Duas notícias relacionadas com postagens recentes

1 – Bob Dylan não comparecerá para receber o Prêmio Nobel
Conforme escrito neste post, Dylan não precisa do prêmio, mas o Nobel precisa de Dylan.

 
2 – A companhia Rakuten patrocinará a equipe do Barcelona
Rakuten é a companhia que usa o inglês como língua oficial, em todos os e-mails e apresentações da empresa. Vide post.

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Roubei a ideia (bons artistas copiam, grandes artistas roubam – Pablo Picasso), e passei a enviar e-mails apenas em inglês.

Resultados:
– Até hoje leio e escrevo em inglês, com a maioria das pessoas com quem me comunico por e-mail
– Aprendi uma série de palavras, e certamente deixei de esquecer outras
– A maioria das pessoas achou uma boa ideia, mas alguns (uns 20%) não se sentiram muito confortáveis e continuaram a escrever em português

O resultado final foi muito positivo. Se não temos oportunidade de usar o inglês no dia-a-dia, que tal criar essas oportunidades?

 

 

Links:

Bob Dylan declina convite para cerimônia do Nobel: ‘Agenda cheia’

http://www.mundodeportivo.com/futbol/fc-barcelona/20161116/411905020517/noticia-md-rakuten-podria-ser-el-nuevo-sponsor-del-fc-barcelona.html

 

Bônus: Futebol Total.

https://ideiasesquecidas.com/2016/03/25/as-origens-do-futebol-total/

O melhor trabalho 

Compartilhando um pouco da sabedoria de Peter F. Drucker.

 

Sempre que alguém perguntava “qual o seu melhor trabalho”, ele respondia: “o meu melhor trabalho será o próximo”.

 

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Isto porque os trabalhos devem evoluir, devem sempre ser melhores. Um grande profissional não deve viver de trabalhos do passado. Um grande profissional deve tentar alcançar a perfeição.

 

Alcançar a perfeição é impossível, mas sempre devemos buscá-la em nossos trabalhos.

 

Drucker era um perfeccionista. Cada frase tinha um significado, cada afirmação tinha um objetivo.
 


 

Outro exemplo de perfeccionista é o Josep (ou Pep) Guardiola. Sempre muito chato, extremamente exigente, cobra perfeição em cada passe, em cada posicionamento, estuda exaustivamente os adversários.

 

Resultado: assombrou o mundo com um Barcelona imbatível, revolucionou o estilo de jogo do futebol mundial, e indiretamente ajudou a Espanha a ser campeã do mundo.

 

O grande jogador Xavi (outro que fez história como jogador e vai fazer como técnico), dizia: “Se o Guardiola fosse um músico, seria um excelente músico”.

 

É extremamente, muito mais difícil fazer um trabalho perfeito do que um bom trabalho. Um trabalho bom vai ter uma boa vida útil. Mas um trabalho perfeito vai durar para sempre. 

 

Arnaldo Gunzi
Dez 2015

 

Outros perfeccionistas:

 

E se Messi fosse brasileiro?

 

 Messi. Foto: Reprodução

 
Lionel Messi é um dos grandes atletas da atualidade, vencedor de 4 bolas de ouro até agora, e destruidor de recordes: maior goleador do Barcelona, fez gols em todos os times do campeonato Espanhol, etc. 
 
O Messi com 11 anos já jogava muito. Pegava a bola, partia numa velocidade incrível e com controle perfeito e só parava com o gol. Mais ou menos como hoje. Mas o garoto Messi era fisicamente menor do que os demais garotos de sua idade. 
 
Os médicos descobriram que Messi tinha um problema hormonal que retardava o crescimento. O tratamento envolvia a aplicação de uma injeção de hormônios uma vez ao dia. Mas o tratamento custava mil dólares por mês, coisa que a humilde família Messi não conseguia pagar. Sem este tratamento, Messi chegaria a idade adulta com 1,50m, ao invés do 1,69m atuais, que o colocaria em extrema desvantagem quanto aos zagueiros. 
 
 O pai do Messi o levou a diversos clubes, mas muitos deles o rejeitaram pelo tamanho diminuto, e os poucos que o aceitaram não quiseram pagar o tratamento. O único clube que aceitou investir na promessa foi o Barcelona. E o resto é história. 
 
