Os titãs dos quadrinhos

Recomendação de livros para o final de semana: as biografias em quadrinhos de Stan Lee e Jack Kirby, duas lendas que revolucionaram os quadrinhos nos anos 60 e 70!

Devemos à eles a criação de personagens como o Quarteto Fantástico, os Vingadores, os X-Men, o Homem-Aranha, Homem de Ferro, Dr. Estranho, os Vingadores e muitos outros.

Stan Lee é figura mais conhecida, devido às aparições frequentes em filmes do Universo Cinemático Marvel. É o velhinho simpático da foto, e de certa forma, o rosto da Marvel nos últimos quarenta anos.

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Já Jack Kirby é o gênio criativo por trás dos fantásticos desenhos que enchiam os olhos de milhões de crianças e adolescentes, este escriba incluso.

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Porém, a história real nunca é tão perfeita quanto na nossa imaginação. A “casa das ideias” da Marvel teve uma série de problemas. Listando rapidamente algumas curiosidades.

  • Jack Kirby criou o Capitão América, nos anos 40, com Joe Simon, em outra editora. Posteriormente, o Capitão foi incorporado à Marvel.
  • Os heróis de Stan Lee tinham a característica de serem humanos, falíveis e com pontos fracos. O Homem-Aranha, por exemplo, é um garoto franzino, azarado e que precisa trabalhar de fotógrafo freelancer para fechar as contas. Outra característica de Stan é muito humor.
  • Os heróis da geração anterior, sendo o Superman o mais emblemático, eram superhumanos beirando a perfeição. É reflexo do zeitgeist da época, que vai mudando com o tempo.
  • A Marvel ganhou uma fatia enorme de mercado nas décadas seguintes, mas o mercado é cíclico – concorrentes copiam a fórmula, outras mídias ganham espaço, etc…
  • Jack Kirby e Stan Lee tiveram a primeira grande contribuição juntos no Quarteto Fantástico.
  • Kirby, com o passar dos anos e com o sucesso dos personagens, começou a se incomodar com o método de Stan Lee. Ambos discutiam brevemente o enredo, Kirby idealizava e desenhava tudo, e Stan preenchia os diálogos. Kirby ficava com uma porção enorme do trabalho, mas os créditos eram sempre para Stan como escritor e ele como desenhista. Quanto ao pagamento, ele recebia apenas como desenhista, embora tivesse feito grande parte do roteiro.
  • Steve Ditko, o criador do Homem-Aranha junto com Stan, também ficava incomodado em estar fazendo quase todo o trabalho e levando pouco crédito. Ditko chegou a nem falar mais com Stan, e saiu da Marvel na primeira oportunidade que teve.
  • No começo, Kirby era uma explosão de criatividade, propondo personagens fantásticos e cenários os mais criativos possíveis. Exemplo: ele criou sozinho o Surfista Prateado, mas como sempre, o crédito foi para Lee indiretamente. Chegou uma hora que ele continuou criando, mas guardando os melhores para si mesmo, para usar em outra ocasião.
  • Finalmente, Kirby saiu para a rival DC, onde utilizou parte do material guardado anos antes para criar Os Novos Deuses, Darkseid e outros. Porém, Kirby passou poucos anos na DC e retornou à Marvel, em seu retorno criou Os Eternos (que virou filme recentemente).
  • O material de Jack Kirby sozinho é visualmente muito bonito, porém, nitidamente as histórias eram inferiores ao trabalho junto com Stan Lee – mostrando que realmente a amálgama entre ambos é que criava uma magia incomum.
  • Jack Kirby morreu em 1994, não chegou a ver suas criações nas telonas. Ele não tinha nenhuma porcentagem de royalties sobre os personagens, era amargurado por isso e chegou a passar mal ao ver brinquedos do Capitão América à venda. Kirby é relativamente desconhecido do grande público, ao contrário de Stan Lee, que tem até versões de si em action figure.

Funko Stan Lee

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  • Stan Lee virou editor, contratou uma série de novos roteiristas e desenhista, e em meados dos anos 80 dedicou muito tempo a ser a “cara” da Marvel, em palestras por todo o país. Um sujeito energético, engraçado, capaz de contar histórias que entretém multidões, e com um ego de alguém que gosta de aparecer.
  • Os X-Men originais nunca foram muito bem, e até tiveram a revista cancelada. Nos anos 70, com a internacionalização forte dos quadrinhos, os editores queriam um grupo com personagens de várias nacionalidades. O escritor Len Wein então reformulou os X-Men, com novos integrantes como o Noturno (Alemanha), Colossus (Rússia), Wolverine (Canadá) e Tempestade (África). Pouco após, foi com o escritor Chris Claremont que os X-Men ganharam histórias de altíssima qualidade, aumento expressivo de vendas e as características que conhecemos hoje e foram inspiração para o cinema.
  • Stan Lee continuou trabalhando em projetos diversos até o fim da vida, incluindo um com a DC Comics. Ele conseguiu fama e fortuna, ao contrário de Kirby e da imensa maioria dos roteiristas e desenhistas com quem trabalhou.
  • A Marvel Comics foi sendo comprada por inúmeras editoras, e estava perto de um beco sem saída, quando os filmes de seus superheróis começaram a fazer sucesso no cinema, notadamente o Homem-Aranha e os X-Men de meados do ano 2000. Após o sucesso inicial, filmes diversos começaram a surgir na sequência.

