O que quero trazer aqui é um “código de honra” interno.
No ITA ninguém cola. Não tem esse negócio de escrever papeizinhos, mensagem na borracha, nada. É a Disciplina Consciente, que é ensinada dos veteranos aos calouros desde o primeiro dia em que entramos na instituição.
  • Colar é ruim para a universidade, justamente porque prejudica quem estuda sério e beneficia quem dá um jeitinho.
  • Colar é ruim para o aluno, primeiro porque é desonesto, depois porque isto se torna um hábito sem a qual ele não consegue viver sem. Quando precisar fazer algo sem colar,  vai ser muito mais difícil.
A confiança na Disciplina Consciente era uma via de mão dupla. Os professores também acreditavam na gente.
No ITA, alguns professores chegavam na sala, distribuíam a prova para cada aluno. As instruções: “Vocês têm duas horas para fazer a prova. Coloquem as mesmas neste envelope depois que terminarem”. Depois, o professor saía da sala.
Tinha uma professora nova que não acreditava muito nesta história de Disciplina Consciente. E tentou fazer uma pegadinha. Aplicou a prova, saiu da sala, e ficou espionando os alunos.
Ninguém colou.
Fez o mesmo em outras turmas, e de novo, ninguém colou. A professora passou a acreditar na gente.
A Disciplina Consciente era o orgulho dos alunos. Mas também era algo sistêmico: se ninguém cola, porque seria eu o único a fazê-lo? A pena por colar ia muito além de tirar zero na prova: significava ficar queimado com todos os colegas de todas as turmas por toda a eternidade.

Os veteranos estavam corretos
E os meus sábios veteranos estavam corretos. Não colar foi bom para a universidade e melhor ainda para mim.
O mundo é um ciclo. Recebo o que dou.
Quanto mais uma pessoa estuda de verdade, mais conhecimento ela tem e mais fácil fica estudar para as próximas provas.
Quanto mais uma pessoa cola, mais vai depender de cola no futuro.
Se eu errar, mas o processo for correto, vai ser melhor do que acertar por um caminho incorreto.
O mundo é mais rico se eu tiver as minhas próprias ideias, assumir os meus acertos e erros sem precisar dar um jeitinho brasileiro.
Tenho extremo orgulho em dizer que, nos 5 anos de engenharia de uma das escolas mais difíceis do Brasil, não vi nem um único caso de cola.

 

Arnaldo Gunzi

Veja também:
abe
stanley

 

É o fim das esperanças. Saia do Brasil enquanto pode.

Vou contar um segredo. Antes que haja um mal-entendido, o título do artigo é fake: uma mentira apenas para chamar a atenção. A minha mensagem é exatamente o contrário: não saia do país, o Brasil é um país rico e com instituições democráticas sólidas, e os que investirem no país colherão os frutos de seu trabalho.

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O título atende a um propósito: demonstrar como manchetes sensacionalistas exploram fraquezas do ser humano para chamar a atenção.

A receita é mais ou menos assim.

  1. Elas atacam um medo (segurança, estabilidade financeira ou social) – sentimentos na base da pirâmide de necessidades de Maslow.
  1. Adicionam uma causa provável e uma explicação razoavelmente correta (o Partido X está afundando o Brasil, a China é uma bolha prestes a estourar).
  1. Chegam a uma conclusão bombástica, com o pior cenário possível: o Brasil vai quebrar, o Brasil vai afundar em crise pelos próximos 20 anos.
  1. Por fim, vendem os seus serviços como os salvadores da pátria.

 

Profetas do Apocalipse sempre existiram e sempre existirão, justamente por explorarem o medo. As previsões são suficientemente vagas para serem interpretadas corretas qualquer seja o resultado.

Nunca acredite em manchetes bombásticas com soluções mágicas. A única mágica que ocorrerá é o seu dinheiro sumir com eles (e os seus neurônios queimarem, o que é centenas de vezes pior).

 

O Brasil na Lata de Lixo

Há uns meses, vi um vídeo alarmante. Era intitulado “O Brasil acabou”, e continha uma série de previsões pessimistas sobre o futuro do país. Desde então venho recebendo propagandas com alertas aterrorizantes: “O governo está quebrado”, “Será que é hora de sair do país”, etc.

Tudo isto segue exatamente a receita acima: títulos sensacionalistas, explorando o medo, apoiando-se em previsões suficientemente vagas para  serem corretas qualquer o resultado, e algo para você comprar e se proteger no final

Não vou refutar tais análises. Há várias fontes na internet que o fazem.

O que vou fazer é o oposto: fazer previsões otimistas sobre o futuro do país.

Não tem que comprar nada no final para ler a análise. O meu preço é apenas que você acredite nesta mensagem e continue trabalhando firmemente para ajudar a concretizar este sonho.