E o que aconteceria se o Messi fosse brasileiro?
 
Embora seja difícil trabalhar com cenários deste tipo, podemos imaginar, e tentar descobrir o quão tênue pode ser a diferença entre destinos completamente diferentes. 
 
Imagine o Messi, com 11 anos, fazendo peneiras no São Paulo, Corinthians, Flamengo, Cruzeiro… e sendo rejeitado em todos eles, por conta de seu tamanho diminuto e também por ter inúmeros outros garotos concorrentes, que apesar de serem menos habilidosos, têm um padrão mais normal de tamanho. 
 
Imagine agora que Messi, agora com 12 anos, passou nas peneiras do Palmeiras, Botafogo e Fluminense. Eles até aceitaram que ele treinasse no clube, mas não quiseram pagar o tratamento. Investimento demais para risco altíssimo. Se, normalmente, só uma em 1000 apostas gera frutos, o que dirá apostar em um caso tão mais complexo como este?
 
O pai de Messi acaba conhecendo um empresário brasileiro, que promete custear o tratamento. Alguns meses se passam, e o empresário consegue que Messi, agora com 13 anos, treine no Vasco da Gama, mas ainda sem iniciar o tratamento. 
 
Mais alguns meses se passam, e o padrão é o mesmo: Messi muito ligeiro nos gramados, mas bastante menor que os seus companheiros da mesma idade. E nada do tratamento começar. O empresário, apesar das promessas, prefere ter mais certeza do que está fazendo. Mas, à medida que o tempo e os centímetros de altura vão passando, Messi vai tendo mais e mais dificuldades de encarar seus colegas maiores, mais fortes, o que faz que o empresário tenha mais receio de pagar por algo que não vai dar retorno. 
 
Quando Messi completa 14, a paciência acaba. O pai de Messi briga com o empresário e decide levar o filho à Europa, fazer testes. O arranjo desta viagem e os contatos com os clubes para fazer os testes demoram mais alguns meses. No Barcelona, o Messi agora com quase 15 anos, é reprovado no exame, por ser muito menor do que os outros da mesma idade. Um zagueiro de pernas compridas chamado Piqué anulou o diminuto Messi de 1,40m. Um volante rápido de 1,80m chamado Busquets deu um tranco no Messi e tomou-lhe a bola. 
 
Sem o tratamento e sem estrutura para se desenvolver, Messi passa a treinar no XV de Piracicaba. Os anos passam. Ele joga uma Copa São Paulo, joga um pouco do campeonato Paulista. Mas o anão Messi de 1,50 é mais uma curiosidade de jogador do que um atacante de verdade. 
 
A oportunidade abre-se em janelas com prazo de validade. Se o timing é perdido, possivelmente não haverá outro momento. As relações da vida são tênues, assim como a linha entre o sucesso e o fracasso. Esta história hipotética se passa no Brasil, mas provavelmente coisa similar ou pior aconteceria em qualquer lugar do mundo. 
 

Melhor que Messi

Bojan

Imagine um garoto, das categorias de base do Barcelona, com uma média de quase quatro gols por jogo. Messi? Não. Messi jogava menos que ele.

Este garoto era tão bom que jogar com ele era certeza de gols. Tão bom que, se o time estivesse perdendo, colocavam ele só para fazer o suficiente de gols para virar o jogo. O nome dele é Bojan. Bojan Krkic, espanhol de origem sérvia.

Você apostaria neste garoto, que fez mais de 500 gols em 5 anos na base do Barcelona?

Bojan cresceu, estreou pelo Barcelona. Rodou por outros times, como Milan, e atualmente está no Ajax. Mas nunca passou nem perto do craque que parecia ser.

Por que?
Uns dizem que ele tem habilidade,mas não tem emocional para suportar derrotas, e que o fato de ter sido tão bom na adolescência até atrapalhou. Outros dizem que é pelo físico franzino, crucial no mundo adulto.

Ninguém nunca vai saber a real causa. Só se sabe mesmo é que a Vida prega peças. Você consegue estimar probabilidades de sucesso ou não, mas no final das contas, é a Vida que decide.

Bojan ainda tem apenas 23 anos. Quem sabe ainda não desponte?