Recado para os loucos e desajustados

O comercial “Think different”, da Apple, é um dos mais icônicos de todos os tempos.

Ele é voltado para os loucos, os desajustados, as peças redondas nos buracos quadrados. Os que não gostam de regras, não têm nenhum respeito pelo status quo.

Talvez eles tenham que ser loucos.

Porque somente as pessoas que são loucas o suficiente para achar que podem mudar o mundo, são as que de fato, mudam.

Nas imagens, uma seleção das pessoas que Steve Jobs muito admirava.

Transcrição do comercial.

Isto é para os loucos. Os desajustados. Os rebeldes. Os criadores de caso. Os que são peças redondas nos buracos quadrados.


Os que veem as coisas de forma diferente. Eles não gostam de regras. E eles não têm nenhum respeito pelo status quo. Você pode citá-los, discorda-los, glorificá-los ou difamá-los.


A única coisa que você não pode fazer é ignorá-los. Porque eles mudam as coisas.

Eles inventam. Eles imaginam. Eles curam. Eles exploram. Eles criam. Eles inspiram.

Eles empurram a raça humana para frente.

Talvez eles tenham que ser loucos.

Como você pode olhar para uma tela em branco e ver uma obra de arte? Ou sentar em silêncio e ouvir uma música jamais composta? Ou olhar para um planeta vermelho e ver um laboratório sobre rodas?

Enquanto alguns os veem como loucos, nós vemos gênios. Porque as pessoas que são loucas o suficiente para achar que podem mudar o mundo, são as que de fato, mudam.

 
Na ordem de aparição:

Albert Einstein: cientista que revolucionou a física clássica com a teoria da relatividade,

Bob Dylan: músico norte americano extremamente criativo,

Martin Luther King Jr: ativista da igualdade de direitos raciais,

Richard Branson: empresário não convencional, fundador do Grupo Virgin, que engloba mais de 400 empresas,

John Lennon: genial músico dos Beatles, autor de algumas das mais belas canções da humanidade,

Buckminster Fuller: arquiteto e inventor, conhecido pelo estudo de domos geodésicos,

Thomas Edison: inventor da lâmpada elétrica e de milhares de outras pequenas e grandes invenções,

Muhammad Ali: um dos mais lendário lutadores do história do boxe,

Ted Turner: fundador da CNN,

Maria Callas: soprano e cantora de ópera,

Mahatma Gandhi: ativista pela libertação da Índia através de métodos não violentos,

Amelia Earhart: a primeira mulher a voar atravessando o oceano Atlântico,

Alfred Hitchcock: genial cineasta dos primórdios do cinema,

Martha Graham: dançarina e coreógrafa,

Jim Henson: criador dos muppets,

Frank Lloyd Wright: um dos maiores arquitetos americanos de todos os tempos,


Pablo Picasso: pintor surrealista, capaz de mudar a realidade.

A Xiaomi e os novos tempos

Fui hoje ao Shopping Ibirapuera, em São Paulo.

Vi uma fila enorme, virando a esquina do quarteirão. Hoje é a inauguração da loja da Xiaomi no Brasil. Marca chinesa, com celulares top a um preço bem abaixo de um iPhone.

A China começou copiando, entregando produtos falsificados ou pouco sofisticados a uma fração do preço dos americanos. Porém, há uma teoria econômica que diz que, quem faz muito, acaba dominando o processo de produção e aprendendo a inovar – foi assim com o Japão e os tigres asiáticos. Além disso, as empresas chinesas (e o governo, é indissociável) investem um caminhão de dinheiro para desenvolvimento de produtos, contratação das melhores cabeças e compra de empresas de ponta.

O Xiaomi Mi 9 tem especificações assombrosas: três câmeras, uma com 48 megapixel (!!), 64/128 GB de armazenamento (!!), tela 6.39 polegadas Amoled com resolução Full HD…

Pergunta: será que a Xiaomi já é melhor que iPhone?

Outro sinal dos tempos: A Saraiva MegaStore do Shopping Ibirapuera, o motivo pelo qual fui lá, fechou as portas.

Pra que um livro físico, se hoje é possível ler um digital num Mi 9 de ponta?

https://noticias.uol.com.br/tecnologia/noticias/redacao/2019/06/01/com-direito-a-fila-e-fas-animados-xiaomi-inaugura-a-sua-1-loja-no-brasil.htm

Googleplex

O Googleplex é a sede do Google. É um complexo de edifícios, parecendo um câmpus universitário, com 290 mil m2 de área. Bastante arborizado, com vários prédios e ruas.

Tem uma lojinha com vários andróides estilizados da empresa e badulaques para turistas comprarem.

O termo “gugol” surgiu no livro “Matemática e Imaginação”, de Edward Kasner. Os fundadores do Google erravam a grafia original do nome. Trechos do livro abaixo.

O “gugol” foi inventado por uma criança (o sobrinho do Dr. Kasner, com nove anos de idade) quando lhe pediram para pensar em um nome para um número muito grande, especificamente, 1 com 100 zeros depois dele. Ao mesmo tempo em que ele sugeriu “gugol”, deu o nome a um número ainda maior: “gugolplex”. Um gugolplex é muito maior que um gugol, mas ainda é finito.

A primeira sugestão era que um gugolplex deveria ser 1 seguido de tantos zeros quantos se pudesse escrever até cansar. Então o gugolplex é 1 seguido de um gugol de zeros. Você pode ter uma ideia do tamanho deste número muito grande, mas finito, pelo fato de não haver espaço suficiente para escrevê-lo se alguém fosse até a estrela mais afastada, passando por todas as nebulosas, colocando zeros em cada centímetro do caminho.

