Reflexões sobre a Teoria da Reflexividade

George Soros é um mega investidor húngaro-americano. Ele é um dos homens mais ricos do mundo, só isso.

Soros se auto-intitula um “filósofo fracassado”. O que ele queria mesmo era entender a verdade, mas como não conseguiu, buscou o dinheiro mesmo.

george-soros.jpg

A Teoria da Reflexividade de Soros pode ser resumida em uma única imagem:

Reflexividade.JPG

Só isso. Ele fez bilhões de dólares seguindo esta ideia. É até decepcionante.

Os livros de Soros têm 10 páginas para explicar esta teoria. E mais 200 páginas com outras ideias irrelevantes e opiniões pessoais sobre outros assuntos. Mas o ponto central é a Reflexividade.


O mundo me influencia

É óbvio que o mundo me influencia. Eu tomo as minhas ações baseado nas informações que o mundo me dá.

Acontece que não é bem assim. O que acontece é que nós temos um modelo mental do mundo, de todas as coisas que acontecem. E, muitas vezes, há algum fato que fura este modelo mental do mundo.

Por exemplo, na minha cabeça ninguém é melhor do que o Neymar no ataque. De repente, surge algum jogador, o Zé das Couves, desconhecido. Vai ser muito, muito difícil tirar da minha cabeça que o Zé das Couves é melhor do que o Neymar.

Mas para Soros, a coisa não é assim. Ele é alguém extremamente “dependente do caminho” – vide exemplos no post anterior. Então, mesmo que ele aposte um milhão no Neymar, se o Zé das Couves for mesmo melhor que Neymar, ele é o primeiro a assumir o prejuízo (stop loss) e mudar a aposta.

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É extremamente difícil fazer o stop loss. Significa reconhecer o erro e recomeçar do zero, mesmo que se tenha perdido um tempo e energia enorme, seja num novo emprego, num empreendimento, numa aposta, num relacionamento. A grande maioria das pessoas continua a insistir no erro.


Eu influencio o mundo

A maioria das pessoas acha que é muito pequena para influenciar o mundo. Soros, não. As nossas ações podem mudar os fundamentos de uma empresa, e mudando os fundamentos, muda-se o valor dela.

Um fato recente, ilustrativo.

Recebi a visita de uma empresa, que analisou alguns dos processos existentes. Ele falou, no final, algo assim: “Fico feliz em ver que o pessoal que trabalha contigo domina tantos conceitos e ferramentas. Não é toda empresa que tem esta cultura de empoderar tanto assim as pessoas”.

Errado. Não é porque a empresa permite que o pessoal domina os conceitos. É o contrário: é por trabalharmos tanto com conceitos, ferramentas e desenvolvimento que os resultados surgem, e é por isso que a empresa permite. A empresa quer resultados, e se resultados aparecem assim, é porque há algo de bom.

A maioria das pessoas nem sabe que lhes é permitido mudar o mundo. Mas, sim, é permitido sim. Todos nós temos o poder de influenciar o mundo, um pouco que seja, ou um muito que seja. E o mundo precisa de mais pessoas que consigam fazer a diferença, criar novas ideias, ajudar os outros, melhorar o mundo.


Conclusão

Soros é um péssimo filósofo, já que a filosofia dele cabe em uma página. Mas ele é um excelente executor de sua própria filosofia da reflexividade. Ele, como ninguém mais, influencia e muda o mundo, ao mesmo tempo em que observa e muda a própria cabeça a partir do que vê do mundo.

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