Resumos têm utilidade resumida

Já tentei algumas vezes acompanhar aqueles resumos de um página, de livros de negócios, economia, etc. Fiz um teste, comparando o resumo contra o meu conhecimento de um livro que já tinha lido.

A sensação que tenho é que não funcionam. Perde-se demais do conteúdo ao ler apenas o resumo. Não há a profundidade necessária para a compreensão do tema.

Parece que o ser humano, para entender alguma coisa direito, tem que fazer muitas conexões neurais. Correlacionar o que está sendo dito com alguma experiência: o vinho tomado na praia, a aula com o professor divertido, a música do filme do cachorro, etc… Portanto, o aprendizado humano necessita de tempo e que a mesma tecla seja repetida algumas vezes, sob contextos diferentes. E é isso que o resumo não tem, não dá a chance de martelar o assunto na cabeça do fulano (e isto se o resumo for bem feito, o que muitas vezes não é).

A ideia de conexões neurais tem até um nome: Princípio de Hebb: neurõnios que se ativam juntos, disparam juntos. E este princípio é utilizado em alguns algoritmos de aprendizado de máquina.

O único jeito que um resumo funciona é se eu mesmo fizer o resumo. Ler várias páginas, entender a profundidade e registrar os pontos chave. Ler 500 páginas para criar uma. Aí sim, o resumo vai fazer sentido (mas só para mim).