Você pode (e deve) gerenciar o seu chefe

Como assim, não é o chefe que te gerencia? Sim, porém, podemos tornar o trabalho do chefe mais efetivo, segundo o grande Peter Drucker:

– Perguntar, uma vez por ano, o que posso fazer para ajudar no seu trabalho.

– Não há duas pessoas com as mesmas habilidades. A tarefa do subordinado não é reeducar o chefe, mas permitir que ele performe o máximo de si. Como um time, maximizar forças e diminuir fraquezas.

– Manter o chefe informado. Nunca o colocar numa situação de surpresas.

– Nunca subestime o seu chefe.

Há mais do que um chefe numa organização. Um chefe é qualquer um que tem o poder e influência sobre seu trabalho.

Por minha experiência própria, até mesmo os Brigadeiros da Aeronáutica são abertos a objeções do 1o Tenente, contanto que tenha embasamento técnico, lógico, e que seja respeitoso (como devemos ser com todos).

Gerenciar o chefe é a segunda dica que mais gosto em seu livro “Management”, publicado originalmente em 1973 e relançado muitas vezes.

Peter Drucker não é velho. É clássico. Clássicos são imortais.

As 7 fontes de inovação

O grande Peter Drucker destacou 7 fontes de inovação.

Alguns exemplos práticos:

O inesperado. Para mim, era apenas mais um post, porém teve um que gerou muitos bons feedbacks. Analisando, o assunto tinha o foco bem específico para um nicho. Aprendi o poder do foco.

A incongruência. Numa fábrica, notei que o operador enviava metade da informação pelo sistema, e outra metade ele imprimia em papel e entregava em mãos. Ora, pedi para a equipe inserir um campo a mais no sistema, e a papelada nunca mais circulou.

Novo conhecimento. Há uns dois anos, a nossa TI propôs um programa de visualização de dados (como Tableau, Qlik, no caso Spotfire). Ajudei a abraçar e divulgar a ideia. O novo software pegou muito forte e virou padrão.

Portanto, fique atento ao inesperado, incongruências e outras fontes de inovação.

A missão deve caber numa camiseta

Diz o grande Peter Drucker que a missão da empresa deve caber numa camiseta.


Escreva sua missão numa camiseta.

Por exemplo: qual a missão pessoal deste que vos fala?
Em uma frase: trazer o fogo dos deuses para mundo dos seres humanos.


Interpretando, significa traduzir ideias que podem ser bastante abstratas em ações exequíveis para as pessoas normais. O como faço isto é através de uma quantidade infindável de estudos (leio um livro por semana), trabalho duro e dedicação passional por esta causa.

Prometeu, um titã da mitologia grega, roubou o fogo dos deuses e deu para o ser humano.

O titã pagou um preço altíssimo pela ousadia. Foi acorrentado a uma rocha, e todos os dias, um pássaro vinha devorar o seu fígado, que regenerava para ser destruído no dia seguinte.


Prometeu acabou sendo resgatado pelo herói Hércules, alguns milênios depois.

O seu esforço, enfim, valeu a pena. Com o domínio do fogo, o ser humano conseguiu ser o mestre do planeta Terra e impulsionar o seu avanço para ser o que é hoje.

Ação prática: escreva a sua missão numa camiseta.
E um posfácio do mestre Drucker: Nunca subordine a missão para conseguir dinheiro.


Ideias técnicas com uma pitada de filosofia:

https://ideiasesquecidas.com/

Um trabalho ruim custa o dobro do preço de um trabalho bom

Um trabalho ruim é menos demandante do que um trabalho bom, talvez uns 50% a menos – em termos de qualidade de materiais, esforço, tempo de projeto e know how das pessoas envolvidas.

Entretanto, o trabalho bom vai atingir os seus objetivos com maior acurácia e durar muito mais tempo.

Enquanto isto, o trabalho ruim vai ter que ser refeito, na melhor das hipóteses, ou completamente descartado, retornando à estaca zero.

O trabalho ruim certamente sairá mais caro no final, contando o ciclo de vida inteiro, e não apenas o esforço inicial.

Ação: Faça o melhor trabalho possível, não importa o quão pequeno ele seja.

