Artigo sobre torre de controle

Publiquei um artigo na revista Mundo Logística deste mês, sobre a nossa Central de Monitoramento Logístico, com o apoio do time do projeto.

Foi um mega projeto que envolveu criar toda a infraestrutura de comunicação (torres e repetidoras), o software de gerenciamento de eventos e a inteligência matemática para distribuição dos veículos.

Estamos à disposição para compartilhar ideias a respeito.

https://revistamundologistica.com.br.

Do you know about Toastsmaster?

It is a high quality club, to improve skills on presentation and leadership.

I’ve just attended a Toastmasters meeting. I am impressed! Very impressed!

It was at Vila Olímpia’s club, an English speaking meeting.

http://toastmastersbrasil.org/

I saw almost perfect speeches of the members, regarding every aspect of a good presentation: posture, body language, grammar, voice, energy.

Time was controled by three lights (green, yellow, red) – it’s a good idea to copy.

The meeting was very well organized, and each member assumes a different role per meeting. Besides speeches, other goal is to develop leaders.

It is a club, so the own members are the ones responsible for the organization and feedbacks.

For the newbies like me, there are some development paths and a mentor.

The idea is to learning practicing, to achieve higher levels of quality. I highly recommend my friends to join a quality club like ToastMasters!

O gráfico da felicidade

O gráfico a seguir retrata a “crise da meia-idade”. É como um “U”: grande bem-estar quando criança, declinando até uns 40-50 anos, onde atinge o mínimo, e voltando a crescer a seguir.

Este gráfico é suportado por várias pesquisas e estudos. Porém, gosto mais da minha interpretação.

Quando criança, somos 100% expectativa e 0% realidade. Temos toda a liberdade do mundo para sonhar, sem compromisso algum, com toda a vida pela frente.

À medida que envelhecemos, a dura realidade vai tomando o lugar da doce esperança: faculdade, casamento, casa própria, boletos, mercado de trabalho, filhos.

Mais ou menos na meia-idade, nos damos conta que poucos dos sonhos se tornaram realidade, e não temos mais tempo para grandes novos sonhos…

Porém, a partir deste ponto mínimo, a percepção muda de novo. O negócio é aproveitar a vida, da forma que ela é. O que vier é lucro.

O grande filósofo alemão Nietzsche chamaria isto de “Amor Fati”: amor ao destino, a aceitação integral da vida.

Trilha sonora: In my life – The Beatles

Alguns links:

Quando – Daniel Pink

https://pt.wikipedia.org/wiki/Amor_fati

Roube como um artista e mostre o seu trabalho!

Tenho o hábito de ler livros durante voos.

Esses são dois livrinhos bons para ler durante uma viagem, por serem leves e rápidos, diretos ao ponto.

Roube como um artista e Mostre o seu trabalho são livros do criativo autor Austin Kleon, e contém boas ideias (a serem roubadas) e reflexões sobre como mostrar o seu trabalho.

Link da página do autor, o “escritor que desenha”:

https://austinkleon.com/

Fica a dica.

ROI² – Retorno sobre Intelecto Investido

O ROI² é para um trabalhador do conhecimento o que o ROI é para uma empresa.

O ROI – Return Over Investment – é um excelente indicador para projetos em empresas. Este indicador mensura o retorno obtido sobre o investimento realizado, a fim de comparar com outros investimentos possíveis – ou seja, comparar com o custo de oportunidade.

Para trabalhadores do conhecimento, pessoas como nós, faz sentido adaptar o indicador para Retorno sobre Intelecto Investido – ROII ou ROI². Quanto estamos sendo desafiados em nosso dia-a-dia, em relação ao nosso potencial de criação.

Se o ROI² for baixo, há algo de errado. Isso porque a Educação é o investimento social mais caro que existe. Uma pessoa com pós-graduação passou cerca de 20 anos de estudos formais, além de cursos complementares e aprendizado a vida toda. Não há máquina ou inteligência artificial que consiga superar a capacidade criativa de uma pessoa, e nunca haverá.

O custo de oportunidade é o quanto poderíamos estar produzindo em algum outro lugar, ou com atividades complementares – hobbies, trabalho voluntário, etc.

De forma geral, uma pessoa capacitada deve maximizar o ROI².

O mundo precisa de pessoas brilhantes. O mundo precisa de ROI², mais do que de ROI.


Ideias técnicas com uma pitada de filosofia:

https://ideiasesquecidas.com/

Um trabalho ruim custa o dobro do preço de um trabalho bom

Um trabalho ruim é menos demandante do que um trabalho bom, talvez uns 50% a menos – em termos de qualidade de materiais, esforço, tempo de projeto e know how das pessoas envolvidas.

Entretanto, o trabalho bom vai atingir os seus objetivos com maior acurácia e durar muito mais tempo.

