Giro um simples compasso com todos os aviões do mundo

O aplicativo Flight Radar é bastante útil, para quem viaja de avião frequentemente.

Este apresenta todos os aviões do mundo em tempo real, na palma do seu celular. Numa folha qualquer eu desenho um avião de partida…

Por exemplo, a figura mostra um avião partindo do Aeroporto de Guarulhos, em SP. Entre as nuvens vem surgindo um lindo avião rosa e grená..

A grande utilidade para o usuário é que dá para ver quais aviões estão realmente chegando no seu aeroporto. Isso é uma informação excelente, porque a companhia aérea nem sempre é transparente com a informação dos voos (principalmente se vai atrasar muito).


É lúdico dar um menos zoom e olhar o Brasil todo. Mesmo sendo muito cedo (7 da manhã de sábado, momento do print), há muito movimento aéreo no eixo Rio-SP, Brasília, e outros estados como MG, PR, SC, alguns no nordeste, etc.

Focando na Venezuela, nota-se nenhum voo indo para Caracas, sua capital, o que demonstra o “sucesso” do socialismo do séc. XXI.

Passando de uma América a outra num segundo, a do Norte parece um formigueiro, tão repleta de aviões.

Voando, contornando a imensa curva norte-sul, viajando Havaí, Pequim ou Istambul, passamos pela África e pela Europa. A discrepância econômica entre tais continentes é notória.

Giro um simples compasso e num círculo chegamos ao leste asiático, com intenso movimento no eixo Oriente Médio – Índia – Indonésia – China – Japão, e menos movimento na Ásia Central e arredores.

Um zoom nas Coreias do Sul e do Norte. A do Sul é um dos países mais desenvolvidos do mundo, o que reflete no intenso tráfego aéreo com a China, Japão, Taiwan e arredores.

A do Norte é o espaço vazio entre a Coreia do Sul e a China. Nem um único avião, o que demonstra o “sucesso” do socialismo do séc. XX.

Chegamos ao fim de nossa volta ao mundo num segundo. E o trecho da música que eu mais gosto mesmo é o seguinte:

“Numa folha qualquer
Eu desenho um navio de partida
Com alguns bons amigos
Bebendo de bem com a vida”

Trecho de Aquarela – Toquinho e Vinícius



Ideias técnicas com uma pitada de filosofia: https://ideiasesquecidas.com

Forgotten Math: https://forgottenmath.home.blog/

A próxima crise do Euro

A próxima crise a chegar, a da Itália, pode dar um fim definitivo ao sonho da moeda única europeia.

Vide por exemplo:

https://www.express.co.uk/news/world/1037766/italy-financial-crisis-recession-credit-crunch-budget-brussels-eu-euro-eurozone

https://www.express.co.uk/news/world/1038293/Eurozone-news-latest-growth-figures-italy-crisis-EU-news

 


 

Para mim, o Euro nunca fez sentido. É uma utopia, tanto quanto o estado de bem estar social. Utopias funcionam por um tempo, mas não a longo prazo.

 

Embora bonito, como toda utopia, há falhas seríssimas no conceito.

 

Os bancos centrais de cada país perdem consideravelmente sua independência, em termos de taxas de juros, possibilidade de desvalorizar a moeda, gerar inflação.

 

 

A Grécia, que tem uma economia minúscula, quase levou o Euro ao fim, em 2010.

 

 

A Itália, uma das maiores economias do mundo, precisará de um esforço absurdo para equilibrar contas.

 

 

No final das contas, a economia a longo prazo é como se fosse a economia doméstica.

 
Algumas pessoas têm alta capacidade de produção, recebendo proporcionalmente a isto. Outras têm menos capacidade.

 
Quando o forte e o fraco se juntam num grupo, ocorrem distorções.

 
Se o padrão de salário é nivelado por baixo, todos ficam mais pobres.

 

 

Se o padrão de salário é nivelado por cima, o menos produtivo torna-se caro demais – o efeito é um desemprego elevado na Itália, Espanha, Grécia.

 

 

O fraco acaba em débitos constantes até que um dia está em vias de não pagar a conta do aluguel e do restaurante.

 
Então o forte diz para o fraco: vou emprestar dinheiro, mas você tem que gastar menos, viver na austeridade. Parar de ir na pizzaria e tomar vinho. Passar a comer pão velho amassado e água torneiral. Mas vai continuar sem emprego porque os salários vão continuar altos para alguém tão improdutivo quanto você.

