O canalha gosta de ética

Uma reflexão interessante do prof. Clóvis de Barros Filho.

Até o sujeito mais canalha e anti-ético do mundo quer um que o mundo seja um lugar ético.

Imagine se todos fossem canalhas como o canalha em questão. Este não poderia confiar em nenhuma outra pessoa. Sua vida seria um inferno.

Para o canalha-mor se dar bem, ele precisa que as outras pessoas sejam éticas e só ele canalha.

Se até o canalha torce para que o mundo seja um lugar ético, as pessoas de bem, mais ainda!

O mundo é regido pelos fracos

Como uma introdução ao pensamento do filósofo Friedrich Nietzsche, gosto desta aula do prof. Clóvis de Barros Filho.

Pinçando alguns comentários, mas claramente a aula é muito mais poderosa na forma, no conteúdo e no humor.

O mundo é regido pelos fracos, pelas forças reativas.

Deus é o universal saciador, aquele que recompensará todas as mazelas do mundo. Quanto pior aqui neste mundo, melhor no próximo.

“Mais fácil um camelo passar no buraco da agulha do que um rico entrar no céu” é um pensamento para aqueles que não se dão bem neste mundo – porque quem se dá bem não está nem aí com isso.

Como quase todo mundo se ferra, quase todo mundo se volta a este pensamento transcendental.

As pessoas sempre falaram em Deus, isto não é prova de que Deus existe, e sim que as pessoas sempre foram tristes.

Quem é forte no mundo da vida não precisa desta ajuda transcendental. Não a vida ascética de virgens no céu, mas a vida aqui, neste mundo.

Forte ativa é a que age, e reativa é a que se contrapõe à ativa.

Ex. O caso Sócrates. Sócrates é o baixinho, corcunda, feio, que fica criticando os sofistas.

A vitória é das forças reativas, porque há um número maior destes. A força ativa é o tesão, gigantes geniais, contra as forças reativas, um monte de “cagadinhos” – um exemplo da vitória deles é a democracia.