Os 7 fatores de sucesso de uma startup

Peter Thiel é co-fundador do PayPal e um investidor de risco em diversas empresas. Ele foi um dos primeiros investidores do Facebook (tem até uma cena no filme “A rede social” que cita Thiel).

O livro “De zero a um” é baseado num curso que ele deu. Um dos alunos fez uma transcrição tão bem feita, que o pdf do curso acabou vazando para o mundo, e virou o livro.

O nome se deve ao fato que de 1 a N é apenas incrementalmente bom, mas de Zero a Um, é infinitamente melhor.

Na imagem a seguir, Thiel lista os 7 fatores de sucesso de uma startup. É difícil ter todos, se tiver uns 5 já é potencialmente muito boa.

Para fechar, uma citação que ficou famosa: “o próximo Bill Gates não criará um sistema operacional, o próximo Larry Page ou Sergey Brin não desenvolverá um mecanismo de busca e o próximo Mark Zuckerberg não criará uma rede social”.

Alguns links:

https://www.livrariacultura.com.br/p/livros/administracao/empreendedorismo/inovacao-empresarial/de-zero-a-um-42744219

Bons hábitos precisam de um gatilho

Bons hábitos são essenciais para atingir objetivos.

Uma dica que gosto é a de criar gatilhos para disparar hábitos. São associações simples e únicas.

Por exemplo. Todas as vezes em que estou num avião, leio um livro (de preferência, físico).

Já que o celular tinha que ser desligado mesmo, era uma chance de ter muita concentração.

Acabei de ler o muito bom livro “Inovação holográfica”, de Charles Bezerra. Este fala que vemos o mundo de forma fragmentada, a Lei do esforço reverso (quanto mais desejamos fazer algo, menos teremos sucesso), ação gentil e harmonia.

Hoje em dia, as pessoas podem usar o celular em modo avião. Contudo, prefiro deixá-lo desligado, e devorar um livro no trajeto…

Agradecimentos ao Rogerio Salamuni pela indicação do autor.

Conversando com estranhos

“Talking to strangers” é o novo livro do brilhante jornalista americano Malcolm Gladwell.

Ele levanta pontos perspicazes, instigantes e até questionáveis, da mesma forma que nos livros anteriores (Outliers, O ponto da virada, etc).

O tema do livro é que temos um modelo de comportamento esperado. Só que muita gente que não vai se comportar conforme o esperado, dada a circunstância ou cultura – é aí que mora o perigo.

Um exemplo é o da série Friends. Pediram para especialistas em comportamento avaliarem a série. Resultado: a linguagem corporal dos atores expressa emoções com 100% de aderência ao esperado.

Depois, pediram para os mesmos especialistas avaliarem expressões de um povo primitivo que vive nos confins do mundo: dessa vez, eles erraram feio. Por exemplo, tal povo fazia cliques para demonstrar surpresa, um comportamento muito diferente do nosso.

A evolução nos tornou muito bons em ler as outras pessoas. Entretanto, há aqueles que conseguem utilizar os mesmos sentidos para nos enganar.

Um exemplo é Jaime Maddox, um personagem carismático, altruísta da alta sociedade, que criou o maior esquema Ponzi (uma pirâmide financeira) da história.

Um case que acho bem interessante, é o de Hitler. A gente tem em mente um louco nazista, mas alguém apenas louco não teria chegado ao poder. Ele era alguém bastante persuasivo, influente. Tanto é que as principais lideranças britânicas, como Lord Halifax e Neville Chamberlain, se encontraram com Hitler mais de uma vez, e saíram plenamente convencidos de que a Alemanha não iria provocar uma guerra.

Já Winston Churchill nem tentou contato ou diplomacia com Hitler, porque sabia que poderia ser persuadido.

Gladwell também cita que algoritmos conseguem prever recorrência de crimes com mais precisão do que juízes, que fazem encontro olho-no-olho com os criminosos que estão prestes a liberar. A explicação é mais ou menos a mesma, algumas pessoas conseguem mentir com tanta convicção que enganam os nossos sentidos.

Ironicamente, manter distância e avaliar apenas dados é melhor do que a conversa cara-a-cara. Os olhos não são (sempre) o espelho da alma.

Outro caso é de uma espiã do regime de Fidel Castro. Ao invés do estereótipo de uma espiã extremamente sagaz e esperta, esta era o oposto. Alguém beirando a incompetência, e por isso mesmo, demorou muito e mesmo com enorme evidência, ninguém acreditou que ela fosse realmente uma espiã.

