“Devido aos avanços tecnológicos, no futuro todos trabalharão 4h por dia. O restante do tempo será dedicado ao lazer criativo”.
Quem disse isso? Sam Altman? Elon Musk? Um fanfarrão qualquer?

Nenhum deles. A frase é do filósofo e matemático Bertrand Russell, escrita há quase 100 anos no ensaio “Elogio ao Ócio”. Naquela época, ele acompanhava os ganhos da mecanização e eletrificação do trabalho.
Russell errou feio. Não estamos trabalhando meio-período. Estamos nos extremos: ou trabalhamos full-time, acumulando cada vez mais tarefas graças ao aumento de produtividade; ou estamos fora do mercado. Sem meio termo…
Quais as perspectivas para o futuro, com os ganhos de produtividade prometidos pela AI e outras tecnologias modernas como carros autônomos? Vamos trabalhar menos e nos dedicar à atividades de lazer e criatividade?

Seremos como no desenho “Os Jetsons”, onde George Jetson reclamava do trabalho pesado de apertar 5 botões por dia, por 3 horas por 3 dias da semana?
Ora, a história não se repete, ela rima. Portanto, ou estaremos full-time mais atarefados ainda, respondendo Slack e e-mails à meia-noite… ou demitidos.
(Grato ao amigo Cláudio Ortolan por conversas assim, anos atrás)
O Compêndio de Ideias do Prof. Arnaldo: https://asgunzi.github.io/Compendium/
