Reflexões diversas: abelhas, braços e outras

A abelha polinizadora

O grande e genial matemático John Von Neumann era conhecido como “a abelha polinizadora”: conversava com cientistas de diferentes áreas e trazia contribuições cruzadas para todos.

Seja você também uma abelha polinizadora!


Socorro, sou júnior!

(Reflexões para data scientists em começo de carreira)

Saber Inglês é básico, tem que ter. Numa área de dados e analytics, que muda toda hora, boa parte da documentação de qualquer pacote está em inglês. Hoje em dia,há recursos como tradutor, só que mesmo assim, o quanto pudermos beber direto da fonte, melhor.

Além disso, saber inglês é como um passaporte que te dá acesso ao mundo inteiro. É possível ler livros e audiolivros em inglês, assim como filmes. É libertador poder viajar para a China, seja a negócios ou passeio, e não ter medo de travar ao conversar com alguém.


Reflexão: Conhecimento

Houve uma época em que o conhecimento era escasso, e o simples fato de ter acesso a um repositório de conhecimento (ex. livros, saber ler e escrever), já era um diferencial competitivo enorme.

Hoje em dia, devido à IA, o gap entre alguém superletrado e outra pessoa menos letrada diminuiu drasticamente. NINGUÉM na face da Terra tem tanto conhecimento acumulado quanto as IAs modernas.

A IA é como um estagiário que leu e memorizou todos os livros do mundo, só que não sabe o que fazer com isso. Não sabe definir a aplicação, o problema correto a resolver e a conexão ao mundo real.

Antes, havia mérito em saber as respostas, ou construir o código para processar. Hoje, o especialista é quem sabe fazer as perguntas certas e aplicar todo o poder potencial deste estagiário brilhante para criar soluções verdadeiras e úteis no mundo real.


Por que não temos 4 braços?

Esta é uma reflexão que ocorreu quando eu estava tomando o café da manhã e tentando fazer múltiplas tarefas ao mesmo tempo. Múltiplos braços poderiam ser bastante úteis, não?

Primeiro, por que não temos apenas um braço? Ora, pensando que o corpo é simétrico, o que for programado para ser feito na parte direita do corpo é só espelhar para a parte esquerda. Até em termos de algoritmo, é mais fácil ser simétrico.

Por que não 4 braços? Ou 8? Ou 12?

Bom, aí a resposta já deve ter relação com Economia. Cada membro adicional vai necessitar de materiais, de energia física e capacidade mental para controle.

O benefício marginal é decrescente: 2 é muito melhor do que zero, já 4 não vai ser tão melhor assim do que 2…

Se não houver algum ganho enorme em ter mais braços, vai ser apenas custo sem benefícios. A complexidade crescente será pior do ser simples e efetivo.

Em grandes empresas, é sempre assim também. Criam uma área nova, de controles internos, de gestão de mudança, ou similar, olhando apenas para os benefícios de ter mais. Porém, se a complexidade aumentar e não tiver retorno proporcional, não vai fazer sentido no final das contas…

A natureza é sábia.


“Os covardes morrem muitas vezes antes de sua morte, os valentes experimentam a morte apenas uma vez” – Júlio César, na peça de Shakespeare

O Compêndio de Ideias do Prof. Arnaldo: https://asgunzi.github.io/Compendium/

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