Velozes e Furiosos 10, Vingadores 658, Star Wars Episódio “Infinito”… Fazer a continuação de uma franquia ou apostar em um filme inédito?

Esse é o eterno dilema da indústria cinematográfica. Em uma outra indústria, equivale a decidir entre melhorar um produto existente ou lançar uma inovação radical.
Franquias oferecem a segurança da base instalada: os personagens já são conhecidos e a barreira da inércia já foi vencida. Contudo, o abuso dessa estratégia cobra seu preço. É como colocar água no suco de laranja: continua sendo suco, mas fica mais sem graça a cada mililitro diluído. A importância de cada novo filme se perde na repetição.

Já o filme inédito carrega o peso do desconhecido. Personagens, enredo e estética originais representam um risco altíssimo de rejeição. Porém, reside aí o grande paradoxo: toda franquia bilionária nasceu, um dia, de uma aposta arriscada em um filme inédito.
Se o cinema focar apenas no lucro seguro de curto prazo, matará o solo fértil de onde nascem os clássicos do longo prazo. É um equilíbrio difícil, tal qual na vida pessoal: devemos apenas aprofundar o que já sabemos ou ter a coragem de desbravar campos totalmente novos?
O problema não é escolher entre franquias ou inéditos.
É esquecer que um financia a existência do outro.
Não há fórmula mágica para achar o ponto de equilíbrio.
E, no fundo, essa discussão não é sobre cinema.
O Compêndio de Ideias do Prof. Arnaldo: https://asgunzi.github.io/Compendium/
