Tenho em mãos este belo mangá, sobre a Okinawa na Segunda Guerra. Para quem me conhece, gosto muito deste tipo de gênero que mistura quadrinhos e história.

Eu já sabia que Okinawa é uma das ilhas do Japão. Ao sul. A invasão americana ao Japão começou do sul para o norte – porque ao norte tem a Rússia, a leste tem só mar, e a oeste tem o continente. Os americanos vieram conquistando as ilhas do Sul e utilizando estas como apoio para avançar para o norte. Okinawa presenciou algumas das mais sangrentas e violentas batalhas da grande guerra.

Também sei que há um certo preconceito dos japoneses da ilha principal, em relação aos habitantes de Okinawa. Língua distinta, costumes distintos, apesar de serem japoneses também.
O mangá foca não na guerra, nem nas batalhas, mas nas pessoas. O período é imediatamente após a rendição do Japão. É um compilado de diversas histórias, sob variados ângulos, e não apenas na ilha principal de Okinawa, mas também em ilhas remotas.
Histórias sobre como civis tinham medo de se render e muitos eram forçado a serem verdadeiros reféns dos soldados imperiais japoneses. Mães com filhos pequenos, tentando sobreviver. Soldados aterrorizados, tentando se entregar. Histórias muito tristes, porém, verdadeiras.

Tem bastante da história do próprio autor. O pai dele protagoniza um dos capítulos, e a mãe, outro.
Eu não sabia que Okinawa era um reino independente do Japão. Foi anexado ao império em 1879. Logo após a guerra, virou um protetorado americano, e inclusive existem bases militares americanas até hoje. Em 1972, Okinawa voltou a ser parte do Japão, e este é o status até hoje.
Curiosidade. O Sr. Miyagi, da série Karatê Kid, é de Okinawa. Inclusive, no segundo filme, ele viaja a Okinawa e cita uma base militar americana.

No Brasil, imigrantes japoneses da região de Okinawa têm uma associação própria. Eu lembro de ter ido a uma reunião dessa associação. Uma antiga namorada tinha descendência okinawana.
Fica a dica de leitura.
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