Consequências gerando causas

Na época do vestibular, ou seja, muito tempo atrás, assisti a uma aula de Geografia, onde o professor explicava porque o Japão era um país industrializado.

Achei o argumento tosco e infundado, na época, e hoje acho mais tosco ainda.

Segundo o “professor”, o Japão era um país sem recursos naturais: pouca terra arável, sem petróleo nem minérios, sem grandes rios para produzir energia elétrica. Portanto, a única saída para o Japão evoluir era se industrializar. Aí ele pulava para o Brasil, que com vastas extensões de terra arável e muitas commodities, teria menos incentivo para se industrializar.

Ora, mas se é assim, por que a Indonésia não era um país industrializado, já que é uma ilha tanto quanto o Japão, sem nenhum recurso? E por que os EUA são industrializados, sendo que têm até mais recursos que o Brasil?

O discurso do “professor” toma uma consequência e tenta encontrar as causas. Troca o fim pelo começo e inventa o argumento que quiser no meio. Ao invés das causas gerando consequência, são as consequências gerando causas.

Aliás, por que será que todo professor de Geografia e História é esquerdista radical?

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