Genghis Khan – mangá

A fim de fechar o tema do império mongol, uma indicação de mangá, sobre o conquistador Genghis Khan: Chinggis Khan, por Yokoyama Mitsuteru.

Não há muitas formas de comprar um mangá antigo no Brasil (este é de 1991), então praticamente o único jeito de ler é por sites que scaneiam mangás.

http://fanfox.net/manga/chinggis_khan/

O mangá conta a história de Temujin (o nome de nascimento do grande Khan) nas estepes mongóis, as inúmeras intrigas, batalhas, assassinatos e rapto de mulheres e crianças que ocorriam neste época.

Com o passar do tempo, e o crescimento da tribo de Genghis, foram diversas as guerras com outras tribos das estepes, com todos os elementos possíveis: alianças, casamentos, acordos de sangue, brigas, e, é claro, traições.

Há uma série de livros e alguns filmes sobre o grande Khan, mas o formato história em quadrinhos é o meu favorito.

É possível ver imagens fascinantes como a seguinte.

O autor, Yokoyama Mitsuteru, é certamente um dos meus favoritos, por ter adaptado em mangá também a fantástica história dos Três Reinos. Ele teve o auge do seu trabalho na segunda metade do século passado, e faleceu em 2004.

Após consolidar o poder na Mongólia, os exércitos de Genghis passaram a utilizar a sua máquina de guerra contra países vizinhos, devastando quem não se submetia a eles, destruindo a Bagdá dos sonhos, quase chegando à Europa, e conquistando a China (este post é sobre Kublai Khan).

Veja também:

Como a morte de um velho bêbado salvou a Europa da devastação total

A história é fortemente não-linear. Seja em nossas vidas individuais ou em nossas civilizações, há pontos de inflexão imprevisíveis que mudam totalmente o destino de milhões de pessoas…

Tenho um certo fascínio por histórias deste tipo, como a previsão do tempo que salvou o Dia-D, a destruição de Bagdá e o cagão que salvou o mundo, entre outras.

Esta é a história da morte de um único velho bêbado, que salvou a Europa e a civilização ocidental inteira. O mundo seria completamente diferente do que é hoje se este velho tivesse morrido 10 anos depois.

O ano é 1241. O velho bêbado da história é Ogodei Khan, imperador mongol na época, o Khan dos Khans.

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Ogodei era filho de Gêngis Khan, que tinha falecido em 1227.

O império mongol já tinha dominado parte da China e devastado todas as nações entre a Mongólia e a Europa.

Coronation of Ogedei Khan, 1229. (Public Domain)

Em 1241, o flagelo da morte chegou à Europa, comandado por Batu Khan (sobrinho de Ogedei).

Em abril deste ano, duas batalhas notáveis. Na primeira, os mongóis destroçaram um exército de cavaleiros cristãos fortemente armados, no Norte da Polônia.

Outra grande batalha ocorreu na Hungria, também em 1241, onde o exército mongol esmagou os húngaros do Rei Bela IV. Estima-se que 1 milhão de húngaros foram executados: tropas, nobres, cavaleiros, camponeses.

Os mongóis adentravam a Europa…


Qual o poder do exército mongol?

O exército mongol era extremamente moderno, em comparação com os outros exércitos da época.

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Eles utilizavam amplamente o arco e a flecha. Além disso, todo mongol sabia cavalgar, eles praticamente nasciam no lombo de um cavalo. Esta combinação de agilidade e ataque à distância os fazia inimigos formidáveis.

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(Esta é para o meu amigo Antenor Simão. Um Mangudai mongol do jogo Age of Empires 2)

Junte-se à isto a noção de disciplina. Os homens respondiam em uníssono aos comandos dos generais, através de um sistema de bandeiras coloridas.

 

Outro fator era a meritocracia. Nas promoções, valia mais o que o general performava na prática do que a descendência sanguínea.

 

Além de tudo isto, eles incorporavam os exércitos e engenheiros das nações conquistadas, o que acrescentava habilidades importantes ao seu arsenal de técnicas: pólvora, catapultas, máquinas de cerco, etc…

 

O timing era mongol. O resto da Europa era o próximo alvo, após alguns meses de descanso.

 


 

A morte de Ogodei Khan

 

Em dezembro de 1241, Ogodei Khan morreu inesperadamente. Alguns argumentam que o abuso em bebida alcoolica teve relação com esta morte.

 

Sendo Ogodei o Khan dos Khans, a tradição mongol exigia que os aspirantes à sua sucessão se reuníssem para decidir quem seria o próximo Khan. Esta reunião é o Kurultai. Nota: na (horrível) série “Marco Polo” da Netflix, ocorre um desses kurutais.