Um enorme OBRIGADO ao gênio criativo de Stan Lee, Jack Kirby e tantos outros, e vejamos as cenas dos próximos capítulos.

Princípios Para O Sucesso – Ray Dalio

Os Princípios, do legendário Ray Dalio, é sempre uma leitura a ser recomendada.

Ray Dalio é, literalmente, um homem de 20 bilhões de dólares, que é o montante gerido pela sua empresa, a Bridgewater. Então, nós pobres mortais, podemos tirar algum aprendizado útil de sua visão de mundo.

Divulgando aqui. A versão ilustrada está em promoção, pela Amazon, por apenas R$ 20,00. É uma simplificação da versão full, e comprei para as minhas filhas lerem futuramente.

Nesta, é como se Dalio, do alto dos seus 70 anos, estivesse no topo de uma montanha, olhando para o caminho, e dizendo: tome cuidado aqui; espera-se alguns percalços acolá e alívio logo a seguir, etc.

Fica a dica.

Versão ilustrada:

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Versão full:

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O Cultura Pass e o último suspiro

Estou experimentando o programa “Cultura Pass”, da Livraria Cultura – https://www3.livrariacultura.com.br/Cultura-Pass.

Funciona assim: por um valor mensal de R$ 14,90, o usuário pode pegar livros emprestados nas livrarias físicas (devolução em até 30 dias), e utilizar o serviço Ubook Select, da plataforma de audiolivros Ubook.

É a última tentativa da Livraria Cultura, um movimento desesperado para fazer os leitores retornarem às lojas físicas.

Sobre os empréstimos

Para leitores vorazes como eu, vale a pena. Qualquer livro interessante custa uns R$ 50 em média, podendo variar de uns R$ 30 até mais de R$ 100. Um título só já vale dois ou três meses da assinatura. Outra coisa útil é o prazo de 30 dias para devolver – a escassez de tempo evita que o livro fique na estante intocada até o fim dos tempos.

Sobre os títulos disponíveis, a Liv. Cultura não tem mais a exuberância de antigamente. Lembro de ter diversas raridades na seção de matemática, umas 5 estantes cheias de títulos tão variados quanto Cálculo, Teoria dos Jogos e Diversões Matemáticas. Porém, ainda assim, há uma gama boa de títulos.

Sobre o Ubook Select

O Ubook é uma plataforma de audiolivros e ebooks, e o assinante Cultura Pass ganha uma assinatura “Select”. Eu não gostei dessa. Dos títulos disponíveis, apenas uma parcela pequena está aberta para a modalidade “Select” – apesar do nome pomposo, é uma seleção para baixo.

Eu até reclamei com o Ubook. Se for para oferecer tão pouco, melhor nem fazer.

Vale a pena?

Para o usuário, sim, principalmente o aluguel de livros. A parte do Ubook não vale a pena, é só um bônus.

Para a livraria, claramente não vale a pena virar uma biblioteca. Se valesse, muitas delas teriam feito este movimento antes. A Liv. Cultura só fez isso porque está atolada em dívidas, moribunda, é como um último suspiro.

Outro movimento que esta fez foi comercializar livros usados. “Sebo Cultura” é o nome do programa. Agora que o filé mignon está com a Amazon e outros players relevantes do e-commerce, a Liv. Cultura concorre em níveis menos nobres, de segunda categoria. Mesmo assim, a conta não fecha, o aluguel do espaço na Paulista é grande e nobre demais para comportar um sebo.

Portanto, a dica para os amantes de livros é aproveitar o Cultura Pass enquanto puder, pois não durará muito tempo.

Veja também:

Sapiens – os pilares da civilização

A dica desta Black Friday é o recém lançado “Sapiens – os pilares da civilização”, versão em quadrinhos da obra prima de Yuval Harari.

É o segundo volume de quatro. Este volume mostra a revolução agrícola, cerca de 12 mil anos atrás, como o homem dominou o trigo (ou será que foi o trigo que dominou o homem?), a domesticação dos animais – hoje temos mais de 5 bilhões de cabeças de gado, ovelhas e porcos, e 20 bilhões de frangos (seria isso um sucesso para os animais domésticos ou um fracasso?).

