Do you know about Toastsmaster?

It is a high quality club, to improve skills on presentation and leadership.

I’ve just attended a Toastmasters meeting. I am impressed! Very impressed!

It was at Vila Olímpia’s club, an English speaking meeting.

http://toastmastersbrasil.org/

I saw almost perfect speeches of the members, regarding every aspect of a good presentation: posture, body language, grammar, voice, energy.

Time was controled by three lights (green, yellow, red) – it’s a good idea to copy.

The meeting was very well organized, and each member assumes a different role per meeting. Besides speeches, other goal is to develop leaders.

It is a club, so the own members are the ones responsible for the organization and feedbacks.

For the newbies like me, there are some development paths and a mentor.

The idea is to learning practicing, to achieve higher levels of quality. I highly recommend my friends to join a quality club like ToastMasters!

O gráfico da felicidade

O gráfico a seguir retrata a “crise da meia-idade”. É como um “U”: grande bem-estar quando criança, declinando até uns 40-50 anos, onde atinge o mínimo, e voltando a crescer a seguir.

Este gráfico é suportado por várias pesquisas e estudos. Porém, gosto mais da minha interpretação.

Quando criança, somos 100% expectativa e 0% realidade. Temos toda a liberdade do mundo para sonhar, sem compromisso algum, com toda a vida pela frente.

À medida que envelhecemos, a dura realidade vai tomando o lugar da doce esperança: faculdade, casamento, casa própria, boletos, mercado de trabalho, filhos.

Mais ou menos na meia-idade, nos damos conta que poucos dos sonhos se tornaram realidade, e não temos mais tempo para grandes novos sonhos…

Porém, a partir deste ponto mínimo, a percepção muda de novo. O negócio é aproveitar a vida, da forma que ela é. O que vier é lucro.

O grande filósofo alemão Nietzsche chamaria isto de “Amor Fati”: amor ao destino, a aceitação integral da vida.

Trilha sonora: In my life – The Beatles

Alguns links:

Quando – Daniel Pink

https://pt.wikipedia.org/wiki/Amor_fati

Roube como um artista e mostre o seu trabalho!

Tenho o hábito de ler livros durante voos.

Esses são dois livrinhos bons para ler durante uma viagem, por serem leves e rápidos, diretos ao ponto.

Roube como um artista e Mostre o seu trabalho são livros do criativo autor Austin Kleon, e contém boas ideias (a serem roubadas) e reflexões sobre como mostrar o seu trabalho.

Link da página do autor, o “escritor que desenha”:

https://austinkleon.com/

Fica a dica.

ROI² – Retorno sobre Intelecto Investido

O ROI² é para um trabalhador do conhecimento o que o ROI é para uma empresa.

O ROI – Return Over Investment – é um excelente indicador para projetos em empresas. Este indicador mensura o retorno obtido sobre o investimento realizado, a fim de comparar com outros investimentos possíveis – ou seja, comparar com o custo de oportunidade.

Para trabalhadores do conhecimento, pessoas como nós, faz sentido adaptar o indicador para Retorno sobre Intelecto Investido – ROII ou ROI². Quanto estamos sendo desafiados em nosso dia-a-dia, em relação ao nosso potencial de criação.

Se o ROI² for baixo, há algo de errado. Isso porque a Educação é o investimento social mais caro que existe. Uma pessoa com pós-graduação passou cerca de 20 anos de estudos formais, além de cursos complementares e aprendizado a vida toda. Não há máquina ou inteligência artificial que consiga superar a capacidade criativa de uma pessoa, e nunca haverá.

O custo de oportunidade é o quanto poderíamos estar produzindo em algum outro lugar, ou com atividades complementares – hobbies, trabalho voluntário, etc.

De forma geral, uma pessoa capacitada deve maximizar o ROI².

O mundo precisa de pessoas brilhantes. O mundo precisa de ROI², mais do que de ROI.


Ideias técnicas com uma pitada de filosofia:

https://ideiasesquecidas.com/

Um trabalho ruim custa o dobro do preço de um trabalho bom

Um trabalho ruim é menos demandante do que um trabalho bom, talvez uns 50% a menos – em termos de qualidade de materiais, esforço, tempo de projeto e know how das pessoas envolvidas.

