Richard Hamming, o brilhante cientista da Bell Labs, alertava que o conhecimento técnico tem “meia-vida”: metade do que aprendemos hoje será inútil em alguns anos.
Na verdade, ele dizia o contrário: que o conhecimento dobrava a cada 17 anos. Isso, nos anos 90.
Historicamente, o conhecimento humano levava milênios para dobrar. No Império Romano, séculos. Com o advento do livro escrito, décadas.
Na era da internet, essa duplicação passou a ocorrer anualmente. Agora, com IAs gerativas cuspidoras de conteúdo, o volume de informação dobra em meses. Em breve, talvez em dias.
Nota: informação não é conhecimento. Nem todo dado novo se traduz em sabedoria. Só que é difícil distinguir exatamente uma coisa da outra.

Implicação prática: o que estudamos hoje nas escolas, especialmente em áreas técnicas, estará obsoleto em um par de anos. Eu então, devo ser dinossauro.
O que fazer para não se tornar obsoleto?
Seguindo Hamming:
- Aprenda a aprender: Como tudo muda muito rápido, não há outra forma a não ser estar continuamente aprendendo. Desenvolver capacidade de pensar. Se colar na prova já era inútil, hoje em dia é inútil ao quadrado
- Fundamentos: Fundamentos são os princípios que não mudam, e que servem de bloco de construção para mais conhecimento. Linguagens de programação morrem; a lógica de programação, não
A essa lista, acrescento um terceiro pilar essencial: Criar.
Já que a informação virou commodity, acumular dados e conhecimento na sua cabeça deixou de ser um grande diferencial. O destaque vai para quem consegue transformar potencial em aplicação real.
Aprenda a aprender. Domine os fundamento.
Crie algo, por menor que seja, todos os dias.
Trilha Sonora: Fields of Gold – Sting
O Compêndio de Ideias do Prof. Arnaldo: https://asgunzi.github.io/Compendium/
