Esta semana visitei o Instituto Federal de SP, onde fiz o Segundo Grau técnico, curso de Telecomunicações. Tive o prazer de reencontrar o prof. Alexandre Brincalepe Campo.
Esta história começa 30 anos atrás.

Lembro do dia em que fui fazer a inscrição para o vestibulinho da Federal. A inscrição era presencial. Internet não existia nem em sonho.
Comprei uma apostila de provas passadas de um ambulante. Não tinha YouTube, professores nas redes sociais, nada disso. Devorei a apostila como um louco, assim como fazia com todos os escassos livros aos quais eu tinha acesso.
Felizmente, por ser uma escola técnica, matemática contava muito, e é o meu forte.
Os pensadores antigos falavam em Virtú (o que conseguimos fazer por conta própria) e Fortuna (o que não depende de nós). Por uma combinação das duas, entrei na Escola Técnica Federal, nome que a escola tinha à época.
Eu adorava a Federal. Porque, considerando de onde eu vinha, era a primeira vez na vida que eu tinha acesso a uma instituição de tanta qualidade: professores competentes e colegas de altíssimo nível.
Foi um daqueles pontos de inflexão na vida. Um daqueles trampolins que ajudam demais.
Por fim, curta a jornada. Reveja os amigos. Porque, no final das contas, é isso que vale a pena.
