O princípio de unPeter

O “princípio de Peter”, disseminado nos anos 1970 por Laurence Peter, diz que somos promovidos até o nosso nível de incompetência.

Um trabalhador pode performar bem como supervisor, ser promovido a gerente. Se for um gerente ruim, vai parar por aí, no seu nível máximo de competência (ou, no seu nível de incompetência).

O problema é que isso supõe um mundo com escadas infinitas e promoções meritocráticas, o que não é o caso.

Uma organização de 30 mil pessoas vai ter um diretor geral, uma dúzia de diretores e algumas centenas de cargos de liderança. Um general superior, uma dúzia de generais, algumas centenas de coronéis, capitães e muitos milhares de soldados.

É um funil, uma garrafa com gargalo estreito, e estatisticamente, é muito mais provável que tenhamos muito mais gente capacitada do que espaço disponível.

Na prática, não há mobilidade fluida entre níveis, e nenhuma empresa tem orçamento infinito.

Ou seja, a realidade é um princípio de Peter ao contrário, um “princípio de unPeter”: a maioria nunca atingirá o seu nível máximo de competência. Não por este caminho.

Como fugir da “falácia de Peter”?

Não seja um cargo.
Tenha portfolio. Seja a sua capacidade de gerar valor de verdade, onde quer que esteja.
Crie, empreenda de alguma forma, fuja da lógica de hierarquia.

Deixe um comentário