Dr Livingstone e o homem na rede

hammock

Uma das histórias mais simples e instigadoras que já ouvi foi a seguinte.

O Dr. Livingstone, famoso explorador da África, uma vez encontrou um homem deitado numa rede, em pleno dia. Ele perguntou:
– Você não deveria estar trabalhando?
– Mas para que trabalhar?
– Para juntar dinheiro
– E para que dinheiro?
– Com dinheiro você pode comprar uma boa casa
– E para que uma casa?
– Você pode montar uma rede e descansar tranquilamente na sua casa, quando estiver de férias
– Mas já estou numa rede, descansando na minha casa!


Guardadas as devidas proporções, as vezes me sinto na posição do Dr. Livingstone, e outras, na do nativo.

Já participei de alguns trabalhos, no passado, onde a exigência em termos de dedicação era muito alta. Num desses trabalhos, passei três semanas saindo no mínimo as 10 da noite, e fiquei na madrugada duas vezes neste período. Obviamente isto não é bom, e nem sustentável. Eu parecia o nativo, dizendo ao Livingstone que não vale a pena viver este tipo de vida.

Mas, na maioria das vezes, faço o papel de Livingstone. Vejo pessoas que nem estudam nem trabalham, a geração “nem-nem”. E fico criticando-os, cobrando produtividade.

Como tudo na vida, não há resposta fácil, e a verdade (que desconhecemos) está no meio destes extremos.

Por eu ter uma tendência a ser mais Livingstone do que o nativo, tento entender e respeitar o outro lado. Tendo a ser analítico, lógico, determinístico. Histórias como estas me fazem mais ilógico, humano, flexível.

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