Dilema do prisioneiro e assertividade

A Teoria dos Jogos é um dos temas estudados em Economia, a fim de modelar, prever e entender o comportamento de pessoas ou instituições em stiuações análogas a jogos.
O “dilema do prisioneiro” é um dos problemas centrais da Teoria dos Jogos, e há analogias interessantes com o comportamento humano. 
 
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“Dois suspeitos, A e B, são presos pela polícia. A polícia tem provas insuficientes para os condenar, mas, separando os prisioneiros, oferece a ambos o mesmo acordo: se um dos prisioneiros, confessando, testemunhar contra o outro e esse outro permanecer em silêncio, o que confessou sai livre enquanto o cúmplice silencioso cumpre 10 anos de sentença. Se ambos ficarem em silêncio, a polícia só pode condená-los a 6 meses de cadeia cada um. Se ambos traírem o comparsa, cada um leva 5 anos de cadeia. Cada prisioneiro faz a sua decisão sem saber que decisão o outro vai tomar, e nenhum tem certeza da decisão do outro.
A questão que o dilema propõe é: o que vai acontecer? Como o prisioneiro vai reagir?”
 
Se ambos colaborassem, seria melhor para todos, de forma global. Mas, se alguém confessar e o outro não, quem confessou sai livre. Não há como saber se um jogador vai ser traído ou não.
 
Este é o caso de dilema do prisioneiro de jogo único. Algo mais próximo da realidade é o dilema do prisioneiro com repetições. 
 
Historicamente, houve competições de simulações computacionais para o dilema do prisioneiro.
 
Curiosamente, o programa vencedor foi o “olho por olho” (“tit for tat”). Primeiramente, o jogador é benevolente, escolhendo ficar em silêncio. Depois, a estratégia consiste em escolher o que o adversário escolheu na rodada anterior (olho por olho).
 
Depois descobriu-se que o “Tit for Tat com capacidade de perdão” uma estratégia um pouco melhor. Ao invés de simplesmente repetir a estratégia do adversário, ele introduz uma capacidade de “perdoa-lo”.
 
Segundo a wikipédia:
 
Ao analisar as estratégias que conseguiram melhor pontuação, Axelrod estabeleceu várias condições necessárias para que uma estratégia tivesse êxito:
 
Amabilidade
 
A condição mais importante é a de que a estratégia deve ser “amável”, ou seja, não desertar antes que o opositor o faça. Quase todas as estratégias melhor pontuadas eram amáveis; daí uma estratégia puramente egoísta não fará “batota” com o oponente, principalmente por razões puramente utilitárias.
 
Retaliação
 
Todavia, notou Axelrod, a estratégia vencedora não pode ser optimista cega. De vez em quando tem de retaliar. Um exemplo de uma estratégia não retaliadora é a de “colaborar sempre”. É uma escolha muito má, pois estratégias oportunistas ou maldosas irão explorar essa fraqueza sem piedade.
 
Perdão
 
Uma qualidade das estratégias vencedoras é que são capazes de perdoar. Embora retaliem, tornam a cooperar logo que o opositor não continue a desertar. Isto evita grandes sequências de vinganças em círculo vicioso, maximizando os pontos.
 
Não-inveja
 
A última qualidade é não serem invejosas, ou seja, não tentarem fazer mais pontos que os opositores (impossível para uma estratégia “amável”, isto é, uma estratégia “amável” nunca pode fazer mais pontos que o opositor).

Um comentário sobre “Dilema do prisioneiro e assertividade

  1. Pingback: Fat Tony e o dilema do prisioneiro | Forgotten Lore

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