A agricultura permitiu que o ser humano se fixasse num lugar, ao invés da vida nômade, porém a armadilha da agricultura é que agora ele tinha que trabalhar exaustivamente mais do que o caçador coletor de antigamente, e o ganho de produtividade foi compensado pelo maior número de filhos a alimentar.

Os melhores locais para agricultura e o enorme trabalho de cultivo tornaram os terrenos naturalmente mais valiosos, de modo que a propriedade privada surgiu logo a seguir. Brigas entre vizinhos, também.

Os excedentes da agricultura também puderam suportar uma elite privilegiada. O Homo Sapiens demorou 300 mil anos para chegar à agricultura, e em meros poucos milênios, já surgiam grandes civilizações como a Babilônia antiga.

Para efeito de comparação:

  • Oásis de Jericó: 10 mil anos atrás, 1 mil habitantes
  • Mesopotânia: 5 mil anos atrás, 100 mil habitantes
  • Vale do Nilo: 4,5 mil anos atrás, 1 milhão de habitantes
  • Dinastia Qin (China): 2,2 mil anos atrás, 40 milhões de súditos

O trabalho tem desenhos magníficos como o seguinte.

Como fazer com que milhões e milhões de pessoas cooperem o mais pacificamente possível?

A resposta: através da ficção. O que seriam as leis, a ética social, e até as religiões, senão regras artificiais criadas pelos próprios seres humanos?

O código de Hamurabi, o do “olho por olho, dente por dente” foi um dos primeiros conjuntos de regras. A declaração de indepência americana, milênios depois, é outro exemplo.

Um último tópico neste resumo: os números. O cérebro das pessoas evoluiu para caçar e coletar, não para fazer contas exatas (até hoje, uma porcentagem enorme de pessoas têm dificuldade com matemática). Porém, a fim de organizar uma civilização gigantesca, é preciso registrar propriedades, produção, riqueza.

A invenção dos números é como se fosse um cérebro exterior, assim como a invenção da escrita.

“Sapiens” é uma obra monumental, abordando temas diversos desde o surgimento do homem até os dias atuais. É claro, para todos os tópicos há opiniões divergentes, e não precisamos concordar com tudo o que Harari descreve, precisamos mesmo é refletir sobre os temas e chegar à nossas próprias conclusões.

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Veja também:

Ruído: Uma falha no julgamento humano

Daniel Kahneman é o economista comportamental mais respeitado do mundo, conhecido pelo grande público principalmente pelo livro “Rápido e Devagar – Duas Formas de Pensar”.

“Ruído: Uma falha no julgamento humano” é o seu novo livro, escrito com Olivier Sibony e Cass Sunstein, este último coautor de Nudge, outro best-seller do tema.


Há uma série de falhas no julgamento humano.

Um juiz cansado (digamos, no final do expediente) é mais rigoroso do que ele mesmo descansado.

Uma moça jovem e bonita tem mais chance de sofrer sanções leves do que um homem, nas mesmas situações.

Humor, stress, fatiga, tudo isso influencia em nossos julgamentos, no dia-a-dia.


Tendência e Ruído

Porém, nem todos os erros de julgamento são iguais. Os autores distinguem dois tipos principais: Tendência e Ruído (Bias and Noise).

O primeiro é um erro sistemático. Digamos, um preconceito, uma mulher não contratada por ser mulher.

O segundo é um erro não sistemático, aleatório. Variações de um julgamento pelo humor do juiz. Sentenças muito diferentes para a mesma situação.

O erro tipo ruído não é tão fácil de identificar, mas existe e afeta a vida de todos nós.

Onde há julgamento humano, há ruído.

O livro mostra uma série de falhas devido ao ruído. Juízes falham, médicos falham, especialistas falham.


Impressões digitais

Um caso que achei extremo. Nós achamos que análise de impressão digital em crimes é bastante científica, mas mesmo nesse caso, há uma parte de julgamento humano. Os autores citam um experimento, em que a mesma amostra foi apresentada ao mesmo especialista, diversos meses depois, e cerca de 15% dos veredictos mudaram!

Há maior tendência de erros em casos mais difíceis. E também há o efeito do “Viés confirmatório”, para adequar a impressão ao contexto do crime cometido.

O mesmo vale para exame de sangue, ossadas e até DNA. Sempre há ruído.


Especialistas

Os especialistas erram previsões. O pesquisador Philip Tetlock, após duas décadas de estudo, concluiu que especialistas não são melhores do que chimpanzés ao fazer forecast.

Prever futuro é difícil. O principal problema não é errar, mas achar que é possível predizer.

Há elite dos especialistas, os superforecasters. Estes conseguem performance consistentemente melhor, mas não muito, e apenas no curto prazo.