 


 

Brasil potência mundial

O Brasil é um país de extensões continentais e vastas reservas naturais, com uma população de mais de 200 milhões de habitantes.

É um dos maiores produtores de alimentos do mundo: tem grandes extensões de terras férteis em latitudes boas. Soja, milho, cana de açúcar. Além disso, possui vastas quantidades de outro recurso que será extremamente escasso no futuro: a água.

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Plantação de soja

 

É um dos grandes produtores mundiais de Papel e Celulose, tendo a melhor produtividade de florestas no mundo e o melhor Planejamento florestal do mundo.

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Florestas em mosaico da Klabin

 

O Brasil possui grandes reservas de recursos minerais, como minério de ferro e petróleo. O pré-sal  pode ser uma valiosa fonte de energia para o mundo, num futuro não tão distante.

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Minério de ferro

 

O número de brasileiros que frequentam a universidade é cada vez maior. A consciência de que é necessário estudar vem aumentando significativamente nas últimas décadas, embora ainda não chegue ao nível dos países de primeiro mundo. Além disso, a internet reduziu distâncias e democratizou o conhecimento no mundo todo.

Institutos como o ITA,  o IME, as Universidades Federais, entre outras muitas faculdades renomadas, formam profissionais que não deixam a desejar frente a nenhum outro no mundo.

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Instituto Tecnológico de Aeronáutica – local com excelentes alunos (talvez não se possa dizer o mesmo dos professores…)

 

Empresas de ponta como a Embraer e a Tecsis, dentre outras, são referências mundiais em suas áreas.

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Embraer 190
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Tecnologia de pás eólicas da Tecsis

 

O Brasil possui instituições democráticas fortes, como a Policia Federal, Receita Federal, Superior Tribunal de Justiça. A prisão de grandes figurões da política e empresários bilionários corruptos demonstra a força das instituições sérias.

 

O brasileiro vai tirar do poder os partidos que se mostrarem incompetentes na condução do país. Cedo ou tarde. A diminuição da pobreza, o aumento da escolaridade das pessoas e a força das instituições democráticas suportarão bons governantes.

 


 

Brasil Potência

 

O Brasil tem um futuro brilhante pela frente. Será uma das grandes potências mundiais. Exportará conhecimento e tecnologia, além de commodities cada vez mais valiosos. Não tem mágica nenhuma aqui, o Brasil não é melhor ou pior que ninguém. Apenas irá ocupar o seu lugar natural.

O melhor momento para investir no país é agora. Enquanto alguns falam em Fim do Brasil, acredito que é o Começo de uma nova e grandiosa era, a era do Brasil Potência. É nisto que acredito, e é para construir este país do futuro que trabalho.

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Compartilhe com outros que dividem este sonho.

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Arnaldo Gunzi

Mar 2016

 


 

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Ponto de vista

Nas escolas em que estudei, era comum uma conversa mais ou menos assim:

“Cara, não estudei nada e ainda tirei 6!”

“E eu, que fui para a academia, só estudei um pouco antes da prova, e ainda tirei um 5!”
 
Ou seja, os alunos vangloriando-se de terem estudado pouco mas ainda assim ficando um pouco acima da média. Os alunos tinham vergonha de falar que estudavam, seja qual for a razão disto.

Vindo de uma cultura nipônica, sei que no Japão as coisas são diferentes. A competição pelas poucas vagas nas melhores universidades é acirrada, e há milhares de outros alunos em condições de preencher a vaga. A vergonha, ali, é não estudar. 
 
A conversa seria assim:

“Cara, estudei pacas e tirei só 6”

“E eu, que tirei 5? Não deveria ter ido para a academia…”
 

Não acho correto dizer que há uma posição “certa” e outra “errada”. 

Mas sei que causas geram consequências, e palavras alimentam atos, como uma profecia auto realizável. Assim, o primeiro grupo de alunos tende a estudar menos para a próxima prova, afinal, eles mesmos dizem que não são nerds. Por outro lado, o segundo grupo vai estudar mais para a próxima prova, porque eles sabem que devem melhorar.

Não tenho vergonha em dizer que estudo muito, leio muito, trabalho muito. Quando adolescente, passava os sábados resolvendo problemas de matemática. Hoje, meus horários favoritos para estudar são das 5 às 7 da manhã de sábado e domingo.

 

Arnaldo Gunzi
Out 2015

Bento Koike, o Samurai da Inovação

Um dia, eu estava no Porto de Paranaguá, fazendo uma visita. Neste dia, vi uma estrutura gigante – uns 80 metros – sendo transportada. A pessoa do porto me disse que eram pás eólicas. Elas vinham de Sorocaba e tinha que ter todo um processo especial de transporte para conseguirem chegar ao porto. Olhei bem, e realmente, parecia uma pá de ventilador. Mas era como um Gulliver olhando para uma pá de ventilador do país de gigantes.

