Uma boa ideia para o RH.

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A Pixar sabe a importância de reconhecer o empenhode seus funcionários. Além de bônus pela execução de um bom trabalho, funcionários extremamente criativos como os da Pixar necessitam de um agradecimento “olho no olho”.

Na ocasião do sucesso do filme “Tangled”, os diretores da Pixar resolveram eles mesmos dar o cheque do bônus. Chamaram todos os funcionários, entregaram o cheque e cumprimentaram, um por um. Juntamente com o cheque, escreveram uma carta de agradecimento e um dvd com uma versão do filme.

Dizem que há funcionários que colocaram a carta numa moldura, e que a exibem orgulhosos até hoje.

Arnaldo Gunzi

Um ano de trabalho

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No livro Creativity Inc, Ed Catmull conta que a Pixar quase perdeu um ano de produção do filme Toy Story II.

Todo o trabalho da Pixar estava em rede, e alguém acidentalmente deu um comando (na plataforma Unix, não conheço o comando) de formatar o servidor. Quando perceberam, era tarde demais para recuperar. Mas ainda existia um backup programado, que eles faziam todos os dias. Porém, foram verificar o backup, e este estava com problemas. Não tinha jeito, o trabalho de um ano inteiro estava perdido.

Foi aí que uma funcionária lembrou que tinha uma cópia do trabalho. Esta estava trabalhando em casa, por conta de licença maternidade. E fazia automaticamente um backup total do trabalho, toda semana, para levar para casa.

Uma das providências que tomaram, depois do incidente, foi a de consertar o programa de backup. Mas o mais impressionante foi o que não fizeram. Ninguém perguntou quem foi a pessoa que apagou os dados, e nem quiseram responsabilizar ninguém. Isto porque eles tinham certeza de que as pessoas da Pixar eram bem intencionadas, e se houve o problema, fora por acidente e não por negligência ou má intenção.

Outra coisa era a liberdade total dos funcionários no trabalho. E, se todos podiam ter acesso aos arquivos e apagar (que causou o acidente, também todos podiam fazer backup e levar para casa (o que salvou a todos). A aleatoriedade trabalha para os dois lados, e eles preferiram manter a cultura da empresa a aumentar controles e sufocar o ambiente.

Arnaldo Gunzi.

Pixar, Mudanças de Processo e Zonas de Conforto

Ed Catmull é um dos fundadores da Pixar (que surgiu bem antes de Steve Jobs adquiri-la). Ele conta várias histórias interessantes no livro “Creativity Inc”.

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A Pixar era da Lucas Films (de George Lucas, de Star Wars), e Ed e a equipe dele desenvolveram um sistema digital para edição de vídeo. Este novo sistema permitia mesclar digitalmente cenas de filmes diferentes.

Mas, além de superar a barreira do desenvolvimentos, também havia o fator humano.

Na época, a edição de vídeo era recortando e sobrepondo filmes. Algo artesanal, manual mesmo. E os diretores não queriam perder tempo aprendendo um novo método. Não queriam perder tempo no curto prazo, modificando o processo para apostar em uma ferramenta que poderia não dar certo.

Muitas pessoas e empresas desenvolvem novas aplicações, mas não se esforçar em mudar o processo. A mudança de processo geralmente é um problema tão grande ou até maior que o desenvolvimento técnico. E nada roda direito se não tiver processo. É melhor uma solução mais simples que rode, do que uma solução extremamente complexa, que não roda.