Atlas e Hércules

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Atlas carregava o mundo em suas costas.

Suas costas doíam, não tanto por causa do peso, mas pela responsabilidade. É sua a responsabilidade de sustentar muitas pessoas. Tensão demais para uma pessoa (ou um deus) só.

Atlas

Stress, dor de cabeça. Trabalho demais, 24h por dia, 7 dias por semana. Aspirinas e café. Não é possível relaxar, deve-se sempre se preocupar com o que vem a seguir. Não há hora para terminar, não há tempo a perder. Não há como dedicar-se a si mesmo, ou à família. Stress.

Um dia um visitante chegou à Atlas. Ele precisava urgentemente de um pomo dourado, para cumprir uma das 12 missões que ele tinha. O pomo dourado só existia no pomar da deusa Hera. Atlas era o único que tinha o know-how para obter o pomo.

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O visitante comprometeu-se a suportar o mundo enquanto Atlas buscava o pomo.

Atlas obteve facilmente o pomo do jardim de Zeus. Mas, no meio do caminho, ele sentiu novamente o gosto da liberdade. Não havia tensão. Não havia peso. Não havia responsabilidades. Não havia pessoas dependendo dele.

Atlas voltou ao visitante, e pediu que ele suportasse o peso do mundo por apenas mais algumas horas. Atlas disse que queria visitar a filha, para dar-lhe adeus.

O visitante prontamente concordou, disse que ele merecia essas horas como pagamento pela obtenção dos pomos. Só que o visitante pediu para Atlas segurar o mundo só um pouquinho, para que ele pudesse ajeitar a calça e segurar melhor. Depois disso, ele poderia ir visitar a filha.

Atlas segurou o mundo novamente. O visitante pegou o pomo e foi embora, para nunca mais voltar. Não falou uma palavra, nem olhou para trás, deixando novamente o peso do mundo para Atlas.

FIM.

Jogo de economia

Segue uma dica. É um jogo de economia, que explicita várias decisões esquisitas do último governo. Tem dois conselheiros, Mises e Marx.

O jogo tem uma tendência meio austríaca, por ter Mises ser o correto no final. É uma boa para refletir, relembrar e entender.

 

http://www.pgc3.com.br/

 

 

 