Um problema de forecast é que a intuição do ser humano cria histórias narrativas coerentes, consistentes com a sua visão de mundo e com os fatos que conhece.

E uma análise puramente baseada em dados, se sairia melhor?


Sobre modelos numéricos

Segundo estudos citados no livro, algoritmos numéricos superam opiniões de médicos, consistentemente.

Um dos casos citados, forecast de performance de executivos na contratação, teve desempenho 77 por cento melhor do que avaliação subjetiva do RH.

Regressões simples e múltiplas são alguns dos métodos citados.

Entretanto, mesmo tais modelos têm limites. Modelos complexos demais, digamos não-lineares e com milhares de variáveis, não levam a ganho em previsão. O gap entre modelos complexos e simples é pequeno, de forma que não há ganho em complicar demais.

Os modelos também não conseguem pegar casos excepcionais.

Princípio do perna quebrada. Em análise de dados, há eventos causais que um modelo pode não capturar. Ex. Quando alguém vai ao hospital, diminui chance de ir ao cinema. Neste caso, é possível intervir manualmente no modelo e forçar a relação.

Um dos sucessos da Inteligência Artificial moderna é descobrir, naturalmente esses “broken legs”. É a “Ignorância Objetiva”.


A Ilusão da Validade

Imagine um jornalista fazendo uma entrevista sobre problemas políticos no Brasil. O primeiro entrevistado é um analista político bem articulado, e o segundo, um analista bastante tímido. Quem terá mais credibilidade aos olhos do espectador?

Agora, imagine que, ao invés de problema político, a TV está passando um jogo de xadrez. Por que o analista bem articulado teria alguma relevância maior do que o analista tímido, somente pela forma de se expressar?


E o que podemos fazer para mitigar os efeitos do ruído?

Algumas dicas:

  • Chamar outras pessoas para opinar.

  • Colocar a própria decisão de lado por um tempo e repensar. Você não é o mesmo em todo momento. Reavalie.

  • Auditoria do ruído. Criar forma de medir precisamente as decisões, depois submeter novamente o caso depois de tempo e em outro contexto, a fim de medir a variabilidade do experimento.

  • Higiene de decisão: ter um processo disciplinado e estruturado para tomada de decisões. Proteger decisão de fatores externos. Dividir problema em pedaços menores. Solicitar o julgamento de várias pessoas, de forma independente, de modo que a decisão de um não influencie o outro. Utilizar checklists. Diminuir velocidade da intuição (o sistema 1), deixar o racional (sistema 2) trabalhar.

  • Introduzir algoritmos de suporte, para decisão em conjunto com um especialista.

Este e demais trabalhos de Daniel Kahneman desmascaram uma série de vieses de comportamento, que são como armas para nos defender ou serem utilizadas. Um “não” não é sempre “não”, pode virar um “sim” dependendo do contexto e do ruído associado ao momento. O livro apresenta uma série de dicas práticas, para utilização imediata, a fim de chegarmos a conclusões consistentes.

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Veja também:
https://ideiasesquecidas.com/2018/03/02/%e2%80%8bskin-in-the-game-pele-no-jogo-de-nassim-taleb/

O Poder da Geografia – Austrália

Para os amigos que se interessam por Geografia e História, uma recomendação: “O Poder da Geografia”, de Tim Marshall, um dos maiores especialistas do mundo sobre o tema.

Neste livro, ele aborda a Austrália, Sahel, Grécia, Turquia, UK, Irã, Etiópia, Arábia Saudita, Espanha e o Espaço.

Segue um pequeno resumo sobre a Austrália.

A Austrália foi de lugar nenhum para ponto estratégico na história.

Perto da China, acesso aos EUA e ao Oceano Pacífico.

De ilha de prisioneiros a nação de primeiro mundo, multicultural.

Área desértica ocupa mais de 70 por cento da ilha. Todos os rios juntos tem vazão menor que Yang Tsé, por exemplo.

Sobre ondas de imigração. A primeira carga de prisioneiros chegou em 1788. Muitos brancos britânicos, depois aceitação maior de outros habitantes. A corrida do ouro ajudou a aumentar a imigração. Hoje, aumento da participação de asiáticos, como chineses, até pela proximidade.

A Austrália está sofrendo com mudanças climáticas. Seca, propensão a incêndios florestais, como um que ocorreu em 2009, piorando a poluição do ar.

Para piorar o impacto ambiental, a tendência é ir de 25 para 40 milhões de habitantes no futuro.

Sobre energia. Por ser muito plano, não há potência hídrica. Mas há abundância de carvão, que é uma indústria importante. Porém, isso agrava problemas climáticos.

Há diversos grupos de aborígenes. Desde as primeiras colônias, houve aniquilação de aborígenes, que mal eram considerados humanos, luta que continua até hoje.

