O livro “Por que os generalistas vencem em um mundo de especialistas”, de David Epstein, defende os generalistas na sociedade atual, que tende a valorizar especialistas.
Tese: pessoas que exploram diversas áreas, aprendem com erros e fazem conexões inesperadas são mais criativas e adaptáveis do que especialistas focados em um único campo.

O livro compara Roger Federer e Tiger Woods para ilustrar essa ideia. Federer, com uma formação mais generalista, explorou diversos esportes antes de chegar ao tênis. E Woods, desde muito cedo, já treinava golfe e é tido como exemplo de sucesso ao superespecializar.
Há os “domínios generosos” – como o xadrez – onde o treinamento focado leva à maestria e especialistas como Tiger Woods se destacam. Porém, a maior parte da vida é no “mundo perverso”, onde as mudanças são constantes e imprevisíveis, e os generalistas têm vantagem por terem tido mais conhecimento.
Eu acho o argumento como um todo simplista. Um exemplo dado é sobre os cadetes de West Point, que em sua maioria deixam a carreira militar após uma formação forte e generalista. Para mim, tem muito mais fatores envolvidos. Exemplo, o ITA é um caso análogo, e muita gente que opta pela carreira militar (como eu), escolheu a escola por ser top, e não porque queria seguir carreira. Então é natural sair depois de algum momento, e não tem relação alguma com ser generalista ou especialista.
Também há a discussão sobre Nature versus Nurture (genes ou esforço?).
Para alguém tão talentoso com Woods, será que faria alguma diferença tivesse começado com uma formação mais generalista e depois se especializado?
De qualquer forma, o livro traz um ponto de vista interessante e alguns insights sobre a importância de ter formação generalista até certo ponto e especialista em outros.
Adendo: Curiosamente, há um paralelo com o livro “Superforecasters”, de Philiph Tetlock. Lá ele comenta que raposas (generalistas) são melhores preditoras do que porco-espinhos (especialistas).
Reflexão
Não perca tempo desejando mal de outrem. Isto em nada melhorará a sua vida. Use esta quantidade de tempo para viver, para melhorar a sua própria vida.
É mais fácil falar do que fazer, é verdade. Principalmente porque somos seres sociais. Mas é a mais pura verdade. A cada segundo desejando algo, é um segundo a menos para melhorar a si mesmo…
O Compêndio de Ideias do Prof. Arnaldo: https://asgunzi.github.io/Compendium/
