“Thrashing” é um termo da computação. Basicamente diz que o computador está perdendo mais tempo tentando priorizar o que fazer do que efetivamente fazendo alguma coisa.
Imagine que você tem uma mesa de trabalho pequena, em que cabem apenas 2 livros. Na biblioteca, há milhares de livros. O thrashing acontece quando você fica indo e voltando para ler 10 livros ao mesmo tempo, onde cabem só 2. Antes de abrir o livro, já vai trocar por outro.

Você passa 99% do seu tempo andando de um lado para o outro na biblioteca e 1% realmente lendo.
Na indústria, o equivalente é o “tempo de setup” excessivo: gastar mais tempo preparando a máquina para o próximo produto do que na produção em si.
Hoje, com o avanço da IA e a enxurrada diária de informações, corremos um sério risco de sofrer um thrashing mental.
Mesmo que a tecnologia aumente nossa produtividade e nos permita gerenciar o dobro de projetos, a mudança de foco de um trabalho para outro (a troca de contexto) já exige um tempo e um esforço cognitivo gigantescos.
Apesar de parecer possível fazer um montão de tarefas, na prática, temos um limite (até os computadores têm)!
Ação: Cuidado com o thrashing mental.
Socorro, sou júnior!
(Reflexões para data scientists em começo de carreira)
Não é o RH que define o seu plano de carreira. Nem o seu chefe. É você mesmo o responsável pela sua carreira. Se estiver tempo demais em uma posição que esteja pequena em desafios e responsabilidades, negocie, corra atrás, procure alternativas. Senão, por inércia, estará bom e tudo se manterá igual.
Oportunidades boas dificilmente surgem do nada. As melhores vagas nem são abertas ao público geral.
O Compêndio de Ideias do Prof. Arnaldo: https://asgunzi.github.io/Compendium/