Uma tese é a de que primeiro confiamos, para depois desconfiar. As pessoas são inocentes, até prova em contrário, e isto torna muito difícil provar crimes, mesmo tendo toneladas de evidência (o livro apresenta alguns casos tenebrosos de crimes, incluindo um médico que abusava sutilmente das pacientes mesmo diante da presença dos pais).

Além das pessoas que usam os vieses a seu favor, há também o caso oposto. Os mismatches e misfits, que não se adequam à sociedade. O livro apresenta o caso de uma moça, bonita e jovem, acusada de crime. Ela teve comportamento totalmente incondizente com uma pessoa inocente e acabou condenada.

Ou o caso de Sandra Bland, uma mulher negra parada numa blitz policial. Houve um pouco de exagero do policial, forçando que ela cometesse uma infração leve (não dar sinal ao trocar de faixa), e parando-a. Ela teve uma reação desproporcional, o que fez com que a discussão escalasse. Sandra acabou presa, e se suicidou alguns dias depois… tudo isso porque não sabemos falar com estranhos.

Um último ponto, bastante intrigante, é a tese de acoplamento. A nossa noção básica é a de que, se o criminoso quiser cometer um crime, ele o fará. A tese diz que não, que o mundo não é tão preto e branco, há uma série enorme de fatores que podem influenciar. Não cometer um ato na hora e no local podem fazer com que a pessoa nunca mais o faça.

Para mim, lembrou muito o fantástico livro “O Estrangeiro”, de Albert Camus. Embora Gladwell não tenha citado Camus uma única vez, o ponto central é semelhante: alguém estranho, com comportamento diferente do esperado, pode não se adequar à nossa sociedade.

A conclusão: é melhor assumir que não sabemos falar com estranhos.

Os Desbravadores da Matemática

O livro “Desbravadores da Matemática”, de Ian Stewart, acabou de ser lançado nas livrarias.


Este conta uma breve biografia de 25 matemáticos, explicando de forma leve os principais elementos de suas teorias desbravadoras.

Muitos são bastante conhecidos, como Leonhard Euler e Carl Gauss.

Mas também há alguns nomes obscuros e curiosos. Liu Hui, matemático chinês. Madhava de Sangamagrama, indiano.

Três mulheres, Augusta Ada King, Sofia Kovalevskaia, Emmy Noether.

Alguns matemáticos mais contemporâneos (porém, um critério foi que já estivessem mortos): Benoit Mandelbrot e William Thurston.

Ian Stewart escreveu diversos livros sobre a história da matemática, puzzles e curiosidades. É um dos melhores autores sobre o tema, na atualidade.

Para os aficcionados em matemática, vale muito a pena.
https://www.livrariacultura.com.br/p/livros/ciencias-exatas/matematica/desbravadores-da-matematica-2112072107

O tapa na cara e Hans Rosling

Recebi o maior tapa na cara dos últimos anos. Este foi dado por Hans Rosling, médico sueco, em seu livro Factulness.

Uma tradução literal seria “cheio de fatos”. Utilizar dados e números concretos para tirar conclusões. Óbvio? Sim. Porém, não o fazemos.

Ele começa o livro com alguns testes, do tipo “onde a maioria da população vive, em países de alta, média ou baixa renda”? Minha resposta intuitiva: Baixa renda. Resposta correta: renda Média.

Outro exemplo, qual a porcentagem de crianças de um ano que tomaram alguma vacina no mundo? A resposta é 80%, ao invés do meu chute de 50%.

Eu não sou o único a errar. Os estudantes de medicina dele também erraram. O público do TED talks (onde ele é conhecido pelo gráfico de bolhas dinâmico) também errou. O pessoal do Fórum Econômico também errou. Na verdade, as pessoas têm um viés de considerar o mundo pior do que realmente é.

Chimpanzés acertariam mais do que seres humanos, porque a resposta do chimpanzé é totalmente aleatória, e a nossa é viesada.

Do que estamos reclamando?

Rosling divide o mundo em 4 níveis, de acordo com o gráfico a seguir.

Para quem está no nível 1, ou mesmo no nível 2, um dólar a mais faz uma diferença absurdamente grande, pode ser a diferença entre almoçar ou não.

