Ponto de vista

Nas escolas em que estudei, era comum uma conversa mais ou menos assim:

“Cara, não estudei nada e ainda tirei 6!”

“E eu, que fui para a academia, só estudei um pouco antes da prova, e ainda tirei um 5!”
 
Ou seja, os alunos vangloriando-se de terem estudado pouco mas ainda assim ficando um pouco acima da média. Os alunos tinham vergonha de falar que estudavam, seja qual for a razão disto.

Vindo de uma cultura nipônica, sei que no Japão as coisas são diferentes. A competição pelas poucas vagas nas melhores universidades é acirrada, e há milhares de outros alunos em condições de preencher a vaga. A vergonha, ali, é não estudar. 
 
A conversa seria assim:

“Cara, estudei pacas e tirei só 6”

“E eu, que tirei 5? Não deveria ter ido para a academia…”
 

Não acho correto dizer que há uma posição “certa” e outra “errada”. 

Mas sei que causas geram consequências, e palavras alimentam atos, como uma profecia auto realizável. Assim, o primeiro grupo de alunos tende a estudar menos para a próxima prova, afinal, eles mesmos dizem que não são nerds. Por outro lado, o segundo grupo vai estudar mais para a próxima prova, porque eles sabem que devem melhorar.

Não tenho vergonha em dizer que estudo muito, leio muito, trabalho muito. Quando adolescente, passava os sábados resolvendo problemas de matemática. Hoje, meus horários favoritos para estudar são das 5 às 7 da manhã de sábado e domingo.

 

Arnaldo Gunzi
Out 2015

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