 

 

Em relação à taxa de juros, é como pegar dinheiro emprestado. O forte não precisa de dinheiro, então vai pagar poucos juros. Já o fraco precisa de dinheiro para investir em algo novo e sair do ciclo vicioso, então vai prometer juros maiores. Mas, se os juros estiverem atrelados ao forte, o fraco não vai conseguir crédito no mercado.

 

 

Efeitos: o forte fica fulo da vida por emprestar o seu suado dinheiro, e o fraco também fica fulo da vida por comer pão velho e continuar sem saída deste ciclo vicioso.

 
Se o mundo tiver sorte, o Euro acaba agora, com consequências terríveis no curto prazo, mas voltando ao que sempre deveria ter sido.

 

 

Se o mundo tiver azar, dão um jeito de remendar o Euro, via emissão de dinheiro, empréstimos, promessas de austeridade. Isto vai dar um alívio no curto prazo, mas vai empurrar o problema com a barriga, numa bola de neve que um dia vai explodir muito feio.

 
O meu palpite é que o Euro não vai acabar agora, porque vão dar um jeito de salvar.

 

É como um casamento. Brigam, mas a separação é muito forte para ocorrer de fato.

 

Porém vão continuar brigando e brigando por um bom tempo, pelos motivos diversos.

 

Por trás de tudo isto, está que a Europa está cada vez menos relevante, principalmente os países periféricos – onde falta pão, todos ralham sem ninguém ter razão.

 
Nota: Este é um tema confuso, e é claro que muita gente não concorda com os pontos acima (como o amigo Marcos Melo, que tem mais otimismo no Euro).

Mas, de qualquer forma, o mundo está numa fase estranha, desconhecida para todos.

Que fase…

 

 

Testamos a Rappi, o serviço de entregas

Cheguei em casa, já na hora da janta, e a fralda do nenê tinha acabado.

Em outros tempos, seria necessário pegar o carro, ir a algum supermercado ou farmácia e torcer para que tenha o produto, já que não sabemos mais viver sem fraldas descartáveis…

Hoje, eu testei o Rappi (https://www.rappi.com.br/).

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O conceito deste é bem interessante: entregar tudo.

É algo como Uber de motoboys + varejo online. Vira em mexe, tem algum motoboy com uma caixa de entregas laranja berrante pelas ruas de SP. O interessante é que já vi várias pessoas de bicicleta também.

Baixei o app do Rappi, criei minha conta, cadastrei o cartão.

Escolhi a fralda exatamente nas especificações de tamanho e marca que a minha esposa recomendou (óbvio que não sei nem o tamanho nem a marca).

O Rappi mostrava em tempo real os passos do motoboy: está se dirigindo à farmácia,

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Está realizando a compra,

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Está indo entregar o pedido…

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Em uns 40 minutos, terminado o jantar, a fralda estava em casa.

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Deixei um real de gorjeta pelo aplicativo e mais dois reais em moedas. Bastante eficaz.

Não à toa, o Rappi é um unicórnio (que tem valuation maior do que US$ 1 bilhão)…

Na China existe um conceito parecido. Alguns serviços (como a do supermercado Hema) entregam tudo em qualquer lugar em pouquíssimo tempo. Para tal, contam com um exército logístico: veículos, motoboys, ciclistas, etc…

Essas são as marcas da nova economia, em especial, o novo varejo.

 

Vide também:

 

https://ideiasesquecidas.com/2019/03/21/a-rappi-vai-concorrer-com-o-itau

Ideias técnicas com uma pitada de filosofia

https://ideiasesquecidas.com/

Tribo comunista x tribo capitalista

Imagine duas tribos, uma comunista (o Bananistão) e outra capitalista (o Trumpistão), cada qual com, digamos, 100 pessoas.
Imagine também que a renda de todos os membros de ambas as tribos seja a mesma: um punhado de frutas e dois peixes por dia.

 

 

Num belo dia, em ambas as tribos, surge um empreendedor com uma ideia brilhante: usar uma lança para caçar javalis.

 

 

Com o poder da lança, a distribuição de renda tinha mudado drasticamente. Uma única pessoa passou a ter muito mais renda do que as demais.