Todos que estão lendo este texto estão no nível 4, confortáveis atrás da tela de um computador, com água encanada, luz, possibilidade de estudar e trabalhar em alto nível. O mundo todo começou no nível 1, e, ao longo da história, o padrão de vida vem melhorando.

Separei algumas dicas simples para termos uma visão menos viesada do mundo.

– Dados para comparar. Ao invés de olhar apenas para o número absoluto, comparar com outros números que possam fazer sentido na análise.

– Dividir um pelo outro. Saber o número per capita pode fazer muita diferença na análise e na tomada de decisão.

– Importância dos dados. Muitas vezes, os próprios dados não existem ou não são confiáveis. Sem a medida, não é possível analisar. Ex. Rosling conta que a Suécia passou a publicar dados trimestrais sobre emissão de CO2 após sua insistência. Antes disso, eram bienais.

Um exemplo. Ajudar os pobres vai fazer com que estes gerem filhos mais pobres ainda? Não é esse o ponto. O que se vê é exatamente o oposto. Com a melhora das condições das pessoas, as famílias têm cada vez menos filhos, cada um desses com possibilidade muito maior de sobrevivência e tendência a melhorar o padrão de vida a cada geração.

Hans póstumo

De alguma forma, notei que ele escreveu de forma simples e apaixonada. Não escreveu pela fama, ou para impressionar outros acadêmicos (há muitos livros assim), mas com o genuíno interesse de mostrar a sua visão e tentar mudar o mundo para melhor.

No final do livro, fico sabendo o motivo. Hans foi diagnosticado com câncer, com poucos meses de vida. O livro foi uma corrida contra o tempo, a sua prioridade total para deixar o seu legado, a sua mensagem otimista ao mundo.

E qual o seu legado?

Ficha: Hans Rosling, Suécia, 1948 – 2017. Médico e especialista em dados.

Recomendações de livros sobre a cultura e história da China

É bastante difícil entender a cabeça de um povo com 5000 anos de história, tão distante e com um framework mental completamente diferente do nosso. Não basta apenas saber algo sobre a linguagem, entender um pouco da cultura é muito mais sutil e extremamente mais poderoso.

Um exemplo. Na família, o chinês chama o avô materno de um nome específico, o avô paterno com outro nome – enquanto por aqui é só avô e pronto, tanto faz se é da parte do pai ou da mãe. Outro exemplo, o irmão mais velho tem uma denominação, o segundo irmão tem outro nome, o terceiro, outro, etc… Para efeito de comparação, aqui temos um nome para o primeiro (primogênito) e o último (caçula). Isso tudo não é por acaso, e sim porque a hierarquia é bastante importante na cultura confuciana, e o avô por parte do pai é mais importante do que o avô por parte da mãe.

Divido os oito livros em duas seções: uma da cultura chinesa e outra sobre a história da China.

Parte 1 – Sobre cultura

1) O Romance dos Três Reinos. É um dos maiores clássicos da literatura chinesa e o meu livro favorito disparado desta lista. É um romance épico, uma espécie de Ilíada chinesa.

A história se passa quando a China era dividida em três reinos, cada qual guerreando com os outros pela dominação total da China e pela própria sobrevivência. É uma trama enorme, repleta de alianças, traições, reviravoltas, armadilhas, espionagem e contraespionagem, vitórias e derrotas.

Na China, conversei sobre este com algumas pessoas, e perguntaram qual o meu personagem favorito (lá, todo mundo tem um). O meu é o estrategista Zhuge Liang Kong Ming, que liderou várias das histórias mais épicas deste conto. A pessoa com quem conversei disse que a dela era o Cao-Cao.

Existem várias versões e interpretações do livro, em filmes, jogos, séries. Um que gosto muito é uma versão em mangá, adaptado por um autor japonês, por isso o nome Sangokushi (https://ww2.mangafox.online/sangokushi).

2) Os Anacletos de Confúcio. O confucionismo dominou a cena na China por vários milênios. Provas para concursos públicos eram baseados nas obras de Confúcio, um sábio que viveu há 2500 anos atrás.

Os Anacletos permeiam vários dos tópicos da sabedoria de Confúcio, entre eles respeito às tradições, ao imperador, aos governantes, aos pais, aos mais velhos – nesta ordem, daí a importância da hierarquia. Era por isso que os imperadores gostavam do confucionismo, porque dava uma razão moral para a sua própria atuação.