Entretanto, o trabalho bom vai atingir os seus objetivos com maior acurácia e durar muito mais tempo.

Enquanto isto, o trabalho ruim vai ter que ser refeito, na melhor das hipóteses, ou completamente descartado, retornando à estaca zero.

O trabalho ruim certamente sairá mais caro no final, contando o ciclo de vida inteiro, e não apenas o esforço inicial.

Ação: Faça o melhor trabalho possível, não importa o quão pequeno ele seja.

Gosto muito das palavras de Peter Drucker, sobre a busca obstinada da perfeição em seus trabalhos. Ele conta a história a seguir.

Fídias foi o maior escultor da Grécia Antiga, responsável por obras que ainda hoje estão no teto do Parthenon, em Atenas, e são consideradas as maiores esculturas da tradição ocidental.

As estátuas foram admiradas universalmente, mas quando Fídias apresentou a conta, o contador da cidade se recusou a pagá-la. “Estas estátuas estão no alto do templo, e no monte mais alto de Atenas. Ninguém pode ver nada, exceto a parte frontal dela. Entretanto, você está cobrando pela escultura toda, ou seja, por esculpir a parte de trás, que ninguém pode ver”.

“Engano seu”, Fídias retorquiu. “os Deuses podem vê-las”.

Trecho de “O melhor de Peter Drucker: homem, sociedade, administração”


Ideias técnicas com uma pitada de filosofia:

https://ideiasesquecidas.com/

Denso, QR code e inovação

Hoje passei na frente da fábrica da Denso, em Santa Bárbara do Oeste, interior de SP. Eu estava indo para Piracicaba, falar de inovação e startups para grupo de alunos de um programa florestal.

A Denso é uma excelente referência de inovação. Um dos produtos desta empresa está presente no dia-a-dia de todos nós, o QR code (quick response code).

O QR code foi criado para resolver um problema interno: identificar as peças fabricadas de forma rápida, precisa e confiável.

Interlúdio: Crie o seu QR code aqui https://createqrcode.appspot.com.

A Denso é uma fabricante japonesa de peças para a Toyota. Os carros da Toyota são referência em termos de qualidade. Um Toyota não quebra, não tem peças soltas, não tem acessórios inúteis. Cada detalhe é pensado. Os carros têm um custo baixíssimo de manutenção e qualidade altíssima – e, assim como a Apple, a Toyota tem fãs incondicionais no mundo tudo (este escriba incluso). Tal padrão de qualidade se estende, obviamente, aos fornecedores de peças do carro.

E qual o problema com um código de barras comum? Daria para usar aquele código de barras dos produtos do supermercado?

Resposta: Não. O código de barras tradicional tem uma limitação de 13 caracteres. Só isso. Não dá para colocar muita informação em 13 caracteres…

A ideia dos engenheiros japoneses foi criar um código de barras bidimensional, a fim de maximizar a quantidade de informação presente na área da imagem. Os quadrados grandes concêntricos em três lados são a referência, para corrigir o ângulo da foto tirada.

Há alguns tipos de QR code. O mais comum, o de cima, tem espaço para 1167 caracteres. Ou seja, o QR code é um código de barras denso, para fazer um trocadilho infame.

Por fim, o QR code tem licenciamento aberto. Todo mundo pode usar sem pagar nada. A ideia pegou, e hoje dominou o mundo.

Mas, e daí? Qual a moral da história?

A moral da história é que uma empresa de peças criou um produto de tecnologia adotado no mundo todo. Não foi uma empresa de tecnologia, não foi uma startup badalada do Vale do Silício.

É permitido criar dentro da indústria. O core business não é só o produto final, mas o processo como um todo. Use a sua criatividade, o mundo precisa de soluções!

No Brasil, vejo uma “trava” cultural.  Parece que os funcionários de grandes empresas não podem criar os seus próprios produtos e seus próprios modelos. A grande empresa prefere comprar soluções prontas de empresas terceiras e consultorias especializadas.

