Artigo sobre torre de controle

Publiquei um artigo na revista Mundo Logística deste mês, sobre a nossa Central de Monitoramento Logístico, com o apoio do time do projeto.

Foi um mega projeto que envolveu criar toda a infraestrutura de comunicação (torres e repetidoras), o software de gerenciamento de eventos e a inteligência matemática para distribuição dos veículos.

Estamos à disposição para compartilhar ideias a respeito.

https://revistamundologistica.com.br.

Os 7 fatores de sucesso de uma startup

Peter Thiel é co-fundador do PayPal e um investidor de risco em diversas empresas. Ele foi um dos primeiros investidores do Facebook (tem até uma cena no filme “A rede social” que cita Thiel).

O livro “De zero a um” é baseado num curso que ele deu. Um dos alunos fez uma transcrição tão bem feita, que o pdf do curso acabou vazando para o mundo, e virou o livro.

O nome se deve ao fato que de 1 a N é apenas incrementalmente bom, mas de Zero a Um, é infinitamente melhor.

Na imagem a seguir, Thiel lista os 7 fatores de sucesso de uma startup. É difícil ter todos, se tiver uns 5 já é potencialmente muito boa.

Para fechar, uma citação que ficou famosa: “o próximo Bill Gates não criará um sistema operacional, o próximo Larry Page ou Sergey Brin não desenvolverá um mecanismo de busca e o próximo Mark Zuckerberg não criará uma rede social”.

Alguns links:

https://www.livrariacultura.com.br/p/livros/administracao/empreendedorismo/inovacao-empresarial/de-zero-a-um-42744219

Um pavão na terra de pinguins

Um pavão muito talentoso é convidado a trabalhar na terra dos pinguins. Estes dominavam o Mar das Organizações, são altos executivos, sempre no poder.

A empresa falava de meritocracia, diversidade e inovação, e isso empolgou o pavão.

No começo, foi tudo bem. Porém, ficou claro que o pavão era diferente.

Começaram a surgir críticas:

– Você fala alto demais, tente maneirar!

– Sua cauda aberta ocupa muito espaço, deixe fechada!

– Suas penas são muito coloridas, use este terno de pinguim!

Quanto ele deveria mudar para se adequar às normas sociais?

O pavão acabou demitido… mas ele, e outras tantas aves, encontraram o seu lugar na vasta Terra da Oportunidade, onde pelo menos eles poderiam ser eles mesmos.

Vi num sebo o livrinho “Um pavão na terra de pinguins”. Não tive dúvidas, afinal, este foi uma recomendação do prof. Carlos Viveiro.

Bons hábitos precisam de um gatilho

Bons hábitos são essenciais para atingir objetivos.

Uma dica que gosto é a de criar gatilhos para disparar hábitos. São associações simples e únicas.

Por exemplo. Todas as vezes em que estou num avião, leio um livro (de preferência, físico).

Já que o celular tinha que ser desligado mesmo, era uma chance de ter muita concentração.

Acabei de ler o muito bom livro “Inovação holográfica”, de Charles Bezerra. Este fala que vemos o mundo de forma fragmentada, a Lei do esforço reverso (quanto mais desejamos fazer algo, menos teremos sucesso), ação gentil e harmonia.

Hoje em dia, as pessoas podem usar o celular em modo avião. Contudo, prefiro deixá-lo desligado, e devorar um livro no trajeto…

Agradecimentos ao Rogerio Salamuni pela indicação do autor.

Genial. Visionária. Fake. Sociopata.

Elisabeth Holmes abandonou Stanford aos 19 anos para mudar o mundo. Fundou a Theranos, que prometia algo fantástico: com uma gota de sangue, fazer 200 exames laboratoriais num equipamento que cabe numa mesa, a um custo menor do que os laboratórios tradicionais. Com este, seria possível levar diagnósticos de qualidade para todos. Holmes era o Steve Jobs de saias. Ela arrecadou US$ 1 bilhão em funding. O valuation da empresa chegou a US$ 9 bi.

E qual o problema? O problema é que o Edison (nome do equipamento) nunca funcionou. Era uma fraude.

O documentário “The Inventor”, da HBO, conta a história da startup. Vale a pena assistir, tem detalhes bizarros.

A começar, pela personagem. Holmes é uma moça loira, com olhos grandes e azuis, um rosto bonito, mas nada feminino. As roupas são sempre pretas e de gola alta, sem gênero. Ela diz ter 150 conjuntos da mesma roupa, como o seu ídolo Steve Jobs. Um grande choque ouvir ela falar: uma voz grave, grossa, totalmente em desacordo com o esperado.

