De todos os ensinamentos de Sun Tzu em A Arte da Guerra, o Capítulo 12 (”O Ataque pelo Fogo”) sempre foi um dos mais fascinantes para mim, desde sempre. É um capítulo bem curto e direto ao ponto: mostra como utilizar o Fogo, uma arma poderosa, uma vantagem competitiva, para atacar os recursos, os suprimentos e as armas do oponente.

No cenário corporativo atual, o “fogo” deixa de ser um elemento físico para se tornar uma metáfora para uma Vantagem Competitiva. É aquela competência que o destaca exponencialmente da média: o domínio de uma linguagem de programação, uma visão diferenciada sobre o mercado financeiro ou a criatividade na resolução de problemas.
Porém, a posse da ferramenta não garante a vitória; a leitura do ambiente, sim. Sun Tzu ensina que o fogo depende do clima e do vento. Traduzindo para a nossa realidade: não basta ter a competência (a chama); é preciso ter o timing de mercado (o vento). Um clima úmido, com poucos ventos, não é propício. Ao contrário, clima seco e quente, ventos fortes indo para a direção oposta são o cenário ideal para o fogo. O estrategista aguarda o alinhamento das variáveis macro para agir com impacto máximo.
Além disso, a aplicação dessa vantagem pode ser tática (direta) ou estrutural (indireta). Podemos usar nossa vantagem para entregar um produto final superior ou para otimizar a cadeia de valor que sustenta o negócio. Em ambos os casos, o objetivo é o desequilíbrio do embate a nosso favor.
Ao navegar por sua carreira ou negócios, lembre-se da lição do fogo: construa armas poderosas, mas só as utilize quando o vento estiver a seu favor.
O Compêndio de Ideias do Prof. Arnaldo: https://asgunzi.github.io/Compendium/