Um outro pilar é a importância dos estudos – e até por isso, os cargos públicos da era imperial deixaram de ser por aristocracia hereditária, para ser um concurso público por provas. Até hoje, tanto chineses quanto japoneses dão um valor enorme aos estudos, a ponto de exaustão física e emocional, para não dizer suicídio, ao tentar ingressar nas melhores faculdades.

Felizmente, podemos ler os Anacletos sem decorar palavra-por-palavra, letra-por-letra o que está escrito, porque eram assim as provas dos períodos imperiais: se trocasse a ordem de uma palavrinha, estava errado!

3) Jornada a Oeste. Outro livro épico da literatura chinesa. Conta a história de um macaco que faz uma jornada épica, onde encontra aliados, inimigos, passa por desafios, sempre permeado por mitologia, religião: taoísmo, confucionismo, budismo.

Também há dramatizações diversas, desenhos, mangás e outros.

Se o Romance dos Três Reinos é uma Ilíada, esta Jornada a Oeste parece uma Odisseia. Traduzindo, a Ilíada conta a história da Guerra de Troia contra os gregos, e a Odisseia, a jornada de Ulisses para voltar para casa.

4) O Tao-Te-Ching. O Tao é tudo. O Tao é nada. O Tao é um. Do Tao fez-se o Ying e o Yang, o positivo e o negativo, o cheio e o vazio, o tudo e o nada.

Uma casa é feita de algo, de paredes sólidas, mas ela só tem valor por casa do nada, do espaço vazio que ela contém.

O Tao-Te-Ching é um livrinho bem curto, cheio desses enigmas paradoxais, cheios de sabedoria.

5) A Arte da Guerra. Este é o livro mais famoso desta lista, e é muito conhecido no Ocidente. Contém lições valiosas sobre foco, planejamento, timing, importância da informação. Também é um texto bastante curto, no original (algumas versões ocidentais enchem com um monte de exemplos e divagações inúteis, ao invés de conservar a essência do texto).

É no estilo do Tao, dando importância aos métodos indiretos, e escrito também em forma de textos curtos, enigmáticos e paradoxais.

Um dos maiores generais de todos os tempos, Napoleão Bonaparte, era profundo estudioso da Arte da Guerra de Sun Tzu.

Parte II – Livros de História

6) The fall and rise of China. Brilhante série de aulas, do prof. Richard Baum, sobre a história da China, desde os primórdios até os dias atuais. Permeia passado e presente, pontuando os principais pontos da história, como o Grande Salto para Frente, a Revolução Cultural. Também inclui relatos pessoais, como a sua visão quando ocorreu o incidente da Praça da Paz Celestial.

O prof. Baum é extremamente didático, e esta é a minha recomendação para conhecer a história da China.

7) China’s Economy. O prof.  Arthur R. Kroeber fala da China, porém sob uma perspectiva mais econômica – porém também é necessário tocar nos assuntos de história que afetam e explicam a economia, como a política do filho único.

O legal também é que é um livro mais atual, então cita programas atuais como o Made in China 2025 e o Belt and Road, e problemas, como a supercapacidade produtiva ociosa, a necessidade de um “pouso suave”.

8) China in 10 Words. Relato pessoal do autor, um chinês, relatando o que ele viveu na pele quando criança e adolescente, e só passou a compreender muitas décadas mais tarde, adulto. Coisas pequenas, como um caso em

ele relata estar vacinando dezenas de pessoas com a mesma agulha amassada, costuradas com a explicação do contexto em que a China vivia na época (de novo, e nem ele sabia na época).

É um livro extremamente interessante, porém é necessário ter um bom background da história da China primeiro, para captar a essência do que o autor relata.

Conclusão

Dada a vastidão histórica e cultural da China, há uma quantidade infindável de bom material que ficou de fora (e que nem consegui conhecer).

Algumas dicas adicionais.

O Youtube chinês é o Youku https://www.youku.com/. O problema é que a pessoa tem que saber chinês.

Ninguém usa Whatsapp, todo mundo lá usa WeChat.

Ninguém aceita cartão de crédito.

10 tópicos sobre a China.

Um Cisne Negro paira sobre a China.

Um futuro distópico

A seguir, quatro indicações de livros distópicos que marcaram a literatura do gênero.

Se uma “utopia” é como sonhar com um futuro bom e justo, uma “distopia” é o oposto: um pesadelo, um futuro sombrio e ruim…

4) Admirável mundo novo, de Aldous Huxley, 1931.

