Quem é voluntário para responder?

Quando o professor faz a pergunta, “Quem é voluntário para responder?”, no Brasil, uma ou duas mãos se levantam, timidamente, ou pior, ninguém levanta a mão. Aí, o professor intima alguém para se voluntariar à força: “fulano, o que você acha…” . Quem nunca vivenciou a situação?

Já presenciei uma turma de alunos japoneses (do Japão, não os descendentes), e quando o professor chama algum voluntário, é o exato oposto: há uma corrida para ver quem levanta a mão primeiro.

A ideia é que a educação é um tema extremamente importante, e demonstrar interesse, ser voluntário, é um passo para aprender mais. O objetivo do aluno não é só passar de ano, é tirar 10 em tudo, é ser o primeiro numa sociedade ultra-competitiva (sem entrar no mérito da questão, isso tem os seus prós e contras).

É claro que não dá para generalizar. Um monte de gente nem se interessa de verdade e levanta a mão só para constar, ao passo que o oposto também é possível, alguém tem vergonha de participar mas está genuinamente interessado na aula.

Uma consequência é a posição japonesa no ranking Pisa (uma avaliação mundial no nível segundo grau), sempre nos primeiros lugares. E o Brasil no ranking Pisa? Confira aqui no link (https://ideiasesquecidas.com/2019/12/03/ranking-de-educacao-pisa-2018/).

De forma geral, uma dica é sempre se voluntariar a responder ou participar, quando parte do público. Realmente, sempre aprendemos mais quando a nossa participação é maior!

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