A saída da Lei de Moore: hardware e software

Segue um artigo interessante.

Este defende que uma das saídas para a limitação da evolução dos computadores, a Lei de Moore, pode ser em software.

A Lei de Moore afirma que o número de transístores (unidade básica de computação) dobra a cada 18 meses, para um mesmo custo.

A grande miniaturização dos componentes eletrônicos dos últimos anos (e décadas) segue a curva prevista.

No final do dia, foi a evolução do hardware que permitiu o grande avanço computacional visto nos dias de hoje, em que um celular que cabe no bolso tem milhares de vezes de capacidade a mais do que o mais moderno supercomputador do passado.

Há algumas alternativas em hardware sendo exploradas: chips em 3D, computação biológica, computação quântica.

O artigo fornece mais uma alternativa: evolução em software.

Atualmente, há uma grande quantidade de sistemas que utilizam soluções prontas, como blocos de Lego que vão sendo montados sucessivamente uns sobre os outros. Ex. Python é uma linguagem de programação de alto nível, com poucos comandos é possível fazer muita coisa. Isso não é de graça, o preço é o overhead de processamento.

Se tais sistemas forem reescritos, tendo em vista a performance ao invés da velocidade em programar, podemos ter um grande aumento de velocidade para a mesma capacidade de processamento.

Ele chama de “redução” a reutilização de blocos de programação.

It sometimes yields a staggering amount of inefficiency. And inefficiencies can quickly compound. If a single reduction is 80 percent as efficient as a custom solution, and you write a program with twenty layers of reduction, the code will be 100 times less efficient than it could be.

Segue link: https://spectrum.ieee.org/tech-talk/computing/software/software-engineering-can-save-us-from-the-end-of-moores-law

Satya Nadella (CEO Microsoft), sobre computação quântica

O indiano Satya Nadella é o atual CEO da Microsoft, empresa fundada por Bill Gates. Nadella foi o responsável pelas grandes mudanças recentes da empresa, como direcionar esforços para cloud (ex. o Office 365 é extremamente poderoso).

No livro “Hit Refresh”, ele cita três tecnologias disruptivas: realidade mista, inteligência artificial e computação quântica. Não à toa, a Microsoft está investindo pesado nas três áreas.

Abaixo algumas frases, sobre computação quântica.

A computação quântica nos permitirá ir além do limite da Lei de Moore – a observação de que o número de transístores num chip de computador dobra a cada 2 anos – mudando a própria física da computação como conhecemos hoje.

Uma empresa de tecnologia que perde múltiplas tendências como esta ficará inevitavelmente para trás. Ao mesmo tempo, é perigoso perseguir tecnologias futuras não testadas e negligenciar o core do negócio atual. É o clássico dilema do inovador – arriscar o sucesso existente ao perseguir novas oportunidades.

Se construir um computador quântico fosse fácil, já teria sido feito.

Ao invés de apenas 0 ou 1 como num bit clássico, qubits podem estar em superposição, que permite várias computações simultâneas. Num algoritmo quântico propriamente construído, de acordo com um de nossos cientistas, ocorre um grande massacre em que todas ou muitas das respostas erradas são canceladas.

Problemas que computadores clássicos demorariam séculos para resolver, poderiam ser resolvidos por computadores quânticos em poucos minutos ou horas. Por exemplo, os níveis atuais de criptografia. Um computador atualmente demandaria 1 bilhão de anos para quebrar o RSA-2048, mas um computador quântico conseguiria quebrar em menos de 2 minutos. Felizmente, a computação quântica também revolucionará a computação clássica e a criptografia, levando a maior segurança ainda.

Computação quântica é o Santo Graal da tecnologia.

Links:

https://www.ciodive.com/news/microsofts-ceo-nadella-ai-mixed-reality-quantum-computing/507134/

https://arstechnica.com/gadgets/2017/09/microsoft-quantum-toolkit/

Ideias técnicas com uma pitada de filosofia

https://ideiasesquecidas.com/