Vejo grandes engenheiros exercendo funções de burocratas nas grandes empresas. Quem permanece com a mão na massa, desenvolvimento de verdade, normalmente fica num nível técnico ou numa carreira “Y” que funciona em poucos casos.

Não é assim em todo lugar, porém é muito comum. Por que não mudar esta mentalidade? É possível criar muita coisa.

Provocação: por que uma indústria brasileira não é capaz de criar uma inovação mundial como o QR code?



Veja também: Make and buy

Ideias técnicas com uma pitada de filosofia:

https://ideiasesquecidas.com/

Links:

https://www.qrcode.com/en/history/

https://www.qrcode.com/en/codes

https://pt.wikipedia.org/wiki/C%C3%B3digo_de_barras

http://g1.globo.com/mundo/noticia/2012/07/fabricante-japonesa-denso-inaugura-nova-unidade-no-brasil.html

https://www.linkedin.com/feed/update/urn:li:activity:6502296859363590144/

2017: Uma Odisseia de ônibus em SP

São Paulo é uma cidade gigantesca… Mais de 12 milhões de habitantes, com 7 milhões de automóveis, fazendo deste lugar um dos maiores pesadelos do mundo em termos de trânsito: rodízio de carros, radares para todos os lados, marronzinhos multando, carros avançando uns nos outros, etc…

 

Tenho duas alternativas para ir ao escritório. De carro, demoro 40 min para percorrer 9 km de distância. De transporte público, (ônibus + metrô), 1 hora e pouco. Ou seja, mais ou menos duas horas diárias na locomoção.

 

477a10.png
São Paulo é tão grande que um ônibus articulado enorme como esse lota facilmente

Prefiro a segunda alternativa, transporte público, mesmo com todos os problemas: ir de pé, às vezes num ônibus lotado. Mas não uso transporte público por motivos altruísticos. Não é para salvar o planeta, nem para preservar o meio-ambiente. Uso o ônibus para otimizar o meu tempo.

 


 

O tempo do trajeto é o único momento do dia em que posso me concentrar totalmente, sem interrupções, sem compromisso, sem stress – em casa, tenho três filhas, e, no ambiente de trabalho, há sempre uma quantidade imensa de tensão e distrações.

No trecho do metrô, posso ler, e no trecho do ônibus, costumo ouvir áudio-livros. Ou simplesmente pensar, sobre qualquer assunto, sobre qualquer coisa. Ao invés de perder 80 minutos brigando no trânsito, ganho 120 minutos diários de tempo para ler, estudar e viajar pelos mais diversos assuntos:

– Ulisses, na Odisseia, enfrentou um dilema. Ele estava na ilha da deusa Calipso há sete anos. Um dia, ele quis partir, voltar para a sua Ítaca.

tumblr_m623x0sttt1roj2bwo1_1280
Odisseus e Calipso

 

Calipso, que estava perdidamente apaixonada, ofereceu a Ulisses a imortalidade: viver eternamente com 30 anos, no mundo dela, cheio de fartura e prazeres. Ulisses preferiu voltar para Ítaca. Preferiu viver com Penélope os poucos anos que um mortal pode viver, e por isso mesmo, desfrutar de cada momento como se fosse o último.

– Um grupo de colonos nórdicos chegou às Américas no ano 1000. Eles chamaram o lugar de Vinland, porque havia histórias de que os vinhedos cresciam por todo lado nesta terra. Foram liderados por Erik, o vermelho. Mas, de vinho doce eles encontraram nada. Enfrentaram a oposição dos índios nativos e a colônia não durou muitos anos.

Related image

Só tecnologia para cruzar os oceanos não bastava. Para haver a era dos conquistadores, 500 anos depois, tinha que ter estrutura política, social e econômica: apoio governamental, exércitos, missionários, financiamento econômico via diluição dos riscos (empreendimentos como a Companhia das Índias Ocidentais deram origem à bolsa de valores).

