Hooked – parte 1

 

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Hooked

“Hooked”, algo como “Fisgado”, é uma análise de como os produtos (principalmente aplicativos de celular) fisgam os clientes, tornam eles “viciados” em apps.

Ciclo de produtos viciantes
Gatilho -> Ação -> Recompensa Variável -> Investimento
Um comportamento gera um gatilho (estou entediado) -> o usuário faz alguma coisa (verificar facebook) -> isto gera uma recompensa (vê status dos amigos) -> isto faz com que o usuário ou gaste mais tempo ou dinheiro para manter esse ciclo girando e antecipando recompensas futuras.

O ponto chave é a rotina. Fazer com que o comportamento da pessoa vire rotina. Rotina é algo que pode ser fácil de adquirir, mas difícil de quebrar. Algo assim: se estou entediado e tenho acesso a internet, vou dar uma olhada no facebook. Mas quebrar a rotina, parar de olhar o facebook, é difícil, a menos que alguma outra rotina apareça.

Há muitos modelos de jogos atualmente que são “freemiun”. Grátis para jogar, experimentar um pouco. Depois de um tempo, o jogador começa a pagar para perder menos tempo ou ter mais facilidades. No modelo acima, o jogo espera o nível de recompensa do usuário chegar num ponto em que ele tem que fazer um investimento para continuar a ter as recompensas de jogar.

Hooked – parte 2

 

 

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Sobre a zona de conforto, o livro enumera dois fatores principais: frequência de uso e utilidade. Algo que seja simples e utilizado muito frequentemente, mesmo que tenha pouca utilidade, como o facebook, twitter, entram no primeiro caso.

Já algo que seja pouco utilizado, mas quando o for traz uma utilidade enorme, entra no segundo caso.
A Amazon costuma anunciar produtos de concorrentes em seu próprio site. A ideia é a Amazon se tornar um agregador de valor, referência em compras. Mesmo perdendo a venda, o usuário vai saber que a Amazon é um lugar bom e confiável para fazer compras, e vai ser a primeira opção na cabeça do usuário quando este voltar a comprar on-line.

Para medir o grau de dificuldade de se fazer algo, existem as dimensões tempo, dinheiro, esforço físico, esforço mental, aceitação social, não rotina. Um produto que melhore qualquer dessas dimensões das pessoas, por menor que seja, pode ter um impacto muito grande. E exemplos estão por todo lado. O café solúvel demora alguns segundos para ser feito, enquanto o café normal demora uns 5 min para ser feito mais uns 3 minutos para lavar a bagunça. Esses 8 min de diferença criaram um mercado bilionário.
Sobre drivers de comportamento
Todo comportamento é guiado por um dos três motivos principais: buscar prazer ou fugir da dor, buscar esperança ou fugir do desespero, procurar aceitação social ou fugir da rejeição social.

As pessoas valorizam mais quando investem tempo e esforço próprio no produto final. Estão dispostas a pagar e valorizar mais.

Hooked – parte 3

Como as ideias apresentadas afetam a gente? Algumas aplicações possíveis:
– Gatilho: colocar na cabeça do cliente, que quando precisar de alguma coisa em alguma área, o seu produto vai resolver, assim como a Amazon é a solução de e-books a Coca cola é a solução de refrigerante.

– Ação: o trabalho a ser feito pelo usuário deve ser algo que ele tenha condições de fazer, mas que ao mesmo tempo seja demandante e desafiador.

– Recompensa: Fazer com que o trabalho entregue ao usuário seja muito bom. Ou que gere recompensas ao usuário, em termos de satisfação ao atingir metas.

– O seu produto é algo simples mas que é utilizado com frequência, ou é algo que agrega grande valor e utilidade às pessoas?

 

Rotinas

– Quebrar rotinas ruins: eliminar coisas que são rotinas desnecessárias (ex. reuniões, e-mails desnecessários ou ineficazes, bate papos com pessoas que não levam a nada)

– Fortalecer rotinas boas: aumentar rotinas boas (ex. reuniões eficazer, e-mails que gerem ações de verdade, etc)

 

Dimensões de comportamento

– O seu produto exige muito esforço físico do usuário? Muito esforço mental? Exige tempo? Dinheiro? Faz com que a pessoa seja excluída de algum grupo social? É algo fora da rotina da pessoa? Se sim para qualquer dessas questões, deve-se rever o produto para contornar algumas dessas dificuldades
– Valorizar o trabalho: pedir para as pessoas fazerem um pouco do seu trabalho, para entender algumas das dificuldades. E vice-versa, você fazer um pouco do trabalho de outros