Incentivos e cigarros

Existem crenças generalizadas, exploradas politicamente, mas que não são tão eficazes assim na realidade.

cigarro

Uma dessas é a ideia de que empresas de bebidas alcóolicas e tabaco devem ser sobretaxadas, para desestimular o consumo dos mesmos.

Acontece que empresas não pagam impostos. No final das contas, quem paga são as pessoas, os consumidores. Todos os impostos são necessariamente repassados para o consumidor, senão a empresa quebra. Enquanto houver demanda e enquanto houver quem pague o preço, sempre haverá indústria. E, da mesma forma, processar e multar essas empresas só tem o efeito de enriquecer advogados, servir de discurso polítiico e penalizar o consumidor (ao invés de ajudar).

Outra coisa: empresas de tabaco e álcool já são pesadamente taxadas hoje em dia. Ocorre na prática que, a empresa brasileira exporta o cigarro para o Paraguai, da onde contrabandeam o cigarro de volta para o Brasil, e ainda sai mais barato que o mesmo produto legalizado.

No caso extremo, proibir totalmente cigarro e álcool só vai fazer surgir uma máfia de contrabando. A Lei Seca dos Eua e o surgimento de Al Capone não são coincidência.

Os economistas Jeremy Bullow e Paul Klempere estudaram esse sistema de impostos e incentivos, e fizeram algumas propostas interessantes. A mais interessante é a de nacionalizar a produção desses produtos. Como tudo o que é estatal, rapidamente a bebida e o fumo perderiam muito de seu charme..

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