Livro em Kindle e a antibiblioteca de Eco

Esses dias, ocorreu algo curioso comigo.

Um amigo comentou de um livro, “The art of doing science and engineering”, do brilhante Richard Hamming. Achei bacana o tema, principalmente pela visão que o autor tem, como importância de interdisciplinaridade, comunicação como parte integral do trabalho, etc).

Para a minha surpresa, quando fui pesquisar o livro na Amazon, descobri que eu já o tinha adquirido em 2020, seis anos atrás! Eu devo ter lido algumas páginas, e largado.

Já o meu amigo tem a versão física do livro, por sinal, muito bonita.

Sempre acho que a versão física é infinitamente melhor do que a digital. Ter em mãos, poder folhear, é muito mais marcante. Eu nunca esqueceria do mesmo, se tivesse a versão física (a contrapartida é que custa muito mais caro…)

Essa discussão me lembra o conceito da Antibiblioteca de Eco, termo popularizado por Nassim Taleb (o do Cisne Negro).

O escritor Umberto Eco, de “O nome da rosa”, tinha uma biblioteca com 30 mil livros. Sempre que alguém a visitava, vinha a pergunta”: “E você leu todos?”

O que as pessoas pouco sabem é que os livros não lidos têm tanto valor quanto os livros lidos. Eles estão ali para consulta, para nos relembrar que há um mar de coisas que desconhecemos. Quanto mais conhecemos, mais sabemos que ainda temos muito a conhecer.

PRECIOSIDADE! 🚨 Umberto Eco em sua biblioteca em Milão. Ele tinha 30.000  volumes lá e outros 20.000 em sua outra biblioteca, perto de Urbino.

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Socorro, sou júnior!

(Reflexões para data scientists em começo de carreira)

Ainda na linha da comunicação. Na prática, o COMO você fala é mais importante do que o conteúdo em si. A postura, a confiança, o olho no olho. O ser humano é um animal social, moldado em centenas de milhares de anos de evolução.

Dou aulas de Estatística, só é comum alunos nem lembrarem do conteúdo em si. Vão lembrar de algo como “foi ótimo”, e “gostei”.

A confiança não vem de autoajuda, e sim, de já ter feito um trabalho 100 vezes e aprendido o caminho das pedras. Se você ainda não tem tanta experiência, comece agora. Projetos pessoais também contam. O importante é se desafiar.

Ao fazer uma apresentação, tenha uma boa postura. Treine. Dê o melhor possível de si mesmo. Vale muito a pena.


O Compêndio de Ideias do Prof. Arnaldo: https://asgunzi.github.io/Compendium/

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