A Austrália sempre se aliou a potências. UK. EUA. Agora, ascensão da China. Estudantes chineses na Austrália, são mais de 30 por cento do total. 1/3 das exportações são para a China. O futuro da Austrália pode ser cada vez mais chinês.

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Prevendo Cisnes Negros (e errando a previsão)

Um dos maiores pensadores de nosso tempo é Nassim Taleb, autor de livros como “A lógica do Cisne Negro” e “Antifrágil”.

Algumas de suas ideias vêm se tornando jargão comum nos negócios e na sociedade, e como sempre acontece nesses casos, há muita gente que faz mau uso dos conceitos envolvidos. Leram e não entenderam. Ou pior, nem devem ter lido e propagam sem entender minimamente.

Dois exemplos:

1 – O meu feed de notícias mostra o seguinte artigo: “Por que eventos inesperados são chamados Cisnes Negros e como a ciência está trabalhando para predizê-los.”https://marketresearchtelecast.com/why-unexpected-events-are-called-black-swans-and-how-science-is-working-to-predict-them/151508

A chamada do artigo não faz nenhum sentido. O que Taleb afirma é exatamente o oposto: há eventos de baixa probabilidade e altíssimo impacto, impossíveis de prever.

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Não é colocando mais ciência ou mais estudos econômicos que os Cisnes Negros serão previstos, muito pelo contrário: confiança cega qualquer área do conhecimento é exatamente uma das causas de eventos extremos. Taleb é extremamente crítico a economistas, acadêmicos e consultores que sabem tudo.

A chave é reconhecer que não entendemos o mundo em que vivemos, e por isso, não deixar empresas, governos e economia tomarem proporções complexas demais, alimentando futuramente um risco catastrófico.

Não por acaso, o subtítulo de um dos livros é “Como viver num mundo que não conhecemos”.

2 – Usar “Antifrágil” no sentido de autoajuda: “Seja cada dia mais antifrágil”, “Somos uma empresa antifrágil” ou algum chavão do tipo, que não faz sentido algum.

Primeiro, uma definição. Qual o oposto de frágil? Seria “robusto”?

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Porém, “robusto” tem um problema. Se “frágil” é algo que quebra após um estresse, para o “robusto” não acontece nada. O oposto de “frágil” é algo que fica melhor após o estresse, daí o termo “Antifrágil”, criado por Taleb.

Exercícios físicos são estressores, que tornam o corpo mais forte, por exemplo. Ou o sistema imunológico do corpo humano.

Outro exemplo: as pessoas, como sociedade e não como indivíduo. O indivíduo é frágil: se ele tentar empreender e fracassar, é ele que vai arcar com boletos atrasados. Já a sociedade se beneficia da fragilidade dos indivíduos, porque aqueles que conseguirem triunfar vão gerar valor para o todo continuar evoluindo.

Qual a relação do problema do Cisnes Negros e Antifragilidade? Quanto maior o Cisne Negro, quanto maior o risco, mais frágil é o sistema. Já riscos menores, distribuídos, orgânicos, são bons, porque tornam a sociedade como um todo antifrágil.

A antifragilidade não é uma frase de motivação. Muito pelo contrário. É um convite a abraçar o caos, a empreender, é um convite ao sacrifício de arriscar e assumir as consequências dos erros na própria pele.

Para fechar, algumas frases de Taleb, no seu livro “A cama de Procusto”, ao seu estilo provocador:

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“É muito mais fácil enganar pessoas prometendo bilhões do que apenas milhões”

“Vi um painel com o economista Edmundo Phelps, que obteve o Nobel por escritos que ninguém leu, teorias que ninguém aplica e aulas que ninguém entende”.

“A imaginação do gênio vastamente supera seu intelecto; o intelecto do acadêmico vastamente supera a sua imaginação.

“O pior estrago é causado por pessoas competentes tentando fazer o bem; as boas melhorias são feitas por incompentes que não tentar fazer o bem”.

“Uma empresa tem muito a se preocupar quando o cabeça dela vem a público dizer que não há nada a se preocupar”.

“O que eles chamam de risco, eu chamo de oportunidade; mas quando eles dizem oportunidade de baixo risco, eu digo armadilha de perdedor”

“Para se tornar um filósofo, comece a andar bem devagar”.

“Felicidade: não sabemos como medir ou obter, porém sabemos como evitar tristeza”

“Acham que inteligência é sobre notar o que é relevante; num mundo complexo, inteligência consiste em ignorar o que é irrelevante”.

“Conhecimento é subtrativo, não aditivo – subtraímos o que não funciona, o que não fazer”.

Veja também:

A vaca louca, príons e a história de um Prêmio Nobel

A doença da vaca louco todo mundo já ouviu falar, até pelo nome ser exótico: é uma doença que faz as vacas perderem o controle motor e pararem de se alimentar. É um mal neurodegenerativo, que faz buracos no cérebro, tornando-o parecido com uma esponja.