BENTO-KOIKE


 

Anos depois, tive o privilégio de assistir a uma palestra de Bento Koike, no clube Nippon, da qual faço parte. Koike é simplesmente o criador da pá gigante que vi em Paranaguá. Ele é um dos inúmeros empreendedores que encabeçam a inovação e tornam este planeta um lugar melhor. Alguns pensadores, como Nassim Taleb, afirmam que os empreendedores são os grandes herois da humanidade. Empreendedores pensam diferente, têm a coragem de assumir riscos enormes. A grande maioria quebra no meio do caminho, e os poucos que são bem sucedidos normalmente permanecem anônimos. Além de tudo isto, depois de serem bem-sucedidos têm que sustentar uma carga tributária enorme e serem taxados de “exploradores”…
 

A Tecsis é uma empresa brasileira. É 100% baseada em inovação tecnológica, algo muito muito difícil num país como o nosso. Pegue as maiores empresas do país, vai ver ali minério de ferro, aço, petróleo, soja, bebidas, carne, etanol, celulose – ou seja, commotidies. 

 


Bento Koike e suas origens

Bento Koike nasceu numa família de descendência japonesa. O seu avô contava que era dono de pequenas posses de terras no Japão, mas veio ao Brasil correndo atrás de um sonho de um lugar melhor. Chegando ao Brasil, ele teve que trabalhar no campo, de enxada na mão. Ele teve que engolir o orgulho e o prestígio que tivera no passado, para começar a plantar as sementes do futuro.

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Décadas depois, Bento se formou no ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica) e começou a carreira de pesquisador. Desenvolveu peças para a indústria aeroespacial no Brasil, ajudando o país a entrar no seleto grupo de países capazes de ter tal tecnologia.

Koike conta como passou por péssimos bocados na década de 80. A empresa de peças fornecia muita coisa para o governo. A inflação era galopante, chegando a 80% por mês. O governo atrasava os pagamentos, e ou era aceitar o pagamento sem correção ou brigar na justiça por mais um ano para receber. Por outro lado, sempre era necessário pagar tudo em dia. Foram tempos difíceis.


 

A Tecsis

A história da Tecsis começa numa viagem fracassada à Dinamarca. Depois de uma reunião não muito boa, Koike resolveu aproveitar o tempo na Europa para conversar com uma das autoridades mundiais da energia eólica, Aloys Wobben. Wobben disse que não estava contente com o atual fornecedor de pás, uma empresa alemã. Conversa vai, conversa vem, e três horas depois, Koike voltava da Europa com um capital de milhão de dólares e financiamento para compra de matérias primas. (Nota: é óbvio que para convencer um grande especialista a fazer isto em três horas, o cara tem que ser muito bom tecnicamente).

 
Olha só. Ele, que tinha ido à Europa apenas com um sonho na cabeça, voltava com a missão de construir do zero algo melhor do que uma empresa aeronáutica alemã já estabelecida. Além disto, tinha que enviar a pá para a Europa, e ser mais barato do que o concorrente alemão que estava ali do lado. Um desafio enorme.
 

Bento diz que o grande limite é aquele imposto a si mesmo. Devemos ter sonhos, e principalmente acreditar em nós mesmos para fazer este virar realidade.

 
Alguns meses de trabalho depois, a Tecsis entregava suas primeiras pás. O prof Wobben, ao ver o produto final, disse: “Não posso acreditar. Esta pá é a melhor coisa que já vi na minha vida. Tem a harmonia de um salão de dança”.

 
Uma pá de ventilador parece algo trivial. Mas o formato da pá é aerodinâmica pura. É a diferença entre um aproveitamento energético bom e um péssimo aproveitamento. A parte mais crítica do projeto do gerador eólico é a pá. Além da tecnologia, é necessária muita criatividade.

 
Hoje a Tecsis já forneceu pás para a geração de energia equivalente a duas usinas de Itaipu. Quase 100% das pás são para exportação, para países desenvolvidos. 50% das pás para os EUA. A pena é que, até a pouco, nenhuma das pás era para o Brasil. Só nos últimos anos é que tem havido encomendas nacionais.

 


Fechando o ciclo
Após muitos anos de trabalho e todo o reconhecimento mundial, Koike foi convidado a fazer uma apresentação no Japão. Ele contou a história do avô, citada acima. E ficou pensando. Por que nem o seu avô, nem outros conhecidos da época, voltaram ao Japão após passar por imensas dificuldades no Brasil? Talvez seja porque eles tivessem vindo atrás de um sonho. Não poderiam voltar para o país da onde saíram com as mãos abanando, sem trazer nada.
 

