Demografia do Japão

Dizia o grande mestre Peter Drucker que a demografia é uma bomba relógio. É o futuro que já aconteceu. Isto porque um excesso ou falta de pessoas numa faixa etária só pode ser corrigidos em gerações seguintes, ou seja, há um lapso de tempo de vários anos para tal.

Um gráfico extremamente útil para analisar a demografia é a pirâmide populacional. Pirâmide porque tem uma base larga, que vai estreitando no topo.

O Japão, em 1950, apresentava uma pirâmide peculiar. O gráfico tem um dente na população masculina de 20 a 30 anos, principais vítimas da segunda grande guerra.

Ao longo dos anos, a industrialização permitiu ao Japão aumentar a expectativa de vida. Também ocorreu uma diminuição da taxa de natalidade, característica comum a todos os países urbanos. A pirâmide foi ficando mais comprida e estreita.

No gráfico contemporâneo, de 2010, nota-se que o número de crianças é muito pequeno. Não parece mais uma pirâmide.

O Japão tem uma sociedade extremamente competitiva. Todos querem se formar na melhor universidade, e obter os melhores empregos. É lógico que não há espaço para todos, e os perdedores desta disputa feroz se sentem muitas vezes marginalizados. Talvez por isso, a taxa de suicídios seja uma das maiores do mundo.
Numa sociedade extremamente competitiva, uma mulher parar a carreira para ter filhos é uma desvantagem. E para o pai, um custo gigantesco, já que o filho vai precisar entrar nas melhores e mais caras escolas para competir. Portanto, há pouco incentivo para ter filhos.

Outra questão é a da imigração. A sociedade japonesa é extremamente xenófoba. Há poucos imigrantes. Justamente seriam os imigrantes que possivelmente trabalhariam por baixos salários e ajudariam a sanear o deficit populacional.
Um efeito curioso. Os imóveis estão perdendo valor. Ficando mais baratos ano após ano. Afinal, com a população diminuindo, sobram casas (principalmente no interior).

O gráfico projetado para 2050 é tenebroso. Será uma sociedade de idosos. Uma pirâmide invertida.

O economista Thomas Malthus previu que a humanidade se expandiria tanto que faltaria comida para tanta gente. Mas o tal problema da superpopulação nunca aconteceu. O que vai acontecer é exatamente o contrário: vai faltar gente.

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