Tony Hsieh – Satisfação Garantida

O mundo dos empreendedores lamenta a perda de Tony Hsieh, fundador da Zappos, negócio de venda de sapatos e roupas pela internet. A Zappos foi vendida à Amazon por $ 1 bi.

Descendente de taiwaneses nos EUA, os valores da família o obrigavam a perseguir nota 10 na escola, uma carreira reconhecida ou o domínio de um instrumento musical. Apesar de tirar notas altas e de ter trabalhado na Oracle, ele queria mesmo era a liberdade de empreender.

Um de seus primeiros negócios, ainda adolescente, foi criar um serviço de transformar fotos em broches. Era tudo pelos correios. O serviço foi sendo passado para os irmãos mais novos, e durou muitos anos.

Na faculdade, começou um negócio de pizzas. Tinha um colega que sempre encomendava muitas pizzas, em quantidade sobre-humana: duas, três pizzas grandes de pepperoni. Tempos depois, Tony descobriu que o rapaz (Alfred Lin) revendia as pizzas, por pedaço, no alojamento, ganhando uma grande margem sobre o produto. Alfred acabou virando CFO da Zappos, anos depois.

Tony fundou o LinkExchange, vendido à Microsoft por $ 265 mi, antes de fundar a Zappos.

Na Zappos, ele não estava preocupado com a eficiência, e sim, em gerar o melhor valor possível ao cliente. Ex. nos sites comuns, é extremamente difícil encontrar um telefone para ligar. Na Zappos, o número estava sempre visível. A tecnologia revolucionária era o velho telefone, o atendimento ao cliente.

Não por acaso, o seu livro tem o título “Delivering happiness”. Na versão em português, “Satisfação garantida”.

Tony faleceu devido a um incêndio em sua casa, aos 46 anos.

“Eu decidi parar de perseguir o dinheiro, e comecei a perseguir a paixão” – Tony Hsieh.

Livro “Satisfação garantida” na Amazon:

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Links:

Tony Hsieh, criador e ex-CEO da Zappos, morre aos 46 anos | Mundo | G1 (globo.com)

Tony Hsieh, dead at the age of 46, after injured in house fire | Las Vegas Review-Journal

A Zappo paga para o funcionário se demitir: encontrar a isca certa.

zappos

 

O processo de contratação de pessoas é um dos mais críticos de qualquer empresa: é custoso, demorado, e mesmo assim erra-se muito. E pessoas são o recurso mais crítico de qualquer organização.
 

O pessoal do Freakonomics conta uma história interessante sobre contratação, numa empresa extremamente não convencional: a Zappos.

 
Assim que acaba o processo de contratação, depois da primeira semana de treinamento do novo funcionário, a Zappos faz uma oferta: “te dou 2 mil dólares para você pedir demissão agora mesmo”.

 
Qual a lógica de se oferecer 2 mil dólares para alguém se demitir na primeira semana?

 
A lógica é a seguinte. É impossível haver um processo de RH perfeito, onde só se contratem as pessoas certas. Vão haver erros, muitos erros. E os erros custam caros: são alguns meses até descobrir que o novo funcionário não serve para a vaga, da onde ou ele se demite ou é demitido, e mais alguns meses até retomar o processo e contratar outro funcionário. Eles estimaram que este erro custaria em média 4 mil dólares. Daí, valeria a pena pagar 2 mil para se livrar logo de alguém que não está comprometido com a empresa.
 

E qual a taxa de aceitação desta proposta indecente? Cerca de 1%.

 


 

O processo de contratação é tão difícil, que conheço um Gerente que nunca contrata pelo RH. Ele sempre contrata por indicação das pessoas que confia. E ele só confia em algumas poucas pessoas, que já demonstraram comprometimento, capacidade de gerar resultados, etc. E ele não abre mão, de jeito nenhum, dessas pessoas. Se uma outra empresa quiser roubar o bom funcionário, ele cobre a oferta, recoloca o sujeito, promete o que ele quer, mas não deixa ele sair. Aliás, qualquer cargo mais alto numa empresa certamente é por indicação de algum conhecido.
 

Na maioria das grandes empresas, uma ideia completamente inusitada como a da Zappo nunca teria êxito: os processos são engessados demais para permitir algo assim. Mas, quem sabe, ideias como esta inspirem os RHs do mundo a pensar de outra forma…

 

Arnaldo Gunzi
Junho 2015

 

http://freakonomics.com/2011/11/21/paying-people-to-quit-what-law-schools-can-learn-from-zappos/