Sendo convidado a apresentar seu trabalho no Japão, ele se sentia como se estivesse fechando um ciclo, que começara há tanto tempo atrás. Ele vinha trazer o resultado de dezenas de anos de trabalho e de cooperação entre dois países tão distintos, com culturas tão fantásticas e pessoas tão diversas. E Koike pôs-se a chorar, agradecendo a oportunidade, e convidando todos os participantes a seguirem os seus sonhos, e a também fecharem os seus ciclos.

 

Arnaldo Gunzi

Ago/2015

 

Como tornar uma aula mais produtiva

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Uma aula, livro ou curso pode ter um bom conteúdo e boas ideias. Mas a coisa mais comum do mundo é esta boa ideia se perder logo após o final da aula ou do livro.
 

Uma dica para evitar isto: separe uma folha de papel e escreva nela uma lista de tarefas.
Vá colocando nesta todas as ações que você quer aplicar. E, no dia seguinte, cumpra a lista de tarefas.
 

Sempre é preciso um esforço consciente para aprender algo novo ou mudar um hábito velho. Depois de aplicar a ideia muitas e muitas vezes, esta se torna o novo hábito, e não precisa mais ficar relembrando. Se não transformar a ideia em ação, hoje, agora, esta vai ficar para sempre como apenas uma boa ideia.


 
Exercício: Anote numa folha de papel dois hábitos simples que você queira melhorar, como dizer um “Bom dia” verdadeiro ou ignorar o celular quando conversando cara a cara com alguém. Comece a praticar imediatamente.

 

Seja pleno em tudo o que fizer, mesmo com multas de trânsito

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Há uns 10 anos, li uma frase de um chinês chamado Er Hu, que dizia “Seja pleno em tudo o que fizer. Se é para guerrear, destrua o adversário, se é para amar, o faça com toda a intensidade”. Achei esta frase um tanto poderosa, mas logo a ignorei por ser absorvido pela difícil tarefa de sobreviver ao dia-a-dia.

 
Esta ideia de viver plenamente o agora lembra o Carpe Diem, lema de alguma escola de filosofia. Mas, para mim, até então era mais uma ideia, apenas outra teoria filosófica que não servia para nada. Nunca tinha tentado viver desta forma.
 


 

Isto até o dia em que tive uma aula, com o prof. Carlos Viveiro. Este me passou um conceito e uma tarefa.

 
O conceito é que viver o presente é extremamente difícil.

 
1. O presente é o aqui e o agora. Não é o futuro, não é o passado. Não é antecipar sofrimento ou felicidade. Não é reviver bons momentos ou lamentar maus momentos. Não é pensar no que poderia ter sido ou o que vai ser, e sim, no que sou e estou agora. Ser feliz agora.
 

2. Se o presente é o mais importante, a pessoa com quem eu estiver falando agora é a mais importante do meu mundo atual. Seja quem for, só consigo afetar a pessoa com quem eu consigo me comunicar agora,
 

3. Se consigo apenas influenciar quem está a minha frente e agora, o meu objetivo sempre deve ser fazê-la mais feliz.

 
Pode parecer simples, mas quantas vezes nos vemos conversando com a esposa/ marido/pai/mãe sem dar a menor atenção verdadeira?


 
Depois da aula, dediquei-me plenamente à minha família (enquanto tive energia). Embora ninguém tenha percebido nenhuma grande diferença, por dentro eu estava muito feliz de finalmente seguir o conselho de Er Hu.

 
No dia seguinte, peguei o carro para o trabalho. Peguei um caminho diferente porque fazia tempo que não ia por este, e fui mudando a estação de rádio. Ouvi uma música bonita, que fazia anos que não escutava. “I’m not in love”, dos Pretenders. Prestei plena atenção na música, e me deliciei com cada segundo dela, como nunca antes eu fizera, ignorando a batalha do trânsito.
 

O restante do dia também foi neste ritmo.
 

Mais um menos umas 16h, percebi que era o dia do rodízio do carro. E que eu tinha andado pela cidade de SP no horário do rodízio, e que o caminho que eu fizera tinha um radar chato que com certeza me pegou. Esta é a primeira vez na vida que simplesmente esqueço do rodízio – normalmente sou tenso demais para esquecer disto.

 
Fiquei chateado? Não. Desfrutar de verdade da companhia de pessoas queridas, admirar a beleza de um passeio de carro sem o stress do trânsito e ouvir a uma boa música com o coração valem muito mais do que qualquer multa pode valer.


 
Dois exercícios:
a) Apenas escute a música, com plena atenção. É a ilustração do quanto pode-se fazer em 1 segundo.

b) Escolha uma pessoa, hoje, e dedique-se plenamente a ela (e comente o resultado aqui no blog, é claro).
 

Arnaldo Gunzi
Jun 2015


 
Link do Prof Carlos Viveiro:
http://www.negociarte.com.br/