 

 

A tribo comunista era governada pela grande líder Barba. Vendo a situação, este criou um discurso de luta de classes. Era a “elite” contra o “povo”. Seria esta elite que estaria por trás dos infortúnios do povo. A elite não queria que o pobre comesse carne de javali, por isso o preço deste ser tão alto.

 

 

Com isto, eles exigiram que a lança do empreendedor pertencesse ao povo. Coletivização dos meios de produção, porque se o povo produz, a tudo ele pertence.

 

 

Ao coro de “Povo bom, rico mau! Povo bom, rico mau!”, o empreendedor entregou a primeira lança aos governantes. Algumas semanas depois, produziu e entregou a segunda lança, sem remuneração alguma, é claro. Depois da terceira lança confiscada, o empreendedor desistiu e voltou para a dieta à base de peixes.

 

O povo não fez muito bom uso das lanças. Um membro da tribo tentou caçar com a lança. Após uma batalha extenuante, finalmente conseguiu. Ao chegar à tribo, dividiu o javali com todos os outros integrantes, ficando apenas com uma fração da recompensa. Nos meses seguintes, este não mais se voluntariou a ir caçar, e nenhum outro o fez.

 

Já no Trumpistão, a desigualdade de renda também aumentou tremendamente. Porém o empreendedor teve a liberdade de fazer o que quisesse com os frutos de sua caçada. Trocou por muitos peixes e ainda sobrou. Contratou mão de obra para produzir lanças e ajudar na perigosa caçada ao javali.

 

 

Quanto mais pessoas aprendiam sobre a lança, mais o conhecimento se difundia, e mais as técnicas de produção e de caça eram aperfeiçoadas. Vendo o sucesso do empreendedor original, vários outros concorrentes surgiram, com tecnologias ainda melhores.

 

 

Como consequência, maior era a desigualdade social, porque uns poucos tinham mais do que o restante. Porém, a desigualdade sozinha nada significa, porque todos os integrantes da tribo se beneficiaram, mesmo que indiretamente, da fartura trazida pelas novas técnicas. O mais pobre não ficou mais pobre, pelo contrário, todos ganharam.

 

Outro fator, não menos importante. O empreendedor do Bananistão, ouvindo falar que teria aos seus meios de produção respeitados, migrou para para o Trumpistão, mais especificamente, um lugar chamado Vale da Areia, onde havia o tecnologia de ponta de lança. Sendo um engenheiro brilhante, contribuiu ainda mais para o desenvolvimento desta.

 

O Bananistão, agora com 99 membros, continua igual, com seu punhado de frutas e dois peixes por dia. Na verdade, está pior, já que as poucas lanças que existiam enferrujaram devido à falta de manutenção.

 

Já a tribo capitalista vem crescendo 7% ao ano. Novas técnicas foram sendo criadas: a rede de pesca, machadinha, novos modelos de fogueira e tantos outros. Frutas, legumes, peixe, javali, galinhas e iguarias de todo lugar estão à mesa dos habitantes de Trumpistão.

 

Por fim, o grande dirigente Barba afirmou que as condições de vida estagnadas do Bananistão são culpa do imperialismo.

 

“Povo bom, rico mau! Povo bom, rico mau!”

 

, gritavam as pessoas ao fundo.

 

 

 

Um Cisne Negro paira sobre a China

O todo-poderoso império chinês foi apresentado em uma série de posts (vide aqui, aqui e aqui). Este último post fecha a série.
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A China é segunda maior economia do mundo, caminhando fortemente para ser a primeira. Um bilhão e meio de habitantes. País que mais cresceu nos últimos 30 anos, retirando da pobreza absoluta 500 milhões de pessoas e dobrando o PIB per capita. A China tem programas internacionais de bilhões de dólares, como o One Belt One Road e o Made In China 2025…. perfeito, não?

Não, não é perfeito. O colosso chinês é reluzente, porém tem rachaduras em suas fundações. É como um castelo magnífico, alto o suficiente para eclipsar todos os outros prédios: suas portas são da melhor madeira nobre, o mármore de seu piso é da mais alta qualidade, os detalhes são feitos de ouro e de pedras preciosas. Porém, tudo isto suportado por fundações mal executadas, erguidas às pressas e cheias de falhas estruturais.

Um Cisne Negro gigantesco paira no ar…

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Cisne Negro é um evento de baixa probabilidade e impacto enorme, como um terremoto, ou como a crise mundial de 2008. Para saber mais sobre o assunto, recomendo este link, ou este.