E o que diabos é um príon?
O príon é aquilo que causa a doença da vaca louca. O problema que esse tal de príon não é um vírus, nem uma bactéria, fungo, nada conhecido. O nome vem de “proteína infecciosa”, termo cunhado pelo pesquisador Stanley Prusiner, que ganhou o Prêmio Nobel de Fisiologia de 1997 pela descoberta. Essa definição de príon é tão controversa que até hoje há enorme contestação sobre o tema.

Nós temos a noção de que ciência é algo linear, direto, em que um pesquisador descobre algo, prova, e todo mundo concorda. Na verdade, é muito diferente disso, e o caso de Prusiner demonstra muito bem: é uma luta quase solitária contra o consenso, envolvendo enorme trabalho, priorização de recursos e até guerra de egos.

Stanley Prusiner escreveu um livro interessante sobre o tema: “Madness and Memory – The Discovery of Prions – A New Biological Principle of Disease”, que narra a história de sua pesquisa.

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Primeiro, descobertas anteriores chamaram a sua atenção. Algumas doenças, como a Creutzfeldt-Jakob Disease (CJD) e o Kuru (que ocorre em tribos na Nova Zelândia), pareciam ser infecciosas, porém não envolviam nenhum organismo que tinha DNA.

Ser infeccioso é mais ou menos simples de comprovar. Basta colocar o tecido de uma pessoa infectada em contato com uma cobaia não infectada (digamos, um chimpanzé). Um enorme problema aqui é o que o período de incubação pode passar de 10 anos, o que torna a relação causal mais complicada de detectar.

Uma suspeita bastante óbvia, era de que se tratava de um vírus. Ou um viróide, ou algo do tipo. Essa era a aposta de 10 entre 10 infectologistas da época. Stanley Prusiner mergulhou a fundo nas pesquisas, a fim de entender se realmente se tratava de um vírus.

O organismo causador da infecção não tinha DNA. Prusiner e time realizaram inúmeros testes, como o de jogar raios ultravioleta, que destroem a cadeia de DNA. E nada. Se utilizassem técnicas para desativar um vírus, o príon não era desativado, se o príon era desativado, não funcionava num vírus.

Sua conclusão é a de que era uma proteína com alguma deformação que a tornava infecciosa, não um vírus, um fungo ou algum outro microorganismo conhecido. Além disso, as vítimas morriam sem reações imunológicas normais (como febre). Realmente, deveria ser algo diferente.

Um episódio interessante é sobre o nome. Ele sabia que um bom nome ajudaria a fortalecer o conceito. Ele pensou em “proteína infecciosa”, que ficaria “proin”. Porém, “príon” soa melhor, além de que o “íon” dá uma cara de química.

A fim de proteger o sensível e poderoso cérebro, o organismo dos seres vivos possui uma série de filtros. Não é qualquer coisa que chega ao cérebro. Porém, doenças como o Kuru vêm por meio de ingestão, e atravessam todas as barreiras. Isso porque o príon deriva de uma proteína nativa do próprio cérebro, e por isso, passa por todas essas barreiras do corpo.

A doença Kuru, é degenerativa como a da vaca louca, mas em humanos. Nas tribos onde ocorria o problema, havia a tradição de canibalismo. Normalmente, eram as mulheres que comiam os adversários mortos – e, consequentemente, eram elas que sofriam de Kuru.

Sobre a doença da vaca louca, anos depois, algo semelhante. Ossos e gado não consumível ao ser humano (vacas doentes, por exemplo), eram processados, transformados em ração, e dados para alimentar o rebanho que estava crescendo. Animais herbívoros passaram a ser forçadamente canibais. O cérebro de vacas com os príons entrava na dieta, e com isso, atingia outros animais. É nesse contexto que, por volta de 1985, começaram a surgir os primeiros casos da vaca louca, atingindo o auge nos anos 90.

Conhecendo a origem e a forma de transmissão, ficou fácil estabelecer os meios para evitar o problema. O canibalismo deixou de ser praticado entre as tribos de Nova Guiné, e a farinha de ossos e carne foi proibida, inclusive se fosse feita de outros animais como galinha.

No livro, Prusiner narra como a ideia original de príon foi recebida com enorme ceticismo, e a sua luta para conseguir verbas para continuar a pesquisa. À medida que mais e mais evidências convergiam para seus estudos, também houve concorrentes o boicotando, tentando chegar à conclusões sem o citar ou evitando utilizar os seus dados – no meio acadêmico, há enorme guerra de egos.

Seja como for, Prusiner foi merecedor do Prêmio Nobel, pelo pioneirismo de suas ideias, pela curiosidade e ousadia em tentar entender algo que destoava do conhecimento comum.

