Inteligência Artificial é um assunto que ninguém aguenta mais, mas o livro Co-Inteligência, de Ethan Mollick, tem bons pontos. Além disso, IA é um tema importante para o futuro, gostemos ou não.

(Nota: Acho que gramaticalmente é sem separação, cointeligência, mas eu acho mais bonito deixar separado)
Condensando em quatro pontos principais:
- Sempre chame a IA para a mesa. Testar em tudo, mesmo tarefas pequenas.
- Seja o humano no circuito. IA erra, alucina, precisa de supervisão.
- Trate a IA como uma pessoa. Converse, dê contexto, refine (este ponto específico não gostei, daqui a pouco vai falar para fazer carinho na IA).
- Assuma que essa é a pior IA que você vai usar. A AI de amanhã será melhor do que a de hoje.
Para que testar em tudo? Porque há uma fronteira irregular (jagged frontier): a IA é ótima em umas coisas e péssima em outras, sem padrão óbvio. Só descobrindo na prática.
Centauro ou Ciborgue: Centauro divide tarefas com a IA (você faz uma parte, ela outra); Ciborgue mistura o trabalho linha a linha, num vaivém constante. A autor diz que a segunda abordagem é melhor. (Lembro da imagem do Ciborgue dos jovens Titãs)

Cuidado para não delegar tudo para a IA e não aprender nada. Tenha brio de entender o que a IA faz. Não seja o escravo da ferramenta, e sim, o mestre.
IA como estagiário genial: sabe muito, erra com confiança, precisa ser guiada e checada, e melhora absurdamente rápido.
Riscos: alucinação, viés dos dados de treino, dependência excessiva, perda de habilidades (deskilling, ou emburrecimento em bom português).
São bons pontos que valem a reflexão.
Sendo bem pragmático, a IA veio para ficar. Então, que aprendamos a fazer bom uso dela!
O Compêndio de Ideias do Prof. Arnaldo: https://asgunzi.github.io/Compendium/