Um conto de Akutagawa Ryunosuke

Akutagawa Ryunosuke foi um escritor japonês de grande importância. É considerado o pai das histórias curtas japoneses. Escreveu Rashomon, que depois virou um filme de Akira Kurosawa. O conto “O fio da aranha” foi escrito em 1918.
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O fio da aranha
I
Um dia Buda estava passeando às bordas do lago da Lótus no Nirvana. As flores de lótus no lago são o mais branco dos brancos e  uma fragrância indescritivelmente prazerosa perfuma constantemente a área adjacente. O dia está começando a amanhecer no Nirvana.
No caminho, Buda pára na beira do lago e é tomado de uma inesperada visão entre as pétalas de lótus flutuando na água. Uma vez que as profundezas do inferno jazem diretamente abaixo do lago da Lótus no Nirvana, os cenários terríveis podiam ser vistos através da água cristalina como se fosse através de uma lente.
Então, a figura de um homem, de nome Kandatta, contorcendo-se nas profundezas do inferno entre outros pecadores, chamou a atenção de Buda. Kandatta era um assassino, um incendiário e ladrão de alta periculosidade com diversos assaltos a si creditados. Era o homem mais perverso do mundo, portanto era o que recebia o maior castigo dentre todos os pecadores. Entretanto, Buda recordou-se de que ele fez uma única boa ação na vida. Quando Kandatta estava voltando de um assalto bem sucedido, havia uma aranha rastejando ao longo do caminho. Ele imediatamente levantou a perna, disposto a esmagar a aranha. Mas, subitamente ele reconsiderou, pensando “Não, não, apesar de ser apenas uma pequena aranha, sem dúvida ela é um ser vivo também. É uma vergonha tirar a sua vida sem razão”. No final, a aranha foi poupada.
Observando a situação no Inferno, Buda relembrou que Kandata se apiedou da aranha. Ele decidiu que, em retribuição por ter feito esta única boa ação, ele poderia tentar resgatar esse homem do Inferno. Ele encontrou nos arredores uma aranha tecendo uma bela teia cinza numa pétala de Lótus. Buda pegou a teia cuidadosamente e desceu-a entre as flores puras de Lótus direto abaixo nas profundezas do Inferno.
II
Nas profundezas do Inferno e entre outros pecadores, Kandatta estava flutuando e afundando continuamente no mar de sangue. Qualquer fosse a direção que ele olhasse, estava completamente escuro. Havia poucos sons porque aqueles que caem nesse nível de Inferno estão tão exaustos pelas torturas que nem conseguem mais gritar.
Então, surpreendentemente Kandatta olha para cima e encontra o fio da teia de aranha na sua cabeça, descendo na sua direção, vindo do distante, distante firmamento. Ele aplaude, involutariamente, de alegria. Se ele conseguisse escalar o fio, certamente fugiria do Inferno. Não, se tudo corresse bem, ele seria até capaz de adentrar o Nirvana.
Kandatta rapidamente segura firme o fio da teia com ambas as mãos e começa a escalar com toda a sua força, palmo a palmo. Ele estava acostumado com isso, uma vez que tinha sido um perigoso ladrão.
Mas a distância entre o Nirvana e o Inferno é muito grande, e escalar tamanha distância não é fácil. Kandatta se cansa, e pára para descansar um pouco. No seu descanso, ele olha para baixo.
Devido ao tanto que ele havia percorrido, o temeroso lugar onde ele estava já nem dava para ser visto. Continuando nesse ritmo, ele escaparia facilmente. Então ele grita, “Estou salvo! Finalmente salvo!”. Entretanto ele subitamente nota que, abaixo dele, como uma linha de formigas, há um incontável número de pecadores escalando também. Kandatta gela de choque e medo. Como poderia um delgado fio de aranha, que talvez não suportasse nem a ele sozinho, suportar o peso de tantos? Se o fio arrebentasse, ele, Kandatta, que a duras penas havia escalado tão longe, seria jogado de volta ao Inferno. Isso seria terrível. Enquanto isso, os pecadores, não às centenas, não aos milhares, mas como enxames, continuavam a subir o fio.
Kandatta esbravejou, “Hei, pecadores. Este fio de aranha é meu. Quem permitiu que vocês escalassem? Caiam fora! Fora!”. Kandatta começou a balançar o fio, quando este arrebentou um pouquinho acima de onde Kandatta estava pendurado. Então, ele caiu novamente ao Inferno. Num piscar de olhos estava de volta às profundezas sombrias.
III
Buda observou tudo que ocorreu, do início ao fim. Quando Kandatta finalmente afundou como uma rocha no Inferno, Buda se entristeceu. O coração sem compaixão de Kandatta o levou a tentar se salvar sozinho, e por tal ato ele caiu de volta ao Inferno. Tivesse permitido que outros se salvassem, ele também seria salvo.
No lago da Lótus no Nirvana, as flores são o mais branco dos brancos e  uma fragrância indescritivelmente prazerosa perfuma constantemente a área adjacente. Está começando a entardecer no Nirvana.
FIM
Veja também

Pomo da Discórdia

O que significa a expressão “Pomo da discórdia”?

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Todos os deuses foram convidados para um casamento, menos a Discórdia. Furiosa, ela enviou uma maçã de ouro, com os dizeres: “Para a mais bonita”. A maçã caiu no meio da festa.

Vênus, deusa da beleza; Juno , esposa de Júpiter; e Minerva, deusa da sabedoria, entraram em conflito, querendo a pomo. Isto deixou Júpiter (ou Zeus) numa situação bem difícil…

A discórdia subsequente levou à guerra de Tróia. Esse é o famoso “Pomo da discórdia”.

Dilema do prisioneiro e assertividade

A Teoria dos Jogos é um dos temas estudados em Economia, a fim de modelar, prever e entender o comportamento de pessoas ou instituições em stiuações análogas a jogos.
O “dilema do prisioneiro” é um dos problemas centrais da Teoria dos Jogos, e há analogias interessantes com o comportamento humano. 
 
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“Dois suspeitos, A e B, são presos pela polícia. A polícia tem provas insuficientes para os condenar, mas, separando os prisioneiros, oferece a ambos o mesmo acordo: se um dos prisioneiros, confessando, testemunhar contra o outro e esse outro permanecer em silêncio, o que confessou sai livre enquanto o cúmplice silencioso cumpre 10 anos de sentença. Se ambos ficarem em silêncio, a polícia só pode condená-los a 6 meses de cadeia cada um. Se ambos traírem o comparsa, cada um leva 5 anos de cadeia. Cada prisioneiro faz a sua decisão sem saber que decisão o outro vai tomar, e nenhum tem certeza da decisão do outro.
A questão que o dilema propõe é: o que vai acontecer? Como o prisioneiro vai reagir?”
 
Se ambos colaborassem, seria melhor para todos, de forma global. Mas, se alguém confessar e o outro não, quem confessou sai livre. Não há como saber se um jogador vai ser traído ou não.
 
Este é o caso de dilema do prisioneiro de jogo único. Algo mais próximo da realidade é o dilema do prisioneiro com repetições. 
 
Historicamente, houve competições de simulações computacionais para o dilema do prisioneiro.
 