 

– O filósofo grego Sócrates foi condenado à morte por influenciar negativamente os jovens de Atenas.

julgamento-de-sc3b3crates-600x264
O julgamento de Sócrates

Ele encarou a condenação de peito aberto. Se questionar e pensar eram ofícios tão negativos assim, ele assumia que era isso mesmo que ele fazia. Sócrates não hesitou em tomar cicuta, um tipo de veneno.

 

– Uma das histórias mais bonitas de Neil Gaiman é chamada Ramadã. É sobre a maior e mais bela cidade que já existiu, Bagdá. A Bagdá das histórias das 1001 noites, dos palácios encantados, dos tapetes voadores. A Bagdá das belas dançarinas, dos mercados exóticos, dos viajantes de todos os lugares do mundo.

ram3

Pois bem, o seu califa, Rahoun Al Raschid, estava preocupado. Bagdá era tão perfeita, e estava num momento tão bom, que ele sabia que este momento não duraria para sempre. Desceu até uma sala, onde havia dois ovos da Fênix: um branco, que geraria outra Fênix, e um preto, da qual ninguém sabia o que viria. Chamou Sandman, o senhor dos sonhos, e fez um acordo com ele: “concedeu” Bagdá a Sandman. Bagdá foi imortalizada no mundo das histórias, no mundo dos sonhos. Foi uma sábia decisão. Hoje em dia, não há mais Bagdá, e sim, o Iraque em seu lugar.

8-660x332
Os dois ovos da Fênix

– Einstein e Godel passavam horas caminhando e conversando, no tempo em que os dois trabalhavam em Princeton. Albert Einstein, todos sabem, abalou os alicerces da física newtoniana. Kurt Godel era um lógico matemático, que provou que a Matemática não consegue se livrar de paradoxos (ex. o mentiroso diz “Estou mentindo”), e portanto, não é completa e consistente ao mesmo tempo: em suma, ele abalou os alicerces da matemática. As duas ciências mais exatas da humanidade tiveram as fundações questionadas por esses dois homens.

einstein-and-godel
Kurt Godel e Albert Einstein

Qual seria o nível da conversa matinal dos dois? Gostaria de ser uma mosquinha, para acompanhar.

– Um soldado japonês chamado Hiroo Onoda continuou lutando, mesmo após 25 anos depois do fim da Segunda Grande Guerra. Ele foi designado para defender uma das incontáveis ilhas do Pacífico. Os EUA nem deram bola para esta ilha, passaram direto. Quando chegaram as primeiras notícias de que o Japão tinha se rendido, alguns dos colegas de Onoda se entregaram, outros acharam que era uma emboscada americana. Com o passar dos anos, os colegas ou desertaram ou morreram.

13267170_2

Onoda continou sozinho na floresta, vivendo escondido em buracos e sobrevivendo do que tinha. Ele só se entregou após o seu comandante, o mesmo que o designara para a ilha, ordenar que ele se rendesse.

 

– Steve Jobs era tão perfeccionista que vivia numa mansão praticamente vazia, porque só comprava móveis cujo design o agradava. Ele perdia semanas exigindo um design perfeito de seus produtos, desde a caixa que embalava até o mais minúsculo detalhe. “O botão do novo Mac ficou tão bonito que dá vontade de lamber”.

jobs-huye1bb81nthoe1baa1itc3a1oapplephimmoi1

– Redes Neurais Adversárias são uma das maiores inovações dos tempos atuais. A ideia das redes é uma vencer a outra: uma rede neural especializada em reconhecer letras em imagens, contra outra rede especializada em criar letras difíceis de serem reconhecidas pela primeira. Assim como na vida real, ter um adversário à altura e com objetivos opostos faz ambos crescerem mais do que seriam capazes sozinhos. Um Barcelona não seria o mesmo sem um Real Madrid.

– O filme 2001, de Stanley Kubrick, inspira o nome deste post. Este começa na pré-história, no alvorecer do ser humano, e termina no futuro das viagens espaciais. De tempos em tempos, um monolito preto misterioso aparece para a humanidade.

Monolito e alinhamento solar

A cada monolito, ocorre uma evolução. Foram apresentados aqui alguns dos monolitos que coletei durante a Odisseia do transporte em SP…

 

Trilha sonora: “A valsa das estrelas”.