Economia em uma única lição

No post anterior, comentei sobre como uma pessoa muito inteligente pode manipular as opiniões a seu favor.

Isto tem relação com os pensamentos do brilhante economista Henry Hazlitt, que em 1946 publicou o livro “Economia em uma única lição”. O grande mérito dele foi isolar o cerne de muitas falácias, que podem induzir ao erro quem está despreparado.

 

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E qual é esta única lição?

Em resumo, ao analisar um fato econômico, deve-se olhar para os seus efeitos em termos globais e no longo prazo.
As grandes falácias fazem o oposto: focam as vantagens localmente para um grupo em especial que é beneficiado, ou analisam apenas os efeitos de curto prazo e deixam de fora da conta os problemas do longo prazo.


Exemplo 1: Para defender uma lei impondo barreiras comerciais, a fim de proteger a indústria nacional de computadores, pode-se citar a defesa de milhares de empregos, a oportunidade de desenvolvimento da tecnologia nacional, etc. Ou seja, focar o discurso num grupo local, e deixar de fora todos os outros grupos: os consumidores finais desta indústria que vão pagar mais caro por produtos piores, o pouco incentivo a desenvolvimento pela falta de concorrência, aumentando o abismo entre a indústria nacional e a internacional.

 


Exemplo 2: É muito fácil gerar ganhos de curto prazo. Basta canibalizar o longo prazo: utilizar todos os melhores recursos produtivos hoje, não respeitar nem um pouco o meio-ambiente, nem a sociedade. Certamente a conta chegará um dia, e será infinitamente mais cara do que se respeitasse o longo prazo. Entretanto, mais e mais empresas são guiadas por metas agressivas, e metas de curto prazo, que podem levar à decisões míopes.

 


 

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O problema é que a conta direta, seja de empregos gerados, seja dos ganhos financeiros atuais, é fácil de se fazer. Entretanto, a conta dos efeitos dos custos ambientais, dos custos sociais e de longo prazo, são imensuráveis, quase especulativos, impossíveis de se fazer sem contestação.

O longo prazo um dia vai chegar. E, se não formos nós que vamos pagar a conta, algum outro vai o fazer.

Conclusão: deve-se pensar nos efeitos globais e de longo prazo das decisões atuais.

Hazlitt desmascara uma série de falácias no livro, que é simples e direto. É uma leitura recomendada.

 

 

 

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