Curiosamente, o programa vencedor foi o “olho por olho” (“tit for tat”). Primeiramente, o jogador é benevolente, escolhendo ficar em silêncio. Depois, a estratégia consiste em escolher o que o adversário escolheu na rodada anterior (olho por olho).
 
Depois descobriu-se que o “Tit for Tat com capacidade de perdão” uma estratégia um pouco melhor. Ao invés de simplesmente repetir a estratégia do adversário, ele introduz uma capacidade de “perdoa-lo”.
 
Segundo a wikipédia:
 
Ao analisar as estratégias que conseguiram melhor pontuação, Axelrod estabeleceu várias condições necessárias para que uma estratégia tivesse êxito:
 
Amabilidade
 
A condição mais importante é a de que a estratégia deve ser “amável”, ou seja, não desertar antes que o opositor o faça. Quase todas as estratégias melhor pontuadas eram amáveis; daí uma estratégia puramente egoísta não fará “batota” com o oponente, principalmente por razões puramente utilitárias.
 
Retaliação
 
Todavia, notou Axelrod, a estratégia vencedora não pode ser optimista cega. De vez em quando tem de retaliar. Um exemplo de uma estratégia não retaliadora é a de “colaborar sempre”. É uma escolha muito má, pois estratégias oportunistas ou maldosas irão explorar essa fraqueza sem piedade.
 
Perdão
 
Uma qualidade das estratégias vencedoras é que são capazes de perdoar. Embora retaliem, tornam a cooperar logo que o opositor não continue a desertar. Isto evita grandes sequências de vinganças em círculo vicioso, maximizando os pontos.
 
Não-inveja
 
A última qualidade é não serem invejosas, ou seja, não tentarem fazer mais pontos que os opositores (impossível para uma estratégia “amável”, isto é, uma estratégia “amável” nunca pode fazer mais pontos que o opositor).

O Consultor Samurai

Ninomiya
O ano é 1800 e o local é uma região rural do Japão. Um menino de 14 anos carrega lenha ao mesmo tempo em que lê um livro.
Nascido numa família pobre, o garoto trabalhava o dia todo para ajudar a família. Mas a sua vontade e interesse aguçados o impeliam a buscar conhecimento.
Conta-se que, na casa em que trabalhava, o filho do patrão tinha um professor particular. Sempre que o professor dava aulas, o menino ficava atrás da porta, escutando. Em pouco tempo ele dominava a matéria mais do que o filho do patrão. Impressionado com a inteligência do menino, o patrão permitiu que ele tivesse aulas e acesso aos livros da casa.
O menino aproveitava todas as oportunidades que tinha para estudar. Como passava o dia trabalhando, ele coletava vaga-lumes para usá-los como iluminação enquanto varava a noite estudando (óleo para iluminação era caro demais para ser desperdiçado).
O garoto cresceu e tornou-se um dos maiores homens de sua geração. Conhecia como ninguém as técnicas mais eficientes do mundo feudal. Ensinava os camponeses sobre o plantio, controle da água e da terra. Aconselhava pessoas a migrar e ensinava a produzir em terras inexploradas.
Certa vez, ao analisar as condições do plantio de uma vila, ele previu que teriam problemas na safra futura.
Salvou a vila da miséria, ao ensiná-los a poupar na época de fartura para suportar os ciclos de crise.
Diz a lenda que ele trabalhava muito além do normal e viajava o Japão inteiro, compartilhando seu conhecimento com senhores feudais e camponeses, aumentando a produtividade das plantações e contribuindo para a melhoria econômica de vilas inteiras.
O consultor da época dos samurais chamava-se Ninomiya Kinjiro e a estátua da foto está presente em diversas escolas de primeiro grau do Japão, como um símbolo de parcimônia, esforço e doação.
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Música escolar:
Arnaldo Gunzi.

Recapturado e solto 7 vezes

Qual a melhor forma de tratar um sujeito obstinado, que não vai desistir de jeito nenhum?
 
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A história a seguir conta como Zhuge Liang prendeu e libertou o líder rebelde Meng Huo 7 vezes.
 
Zhuge Liang é considerado um dos maiores estrategistas da história da China, e diversas de suas histórias já foram relatadas neste blog.
 
Meng Huo era um líder carismático, todo o povo rebelde poderia ser facilmente submetido à sua vontade. Na história dos Três Reinos, Meng Huo atacou Zhuge Liang, que o derrotou para o libertar em seguida. Meng Huo atacou de novo, de novo, de novo, tentando diversas estratégias diferentes, com diversos aliados diferentes. Em todas as oportunidades, foi mal sucedido, caindo em armadilhas preparadas por Zhuge Liang, que o capturava para em seguida libertá-lo.
 
