Paul McCartney era um aluno medíocre na aula de música


O grande músico Paul McCartney passou pelo Brasil na última semana.

Aos 76 anos, o ex-Beatle continua a entoar com energia algumas das mais belas canções de todos os tempos.

Porém, a julgar pelas suas notas nas aulas de música, esperava-se um músico medíocre.

Paul odiava a escola de música. O seu professor nunca dava notas boas, e nem notava talento especial no jovem Paul.

Outro aluno na mesma escola de música era George Harrison – que também era julgado como um aluno mediano.

Ou seja, o professor quase reprovou metade dos Beatles em sua sala de aula!

Esta história pavorosa é contada por Sir Ken Robinson, num vídeo famoso no TED. A escola, nos moldes tradicionais, atrapalha a criatividade.

​Desista, nunca vai dar certo!

Todas as vezes em que um especialista disser que não vai dar certo, lembre-se desses cases.

 


Os Beatles

Em janeiro de 1962, os ainda desconhecidos Beatles foram rejeitados pela Decca Records, com a seguinte nota:

“Grupos de guitarra estão em franca decadência”, e “os Beatles não têm futuro no show business”.

Ledo engano, os Beatles se tornaram a banda de maior sucesso da história!

 


 

Fedex

Fred Smith é o fundador da Fedex, uma das maiores transportadoras de carga do mundo. Num dos trabalhos da faculdade, ele colocou a ideia de transportes de cargas através de um hub central.

Diz a lenda que ele recebeu um C- pelo trabalho, com a explicação de que o mesmo deveria ser minimamente viável na prática para receber uma nota melhor!

 


 

O Telefone

Graham Bell, o inventor do telefone, ofereceu os direitos de produção à Western Union, que respondeu:

“Que espécie de uso teria este brinquedo elétrico?”


 

Albert Einstein – Lazy dog

O grande cientista alemão Albert Einstein não era um bom aluno. Muito pelo contrário. Ele odiava a rotina de ter que estudar assuntos que lhes eram impostos, ao invés de seguir a própria imaginação.

 

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Por isso, um de seus professores de matemática o chamou de “Cachorro preguiçoso”, e profetizou que ele nunca faria algo de útil na vida!

 


 

Links

https://ideiasesquecidas.com/

https://en.wikipedia.org/wiki/The_Beatles%27_Decca_audition

https://www.bloomberg.com/news/articles/2004-09-19/online-extra-fred-smith-on-the-birth-of-fedex

How Einstein Went from ‘Lazy Dog’ to Nobel Prize Winning Scientist

http://blog.historyofphonephreaking.org/2011/01/the-greatest-bad-business-decision-quotation-that-never-was.html

 

Uma caixinha de música

Este é um dos presentes mais legais que um engenheiro pode ganhar.

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– É uma caixinha de música com a estrutura de funcionamento visível
– As músicas nela são dos Beatles: Hey Jude, Let it Be, Yesterday, Imagine

Há dezenas de anos atrás, tinha uma caixinha de música em casa, mas tinha alguma bailarina em cima. Minha mãe não deixou eu quebrar a bailarina para ver como aquilo gerava música. Agora sim, posso liberar o espírito criança.

Vi que a caixinha funciona assim. A gente gira a manivela, que tem conexão com o rolo com arestas. Cada aresta é como se fosse um dedo, que toca uma nota específica do mini-piano à sua frente.
Mas vamos detalhar um pouco mais a física disto.


O Hardware
Nas aulinhas de física sobre acústica, os professores ensinam que o som é uma onda.

Uma barrinha de metal assim tem um comprimento, digamos L.

Barrinha1

Digamos que o músico bate na barrinha. Ela vai começar a vibrar numa ponta, enquanto está presa na outra ponta. O metal vai para cima e para baixo várias vezes, até voltar ao normal.

Barrinha2

Isto gera uma onda, com frequência proporcional ao comprimento L. Quanto menor o comprimento da barra, menor o comprimento da onda gerada, e assim, maior a frequência – mais agudo o som. Quanto maior o comprimento, maior a frequencia – mais grave.