Motivo?

São vários motivos. Em poucas linhas:

O Estado chinês está presente em tudo, incluindo as empresas.
Apesar de privadas, a presença do Estado é muito forte. O Estado injeta uma quantidade absurda de dinheiro em suas campeãs nacionais.

Esta oferta de dinheiro abundante e barato faz com que os riscos sejam mascarados, e investimentos que nunca se pagariam tornem-se viáveis.
Isto também estimula a formação de mega empresas, que se tornam rapidamente too big to fail.

A pressa em investimento do governo nas últimas décadas levou à capacidades de produção assombrosas, sem maiores preocupações com a qualidade e a excelência técnica (atualmente estão correndo atrás do prejuízo, melhorando a técnica, diminuindo a capacidade, olhando para a poluição).

Efeito: A China produz, anualmente, 50% do aço do mundo! Sua produção é 10 vezes maior do que a dos EUA. Há assombrosos 150 milhões de toneladas de capacidade ociosa que eles querem cortar!

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Com relação ao cimento, mais da metade do cimento do mundo é produzido na China. Em três anos, a China consumiu mais cimento do que em 100 anos nos EUA!

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Há obras extravagantes e duplicadas. Um exemplo é uma réplica da Torre Eiffel e complexo residencial, construído em Hangzhou para 10 mil pessoas, mas que atualmente está esparsamente ocupada.

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Outro exemplo. A cidade de Wuhan planeja construir metrô, dois aeroportos, um novo distrito financeiro, um distrito cultural e uma torre comercial tão alta quanto o Empire State, a um custo de 120 bilhões de dólares…

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Capitalismo de Estado, empreendimentos megalomaníacos, lembram os malfadados investimentos de Eike Batista e suas empresas X: OGX, CCX, e outras, só para fazer uma analogia.

Obesidade: Fazendo uma analogia, imagine alguém que passou por subnutrição por toda a infância e adolescência. Na idade adulta, este enriqueceu, e agora pratica o exato oposto, a supernutrição, mesmo já obeso além da conta. Tanto a subnutrição quanto a supernutrição são nocivas a seu modo.

Shadow Banks
Para financiar tais empreendimentos, há os bancos oficiais, mas também há uma série de bancos que atuam de forma pouco transparente, os chamados “shadow banks”. Estes seguem poucas regras claras, o que permite que financiem  empreendimentos de retorno duvidoso.


O que fazer com tal capacidade ociosa?

O ciclo vicioso está em não deixar a economia desacelerar, por conta da ameaça de desemprego. Isto significa mais investimentos, já que o consumo interno não é suficiente. Coloco mais dinheiro em estradas, portos, ferrovias e cidades, para que estes possam produzir mais, e com isto tenho capacidade para produzir mais outras estradas, portos, ferrovias e cidades.

Porém, investir por investir não faz sentido, o investimento tem que valer a pena. Os retornos dos investimentos estão cada vez menores, o que é natural, porque as frutas mais acessíveis já foram colhidas: a primeira estrada tem muito mais valor do que a segunda estrada no mesmo lugar.

No fechar do dia, o investimento tem que se pagar. É como alguém que toma emprestado hoje com a promessa de um bom investimento, e quer pagar amanhã. Chega amanhã, toma outro empréstimo, e assim sucessivamente, uma bola de neve.

Faz pelo menos uns 10 anos que economistas vêm falando de uma crise na China, que nunca ocorreu. Aqui, cabe o problema do Peru, que ilustra a noção de que o passado não explica o futuro:

Um peru é alimentado por 999 dias consecutivos, e nada de mal lhe ocorreu até hoje. Ele está seguro e confiante de que o dono gosta dele. Porém, amanhã, o dia 1000, é o dia do Natal. Adivinha quem vai para o forno?

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Falando em Peru, quem vai pagar o pato?

O risco de crise bancária mundial é remoto, devido à elevada poupança interna chinesa, atualmente por volta de 40% do PIB. Outro fator é a impossibilidade de os poupadores chineses investirem suas economias em outros países.

Pelo motivo acima, dificilmente haverá uma crise internacional de grandes proporções.

Entretanto, causas geram consequências. É difícil imaginar que não haverá efeito algum, dado tamanho desbalanço de contas.

Provavelmente, quando o inevitável ajuste chegar, as famílias chinesas serão chamadas a cobrir o rombo. Provavelmente não haverá uma explosão, afetando o mundo todo, mas sim algo parecido com uma implosão, causando problemas internos.