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Kurultai (ilustrativo) da série Marco Polo

Desta forma, no auge da máquina bélica mongol, Batu Khan interrompeu o avanço a oeste, e deu meia volta, em direção à Mongólia.

 

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Pelas distâncias serem enormes, o kurultai demorou vários anos para ocorrer – e aí, os mongóis perderam o timing de invadir a tão distante Europa, nunca mais retornando.

 

 

Os efeitos da passagem mongol pela Europa seriam devastadores. Basta comparar com Bagdá, que foi praticamente deletada do mapa. As crônicas citam que os rios ficaram vermelhos de sangue, e depois pretos de tinta dos livros que foram jogados nos rios. Bagdá retrocedeu 1000 anos, e nunca mais foi a mesma. Hoje, Bagdá é o Iraque.

 

Alguns poucos séculos depois do não confronto com os mongóis, a Europa viveu o renascimento. Galileu apontou o telescópio para os céus. Newton descobriu as leis que governavam o movimento das estrelas e dos corpos. Adam Smith teorizou sobre economia. Os países baixos lançaram os primeiros sistemas financeiros.

 

Alguns séculos depois, a Revolução Industrial, o mercantilismo, as grandes descobertas… Nada disso ocorreria, não fosse o excesso de álcool de um velho mongol…

 


Extra: Sobre a série Marco Polo, da Netflix

Como já ficou claro, eu gosto de história, e aquela série não é sobre história.

 

Achei a série pifiamente romantizada e fantasiosa demais. Marco Polo é um moleque, que acaba virando uma espécie de assessor, estrategista militar, lutador de kung-fu e conselheiro de Kublai Khan!?!?

 

Todo mundo ali luta kung-fu: o chanceler chinês Jia Sidao, a irmã do chanceler, o Marco Polo, o monge, o filho do Khan!?!?

 

O pai de Marco Polo lidera uma cruzada cristã contra os mongóis!?!?

Mas tem algumas informações interessantes. Por exemplo, a história que o pai do Kublai Khan se sacrificou para preservar a vida do irmão Ogodei também é citada em outras fontes.

 


 

Links:

O fantástico livro “E se…?”, que conta algumas histórias que poderiam ter acontecido.

https://www.ancient-origins.net/history-famous-people/ogedei-khan-0010837

https://www.sciencealert.com/scientists-finally-know-what-stopped-mongol-hordes-from-conquering-europe

https://www.reddit.com/r/AskHistorians/comments/8lszit/how_historically_accurate_was_the_notion_that_the/*

 

https://en.wikipedia.org/wiki/Mongol_invasion_of_Europe

​Bagdá, a mais bela cidade de todos os tempos

Ali Babá, um pobre lenhador árabe, esbarra com o tesouro de um grupo de ladrões, na floresta. De repente, após uma nuvem de poeira, revelam-se precisamente 40 ladrões.

O tesouro dos ladrões está numa caverna, que é aberta por magia. A gruta abre-se usando-se a expressão “Abre-te, Sésamo” e fecha-se com as palavras “Fecha-te, Sésamo”. Quando os ladrões saem, Ali Babá entra na caverna, e leva parte do tesouro para casa…

Quando éramos crianças, ouvimos falar das histórias fantásticas de Bagdá: os contos das 1001 noites, Aladdin e sua lâmpada mágica, tapetes voadores, animais estranhos vindo dos recantos mais distantes do mundo, Sherazade e suas histórias.

Conhecemos a Bagdá do mundo dos sonhos: o centro cultural, artístico, financeiro e tecnológico do mundo. Era certamente a melhor e mais avançada cidade do mundo, a mais bela capital do mundo civilizado, lá pelo ano 1000.

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A cultura ocidental atual só existe devido aos pensadores do oriente médio. A Europa, no ano 1000, era um bando de reinos isolados, de bárbaros iletrados. Não chegava nem perto da radiante cultura persa. As obras dos grandes filósofos gregos, Platão, Aristóteles, foram traduzidas para o árabe nesta época e se mantiveram vivas na história da humanidade. E, séculos depois, os clássicos gregos foram redescobertos e transcritos para o latim. Não à toa, esta época da Europa é chamada de Idade das Trevas.

Quando eu era adolescente, comecei a me perguntar: onde fica Bagdá, a magnífica Bagdá dos meus sonhos?

Depois de alguns outros anos, fiquei sabendo que Bagdá é a capital do Iraque.

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E o Iraque contemporâneo, ao menos de algumas centenas de anos para cá, não é nem de longe uma referência artística e cultural do mundo moderno. Mesmo antes das guerras dos dois George Bushs, o Iraque de Saddam Hussein tinha zero do charme das histórias das 1001 noites.

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De Bagdá ao Iraque

Como a Bagdá virou o Iraque é uma história de mais de 1000 anos, e certamente são muitos e muitos fatores importantes.