1 gugol = 10^100 =
= 10.000.000.000.000.000.000.000.000.000.000.000.000.000.000.000.000.000.000.000.000.000.000.000.000.000.000.000.000.000.000.000.000.000

1 gugolplex = 10^(10^100) = (não cabe aqui e nem em todas as nebulosas do universo)

https://ideiasesquecidas.com/


Embalagens ecológicas e luta contra o plástico

Visitei a região de S. Francisco, Vale do Silício, e há uma série de iniciativas de conscientização ambiental.

Nos McDonald’s, a embalagem do sanduíche é um papelão ondulado simples, embalagem marrom, com um uma porcentagem de papel reciclado (no caso específico do McDonalds, já é assim nos EUA inteiro).

Os guardanapos também são papel marrom. E daí? Daí que a madeira de uma árvore é marrom, e para fazer o branqueamento é preciso de um processo químico adicional, o que gasta recursos e energia.

Essas iniciativas não se limitam ao McDonalds, em geral há esta tendência em muitos outros restaurantes e comércio.

Os banheiros também utilizam papel marrom para secar as mãos.

Em todo o comércio, perguntam se você quer sacola ou não. Pedi algumas poucas vezes, e sempre que o fiz, recebi sacolas de papel, aquelas com uma alça de papel.

Também não se vê canudos ou copos descartáveis de plástico.

Quanto às startups, há uma série de ideias vindo com essa pegada sustentável: plástico reciclável, bioplástico, embalagens com produto concentrado, etc. Este tipo de solução, porém, ainda não está amplamente difundido no mercado.

O plástico pode demorar 400 anos para se decompor. Há estimativas de que em 2050, haverá um quilo de plástico para cada quilo de peixe nos oceanos. Temos que encontrar soluções sustentáveis.

O planeta agradece.

Links:

https://www.ecycle.com.br/component/content/article/35/1259-os-oceanos-estao-virando-plastico.html

O vórtex digital

O mapa a seguir mostra as indústrias mais vulneráveis às transformações digitais do mundo atual.

Empresas como as de mídia e serviços financeiros estão no centro deste vórtice, sendo sugadas – e, se bobear, vão ser engolidas. Não é à toa que o Itaú investe no Cubo, e o Bradesco, o InovaBra.

Na minha visão, a Educação também deveria estar no centro do vórtice. É um dinossauro pesado, demorado, totalmente ineficiente.

Indústrias mais tradicionais, que têm um produto físico ao invés de um serviço ou produto digital, são menos imunes a serem disruptadas. Isto inclui o agronegócio como um todo, que pode ganhar em eficiência em algumas pontas e perder em outras pontas, mas o core do negócio vai continuar existindo.

Segundo o relatório, o passo da disrupção está sendo acelerado devido a menores ciclos de inovação, aumento explosivo no número de startups bem financiadas e chinesas como o Ali Babá.

Vale a pena dar uma lida.

http://www.imd.org/globalassets/dbt/docs/digital-vortex

Fonte: Global center for digital business transformation

Significado de Vórtice

substantivo masculino Movimento intenso e giratório;

redemoinho.Redemoinho intenso que pode surgir numa corrente de água; voragem.[Figurado] Força destruidora; algo que causa destruição; furacão, turbilhão.Etimologia (origem da palavra vórtice). Do latim vortex.

(Dicio.com.br)

Waymo, o carro autônomo do Google

Entrei no Waymo, o carro autônomo do Google. 

A primeira sensação que deu: medo, muito medo! Esse negócio não tem volante nem pedais! Quem vai dirigir esse troço?

Imagine confiar a sua vida a um algoritmo, sem ter o poder de controlar o próprio destino. Esta é a sensação. 

Porém, todas as vezes que voamos de avião, é exatamente isto que acontece. O avião fica boa parte no piloto automático, e os instrumentos são mais confiáveis do que os sentidos humanos. 

Nota: repare no Lidar, acima do carro. É tipo um raio laser, que fica girando e lendo o redor, 360 graus. Além deste, um carro autônomo tem várias câmeras e outros sensores.

Carros autônomos estão cada vez mais maduros, e daqui a não muito tempo passarão a fazer parte de nosso cotidiano. 

Sugestão: fazer um volante fake, tipo daqueles de carrinho de crianças, só para termos a sensação de que podemos fazer algo. 

Cadê o volante e os pedais?

Vide também:

https://ideiasesquecidas.com/2017/02/01/projeto-3-ensinando-um-carro-a-se-auto-dirigir

https://ideiasesquecidas.com/2016/12/23/como-ser-um-engenheiro-de-carros-autonomos-self-driving-cars/

Qual o valor de um símbolo

O primeiro lugar que fui visitar, de uma viagem corrida ao Vale do Silício, foi esse aí da foto.

Não é nada mais nada menos que uma casa comum, no meio de outras casas padrões americanas similares, sem cercas, com uma garagem, um jardim, um belo espaço interno.

Não havia nenhuma movimentação especial. Passaria batido, para um transeunte desavisado.

Porém, esta garagem tem um valor simbólico enorme. É a garagem onde Steve Jobs e Steve Wozniac começaram a montar os primeiros computadores da Apple Computers, em 1976. Escrevo essas palavras de um iPad, ouvindo músicas num iPhone e com um fone airPod. Como seria o mundo sem a tal reles garagem?

Para alguns, uma garagem comum. Para outros, um símbolo de uma das maiores revoluções dos últimos 40 anos.

“Estamos aqui para deixar uma marca no universo. Senão, por que estaríamos aqui?” Steven Paul Jobs, 1955-2011.