Enquanto isto, o trabalho ruim vai ter que ser refeito, na melhor das hipóteses, ou completamente descartado, retornando à estaca zero.

O trabalho ruim certamente sairá mais caro no final, contando o ciclo de vida inteiro, e não apenas o esforço inicial.

Ação: Faça o melhor trabalho possível, não importa o quão pequeno ele seja.

Gosto muito das palavras de Peter Drucker, sobre a busca obstinada da perfeição em seus trabalhos. Ele conta a história a seguir.

Fídias foi o maior escultor da Grécia Antiga, responsável por obras que ainda hoje estão no teto do Parthenon, em Atenas, e são consideradas as maiores esculturas da tradição ocidental.

As estátuas foram admiradas universalmente, mas quando Fídias apresentou a conta, o contador da cidade se recusou a pagá-la. “Estas estátuas estão no alto do templo, e no monte mais alto de Atenas. Ninguém pode ver nada, exceto a parte frontal dela. Entretanto, você está cobrando pela escultura toda, ou seja, por esculpir a parte de trás, que ninguém pode ver”.

“Engano seu”, Fídias retorquiu. “os Deuses podem vê-las”.

Trecho de “O melhor de Peter Drucker: homem, sociedade, administração”


Ideias técnicas com uma pitada de filosofia:

https://ideiasesquecidas.com/

Denso, QR code e inovação

Hoje passei na frente da fábrica da Denso, em Santa Bárbara do Oeste, interior de SP. Eu estava indo para Piracicaba, falar de inovação e startups para grupo de alunos de um programa florestal.

A Denso é uma excelente referência de inovação. Um dos produtos desta empresa está presente no dia-a-dia de todos nós, o QR code (quick response code).

O QR code foi criado para resolver um problema interno: identificar as peças fabricadas de forma rápida, precisa e confiável.

Interlúdio: Crie o seu QR code aqui https://createqrcode.appspot.com.

A Denso é uma fabricante japonesa de peças para a Toyota. Os carros da Toyota são referência em termos de qualidade. Um Toyota não quebra, não tem peças soltas, não tem acessórios inúteis. Cada detalhe é pensado. Os carros têm um custo baixíssimo de manutenção e qualidade altíssima – e, assim como a Apple, a Toyota tem fãs incondicionais no mundo tudo (este escriba incluso). Tal padrão de qualidade se estende, obviamente, aos fornecedores de peças do carro.

E qual o problema com um código de barras comum? Daria para usar aquele código de barras dos produtos do supermercado?

Resposta: Não. O código de barras tradicional tem uma limitação de 13 caracteres. Só isso. Não dá para colocar muita informação em 13 caracteres…

A ideia dos engenheiros japoneses foi criar um código de barras bidimensional, a fim de maximizar a quantidade de informação presente na área da imagem. Os quadrados grandes concêntricos em três lados são a referência, para corrigir o ângulo da foto tirada.

Há alguns tipos de QR code. O mais comum, o de cima, tem espaço para 1167 caracteres. Ou seja, o QR code é um código de barras denso, para fazer um trocadilho infame.

Por fim, o QR code tem licenciamento aberto. Todo mundo pode usar sem pagar nada. A ideia pegou, e hoje dominou o mundo.

Mas, e daí? Qual a moral da história?

A moral da história é que uma empresa de peças criou um produto de tecnologia adotado no mundo todo. Não foi uma empresa de tecnologia, não foi uma startup badalada do Vale do Silício.

É permitido criar dentro da indústria. O core business não é só o produto final, mas o processo como um todo. Use a sua criatividade, o mundo precisa de soluções!

No Brasil, vejo uma “trava” cultural.  Parece que os funcionários de grandes empresas não podem criar os seus próprios produtos e seus próprios modelos. A grande empresa prefere comprar soluções prontas de empresas terceiras e consultorias especializadas.

Vejo grandes engenheiros exercendo funções de burocratas nas grandes empresas. Quem permanece com a mão na massa, desenvolvimento de verdade, normalmente fica num nível técnico ou numa carreira “Y” que funciona em poucos casos.

Não é assim em todo lugar, porém é muito comum. Por que não mudar esta mentalidade? É possível criar muita coisa.

Provocação: por que uma indústria brasileira não é capaz de criar uma inovação mundial como o QR code?



Veja também: Make and buy

Ideias técnicas com uma pitada de filosofia:

https://ideiasesquecidas.com/

Links:

https://www.qrcode.com/en/history/

https://www.qrcode.com/en/codes

https://pt.wikipedia.org/wiki/C%C3%B3digo_de_barras

http://g1.globo.com/mundo/noticia/2012/07/fabricante-japonesa-denso-inaugura-nova-unidade-no-brasil.html

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