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Se eu colar várias barrinhas de metal uma do lado da outra, e ajustar os tamanhos conforme as escalas de som – dó ré mi – tenho um conjunto completo para fazer música, como um mini-piano.

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Agora, é só tocar o meu mini-piano.


O “Software”

A Informação, seja ela uma música dos Beatles ou da valsa dos cisnes, é gravada no rolo com arestas. Cada aresta é como se fosse um dedo que toca uma nota, como se eu estivesse lendo a partitura da música.

A minha caixinha não permite, mas se fosse para trocar de música era só trocar o rolo com arestas.

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Outro detalhe didático. Se tocar a caixinha no ar, não sai um som legal. Ele precisa estar em um plano, para conseguir reproduzir uma caixa de ressonância.

Tem uns vídeos que mostram uma caixinha de musica funcionando. https://www.youtube.com/watch?v=0jIVtRV1biI

O disco de vinil de antigamente não era um rolo com arestas, mas era um disco com sulcos. Cada sulco representava uma unidade de informação. A música dos ipods e streamings de hoje em dia também não é diferente. São unidades de informação gravadas em algum formato pré estabelecido.

Hoje em dia, dá para pensar no seguinte. Um rolo com arestas móveis, que sobem e descem, e são programáveis. Daí, baixar uma música qualquer na internet, e mandar tocar na caixinha de música!


Coisas lúdicas e didáticas

Parto do princípio de que ninguém gosta de coisas complicadas. Eu, pelo menos, só entendo coisas lúdicas e didáticas, a as minhas aulas de física seriam muito mais simples com instrumentos assim.

Não lembro a marca da caixinha de música, porque perdi a caixa.  Mas comprei a mesma na Haikai, da av. Galvão Bueno, 17, loja 18.

Arnaldo Gunzi

Set 2015

Escola acadêmica x Vida real

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Sir Ken Robinson tem um vídeo famoso no TED, onde argumenta que a escola, nos moldes tradicionais, atrapalha a criatividade.

Ele conta uma história apavorante: se fosse pela escola, Paul McCartney nunca teria sido músico.

O professor de música de Paul, no ensino médio, nunca dava notas boas para ele, nem notava nenhum talento diferente.

Outro Beatle, George Harrison, teve o mesmo professor alguns anos depois, e era a mesma coisa: nenhum destaque, notas medianas, aluno mediano.

Imagine só. Os Beatles são a banda mais legal e bem sucedida do universo. Um cara tem metade dos Beatles em sua aula de música, onde ele supostamente seria o especialista do assunto, e dá nota 5 para eles!!

Agora, a minha experiência. Sou alguém que estuda muito. Leio um livro por semana, no mínimo. Sempre fui assim.
Porém, na época da escola, eu fui ensinado que a escola tem as respostas. Existia o certo e o errado. Se a resposta não fosse igual à das soluções do final do livro, estava errada.

Por anos, eu seguia o mesmo processo. Dado um problema novo, eu sempre procurava extensivamente em livros se alguém já tinha pensado e resolvido aquilo. Depois disso, analisava as soluções que encontrava e começava a pensar.

Mas este processo está errado. O ideal é começar a pensar antes de procurar outras soluções. Imaginar, desenvolver, ao invés de copiar.

Na vida real, há coisas que dão certo e que dão errado. Mas esta fórmula não está escrita num livro. O conhecimento de hoje pode estar ultrapassado amanhã. E é a vida real que dá o veredicto final, não a escola.

Se Paul McCartney tivesse sido influenciado pelas notas do professor de música, talvez ele tivesse ido trabalhar como mão de obra na indústria. Não existiriam os Beatles. O mundo seria mais triste, ao ser privado de músicas como Yesterday, Hey Jude, The long and winding road, Sgt Pepper, Yellow Submarine…

Arnaldo Gunzi
Jan/2014

Bônus: Yesterday é a música mais regravada da história, com mais de 2000 regravações.