Serendipidade

O termo “serendipidade” é muito utilizado nas palestras sobre inovação. Significa uma descoberta por acaso, imprevisto.

 

Trocando em miúdos, significa algo que dá certo “Sem querer querendo”.

 

Remonta à uma história persa, chamada “Os Três Príncipes de Serendipe”. Estes príncipes eram bastante curiosos, e viviam fazendo descobertas devido à astúcia e ao acaso.

 

Com o processo de inovação é semelhante. Você mira em uma coisa e acerta em outra. Dá saltos de fé, apostando no potencial, e frequentemente colhe frutos bem diferentes do esperado.
Para a serendipidade fazer a sua mágica, existe a necessidade de sair da rotina, explorar novidades, quebrar paradigmas, estar sempre buscando melhorias. E, é claro, conhecer e conversar com muitas pessoas de habilidades distintas.

 

Afinal, como dizia Louis Pasteur:

O acaso favorece a mente preparada.

 

Escolha sempre a alternativa mais curiosa

O meu amigo Diego Piva, leitor deste espaço, fez um comentário de que eu gostei muito.

 

Diz ele que sempre senta em um lugar diferente em suas aulas de inglês, enquanto todos os outros ficam sempre nos mesmos lugares. Um dia, perguntaram o motivo disto. A resposta foi que ele gosta de ver as coisas sempre por um ângulo diferente.

 

Este é um tema recorrente aqui. É uma forma simples e barata de inovar, no sentido de adicionar novos conhecimentos, e sem muitos riscos.

 

– Entre duas alternativas, escolha sempre a mais curiosa.

– Entre duas máquinas de café, uma normal e outra que não conheço, vamos experimentar a que não conheço (aconteceu de verdade, no Chile, com outro amigo meu).

– Marcar encontro num restaurante desconhecido para ambas as pessoas.

– Quando alguém não entende a sua questão, a maioria das pessoas repete exatamente as mesmas palavras. Recomendo reformular a questão como um todo, sem mudar o significado.

– Mudar o caminho até o trabalho, seja uma rua, seja um outro meio de transporte (ônibus, metrô).

– Uma nova revista, novo livro, com temas interessantes mas desconhecido.

– Entre conversar com a mesma pessoa da mesma panelinha, conhecer outras.

– Novas músicas.

– Viagem para lugares diferentes.

 

 

São alterações pequenas, simples, mas que pode gerar um bom resultado.

 


 

Risco x Zona de conforto

 

Este é o caso de um conflito entre zona de conforto x risco. Um novo restaurante pode ou ser muito bom, ou ser muito ruim – afinal é desconhecido. O restaurante conhecido sempre vai ser bom – mas aqui o problema é o custo de oportunidade de não conhecer algum restaurante bom e diferente.

 

Em geral, costumo explorar essas novas alternativas quando há tempo e espaço disponíveis para tal. Quando a prioridade é chegar no horário, ou entregar um trabalho apertado, não há muita margem para divagar.

Em todo o caso, fica a dica.