O documentário mostra o esforço dos técnicos e cientistas em criar o equipamento, e todos os problemas operacionais: centrifugar o sangue, possíveis quebras de peças, dificuldades de higienização do equipamento. Desafios que se mostraram impossíveis de encapsular numa caixa.

Assim como Thomas Edison, inventor da lâmpada e de centenas de outros aparelhos, aparentemente o lema “Fake it until you make it” se aplicaria à Theranos. Bastaria força de vontade, pessoas capacitadas, e com o tempo, a solução surgiria. Porém, parte “fake it” foi se tornando uma bola de neve de mentiras. Um acordo com a rede de farmácias Walgreen levou as soluções da Theranos a todos os EUA. Como o Edison não funcionava, grande parte dos exames era do jeito tradicional mesmo: com uma seringa, e em equipamentos já consagrados. E, ao invés da parte “make it”, eles dobravam a aposta, com a adição de mais e mais testes possíveis no catálogo, a fim de conseguir mais verba para continuar a operar.

A farsa do Edison, a diluição do sangue dos pacientes para os exames e a inacuracidade de testes incomodou os muitos funcionários sérios que tinham ciência destes. Alguns começaram a sair e a delatar a empresa, que respondeu com ameaças e processos da banca de advogados mais cara dos EUA.

No final do documentário, quando já estava evidente que havia sérios problemas, ela aparece num show, mentindo descaradamente: não havia problemas, o Edison funcionava perfeitamente. Ela não apresentava nenhum sinal de que estivesse mentindo, o que me lembrou a tese do livro “Talking to strangers”, de Malcolm Gladwell.

Outra nota bizarra é que Holmes tinha um namoro secreto com o executivo chefe da empresa, que sempre reforçava os planos dela (e está sendo igualmente processado). Dividiam uma mansão, ao que parece.

Parece que até a voz grave dela é fake. Dizem que, quando bêbada, a máscara caía, e a voz era mais próxima à de uma bela moça de sua idade. Até isso fazia parte do personagem criado.

Sociopatia é a falta de empatia para com o próximo, além de outros sintomas. A empresa dela deu milhares de diagnósticos não confiáveis, podendo ter prejudicado a vida das pessoas. Vale usar as pessoas como cobaias para atingir um sonho?

A história é tão surreal, tão absurda, que parece roteiro de filme de Hollywood. E realmente vai virar um filme, com Jennifer Lawrence no papel de Holmes!

Referências:

Bad Blood: Secrets and Lies in a Silicon Valley Startup, John Carreyrou

The dropout, podcast, https://abcnews.go.com/Business/nightline-documentary-podcast-dropout-story-elizabeth-holmes-theranos/story?id=60365362

The inventor, out of blood in Silicon Valley, documentário da HBO.

https://www.hbo.com/documentaries/the-inventor-out-for-blood-in-silicon-valley

Sobre o projeto dos Bonecos de Neve no Brasil

No último fim de semana, bonecos de neve pequenos, médios e um gigante invadiram a Av. Paulista, em SP. Os bonecos vieram do Japão, da província de Hokkaido, ao norte e muito frio.

A reportagem a seguir, do Fantástico, mostra desde a montagem dos bonecos até a chegada ao Brasil….

Alguns pontos:
– Nota-se o cuidado extremo ao proteger os bonecos para o transporte logístico,
– Japonês é precavido. O boneco gigante tinha um corpo e uma cabeça reservas, no caso de alguma dessas peças virem trincadas,
– Principalmente as crianças adoraram os bonecos de neve.

Eu não ajudei em nada, mas o meu primo Fábio Tagini foi um dos responsáveis pelo projeto – fica aqui registrado o parabéns pelo trabalho.

A neve derrete, a lembrança fica.

Tik Tok e o ecossistema chinês de inovação

Uma nova rede social vem surgindo fortemente no Brasil. uma tal de Tik Tok.

Há mais de um ano, esta já era febre na China. São vídeos muito curtos, de 6 a 15 segundos. É só deslizar o dedo na tela e trocar para outro vídeo. Como são vídeos muito curtos, o foco é humor .

O modelo chinês é o de proteger o seu mercado, e normalmente há uma cópia chinesa para cada grande serviço americano original: o WeChat no lugar do Whatsapp, a Didi no lugar do Uber, o AliBaba no lugar da Amazon, a Xiaomi no lugar da Apple, etc…

Porém, com a Tik Tok é o oposto, é ela que está desbravando um território novo.

Visitei a ByteDance, fabricante da Tik Tok, há um ano, no programa Missão China da StartSe. Vi uma empresa de tecnologia gigantesca – uns 50 mil funcionários e 4 bilhões de dólares de receita, utilizando maciçamente inteligência artificial para fazer reconhecimento de imagens e melhorar os algoritmos de recomendação.

O resultado está aí.

O futuro é asiático.