Porém, eu queria destacar um marco desta história. Um autêntico ponto de virada. A história da humanidade é sempre não-linear, e são exatamente esses pontos de não-linearidade que fazem a vida de centenas de milhões de pessoas mudarem para todo o sempre.

Esta não-linearidade tem um nome: Genghis Khan. E o que ele fez? Deletou Bagdá do mapa. Apagou toda a glória de Bagdá, obrigando-a a recomeçar do zero. Esta história, e algumas de suas consequências, serão narradas a seguir.


Genghis Khan

Não estudamos a história do mundo, na escola. Para nós, o mundo se resume à Europa e aos Estados Unidos. Nunca ouvi falar de Genghis Khan nas apostilas. Entretanto, ele mudou para sempre o mundo, deixou cicatrizes que duram até os dias de hoje.

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Genghis Khan nasceu com o nome Temujin, no ano 1162, na Mongólia. A Mongólia é uma região árida, e tinha povos nômades organizados em tribos. Temujin uniu as tribos mongóis, onde “unificar” significa derrotar os outros exércitos, matar seus líderes e assumir o poder.

A unificação das tribos mongóis se deu ao longo de 20 anos de batalhas. Temujin se tornou o Genghis Khan. O termo “Khan” significa algo como “rei”, e “Genghis”, “grande”.

Uma vez dominada a Mongólia (e regiões vizinhas), o grande Khan começou uma estratégia de dominação do mundo inteiro. Partiu para o oeste, dominando os povos da região da Armênia, Afeganistão e outros. Partiu para o sul, onde dominou o norte da China (um de seus descendentes, Kublai Khan, encontrou Marco Polo e tentou conquistar o Japão, numa história que um dia eu conto).

Todo exército bem sucedido tem alguma inovação tecnológica ou de processos que dá uma vantagem sobre os oponentes. No caso dos mongóis, eles dominavam duas técnicas letais: o cavalo e o arco.

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O povo mongol, nômade, praticamente nascia montado num cavalo. Um mongol tinha 100% de afinidade com o seu cavalo, eram uma coisa só. Dominar uma montaria dessas, numa guerra, significava extrema força e mobilidade.

Além disso, eles dominavam o arco-e-flecha. Eram treinados desde cedo nesta arte. A combinação arco-e-flecha montada num cavalo, tornava-os praticamente imbatíveis: poderiam atacar de longe sem serem atacados, poderiam ir e vir com a velocidade de um raio.

Ao longo do tempo, eles foram incorporando tecnologias assimiladas dos povos conquistados. Ao exército mongol juntaram-se engenheiros chineses e sua máquinas para o cerco de cidades. Máquinas como a catapulta para lançamento de pedras e de óleo inflamável, tecnologias para construção de fortificações e pontes, algumas armas rudimentares baseadas em pólvora.

Os mongóis eram naturalmente rudes e ferozes. Por exemplo, os mongóis não lavavam as suas roupas, o que os tornava famosos pelo mau cheiro. Outro exemplo: eles eram acostumados a comer carne crua. Para amaciar um pouco a carne crua, eles a colocavam entre suas pernas quando montados no cavalo…

Pois bem, para completar, o grande Khan adotava a técnica do terror para maximizar o alcance de suas conquistas. Mandava mensageiros para submeter as cidades ao seu domínio, o que significava reconhecer os mongóis como senhores, fazer contribuições de ouro, alimentos, armas e exércitos ao Khan. Quem não obedecesse era sumariamente destruído, para servir de exemplo. A cidade toda era devastada, não sobrava pedra sobre pedra. Até mesmo os civis eram brutalmente executados. Eles varreram algumas cidades do mapa, como uma cidade afegã chamada Khwarezmia, que foi completamente dizimada.

Não havia exército que conseguisse se equiparar à força dos mongóis. Não havia quem fosse mais ágil, mais experiente em batalhas, e com tanto know how de engenharia de destruição. Era melhor se render do que tentar enfrentá-los.

Em física, o momentum é igual à força vezes velocidade. Um grande momentum atropela um pequeno momentum. Na Arte da Guerra de Sun Tzu, diz-se para atacar como uma pedra esmaga um ovo. O momentum é como uma pedra enorme rolando morro abaixo.

O momentum era de Genghis Khan.


O califado Abbasid

O califado Abbasid foi o terceiro califado após o profeta islamico Maomé. O comandante do califado era o califa, e a cidade de Bagdá era a capital da mesma. O califado Abbasid foi estabelecido em 750.

Na época de ouro, Bagdá era a maior cidade do oriente médio, e era conhecida mundialmente como a capital do conhecimento, por abrigar instituições acadêmicas importantes.

O poder do califado estava em pleno declínio, no século XIII, após décadas de intrigas políticas, guerras e governos ruins.