É sobre um mundo perfeito, sem sofrimento. Os seus seres perfeitos física e moralmente têm apenas prazeres. Um exemplo é sexo à vontade sem a preocupação com reprodução – este “detalhe” fica à cargo de ventres artificiais feitos para isso, e um outro exemplo é uma pílula da felicidade chama “soma”. Entretanto, à margem da sociedade perfeita ficam os seres excluídos, no mundo real. A trama se baseia num homem que é tirado do mundo real e colocado no mundo “perfeito”.

É algo como a Matrix do filme, que também é sobre um futuro distópico perfeito em detrimento do mundo real.

3) Laranja mecânica, 1962, Anthony Burgess.

O protagonista é um jovem chamado Alex, líder de uma gangue de arruaceiros numa Inglaterra futurista. Esta gangue pratica a ultraviolência, com cenas pesadíssimas de brigas, espancamentos, assaltos, leite com drogas, violência sexual e tudo mais de ruim que alguém pode fazer.

Quando Alex é preso, ele passa por um tratamento psiquiátrico, tipo uma lavagem cerebral, que elimina dele todo o instinto de violência. Mas, quando ele retorna à sociedade, ele está indefeso e é a vez dele de ser espancado e torturado pelos rivais, ex-colegas e antigas vítimas.

A gangue utiliza uma gíria inventada pelo autor, que era fascinado por linguagens e como gangues a utilizavam.

O nome é porque uma laranja não natural, mas mecânica, é algo muito esquisito. É como o Alex natural por fora, mas completamente diferente por dentro. O que é correto, manter a natureza agressiva do rapaz ou transformá-lo num zumbi sem vontade?

O livro foi base do filme de mesmo nome, de 1971, por Stanley Kubrick – um dos clássicos do cinema moderno.

A seguir, dois livros do grande autor inglês George Orwell.

2) A revolução dos bichos, 1945, por George Orwell.

É sobre uma revolução dos animais numa fazenda. Um dos porcos, o velho Major, tem uma revelação de um mundo melhor, liderado pelos animais ao invés do ser humano. Logo depois, Major morre, mas dois dos outros porcos, Napoleão e Bola de Neve, lideram a bem sucedida revolução, expulsando os seres humanos.

No começo é bom, mas com o tempo, Napoleão expulsa e difama Bola de Neve, os animais continuam a trabalhar como sempre fizeram antes, e nada tinha mudado para eles, exceto para os porcos que eram cada vez mais parecidos com os humanos. Os animais também estavam em constante alerta contra a ameaça dos seres humanos, o que justificava que os mais capazes, os porcos, concentrassem o poder.

Há uma série de frases icônicas, como:

  • Quatro patas bom, duas patas ruim
  • Todos os animais são iguais

Quando os porcos começam a assumir cada vez mais as feições dos seres humanos, estas viram:

  • Quatro patas bom, duas patas melhor ainda
  • Todos os animais são iguais, mas alguns são mais iguais do que os outros

No fim do livro, os porcos moram na casa grande, se vestem como humanos e fazem negócios com humanos.

1) 1984, de George Orwell, publicado em 1949.

O Big Brother é o líder máximo de uma sociedade totalitária. Ele a tudo vê (não por acaso, há um programa de TV horrível inspirado por este termo). É uma sociedade dominada pela propaganda, a polícia do pensamento e doutrinação.

O livro tem vários termos como duplipensar (aceitar duas ideias opostas do jeito que lhe convém) e novilíngua (tipo uma linguagem politicamente correta). O próprio Orwell virou um adjetivo, um orwelliano, algo que denota uma distopia sombria.


Conclusões:

Embora tais livros sejam do século passado, os temas continuam cada vez mais atuais.

Um fato curioso é que pessoas com espectro políticos diferentes olham para os livros 1984 e Animal Farm e veem claramente uma ditadura comunista, ou uma ditadura fascista. Olham para a patrulha de pensamento e criticam o outro lado, e acusam um ao outro de duplipensar. Cada lado defende os seus argumentos com unhas e dentes.

Bom, cada um interprete à sua maneira.

Links:

https://en.wikipedia.org/wiki/Brave_New_World
https://en.wikipedia.org/wiki/Modern_Library_100_Best_Novels
https://en.wikipedia.org/wiki/Animal_Farm
https://pt.wikipedia.org/wiki/Nineteen_Eighty-Four