Zhuge Liang poderia facilmente ter eliminado o rebelde em qualquer das 7 vezes que o derrotou, entretanto, isto não traria o fim da guerra. Talvez, até piorasse. Primeiro, porque outros tomariam o seu lugar, e a cada vez que ele derrubasse um líder, haveria mais e mais ressentimento por parte do povo rebelde. Ao invés disso, Zhuge Liang permitiu que o oponente reorganizasse suas forças e atacasse novamente e novamente. Continuas vezes derrotado, o líder rebelde finalmente percebeu que não era páreo para o oponente, e se rendeu. Passou a usar o seu poder de persuasão sobre o povo e sua habilidade política para coexistir com o oponente. Não houve mais guerra
 
 
 

Arnaldo Gunzi.

A menor fábrica do mundo

 
Microscopic+photo+of+fungus
O ser humano tornou-se bastante eficiente em produzir coisas, após a revolução industrial. Hoje uma fábrica moderna consegue produzir com grande escala e eficiência. 
 
Mas qual a menor fábrica do mundo?
 
No artigo de Fernando Reinach, ele coloca que a menor fábrica do mundo é um fungo. O fungo Sacharomices, o mesmo utilizado para fazer cerveja.
 
Cientistas modificaram geneticamente o fungo, de forma que ela produzisse cascas do vírus HPV. Estas cascas de vírus são reconhecidas e combatidas pelo corpo humano.
 
Como o fungo tem uma grande capacidade de reprodução, é só deixar ele num meio ambiente propício, com comida, e deixar ele fazer o serviço.
 
 
Vale lembrar como era o método antigo de produção de vacinas.
 
Um amigo meu, que trabalhou na Fiocruz, descreveu um destes métodos. Injetavam uma versão mais fraca da doença em algum animal – cavalo, macaco rhesus (do fator RH). No caso, era em pintinhos recém nascidos. Esperavam uns 10 dias, para o pintinho desenvolver os anticorpos. Depois, um cientista ficava o dia todo jogando os pintinhos em um triturador, um liquidificador. Os fluido que restava era filtrado para obter as preciosas moléculas que vão na vacina… Não é nada fácil produzir vacinas para milhões de pessoas.
 
 

 

Câncer de computador?

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No mundo atual, muito se diz sobre vírus de computador. Na verdade, computadores e seres vivos têm uma arquitetura de informação semelhante: o bit de computador (binário, 0 ou 1), equivale às bases químicas adenina, guanina, tinina, citosina. O byte (oito bits) equivale aos aminoácidos (com três bases químicas). Um programa de computador é equivalente a um trecho de dna que codifica uma proteína. Um sistema operacional que mantém a funcionalidade de um computador equivale ao conjunto de cronomossos que controla um organismo vivo. 
 
Na natureza, os vírus são a forma mais simples possível de aparato biológico. É apenas informação (dna) envolta numa camada de proteína. O vírus não produz energia, não se alimenta, faz nada. Mas, quando entra em uma célula viva, o dna do vírus se combina ao dna da célula, e a obriga a produzir cópias e mais cópias do vírus. Usa a energia e os ribossomos (fábricas de proteínas) da célula para produzir outros vírus. 
 
Os vírus de computador têm atuação análoga. São apenas informação, que obrigam o computador a criar e espalhar cópias de si mesmo, infectando outros computadores. 
 
 
Mas, por que não existe um câncer de computador?
Não existe câncer de computador porque este não se reproduz e não evolui.
 
O Câncer é provocado por células do próprio corpo, que sofreram mutações e saem se reproduzindo descontroladamente. Invadem e destróem tecidos vizinhos, além de concorrer por energia e nutrientes. São causadas por cópias celulares mal feitas. Temos trilhões de células no corpo humano, e como a vida de um ser humano é longa, consequentemente temos muitas células que são mal copiadas.
 
Mas, por que a vida permite que haja mutações celulares? A resposta é: para permitir a evolução dos seres vivos. A natureza é baseada na evolução das espécies, evolução esta que só ocorre devido à diversidade. Uma das fontes de diversidade é a reprodução sexuada, que recombina genes distintos de indivíduos diferentes, criando um ser vivo distinto do pai e da mãe. A segunda fonte de diferenças é a mutação dos indivíduos.
 
No futuro existirão nano robôs, que poderão se reproduzir. Seriam utilizados para fazer micro cirurgias no ser humano, por exemplo. Coloco o robô no sistema circulatório, e quando encontrar um veia entupida, por exemplo, este se reproduz, limpa a veia, e morre logo depois. 
 Mas, pode-se especular também que este nano robô venha a sofrer mutações, evoluir, e até ter câncer devido a cópias mal feitas… quem sabe?

 

Arnaldo Gunzi.