Em 1242, o califa al-Mustasim assumiu o poder da cidade. Diz um cronista da época, sobre o mesmo:

“Sem dúvida, não tem a menor aptidão para o reinado, e a grandeza passa longe do mesmo”


Os mongóis chegam à Bagdá

No ano de 1258, Genghis Khan já havia morrido. O comando do império mongol era de seu neto Mongke Khan, que enviou o irmão dele, Hulagu Khan, para conquistar os povos do Oriente Médio.

Hulagu Khan levou 150 mil soldados para o Oriente Médio, e contava com o apoio de outros povos subjulgados e aliados ocasionais: exércitos da Armênia, Geórgia, etc.

Enquanto o califado estava em franco declínio, os mongóis estavam em seu auge.

O cerco de Bagdá ocorreu em 1258 e durou apenas duas semanas. O califado falhou em se preparar para a batalha, sem exército à altura. Bagdá também achava que um ataque a eles poderia mobilizar aliados islâmicos em sua defesa, o que não ocorreu.

O exército mongol destruiu os canais de irrigação, arruinando a agricultura. Saquearam e destruíram mosteiros, palácios, hospitais. Roubaram os tesouros, estupraram mulheres, aniquilaram a população civil.

Eles mantiveram o califa vivo, para assistir à execução de seu exército. Depois, enrolaram o califa num tapete, e fizeram os cavalos o pisotearem até a morte. Para ter uma ideia, o califa era para Bagdá como o papa é para a igreja católica: imaginem colocar o papa num tapete para ser pisoteado por cavalos…

Dizem os cronistas que os rios ficaram vermelhos de sangue das pessoas. Os mongóis não poupavam nem mulheres nem crianças. Estimativas variam entre 200 mil mortes a 1 milhão. Sendo que a população total de Badgá era em torno de 1 milhão de habitantes, algumas dessas estimativas são exageradas numericamente, mas de qualquer forma a perda foi enorme.

Depois das pessoas, foi a vez dos livros. As bibliotecas de Bagdá continham uma quantidade enorme de clássicos, da matemática à medicina, da história à astronomia. Os mongóis queimaram as bibliotecas e jogaram os livros nos rios. Os rios, antes vermelhos de sangue, depois ficaram pretos de tinta, levando embora em suas águas centenas de milhares de vidas e milhares de anos de conhecimento.

Uma perda irreparável. Após a devastação mongol, havia pouco o que fazer. Não havia cidade, não havia agricultura, não haviam pessoas, não havia mais livros.

Conseguiria Bagdá renascer das cinzas?

Este evento é considerado o fim da era de ouro islâmica.


Quem parou os mongóis?

Pouco tempo após a devastação de Bagdá, um único evento pôs fim ao terrível avanço mongol. Outra não-linearidade na história: Mongke Khan faleceu.

Era costume na época os comandantes mongóis retornarem ao país para prestar tributos. Muito mais do que tributos, os generais mongóis estavam concorrendo para assumir o império. Ao parar de conquistar o mundo externo, e começar a brigar entre si, eles perderam o momentum, e foram sendo derrotados nas pontas. Era o início do fim do império mongol.


Os dois ovos da fênix

No belíssimo conto de Sandman chamado “Ramadã”, conhecemos a história do califa Rahum Al-Raschid e a sua formidável Bagdá. Simplesmente, a mais bela cidade de todos os tempos. Porém, ele estava preocupado em manter a sua Bagdá eternamente reluzente e radiante.

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Al Raschid faz um trato com Sandman. Ele vendeu Bagdá ao senhor dos sonhos, em troca da promessa de manter a memória da grandiosa cidade viva eternamente. Por conta disto, é possível vê-la até hoje, em toda a sua glória, tapetes voadores e histórias de 1001 noites, no mundo dos sonhos.

Nos porões do castelo de Al Raschid, descendo escadas, masmorras e entradas secretas, há uma sala cheia de ovos. Ovos de todos os pássaros do mundo, de todos os tamanhos e todos os tipos.

Nesta sala se encontram os dois ovos da Fênix. Quando a Fênix morre, ela põe dois ovos.

Um deles é dourado, da onde nasce outra Fênix.

O outro é preto, e ninguém sabe o que nasce deste ovo.

Infelizmente, foi o ovo preto que chocou.


Links:

https://en.wikipedia.org/wiki/Abbasid_Caliphate

https://www.thenational.ae/arts-culture/tragedy-and-glory-1.296038

http://lostislamichistory.com/mongols/

https://en.wikipedia.org/wiki/Mongol_conquest_of_Khwarezmia

https://en.wikipedia.org/wiki/Baghdad

https://www.audible.com/pd/History/Turning-Points-in-Middle-Eastern-History-Audiobook/B01AYGLFTO