Gosto muito das palavras de Peter Drucker, sobre a busca obstinada da perfeição em seus trabalhos. Ele conta a história a seguir.

Fídias foi o maior escultor da Grécia Antiga, responsável por obras que ainda hoje estão no teto do Parthenon, em Atenas, e são consideradas as maiores esculturas da tradição ocidental.

As estátuas foram admiradas universalmente, mas quando Fídias apresentou a conta, o contador da cidade se recusou a pagá-la. “Estas estátuas estão no alto do templo, e no monte mais alto de Atenas. Ninguém pode ver nada, exceto a parte frontal dela. Entretanto, você está cobrando pela escultura toda, ou seja, por esculpir a parte de trás, que ninguém pode ver”.

“Engano seu”, Fídias retorquiu. “os Deuses podem vê-las”.

Trecho de “O melhor de Peter Drucker: homem, sociedade, administração”


Ideias técnicas com uma pitada de filosofia:

https://ideiasesquecidas.com/

Peter Drucker sobre as fontes de inovação

O grande Peter Drucker pontua sete grandes fontes de inovação sistemática, em seu livro “Inovação e espírito empreendedor”.

1. O Inesperado – o sucesso inesperado, o fracasso inesperado, o evento externo inesperado

2. A Incongruência – entre a realidade como ela é de fato, e como se esperava que ela fosse

3. Necessidades do processo

4. Mudanças na estrutura do setor industrial

5. Mudanças demográficas

6. Mudanças em percepção, disposição e significado

7. Conhecimento novo, nova tecnologia

Um exemplo de inovação vindo do inesperado: tentando criar uma supercola, o pessoal da 3M criou o inverso, uma cola que descolava facilmente. Ao invés de jogar fora o experimento, como fariam quase todas as outras empresas, criaram o Post-It!

Para fechar, nada melhor do que a frase de Lois Pasteur: “O acaso favorece a mente preparada”.


Ideias técnicas com uma pitada de filosofia:

https://ideiasesquecidas.com/

Análise de resultados

Todo começo de ano, a mesma coisa: promessas e desejos a serem perseguidos durante o ano.

Porém, poucos fazem o fechamento deste ciclo no fim do ano: apurar as metas prometidas.

Eu diria que muita gente nem lembra das metas do início do ano… eram apenas boas intenções, nunca foram muito além disso, para a grande maioria das pessoas. Para as pessoas que realmente querem atingir suas metas, peço para que continuem a ler o texto.

Chamo a ajuda do grande mestre da Administração, Peter Drucker, para explicar o seu “feedback analysis”. Estes são alguns trechos de seu livro, “Gerenciando a si mesmo”:

Quais os seus pontos fortes?

Muita gente acha que sabe no que são bons. Eles estão normalmente errados. Mais frequentemente, eles eles sabem no que não são bons. Entretanto, as pessoas conseguem performar apenas nas suas forças. Não é possível performar nas fraquezas, muito menos em algo que a pessoa é totalmente incapaz.

A única forma de descobrir suas forças é através da análise de feedback. Sempre que você tomar uma decisão ou ação chave, escreva o que você espera que acontecerá. Um tempo depois, digamos 9 a 12 meses, compare os resultados com as expectativas.

Praticado consistentemente, este método simples mostrará, em pouco tempo, talvez dois ou três anos, onde estão as suas forças – e isto é o mais importante a conhecer. O método mostrará o que você está fazendo ou falhando em fazer que te priva do benefício total de suas forças. E, finalmente, mostrará onde você não é particularmente competente e não pode performar.

Na análise, responda às seguintes perguntas:

  • Quais os resultados que sua habilidade gerou?
  • Que habilidades você deve desenvolver para melhorar os resultados desejados?
  • Quais os hábitos improdutivos que estão atrapalhando sua performance?

A pessoa deve gastar o mínimo esforço possível em melhorar áreas de baixa competência. Requer muito mais energia e trabalho para melhorar de incompetência para mediocridade do que de performance de primeira para excelência.

Energia, recursos e tempo devem ser focados em transformar uma pessoa competente numa de performance espetacular.

Livro: Managing Oneself, Peter F. Drucker.