O livro é muito interessante para quem tem algum conhecimento do que é um príon e do quão esquisito é esse conceito. Também é um documento que mostra o caminho trilhado por um grande cientista, as suas dúvidas, a incerteza de estar fazendo a coisa certa, e, enfim, o triunfo em ver sua pesquisa ajudar a combater um mal de alcance mundial, a doença da vaca louca.

https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC4445594/

https://www.canalrural.com.br/sites-e-especiais/saiba-que-como-surgiu-mal-vaca-louca-10357/amp/

https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Encefalopatia_espongiforme_bovina

https://www.audible.com/pd/Madness-and-Memory-Audiobook/B019R2MRSO

https://www.today.com/video/us-confirms-first-case-of-mad-cow-in-6-years-44513347830

Influência – Robert Cialdini – Planilha Bizurada

Os 6 princípios da Influência, de Robert Cialdini, são dicas importantes para 1) Influenciar outras pessoas 2) Evitar influências indesejadas. É, no mínimo, bom conhecer.

Coloquei as mesmas no formato de Planilha Bizurada.

Planilha para download aqui:

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Veja também:

Shakespeare em Quadrinhos

Seguem algumas recomendações para o fim de semana: As obras imortais de William Shakespeare, em quadrinhos!

Eu tenho várias dessas revistas. São leituras rápidas e divertidas.

Um primeiro grupo de adaptações é no formato mangá. É a coleção Mangá Shakespeare.

A Tempestade:

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Ricardo III – Outro clássico, com um personagem prá lá de maldoso e sinistro.

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Outro grupo de adaptações é a Coleção Shakespeare, pela Editora Nemo:

Romeu e Julieta, todo mundo conhece essa história.
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MacBeth é uma história sensacional. Tenho até medo de pensar que podem existir pessoas como os MacBeth.

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Fora esses, tem muitos outros títulos. O Mercador de Veneza, mais um clássico. O Rei Lear é muito bom também, inclusive aproveito para recomendar o filme Ran, de Akira Kurosawa, baseado na obra de Shakespeare.

É claro que Shakespeare original é muito mais profundo, mas o objetivo é só introduzir um pouco deste universo. São histórias clássicas num formato bastante atrativo para uma leitura simples.

Veja também:

Resumos

O Almanaque de Naval Ravikant – versão áudio

Naval Ravikant é empreendedor e investidor no Vale do Silício.

Recentemente, saiu uma versão áudio de sua coletânea de frases, compiladas por um seguidor.

Naval tem uma habilidade imensa para condensar conceitos em poucas palavras e gerar uma pérola de pensamento.

Podcast no Spotify – https://open.spotify.com/episode/4QOuLcq4zJzTH7AgHEOATX

Versão Audible: https://www.audible.com/pd/The-Almanack-of-Naval-Ravikant-Audiobook/1544517882

Dica: Leia o livro, ouça o áudio, coloque em prática, releia o livro, reouça o áudio, coloque em prática, quantas vezes quanto necessário.

Uma seleção de frases de Naval

Não é realmente sobre trabalho duro. Você pode trabalhar num restaurante 80 horas por semana, e não ficará rico. Ficar rico é sobre saber o que fazer, com quem fazer junto, e quando. É mais sobre entender do que puramente trabalho pesado.

Se você ainda não sabe no que deveria trabalhar, o mais importante é descobrir. Você não deveria fazer um monte de trabalho duro se não souber.


Fuja da competição através da autenticidade.

Basicamente, quando você está competindo com outros, é porque você os está copiando, está tentando fazer o mesmo. Porém, todo ser humano é diferente. Não copie.

O pior resultado desse mundo é não ter autoestima. Se você não se ama, quem irá fazê-lo?

Não se leve tão a sério. Você é apenas um macaco com um plano.

Para mim, a felicidade não é sobre pensamentos positivos. Também não é sobre pensamentos negativos. É sobre a ausência de desejo, especialmente a ausência de desejos externos.

O mundo apenas reflete seus próprios sentimentos de volta para você. A realidade é neutra. A realidade não faz julgamentos.

Sobre startups

Há demanda global ilimitada pela mentalidade de fundador.

As startups não morrem quando acaba o dinheiro, mas quando acaba a energia dos fundadores.

Na corrida olímpica das startups, o primeiro lugar consegue o monopólio, o segundo consegue uma medalha, e não há terceiro lugar.

Antes de procurar um produto ideal para o mercado, assegure que tem paixão pelo produto. É uma longa jornada.

Empreendedores procuram pela “ideia”, a isca que os prendem pelos próximos 5 anos. Em que prisão você gostaria de estar? O que você ama fazer?

Quando construindo uma startup, a microeconomia é fundamental e macroeconomia é entretenimento.