Este processo pode ser bem conduzido, minimizando danos, ou não, ferindo ou não vários no caminho. Não é possível prever como será. Talvez um destino como o do Japão, saindo de um crescimento exponencial para duas décadas de economia patinando sem sair do lugar (mas mesmo assim, é a terceira economia do mundo).

O que sei é que ninguém gosta de ter a poupança de uma vida toda afetada por decisões de outrem. Isto pode causar distúrbios na Harmonia, que é um dos pilares de sustentação do país, causando problemas aos governantes chineses e em seu mandato dos céus.

O que leva à conclusão: não é nada fácil ser um chinês

Mas, pensando bem, também não é nada fácil ser brasileiro. A hiperinflação dos anos 80 foi um aspirador da poupança das famílias brasileiras, e por consequência, do futuro do país. O Plano Collor dos anos 90 foi mais direto e radical, prendeu a poupança das famílias nos bancos. (Vide o Índice X-Men de hiperinflação dos anos 80). Daqui para a frente, pós eleições, sabe-se lá o que virá…

E, outra coisa, não há para onde correr. O colosso americano também tem as suas rachaduras estruturais, assim como os europeus, japoneses, etc…

Conclusão final: Não dá para ganhar, não dá para empatar e não dá para sair do jogo. O negócio é deixar a vida te levar, um dia após o outro.


Fontes:

https://ideiasesquecidas.com/2019/05/10/o-que-e-antifragil/

Livro: Economia Chinesa, Roberto Dumas Dantas, editora Saint Paul

https://www.forbes.com/sites/niallmccarthy/2018/07/06/china-produces-more-cement-than-the-rest-of-the-world-combined-infographic/#1c7b11ef6881

https://www.nbcnews.com/news/photo/eiffel-tower-replica-looms-over-chinas-parisian-style-ghost-town-flna6C10833193

http://www.eiiff.com/savings/china/rates.html

https://qz.com/699979/how-chinas-overproduction-of-steel-is-damaging-companies-and-countries-around-the-world/

https://www.nytimes.com/2011/07/07/business/global/building-binge-by-chinas-cities-threatens-countrys-economic-boom.html

https://www.worldsteel.org/media-centre/press-releases/2018/World-crude-steel-output-increases-by-5.3–in-2017.html

https://www.nytimes.com/2016/02/23/world/asia/china-economy-overcapacity.html

http://www.chinadaily.com.cn/business/2014-08/04/content_18243657.htm

http://www.global-labour-university.org/fileadmin/GLU_conference_2016/papers/3A/Xingguo.pdf
http://www.eiiff.com/savings/china/rates.html
https://www.businessinsider.com/fake-chinese-buildings-that-look-like-the-world-famous-originals-2015-7#one-development-company-started-building-a-fake-paris-back-in-2007-in-hangzhou-in-the-zhejiang-province-complete-with-a-scaled-eiffel-tower-although-it-was-designed-for-10000-people-the-development-is-sparsely-populated-and-is-now-considered-a-ghost-town-according-to-reuters-6

​ O que é a “Tragédia dos comuns”?

Resumo em uma frase: “O que é de todos, é de ninguém”.

É um termo muito comum em economia, e descreve a situação em que um bem público (que é de todos) acaba completamente esgotado exatamente por ser de todos – e consequentemente, de ninguém em particular.
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O exemplo clássico é um campo de pastagem, livre para que vários pastores a usem livremente. Como o uso é liberado, o incentivo de cada pastor é usar o máximo possível do campo para as suas ovelhas e gastar o mínimo possível de seu tempo na manutenção do campo. Todos acabam fazendo o mesmo, e o campo acaba completamente devastado. O ganho é privado, as despesas são compatilhadas.
O paradoxo da situação é que, se é público e é de todos, todos deveriam cuidar do mesmo. O que acontece, entretanto, é o exato contrário: ninguém vai cuidar do bem público como se fosse o seu próprio.
Ilustra dois conceitos fundamentais da Economia:
  • Escassez, e
  • Pessoas respondendo a incentivos.
Foi inicialmente proposto com este nome pelo ecologista Garrett Hardin (1915 — 2003), num artigo de 1968.

Posts da série Iniciantes – aproveitando que a Wikipédia já não explica nada de forma simples e objetiva.