Segundo turno e outras reflexões

Por que existe segundo turno? Uma explicação matemática.

A cada 4 anos, um post do meu blog bomba. Segue abaixo.

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Para que existe o segundo turno das eleições?

Para termos resultados mais justos. Porém, nunca vamos ter um sistema eleitoral perfeito, pelo Teorema da Impossibilidade de Arrow.

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Imagine que WesterLand tem três candidatos, o Star (Lobo), o Lannis (Leão) e o Targ (Dragão), praticamente empatados nas pesquisas. Só que um candidato, o Leão, tem 1% a mais que os demais:

Lobo: 33%

Leão: 34%

Dragão: 33%

Resultado: Leão vencedor! Governa WesterLand pelos próximos 4 anos.

A questão é que a casa de Lannis tem uma rejeição extremamente alta: 66% da população. Os outros candidatos têm rejeição menor. O Leão, sozinho, contra qualquer um dos outros candidatos, perderia facilmente.

Como pode um candidato rejeitado por 66% da população ser eleito em primeiro lugar?

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O paradoxo de Condorcet

Este paradoxo foi notado pelo marquês de Condorcet, no século XVIII.

Embora seja uma eleição democrática, ela pode levar a uma situação em que a maioria rejeita o vencedor.

Para evitar esse tipo de situação, existe o segundo turno. Os dois candidatos mais bem colocados no primeiro turno passam por uma nova votação.

As eleições em dois turnos no Brasil são algo relativamente recente. Esse sistema foi instituído pela Constituição de 1988. Antes disso, as eleições eram realizadas em turno único.

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Impossibilidade de Arrow

Chama-se de “voto útil” quando os eleitores deixam de votar no seu candidato favorito, que não tem chance de ganhar, para votar no candidato menos pior que tem chance de ganhar.

Entretanto, mesmo com dois turnos, o “voto útil” vai continuar existindo.

Em suma, eleições em dois turnos não são perfeitas. Nem em três, nem em quatro.

Sempre é possível pensar em situações em que o paradoxo do voto ainda ocorre. E este é basicamente o Teorema da Impossibilidade de Arrow: não existe sistema de votação que seja 100% perfeito, no sentido de satisfazer todos os critérios de preferência da população.

No fundo, eleição é um problema em que candidatos e eleitores otimizam as duas preferências, dadas as regras colocadas


Ulisses e a finitude humana

Recomendação de vídeo: O professor Clóvis de Barros Filho narra a trajetória de Ulisses na Odisseia, destacando sua participação na Guerra de Troia e os 10 anos de provações no mar após enfrentar a fúria de Poseidon.

Dos 10 anos, ele passou 7 na ilha da deusa Calipso, onde tinha uma vida boa, mas sempre quis voltar para casa e para a família. Zeus obriga Calipso a libertar Ulisses, mas, como última cartada, ela oferece ao heroi a imortalidade e juventude eterna, se ele permanecesse.

Ulisses escolhe ser mortal, voltar para Ítaca, envelhecer, viver uma vida comum e morrer futuramente. A lição filosófica é que a “vida boa” consiste em estar no lugar certo, de acordo com sua própria natureza.


Socorro, sou júnior!

(Reflexões para data scientists em começo de carreira)

Você encontrará pessoas tóxicas ao longo do caminho. Faz parte.

Em geral, quem não entrega nada tem vida curta numa empresa séria. Porém, vão outros mais habilidosos, e aí que mora o perigo.

Tem aqueles que falam bem, e nada entregam. Tem os que deliberadamente vão fazer jogos de poder, abusar do que podem pedir de forma razoável. Tem os que não se importam em quebrar regras e atropelar pessoas para conseguir o quer. Enfim, vai ter de tudo.

Nesses casos, eu gosto de pensar como faria o filósofo Imanuel Kant. Siga os seus valores e princípios morais, independente do resultado. Ter uma base ética forte ajuda a te guiar nos caminhos a escolher.


O Compêndio de Ideias do Prof. Arnaldo: https://asgunzi.github.io/Compendium/

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