A realidade é que a vida é um jogo de um único jogador. Você nasceu sozinho. Você vai morrer sozinho. Todas as suas interpretações estão sozinhas. Todas as suas memórias estão sozinhas. Em três gerações, você e as lembranças de você se vão e ninguém se importa. Antes de você aparecer, ninguém se importou.

Sobre paz e felicidade

Cada segundo seu neste planeta é muito precioso, e é sua responsabilidade ter certeza de que você está feliz e interpretar tudo da melhor maneira possível.

Eu não ando com pessoas infelizes. Eu realmente dou valor ao meu tempo nesta Terra. Eu leio filosofia. Eu medito. Eu ando com pessoas felizes.

Se você não se vê trabalhando com alguém para a vida toda, não trabalhe com eles por um dia.

Não há legado. Não há nada para deixar. Todos nós vamos embora. Nossos filhos terão ido embora. Nossos trabalhos serão pó.

“Não tenho tempo” é apenas outra maneira de dizer “Não é prioridade”.

Para ter paz de espírito, você tem que ter paz de corpo primeiro.

Seja impaciente com ações, paciente com resultados.

Se há algo que você quer fazer mais tarde, faça agora. Não há “mais tarde”.

Na verdade, não há nada além deste momento. Ninguém nunca voltou no tempo, e ninguém nunca foi capaz de prever o futuro com sucesso de qualquer maneira que importa.

Valorize seu tempo. É tudo o que você tem. É mais importante que seu dinheiro. É mais importante que seus amigos.

Não gaste seu tempo fazendo outras pessoas felizes. Outras pessoas sendo felizes é problema delas.

Sobre riqueza

1) Busque riqueza, não dinheiro ou status. A riqueza é ter ativos que rendem enquanto você dorme. Dinheiro é como transferimos tempo e riqueza. Status é seu lugar na hierarquia social.

2) Você não vai ficar rico alugando seu tempo. Você deve possuir equities – um pedaço de um negócio – para ganhar sua liberdade financeira.

3) Você vai ficar rico dando à sociedade o que ela quer, mas ainda não sabe como conseguir. Ou seja, agregando valor de verdade. Em escala.

4) Escolha uma indústria onde você pode jogar jogos de longo prazo com pessoas de longo prazo.

5) A Internet ampliou maciçamente o possível espaço de carreiras. A maioria das pessoas ainda não descobriu isso.

6) Jogue jogos iterados. Todos os retornos na vida, seja em riqueza, relacionamentos ou conhecimento, vêm de juros compostos.

7) Escolha parceiros de negócios com alta inteligência, energia e, acima de tudo, integridade.

8) Não faça parceria com cínicos e pessimistas. Suas crenças são profecias autorrealizáveis.

9) Aprenda a vender. Aprenda a construir. Se você pode fazer as duas coisas, você será imbatível.

10) Não há esquemas ricos rápido. É só outra pessoa ficando rica usando você.

11) Não há uma habilidade chamada “negócios”. Evite revistas de negócios e aulas de negócios.

12) Conhecimentos específicos são muitas vezes altamente técnicos ou criativos. São aqueles que não podem ser terceirizados ou automatizados.

13) Alavancagem é um multiplicador de forças. A alavancagem dos negócios vem de capital, pessoas e produtos sem custo marginal de reprodução (ex. código e mídia).

14) Abrace a responsabilidade e arrisque os negócios com seu próprio nome. A sociedade irá recompensá-lo.

15) Trabalhe o máximo que puder. Com quem você trabalha e no que trabalha são mais importantes do que apenas trabalhar duro.

16) Defina um custo da hora do seu trabalho. Se um problema economizará menos do que seu custo horário, ignore-o. Se terceirizar uma tarefa custará menos do que sua taxa horária, terceirize-a.

17) A criação de riqueza ética é possível. Se você secretamente desprezar a riqueza, isso vai iludi-lo.

18) Torne-se o melhor do mundo no que você faz. Continue redefinindo o que você faz até que isso seja verdade.

19) Quando você finalmente for rico, você vai perceber que não era o que você estava procurando em primeiro lugar. Mas isso é para outro dia.

Veja também:

Os livros que viraram cachorros

No metrô de SP, antigamente tinham umas vending machines de livros. Hoje em dia, tem de comida para cachorros – essa é uma máquina da Petz. Sinal dos novos tempos.

Lembro de ter visitado um shopping, onde também uma livraria tinha dado lugar a uma loja de pets.

Nada contra, realmente acho que os livros tornaram-se digitais (ou podcasts, vídeos, cursos on-line, blogs como este), e a população está tendo menos filhos e mais cachorros. É apenas uma constatação destes tempos modernos, não uma crítica. Aliás, é bastante criativa a iniciativa da Petz.

Trilha sonora: Tempos modernos – Lulu Santos